Capítulo 46: Aproveitando o tempo chuvoso

O movimento que Eren me mostrou, me deixou surpreso e muito orgulhoso. Sem que eu soubesse, Eren tinha treinado o seu "descontrole" e agora podia ter acesso a um pouco mais de velocidade e força, mesmo que ainda esteja sob controle, tendo apenas os olhos às vezes amarelos e as vezes vermelho como prova de que não estava no seu normal.

Ver o quanto ele evoluiu ao ponto de aceitar seus poderes e aprender a controlá-los me deixou realmente feliz, pois eu sabia que ele sentia medo daqueles poderes e com o seu treinamento e o resultado que obteve, o pirralho provou para mim e para si mesmo, que a vontade de lutar e proteger os inocentes é muito maior que o medo que sente de suas próprias habilidades.

Conversei sobre a possibilidade de torná-lo um soldado e deixar para trás o status de recruta, mas Eren se recusou, alegando que isso iria chamar atenção de muitas pessoas e que não queria essa atenção indesejada por agora. Não discordei, pois podia entender seus sentimentos.

Quanto aos seus "amigos de infância", fiquei surpreso quando o garoto disse que queria falar com eles, mas não me meti e nem opinei sobre sua decisão. Eren não era uma criança. Apenas fiz um pedido ao Erwin para que desse permissão aos dois para vir vê-lo, já que obviamente, não iria deixar Eren voltar a base do Major.

Já no dia seguinte os dois apareceram na nossa base, a base na cidade abandonada, mas apesar da surpresa com o lugar, não fizeram questionamentos. Acompanhei a conversa e meu orgulho só cresceu na medida em que ouvia as palavras do meu jovem marido.

Ele agradeceu Armin pela ajuda e disse que realmente prezava pela vida dos dois, mas que eles deveriam seguir caminhos diferentes a partir de agora e agir como se não se conhecessem. Eren foi claro em dizer que não pode confiar neles e que por não poder mais tratá-los como amigos, justificou que lhes trataria como inimigos e os laços entre eles deveriam ser cortados. Com um abraço de despedida, Eren limpou sua mente e estava pronto para ignorá-los sem sentir culpa.

Na noite antes da nossa partida, a chuva finalmente se iníciou e com ela veio a nossa chance de relaxar e namorar. Nina, a esposa do falecido chefe da vila das montanhas, sabendo o que aconteceria naquela noite, reuniu as crianças e levou-as todas para a outra casa, embora elas normalmente dormissem ali, assim como os demais.

Mas depois de tantos meses, outra casa foi construída e pouco a pouco estávamos reformando a cidade. Eles já se acostumaram a vida naquela base e ao meu relacionamento com Eren, então vivíamos todos juntos sem grandes problemas. Apesar de alguns poucos ataques de bestas, todos ainda estavam vivos e poderia ser dito que estavam felizes.

Nós dois fomos ao quarto e apesar de ser a hora de tomar banho, nem um de nós queria desperdiçar tempo com isso. Parados ao lado da cama, eu abraçava Eren pela cintura e beijava seu pescoço, enquanto ele abraçava-me pelo pescoço e gemia baixo.

— Parece que você cresceu de novo — comentei ao tocar na barra da sua camisa e ver que ela estava mais para cima do que o normal, ouvindo-o rir e se afastar alguns centímetros.

Antes ele era uns cinco centímetros mais alto que eu, agora esse número deve ter duplicado. Mas apesar do desenvolvimento em seu tamanho, ainda era o meu recruta, o meu pirralho e o meu marido.

— Vai ser um problema se eu continuar a crescer?

— Nem um pouco — respondi descendo a minha mão e tocando suas nádegas, apertando-as levemente — Quanto mais crescer, maior será o corpo que posso tocar e amar, nada além disso — encerrei a minha resposta, vendo o seu sorriso pouco antes de seus lábios se abaixarem até os meus.

Enquanto sua língua explorava a minha boca, me dediquei a tocar seu corpo e percorrê-lo com minhas mãos... Eu realmente gostava disso, gostava de poder tocá-lo daquele modo e saber que tudo o que eu tocava era meu e de mais ninguém.

Entre a troca de beijos, empurrei-o lentamente para trás, conduzindo-o até a cama e fazendo-o deitar. Após deitar entre suas pernas e por cima do seu corpo, começamos a nos despir, parando a nossa troca de beijos por pouco tempo e retomando assim que possível. O tempo estava frio e apenas o calor corporal podia nos manter aquecidos, quando não havia mais roupa alguma para nos proteger do tempo gelado.

Com suas pernas abertas e após uma rápida preparação, coloquei-me completamente dentro dele, sentindo seu interior me apertar e um gemido de prazer deixar ambas as nossas bocas.

— Apertado!... Como pode ser tão bom em todas as vezes? — perguntei a mim mesmo, mantendo-me parado e segurando meu corpo com o apoio dos braços sobre a cama, mas pronunciando a pergunta e ouvindo-o rir.

Sua mão que estava em minhas costas, desceu até minha bunda, apertando uma de minhas nádegas e puxando meu corpo para mais perto do seu, fazendo meu membro ser enterrado ainda mais em seu interior, até que uma leve pontada de dor pudesse ser sentida em minha ereção e provavelmente em seu ânus, uma leve dor que virava prazer em poucos segundos.

— Sempre que está dentro de mim, me pergunto como pode parecer ser ainda melhor do que a última vez e como pode esse homem sobre mim, parecer ainda mais gostoso — disse com tom malicioso. Abaixei meu rosto perto do seu, e fiz um movimento de retirar e voltar ao seu interior com grande força, ouvindo sua respiração surpresa e o gemido que escapou sem que ele conseguisse se conter.

Beijei o canto dos seus lábios e depois sussurrei: — Eu, gostoso? Você deveria se olhar mais no espelho, garoto — Mordi levemente seu queixo e completei — Se você fosse uma comida, já teria te devorado há muito tempo.

— Eu não sou comida, mas você está me comendo nesse momento — retrucou sem qualquer respeito, usando palavras que normalmente não falaria e obviamente me provocando muito. Eu amava aquele lado adulto do pirralho, tanto, que quase podia atingir o meu prazer apenas ouvindo aquelas frases de cunho sexual enquanto ele sorria maliciosamente.

— A melhor parte desse tipo de comer, é que a comida nunca vai acabar. E se depender de mim, pode me comer quantas vezes quiser — admitiu, fechando seus olhos, movendo seu quadril para obter algum prazer, gemendo e arranhando minhas costas.

— Nem todo mundo tem essa energia ilimitada, pirralho insaciável — disse começando a me mover dentro dele, e estabelecendo um ritmo prazeroso, mas que nos fizesse durar algum tempo. — Porém, garanto que posso satisfazê-lo — sussurrei em seu ouvido, sentindo seu corpo tremer com o som da minha voz excitada.

Desci uma das mãos até a sua cintura e segurei seu corpo, enquanto aumentava meus movimentos. Eu gostava daquela posição por poder beijar sua boca devido ao seu rosto na frente do meu, então aproveitei para tomar seus lábios o máximo de tempo que podia, parando o contato entre nossos lábios e línguas apenas quando esquecia de respirar ou precisava desesperadamente gemer devido ao grande prazer.

Naquela noite não estava usando camisinha e fiz o que ele mais gostava, ejaculando dentro dele e fazendo-o se sentir bem em ser preenchido. Mudamos para várias posições e a cada novo clímax me afundava dentro dele até ouvir seu gemido de dor. Meu sêmen escorria da sua entrada na medida em que novas descargas eram feitas dentro do pirralho, mas nem um de nós se importou.

Eu não entendia bem o motivo, mas gostava muito de ver meus fluídos saindo do seu corpo, principalmente quando ele estava de quatro sobre a cama e eu podia ver enquanto tudo saia de dentro dele e escorria por suas pernas e pingava sobre a cama... Talvez fosse algum tipo de fetiche, mas ver tal cena realmente me excitava.

Assim como para Eren, que ao sentir a minha liberação dentro de si, dizia ser incrível e excitante... Até quando se tratava das preferências na hora do sexo, éramos estranhos e ao mesmo tempo, perfeitos um para o outro.

Quando finalmente acabamos, a noite já começava a se tornar dia. Estávamos ambos esgotados, mas sem dúvida, tinha válido muito a pena. A chuva ainda persistia, então nos abraçamos de frente e dormimos sendo aquecidos pelo nosso contato.

Dormi com a cabeça encostada em seu peito e escutando as batidas agitadas do seu coração. O coração não era meu, então não podia mandá-lo ficar quieto, mas no fundo não me importava com o barulho. Preferia mil vezes ficar acordado ouvindo-o bater, do que imaginar sequer um segundo que ele pudesse estar parado.

— Levi, acho que exageramos — comentou o pirralho sonolento, abraçando-me um pouco mais.

— Foi você quem provocou.

— Você não deveria cair na minha provocação — retrucou se afastando alguns centímetros e sorrindo para mim.

— É impossível ignorá-lo — Com minhas palavras ele riu.

— Capitão Rivaille, não deixe mais ninguém te influenciar ou te controlar dessa maneira, promete?

— Ninguém é tão louco quanto você, para tentar me controlar — respondi vendo-o agora gargalhar. — Tirando as palavras do meu amigo Erwin, não escutarei mais ninguém além de você, então seja um bom marido e continue ao meu lado.

— Sempre estarei ao seu lado, Capitão — disse aquelas palavras que sempre balançavam meu coração e ao mesmo tempo podiam facilmente acalmá-lo.

— Por falar nisso e lembrando do casamento, eu estava pensando em algo divertido esses dias.

— O que é? — perguntei curioso.

— Como somos casados e somos homens, normalmente ambos nos chamamos de marido, mas fiquei curioso em saber algo... Se usássemos o termo "esposa", qual de nós deveria usá-lo. Tipo... Eu sou o passivo da relação e o mais gentil, mas você é aquele que melhor faz os afazeres domésticos e o mais responsável... Tudo isso forma uma esposa, não é?

A sua pergunta foi séria, apesar de ser algo próximo de uma brincadeira, mas isso fez com que se tornasse ainda mais engraçado. Deitei-me de costas na cama e ri, mas ri muito, como não fazia há muito tempo, enquanto ele me observava com um sorriso carinhoso em sua face.

— É uma pergunta interessante... Vamos procurar uma resposta para ela um outro dia — concordei, fazendo sinal para que fosse dormir. Ele desceu mais na cama e deitou sua cabeça em meu peito, fechando os olhos e se preparando para dormir. A chuva estava diminuindo e em breve teríamos que voltar ao trabalho, era bom descansar, ainda mais quando teríamos que partir em missão naquela noite.