Capítulo 31: Pedido de ajuda

Quando saí do banho, ele estava me esperando sentado sobre a cama, disse que Mya tinha terminado o almoço e que eu deveria descer para comer. Acompanhei-o até o primeiro andar e me sentei na mesa com os dois, enquanto Eren aproveitava para me falar sobre o que tinha acontecido naqueles dias. Deixando-me surpreso.

— No dia seguinte após a sua partida. Quase dez bestas nos atacaram e nos dias depois desses, ao menos uma besta por dia aparecia. Foi estranho — comentou o recruta enquanto se servia.

— Naquele primeiro ataque, parecia que Eren era o alvo, pois todas as bestas foram atrás dele — comentou Mya, chamando a minha atenção para ela. — Depois disso, eles pareciam estar fazendo testes. A cada dia entravam por um lugar diferente e teve em um dos dias que a besta ignorou o Eren e veio atrás de mim — reportou com detalhes.

— Verdade. Fiquei tão surpreso que perdi a minha concentração na luta e acabei me ferindo — completou o recruta, colocando a mão sobre o ferimento no ombro que estava enfaixado, faixas essas que ficavam bem visíveis devido a camisa regata que ele vestia.

— Julgando pelos ataques, se tivesse alguém controlando as bestas, o que acha que ele ou ela estava pensando? — perguntei curiosamente. O pirralho parou por alguns instantes e pensou seriamente, dando-me uma resposta logo em seguida.

— O primeiro ataque pareceu meio desesperado. Eles deviam estar pensando que estou ficando muito bom em matar bestas e que deveriam me matar antes que eu melhorasse ainda mais e precisavam aproveitar essa oportunidade, já que você não estava por perto — disse seriamente, para a minha surpresa.

— No restante dos dias, assim como Mya falou, eles pareciam estar fazendo testes. Não querendo se arriscar em um confronto direto contra mim, eles estavam buscando um modo de me matar sem que fosse preciso um combate... Provavelmente estavam procurando minhas fraquezas — encerrou calmamente.

— Impressionante... Parece que o treinamento de análise está começando a valer o esforço — disse honestamente, percebendo que não foi um erro dedicar várias horas para conversarmos sobre as bestas, seus padrões de ataques e os possíveis motivos que as levariam a atacar.

Fizemos silêncio enquanto fazíamos a refeição e depois de descansar um pouco e eu falar um pouco de minha missão, eu e Eren subimos ao quarto. Meu objetivo era tirar a prova sobre o seu conhecimento daqueles caracteres estranhos e falar sobre o ovo e a conversa que tive com Arlet, mas não contava com um ataque surpresa.

Assim que fechei a porta e me virei para ele, senti seus braços rodearam a minha cintura e lentamente o seu rosto se aproximou do meu. Eu podia ter evitado o beijo, mas, não é como se eu realmente quisesse fazer isso.

Recebi o beijo e o retribui, segurando em seu pescoço e fazendo um carinho em sua nuca. — Senti sua falta... Pior do que ter que enfrentar bestas sozinho, foi não tê-lo ao meu lado na cama quando ia dormir — confessou o garoto, mantendo seu rosto a uma distância pequena do meu, dando-me beijos a cada poucos segundos.

— Também senti sua falta — admiti vendo um sorriso alegre em seu rosto, enquanto voltava a beijá-lo. Suas mãos foram até a frente de meu corpo e tocaram o cinto de minha calça, fazendo-me ter que segurar em seu pulso para conter seus avanços.

— Capitão — choramingou quando foi detido, me afastei apenas o suficiente para encerrar o beijo, enquanto usava a mão em sua nuca para puxar seu rosto até que sua testa abaixasse e tocasse a minha.

— Ainda é dia, Mya está acordada e pode chegar alguém a qualquer momento. Além de um ataque poder acontecer e de você estar ferido... Agora, não é a melhor hora para sexo. Vá dormir, seus olhos estão cheios de olheiras — expliquei de modo gentil, não querendo começar uma briga.

— Não vou conseguir dormir desde jeito — explicou ao pegar a minha mão, que estava antes em seu pulso, conduzindo-a até seu membro para que eu sentisse-o ereto. — Vamos fazer silêncio e pode ser rápido, apenas para matar a saudade... Por favor — pediu em um tom de quem estava sofrendo.

Eu não podia negar que também estava com o desejo nas alturas, mas realmente estava preocupado com seu bem estar. — Rivaille — continuou a choramingar, fechando seus olhos e aproveitando o toque de minha mão que ainda permanecia em seu membro, mesmo que por cima da roupa.

— Só uma vez e sob o meu controle — decretei, puxando-o para um beijo. Enquanto ele retribuía o beijo, apertei seu membro e aproveitei para usar a sua boca na minha para abafar seus gemidos.

Depois segurei em sua cintura e lhe conduzi para trás, ainda beijando-o, parando só quando ele alcançou a cômoda ao lado da cama. Me separei alguns instantes, abri suas calças e baixei-as até os joelhos, pegando na gaveta uma das camisinhas e o lubrificante. Deixei o preservativo sobre a cômoda e passei o lubrificante em dois dedos.

Virei-o de costas para mim e ordenei: — Tape a boca — Vendo-o me acatar e em seguida penetrei meus dois dedos de uma única vez. Seus gemidos foram contidos por pouco, enquanto eu fechava meus olhos tentando controlar meu próprio desejo e impulso. Movi meus dedos em seu interior, apenas o suficiente para umidecer a entrada e facilitar a minha penetração.

Após retirar meus dedos, abaixei minhas próprias calças até as coxas, coloquei o preservativo e me coloquei dentro dele com um único movimento, fazendo-o ter trabalho para conter seu gemido. — Desculpe... Não temos tempo e no momento, não tenho muito controle — pedi já iniciando os movimentos com o quadril.

Eren apoiou suas duas mãos sobre a cômoda e curvou seu corpo, mordendo seu lábio inferior para conter os gemidos. Segurei em sua cintura e forcei-me contra ele, uma, duas, dezenas de vezes, ouvindo aqueles gemidos contidos que pareciam me enlouquecer ainda mais.

Colei meu corpo no seu, envolvi seu membro ereto com uma das mãos e fiz movimentos rápidos, enquanto mexia meu quadril sem me retirar de dentro dele. Eren respirava com dificuldade e seu clímax não demorou a vir, suas pernas não estavam nas melhores condições e tive que sustentar parte do seu peso, ao abraçar a sua cintura e mantê-lo de pé, enquanto recomeçava os movimentos de penetração, em um ritmo mais acelerado.

— Tire a camisinha... Eu quero senti-lo mais — pediu para que eu liberasse a minha ejaculação dentro de si, algo do qual gostava muito e que me confessou em um momento passado, que lhe dava muito prazer.

— Hoje, não — disse determinado, encerrando meus movimentos ao me afundar dentro dele e atingir o meu orgasmo.

Eu gostava muito de fazer sexo sem camisinha, ainda mais quando sabia que entre nós não havia problema. Mas, ao gozar dentro dele, isso pedia por um banho depois e no momento não podia dar a ele esse luxo, pois podia ver pela janela em sua frente, vindo de bem longe, um cavalo que vinha rapidamente na direção de minha base.

Retirei-me de dentro dele, joguei a camisinha fora e me vesti, enquanto Eren fazia o mesmo. Quando ele olhou pela janela, viu um homem a cavalo entrar na cidade abandonado e vir em nossa direção.

— Isso é sua culpa. É porque disse que alguém podia chegar a qualquer momento — disse Eren triste.

— Desculpe, mas ao menos tivemos tempo para um rodada. É melhor do que nada — lembrei, beijando-o e vendo que a faixa em seu ombro estava manchada de vermelho. O esforço para apoiar seu corpo, parecia ter aberto o seu ferimento.

— Uma vez, está longe de saciar o meu desejo — disse sendo honesto, voltando a me abraçar pela cintura e a me beijar.

— Rivaille, Capitão Rivaille! — gritou uma voz desesperada, batendo na porta, no andar debaixo.

— Hora de trabalhar, pirralho insaciável — disse dando-lhe um selar de lábios e correndo para fora do quarto, descendo as escadas às pressas e indo atender a porta. O homem estava com seu braço ferido, assim como sua perna e lágrimas escorriam pelo seu rosto.

— Por favor, Capitão! Salve a nossa cidade! Aqueles soldados não conseguem nos proteger! — dizia desesperado. Para mais uma surpresa naquele dia.

Notas finais
Até mais. :-)