Perfeita?
4 Corrupção PARTE 1
Notas iniciais
Os olhos rosados fitavam fixamente o telefone acima da mesa de cabeceira à esquerda da cama. Em sua tela um nome era destacado, o nome que a enfureceu. Lentamente seus olhos se tornaram vermelhos, e sua expressão se tornou sombria e seus olhos ficaram vazios e opacos. Sua sede de sangue crescia a cada segundo que passava olhando para o aparelho. Questionou-se quem seria essa garota, e qual era seu envolvimento com Lux. Nixia, deixaria esse nome muito bem guardado em sua memória, para caso ela seja um empecilho num futuro próximo. Já tendo uma ideia de como tirá-la do caminho quando for necessário. Dado que ela não permitirá nenhum “obstáculo” entre ela e a sua luz, provavelmente seria necessário dar um “jeitinho” nessa… Nixia cedo ou tarde. Saiu de seus pensamentos quando notou que Lux estava acordando. Lux pegou o telefone mesmo ainda estivesse com sono demais para o atender. Mas ao ouvir a voz do outro lado da linha, despertou imediatamente, se esquecendo de Jinx por um breve instante.
Ciúmes carcomia Jinx por dentro, algo era bem explícito em seu rosto, porém quando Lux voltara-se a ela rapidamente mudará sua expressão, mostrando um sorriso triste. Lux se desculpa por ficar no telefone por tanto tempo. Ela ajeitou-se na cama ficando de joelhos, disse que já fazia alguns anos que não conversava com sua prima. Jinx a interrompeu, apontando para baixo, mostrando a ela sua falta de roupas. Lux ficou tão vermelha quanto o tomate ao se dar conta, escondendo-se debaixo dos lençóis. Depois de algum tempo elas estavam na cozinha tomando café da manhã, e Lux estava obviamente muito nervosa e envergonhada. Jinx, por outro lado, estava bem calma com a situação, era como se nada tivesse ocorrido e a noite passada nunca tivesse existido. Observava a loira achando seu nervosismo fofo, após finalizar seu café da manhã levantou-se se preparando para ir embora, pois sabia que certas pessoas estariam ali em alguns minutos. Lux a acompanhará até a sacada onde se despediram. Mas antes de ir, a garota de cabelos azuis olha no fundo dos olhos da loira fazendo um convite de forma muito casual.
— Você está livre no próximo sábado? — Olhava séria esperando uma resposta.
— Ah, sim, mas porque a pergunta? — se afasta um pouco.
Energicamente segura as mãos de Lux, sorrindo como uma criança.
— Ótimo, então sábado que vem vamos em um encontro! — Sem dar tempo para a mais velha falar, continuou. — Não se preocupe, deixa que eu cuido de tudo. — Se vira subindo na mureta de vidro. — Até sábado sunshine!
Saltou e desapareceu no ar como um fantasma. A loira ainda processava o que havia acabado de acontecer, se apoiou no parapeito e começou a repassar os ocorridos dos últimos dois dias.
— É meio surreal pensar nisso agora, eu estar gostando de uma terrorista é uma coisa engraçada de se pensar. Mas quando exatamente comecei a gostar dela?
Olhando a frente, vendo o sol brilhante, reluzir contra os telhados e janelas da cidade abaixo. Recordou-se da primeira vez que ela e Jinx haviam se encontrado.
Isso ocorreu há três semanas, durante a sua primeira patrulha com Caitlyn e Vi. Elas haviam recebido uma chamada de invasão, pois alguém invadiu o museu de Histórico Piltover. Ao chegar no local se deparam com a porta destruída, com sinais de explosão. Com isso, Caitlyn parecia saber de quem poderia ser o invasor, olhou por cima do ombro e ordenou que suas colegas ficassem de guarda. Mas assim que elas colocaram seus pés no museu, uma bomba foi detonada, provocando um desmoronamento, abrindo um buraco no chão. Lux acordou ainda um pouco atordoada devido à explosão, levantou-se devagar e com os olhos começou a buscar por suas colegas. De repente outra explosão ocorre, ao olhar para o alto alguém cai em cima dela. Após a poeira se dissipar, abrir os olhos deparou-se com uma linda garota. Cabelos azuis como safira, e lindos olhos rosados brilhantes como um magnífico cristal de quartzo rose. As tatuagens que cobriam parte de seu corpo deixavam ainda mais bela e atraente. Ficando hipnotizada observando seu rosto delgado e aqueles lábios pálidos, as curvas de seu corpo esguio e bem treinado a faziam imaginar certas coisas que não deveria. A garota a observava fixamente seus olhos como se estivesse admirada, a mais baixa parecia fascinada e curiosa. E por um instante o tempo pareceu parar, devido a isso, encarando-se por alguns instantes. No entanto, retornaram à realidade ao ouvir Caitlyn e Vi se aproximando. A jovem fugiu, mas não sem antes olhar novamente para Lux, desde então não conseguiu tirar essa garota chamada Jinx de sua mente.
— Acho que é verdade o que dizem sobre o amor, ele é mesmo cego — com um riso fraco me afastei do parapeito — o que faço agora? — E coçando a cabeça entrei.
Enquanto arrumava a bagunça da noite passada, ouvi o timbre da campainha soar, ao me aproximar da porta avistei pelo olho mágico minhas colegas.
— Caitlyn, Vi o que fazem aqui tão cedo? — Abri a porta surpresa.
Estava confusa, pois elas não costumavam vir até a minha residência, muito menos com expressões tão sérias.
— Precisamos conversar. — Entraram sem dizer mais nenhuma palavra.
— Sobre exatamente o que vocês vieram conversar? — Ofereci-lhes um pouco de chá, curiosa sobre o que era tão urgente que não poderia esperar até segunda-feira.
— E sobre o caso da terrorista Jinx — engasguei com o chá, depois lentamente levantei os olhos — Você está bem Lux?
Não é claro que não, como poderia estar bem se ela estava aqui há uns minutos mais cedo, eu estaria numa fria. Acho melhor não dizer nada e ficar calada ouvindo.
— E, então, temos novas pistas? — Porque acho que não deveria ter perguntado isso.
— Na verdade, sim, ao parecer, ela tem feito visitas recentemente ao lado alto frequentemente. Por isso suspeitamos que ela esteja planejando um ataque em larga escala. — Sério, como elas chegaram a essa conclusão. — Temos essa suspeita, pois ela tem perambulando por locais específicos demais, desde esse bairro até os arredores da delegacia e por fim o distrito comercial. Então gostaria de saber, se você não viu nada de estranho nesta área nos últimos dias?
— Não, não vi nada de estranho por aqui, por quê? — Merda, qualquer vacilo e eu tô fodida.
— E que nos preocupa que algo possa acontecer com você — olhei para Vi e parecia ter notado algo — o que foi Vi?
— Não é nada. — olhando no fundo dos olhos da loira — não abaixe a sua guarda, Jinx é muito inteligente e vai usar todos os truques sujos que puder para conseguir o que quer. — Eu não sei, se fico com medo da Jinx ou da Vi.
— Não se preocupe Vi, eu sei me cuidar, não serei derrotada tão facilmente — bem, eu acho.
Após elas irem embora, Lux seguiu sua rotina, limpou e arrumou a casa e saiu para fazer suas compras semanais. Enquanto fazia as compras, percebeu que alguém a observava. Ela olhou para todos os lados em busca de um observador, mas não encontrou ninguém. Dessa forma, pensou que isso poderia ser apenas uma ilusão. O fim de semana seguiu tranquilo, mesmo que às vezes ela sentisse que tinha um olhar vindo das sombras.
Na manhã de segunda-feira, enquanto se preparava para ir para o trabalho, algumas dúvidas sobre Jinx surgiram.
— Por que ela vem tanto para Piltover? — abre a porta para sair — será que ela estava indo ver outra pessoa? — Baixou a cabeça.
— Não ela disse que me ama, então ela não faria isso? Né? — sacudiu a cabeça em negação.
— Mas e se? Não. Ela nunca faria nada assim — ao levantar a cabeça seus olhos já não eram mais azuis — porém se ela for ver outra mulher, vou… não, não, não no que estou pensando. E claro que ela não faria nada parecido, preciso confiar nela um pouco mais.
O brilho roxo que tomava conta de seus olhos se foi, mas havia algo que ainda não havia ido. Assim que fechou a porta atrás de si, ela ouviu uma voz.
— Iras mesmo confiar nesta mulher? Achas mesmo que ela diferirá dele? Eres, uma tola Lux.
Olhou em volta assustada, pois essa voz estava perto, muito perto. Mas não tinha ninguém ali além dela, pensou estar ficando louca por trabalhar tanto. Seu dia foi normal, normalmente chato como sempre. Mas no caminho de casa começou a ouvir passos para se aproximarem. Andando mais quase correndo para tentar despistar o perseguidor, mas ainda ouvia os passos e eles estavam cada vez mais perto. Lux acaba tropeçando por não prestar atenção em seu caminho, quando se virou para encarar seu perseguidor ficou imensamente aliviada ao ver Jinx e não um pervertido de sobretudo.
Era Jinx, ufa ainda bem. Pera o que ela estava fazendo aqui? Será que ela estava me seguindo o dia todo, nah ela não faria isso. Deve ser apenas uma coincidência só isso.
— Desculpa por ter te assustado solzinho, e que eu estava vendo uns lugares para o nosso encontro — estendeu a mão para me ajudar a levantar — quando vi você do outro lado da rua, então vim falar com você, mas achou que deveria ter chamado você não é? —
— Bem, isso teria sido bom, me pouparia de quase ter um ataque cardíaco — disse brincando, mas ela parece não ter percebido ser uma.
— Ai meu deus, me desculpa não minha intenção. — Ela ficou um pouco desesperada e triste, estava fazendo uma carinha de cachorrinho abandonado.
— Jinx, calma, era só uma piada, não estava falando sério — a abracei para acalmá-la — bem, por que está vestida assim? — Queria saber porque a minha garota estava tão arrumada daquele se fosse para ver outra se não eu, creio que não conseguiria me controlar.
As peças de roupas que ela usava eram deslumbrantes e elegantes. Uma camisa preta de manga longa por baixo de um blazer de mesma cor, uma calça social escura e um salto alto de ouro e couro preto. Seu cabelo não estava com sua trança duplas de sempre, mas com um lindo rabo de cavalo alto, agora vendo melhor o cabelo dela parece brilhar contra a luz. Mas não há tempo para ficar hipnotizada com a sua beleza, ela estava planejando o nosso encontro ou será outra coisa? O que será que ela tem em mente?
— Então… O que você tem planejado para o nosso encontro? — Estou curiosa, mas perguntei por medo de que fosse outra coisa.
— Ah, encontro? Que encontro? — se virou para mim se fazendo de boba.
O que eu achava que iria conseguir, e claro que ela não dirá nada. Mas não custava perguntar não é?
— Jinx, você não quer dar uma, ah, dar uma passadinha na minha casa antes de você ir? — Deus porque fiz isso? Depois do que aconteceu há três dias, nunca iria aceitar.
— Claro, porque não. — Ela aceitou sem nem exitar?
Lux ficou extremamente incomodada ao longo do caminho de volta, já que não conseguia olhar para ela devido à sua grande vergonha. Entretanto, Jinx estava calma e não parecia incomodada ou nervosa, mesmo que as duas tenham dormido juntas no sábado. Porém, no elevador o clima do ambiente ficou tenso. Elas trocaram olhares rapidamente, ela ficou tímida e desviou o rosto com o coração acelerado. Observando o comportamento diferente de sua anfitriã, Jinx se perguntava o porquê dela estar agindo assim. Mas notou o rubor em seu rosto, vendo que ela estava envergonhada devido ao que aconteceu no último sábado. Aproveitando o momento para provocá-la, sabendo que a loira gostava dela, isso era bastante claro. Havia notado isso há algum tempo. Então abraçou um de seus braços pressionando-o contra seus seios, a deixando constrangida e com as orelhas cortadas. Deu a desculpa de estar um pouco cansada já que andar de salto alto não é fácil, perguntando se poderia apoiar-se nela um pouquinho. Com o coração prestes a explodir, Lux gaguejou um sim. Mas o acaso e o destino tinham mais do que só uma conversinha planejada para elas naquela noite. Ao sair do elevador perderam o equilíbrio, e as duas caíram no chão uma por cima da outra. Encarando-se fixamente, analisavam cada movimento e reação facial uma da outra como se esperassem por uma permissão.
— O que eu faço? Ela ta muito perto. — Com o rosto completamente vermelho, Lux tinha seu coração na garganta.
— Nossa, por essa eu não esperava. Mas nessa posição ela parece ainda mais linda ~oh~, ela está corada que fofa. Isso é algo que só posso ter, ver esse lindo rosto é um direito somente meu. E eu não deixarei mais ninguém ter esse direito além de mim. — Pensou Jinx que agora ficará ainda mais possessiva.
— Hã, por que de repente ela ficou mais bonita? Droga eu não consigo pensar direito. — Luxúria tomou lentamente a mente de Lux.
— Os olhos dela? Estão roxos, mas por quê? Eles não eram azuis? — Percebendo a mudança de cor, algo parecia estar errado com a loira.
— Prepare-se Jinx, pois a noite será longa. — Pensava Lux sorrindo maliciosamente
— Ei, Lux porque seus olhos…
Interrompida por um beijo longo, quente e apaixonado, Jinx perdeu suas forças cedendo ao prazer.
Afastando-se, olha o rosto ofegante da mais baixa. — Você gostaria de passar a noite na minha casa? — O que há de errado comigo, por que eu não consigo me controlar? Ah, foda-se.
Quando novamente olhou o rosto dela, Lux pegou Jinx em seus braços e a levou para dentro do apartamento e a jogou no sofá. Beijando-a com intensidade sem deixar a respirar durante minutos. Se separou dela por instante contemplando o rosto vermelho, a respiração ofegante com o olhar excitado de súplica, a mais baixa estava queimando de tesão. E com uma certa pressa e rudeza arrancou as roupas da garota sussurrando antes de selar seus lábios. — Esta noite será mais prazerosa do que a última. — Assim ambas se entregam ao prazer e à luxúria completamente. Com plano de Jinx correndo conforme fora planejado, mas até quando continuará assim?
[…] No dia seguinte
Deus, Lux estava muito selvagem ontem a noite. Nossa, nem sei quantos orgasmos tive. Ai, minhas costas. O que será que ela tem para ficar assim quando me vê? Também tem o lance dos olhos dela, por que será que ficaram roxos? Bem, parece que tem coisas que eu ainda não sei sobre o meu raio de sol, mas isso é algo que vou me preocupar em outra hora. Ai, desse jeito minhas costas não vão aguentar. Bom, agora tenho que ajudar ela a se preparar para o trabalho. Meu deus, isso parece até um sonho, e como se já estivéssemos casadas. Enquanto Lux tomava banho, eu estava fazendo o café da manhã. Enquanto isso, alguém em outro lugar sorria perguntando se deveria visitá-la. Na hora em que Lux iria sair, ainda com o olhar púrpura, deu um beijo na garota de cabelos azuis, sorrindo dizendo que voltaria logo. E caso se sentisse solitária, ela poderia mandar uma mensagem. Saiu com um sorriso malicioso e perverso no rosto, imaginando o que faria com ela esta noite.
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