Perfect!

51 Weekend: travel, party, trouble! (II)


Notas iniciais
Olá flores. Despois de um século retornei! Deveria ter postado domingo, mas tive uns problemas em casa e acabou que não deu. Somente agora de madrugada consegui um tempinho para postar, portanto não vou me demorar aqui. Grata por todas as rewiews passadas...More rewiews please....Boa leitura...Bjinhos flores. P.S: o próximo não irá demorar tanto, de verdade

“…We staked out on a mission;

To find our inner peace;

Make it everlasting so nothing’s incomplete;

It’s easy being with you, sacred simplicity;

As long as we’re together;

There’s no place I’d rather be…”

Rather Be

Clear Bandit feat. Jess Glynne

Residência Tommy e Cait(Sábado, 17/10- 05:10 a.m)

Tommy

Desço a escada cuidadosa e silenciosamente carregando nossas malas, me dirigindo direto para a garagem de casa.

Havia acordado por volta das quatro da madrugada e não conseguira dormir novamente então desci até a garagem adiantando o que era possível antes da hora da partida. Verifiquei nível de óleo (pela décima vez), gasolina e estado dos pneus. Mesmo o trajeto sendo curto até o aeroporto não gosto de correr riscos desnecessários.

Aproveitei também para dar as últimas recomendações a nossos empregados acerca da reunião que nossos filhos fariam a partir do sábado até a tarde de domingo recomendando expressamente que não permitissem nenhum tipo de exagero. Como estaríamos de volta no final da tarde, provavelmente ainda estariam comemorando quando chegássemos e dali em diante cuidaríamos de tudo.

Uma hora após ter acordado, retornei ao quarto para acordar Cait.

—Amor, acorde. Hora de preparar-se para a viagem – falo junto a seu ouvido rindo quando resmunga um protesto.

—É cedo ainda. Temos tempo – diz, encolhendo-se quando sopro e mordo o lóbulo – Tommy, não faz assim! – reclama tentando parecer brava.

—Não temos não – retruco, obrigando-a a virar-se para mim – Sei muito bem que a senhora vai enrolar e enrolar até as crianças acordarem, o que vai atrasar nossa saída imensamente. Ande, levante. Tomamos banho juntos e...

—E tomar banho juntos não vai atrasar nossa saída, por acaso? – questiona, me cortando, envolvendo meu pescoço com os braços, sorrindo sedutoramente, soltando um gritinho quando a ergo de surpresa, levando-a comigo para o banheiro – Tommy Merlyn, isso foi golpe sujo – reclama quando a ponho no chão já dentro do boxe sem, no entanto, soltá-la.

—Sou o rei do golpe sujo, sabia não? – brinco, inclinando o rosto até tocar seus lábios num beijo sedento que vai se tornando mais e mais exigente a medida em que corresponde.

Despimos um ao outro apressadamente, nossas roupas sendo jogadas em um canto qualquer do aposento enquanto a prendo contra a porta de vidro tomando seus lábios novamente num beijo que já começa exigente.

Abandono sua boca, a minha deslizando por seu corpo devagar parando quando alcanço sua intimidade. Distribuo beijos rápidos por toda a área, na parte interna de suas coxas antes de dar total atenção a seu sexo.

Beijo-o mais demoradamente, sugando, abrindo espaço para minha língua estimular seu clitóris fazendo-a gemer rouco. Aprofundo a caricias introduzindo-a lentamente, substituindo por meus dedos, induzindo-a ao gozo.

Fico de pé para um novo beijo segurando e erguendo sua direita, acariciando-a. Sem interromper o beijo, ergo a esquerda encaixando-me entre elas, penetrando-a devagar, cadenciando minhas investidas até ambos gozarmos.

—Amo sexo matinal! – Cait sussurra em meu ouvido, mordendo o lóbulo, e sorrio contra a pele de seu pescoço.

—Amo sexo com você a qualquer hora do dia – afirmo, sugando a pele num chupão que deixaria marca – Banho? – pergunto, erguendo o rosto para ver o seu.

—Humm...que tal um segundo round? – sugere, movendo o quadril lenta e sensualmente, me fazendo suspirar de prazer.

—É, vamos nos atrasar! – exclamo, sorrindo junto com ela – Ainda bem que não corro o risco de receber reclamação de minha passageira – digo, segurando-a firme enquanto, sem sair dela, inverto nossas posições.

—Com certeza não irá receber nenhuma reclamação comandante! – rebate, beijando e mordendo meus lábios, iniciando uma cavalgada cadenciada até gozarmos mais uma vez praticamente juntos.

Após satisfeitos (por hora) tomamos nosso banho entre beijos e caricias, retornando para o quarto ao terminarmos.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Cait (06:15 a.m)

—Este são os números do hotel onde estaremos hospedados. O primeiro é da recepção e o segundo de nosso bangalô. Se precisarem não hesitem em ligar, por favor – peço, entregando a folha de papel com os números a nossa governanta – Karina, não deixe os gêmeos ficarem até tarde na piscina de jeito nenhum. Ameace e se for o caso ligue direto para meu celular e me ponha pra falar com eles. Senhora Logan, Maddie e as amigas podem assistir televisão até no máximo meia noite. Lembre-a disso, por favor – acrescento – O que estou esquecendo? – questiono em voz alta, mordendo meu lábio.

—De entrar no carro. Caitlin, já repetiu as recomendações uma dúzia de vezes. Até as pedras da calçada já memorizaram – Tommy resmunga e o fuzilo com o olhar – Sério amor, tenho certeza que todos entenderam o que as crianças podem ou não fazer. Entre nesse carro de uma vez. Pense que quanto mais cedo partimos, mais cedo voltamos – argumenta e suspiro profundamente, voltando-me para minhas duas colaboradoras (prefiro chamá-las assim) novamente.

—Desculpem se estou sendo repetitiva – peço, ambas sorrindo complacentes.

—Entendemos senhora, e não se preocupe, estaremos alertas a tudo – garante nossa governanta – Pode viajar tranquila, senhora.

—Sim. Não deixarei os gêmeos tocarem o terror – Karina garante, sorrindo confiante.

—Certo – digo, tentando internalizar e acreditar em suas palavras – Certo – repito, respirando fundo outra vez – Meu pai e meu sogro dormirão em casa hoje. Eles ajudarão...Ou não!...a controlar minhas ferinhas- consigo brincar – Estaremos de volta domingo no início da noite – aviso – Até mais – despeço-me, me encaminhando para o carro.

—Podemos? – Tommy pergunta assim que me acomodo.

— Podemos – anuo, voltando o rosto para encará-lo – Impaciente – ralho, ele pondo os óculos, rindo.

—Só um pouco – admite sem nenhum constrangimento, dando a partida, pondo o carro em movimento.

Antes de sairmos do condomínio, cruzamos com Oliver e Ray, que voltavam de sua corrida matinal, habito que adquiram com meu marido, parando alguns segundos para conversarmos com os dois, ambos reiterando que iriam ajudar a manter os garotos na linha, retomando o caminho para o aeroporto chegando dez minutos após o horário previsto para nossa partida.

Tommy prefere usar o estacionamento interno do aeroporto por deixar o carro mais protegido.

Retiramos nossa bagagem (duas malas apenas), pomos em um carrinho, indo direto para a área Vip, onde o aguardo resolver os tramites para que pudéssemos partir.

Aproveito para conversar com Maddie , que despertara pouco depois de nossa partida, pedindo-lhe que não deixasse Ethan fazer nenhuma bobagem, que ela mesma não o fizesse, me surpreendendo com seu riso (tinha certeza de que iria se irritar com a recomendação), reforçando o pedido que Laura não pernoitasse em nossa casa (cuidado nunca é demais), para que tivesse paciência com seus irmãos especialmente os mais novos, despedindo-me, por fim, com beijos e desejos de um bom final de semana.

Pondero alguns minutos optando por ligar para Sheila. Conversamos até a chegada de Tommy, quando agradeço e me despeço dela.

—Mais tranquila? – meu marido pergunta enquanto caminhamos pela pista em direção ao jatinho pertencente à nossa família, me observando pelo canto do olho.

—Muito mais – admito, sorridente, ajeitando a bolsa em meu ombro.

—Poderei ter sua total atenção agora? – questiona, parando junto a escada de acesso ao jato, entregando nossa bagagem aos funcionários, estes acomodando-as no interior da aeronave.

—Ciúmes meu amor? – devolvo, deslizando o dedo por seu rosto enquanto subo as escadas, rindo ao escutar sua resposta bem-humorada.

— De quem? Nossos cinco filhos? Seu trabalho? Imagina. Sou mais eu! – diz, convencido.

—Convencido! – cantarolo, adentrando a aeronave.

—Só um pouquinho – confessa, me conduzindo para a cabine de comando – Pode sentar no lugar do co-piloto – diz, indicando a cadeira a seu lado e obedeço – Torre, aqui é jato N430SM pedindo autorização para decolar, câmbio – comunica-se assim que nos acomodamos em nossas cadeiras.

Não era a primeira vez que voava a seu lado. Já havíamos feito alguns voos curtos, semelhantes a este, no passado, para visitar algum hangar a fim de avaliar alguma aeronave.

Escuto-o finalizar os procedimentos para que pudéssemos decolar, o que fazemos logo que recebemos a liberação da torre de controle, partindo para o que seria nossa lua de mel atrasada.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Residência Tommy e Cait (Sábado, 17/10 – 09:47 am)

Narrador

—Mas nem pensar!! – Maddie exclama, adentrando a sala de sua casa, o irmão seguindo-a de perto – Prometemos que não iríamos fazer nada, Nada, irresponsável durante o final de semana e nem daríamos trabalho a nossos avôs nem a senhora Logan, esqueceu? – relembra, parando junto a porta de acesso aos jardins, encarando o irmão com as mãos na cintura – Mal partiram e já pretende quebrar a promessa Ethan? Honestamente, esperava que demorasse um pouco mais para fazê-lo – zomba a garota, dando as costas a ele, seguindo para o jardim.

—Me diz em que ir buscar a Sarah consiste em quebrar a promessa que fizemos? – questiona o rapaz, estancando a tempo de evitar chocar-se com a irmã quando esta o faz.

—Vejamos ...- Maddie começa a dizer levando uma mão ao queixo, fingindo pensar – Talvez porque pretende fazê-lo Dirigindo o carro que ganhou de presente de nosso avô Sem ter licença para isto!?! – indaga, encarando-o brava.

—Maddie, a casa da Sarah é aqui do lado....

—São Doze quilômetros daqui até a casa dela, Ethan. Isso não é exatamente aqui do lado – interrompe-o.

—E também não é do outro lado do mundo como faz parecer Maddie – contesta o rapaz, sustentando o olhar da irmã – Esta hora, em um final de semana, o transito é bem tranquilo, sabe disso. Vou e volto rapidinho. Melhor do que ela pegar um Uber ou taxi para vir sozinha, não acha?

—Não, não acho e a própria Sarah disse que o faria caso a mãe não pudesse trazê-la – Maddie lembra – A questão é que você – enfia o dedo no peito do irmão – Está querendo arranjar uma desculpa para sair por aí sem ter autorização da lei nem de nossos pais, é isto que acho – frisa, estreitando os olhos, continuando a encará-lo — Por acaso planejava pegar um desvio na ida ou volta? Passar pela casa da Laura quem sabe – sugere.

—Evidente que não! – exclama, indignado – Ela mandou mensagem avisando que a mãe virá deixá-la quando for para o trabalho – revela, a irmã arqueando a sobrancelha – Se duvida te mostro a mensagem – diz, suspirando – Olha só maninha, só pensei que seria mais legal a Sarah vir comigo, nada mais...E de quebra daria uma voltinha no meu carro novo! – confessa.

—Há, sabia! Eu sabia que era uma desculpa para usar o carro – comemora, vitoriosa.

—Ok, é isso mesmo, satisfeita agora? – bufa, torcendo o nariz – De que adianta ter um carro se não posso usá-lo?! – resmunga, cruzando os braços a frente do corpo – Vai dizer que não sente vontade de usar o seu de vez em quando? -interroga, sorrindo matreiro.

—Sinto sim e é por isso que pretendo começar minhas aulas semana que vem – revela – Deveria fazer o mesmo se quer tanto assim usar o seu – sugere, olhando a volta à procura dos irmãos mais novos.

—Pode ser, mas ainda assim pretendo ir buscar a Sarah hoje – teima, dando as costas a irmã, retornando para o interior da casa.

—Ah, mas não vai mesmo! – Maddie exclama, o seguindo – Não vou permitir...

—Quem disse que preciso de sua permissão? Não é minha mãe – retruca o rapaz, rindo com o canto da boca, pegando a chave de seu automóvel.

—Ethan Shade Merlyn, não se atreva a me desobedecer! Sou mais velha do que você...

—Dois minutos mais velha senhorita sabichona, o que não é nada – insiste, girando a chave no dedo indicador, provocando-a.

—Ethan, não ouse sair neste carro ou contarei tudo ao papai e ele te porá de castigo pelo resto do ano! – ameaça, barrando sua passagem.

—Para de fazer drama e sai da minha frente – ordena, tentando passar por ela – Maddie sai! – bufa quando ela muda de posição, barrando-o mais uma vez – Tô pedindo com calma, sai da frente ou...

—Ou que rapazinho?? – a voz imperativa de Malcom Merlyn ressoa no ambiente – O que está acontecendo aqui? Por que estava ameaçando sua irmã? – interroga, cruzando os braços, olhando de um para outro.

—Ele quer sair no carro vô – Maddie conta – Mal o pai e a mãe deram as costas e já quer desobedecê-los – afirma, Ethan estirando língua em resposta.

—Só quero ser gentil e ir buscar nossa amiga, nada mais. Que mal há nisso? – questiona, encarando o avô.

—Não tem licença para dirigir rapazinho, este é o mal – Malcom responde – Agora dê-me essa chave – ordena, mexendo os dedos.

—Vô, é aqui pertinho. São apenas doze quilômetros – argumenta.

—Pertinho? Sabe o que pode acontecer em doze quilômetros?? – Maddie contesta, não esperando resposta – Pode bater com o carro, podem bater em você, o carro pode quebrar, pode ser pego numa blitz, o pneu pode furar – enumera a garota.

—Posso ser abduzido por alienígenas, tragado por um buraco negro, atravessar um portal interdimensional, ser vítima de um número de mágica do Cris Angel – Ethan ironiza, imitando-a.

— Santo Google!!! – a expressão de espanto chama atenção dos três para a porta de acesso ao jardim onde Felicity encontra-se parada tendo Maxx e Caroline a seu lado.

—E eu achando que vocês eram exageradas – Caroline diz, indicando as amigas com um gesto de cabeça.

—Por que tanto otimismo criança?? – Maxx pergunta, ignorando a amiga.

—Falando em criança, onde estão os três pes...anjinhos? – Felicity interroga, piscando, olhando a sua volta –Espera... Onde está a Minha anjinha?? – acresce, notando que a filha sumira – Emily? Filha, cadê você? – chama, pondo a caixa que trazia sobre a mesinha de centro – Senhor, como essa menina consegue sumir tão rápido?? – indaga para si mesma, saindo em busca da menina..

—Pense rápido: cruzamento do Queen com a Smoak dá o que?? Uma pestinha linda, inteligente e arteira! – Maxx questiona, respondendo a si mesma, fazendo todos os presentes rirem – Voltando, o que está acontecendo? Por que todo este drama, meu projeto de pecado? -interroga fazendo o rapaz corar.

—Ele quer sair com o carro sem autorização – Maddie explica, vindo até as duas – O que estão fazendo aqui? Que caixas são estas? – quer saber.

—Então princesa, surgiu uma coisa de última hora, um big evento, e querem nossos doces lá o que significa dizer que estaremos hiper-ultra-mega ocupadas hoje e amanhã o dia praticamente inteiro – Caroline explica – Como havíamos prometido fazer os docinhos e o bolo para a festa de sua amiga e não queríamos desapontar vocês....

—Preparamos tudo ontem à tarde e noite enquanto adiantávamos os preparativos para o evento – Maxx completa, erguendo a caixa em suas mãos –Poderiam nos ajudar a retirar o restante das coisas já que Mrs. Smoak-Queen tomou chá de sumiço junto com sua cria?- pergunta.

—Não só as duas, mas parece que as de meu filho também – Malcom comenta, voltando-se para o neto – Guarde essa chave, ajude a procurar seus irmãos ou vá descarregar o carro das jovens que busco sua amiga e nada de protestos Ethan – avisa, erguendo a mão, impedindo-o falar – Não faça com que me arrependa por ter-lhes presenteado os automóveis, por favor – pede, o rapaz rendendo-se – Segunda levo os dois para darem início as aulas e somente depois de o fazerem falaremos com seus pais sobre como e quando poderão utilizar os veículos – sugere, voltando-se para a neta – Dê-me o endereço dessa menina. Estou indo buscar Anthony, aproveito e a busco também – pede.

—Já passo vô – Maddie diz, animada – Ethan, se mexe! – exclama, cutucando o irmão – Leva essas caixas pra cozinha e pede pra senhora Logan guardar. O pessoal não pode nem sonhar que está tudo aqui ou não vai sobrar nada para amanhã – pede, o irmão atendendo-a, resmungando.

—Tão lindo mal-humorado!– Maxx brinca, apertando as bochechas do garoto.

—Para tia Maxx! – protesta, pegando as duas caixas – Vou levar pra cozinha e depois procurar os pestinhas – avisa, dirigindo-se ao cômodo, emburrado.

—Desculpem por isso. Ethan ficou com raiva porque não pôde fazer o que queria — Maddie pede, entregando o papel com o endereço da amiga ao avô – Vou avisar que está indo buscá-la – avisa.

—Faça isto. Volto o mais rápido possível – Malcom avisa – Senhoritas – cumprimenta-as, saindo.

—Olha, não sei como ele era antes do coma, mas essa versão do senhor Merlyn é uma graça viu! – Caroline elogia.

—Miga, está precisando de um encontro urgente! – Maxx diz, puxando-a pelo braço – Anda, vamos para van pegar o restante das coisas. Não ficou zangada ficou princesa? – pergunta, encarando a garota.

—De jeito nenhum, tias, pelo contrário. Só tenho a agradecer por terem tido todo este trabalho para não me deixarem na mão. Obrigada. Amo vocês! – agradece, abraçando as duas – Vou ajudar com as caixas – se oferece, saindo com as duas mulheres.

Enquanto isto, Ethan e Felicity encontram as crianças brincando no sótão junto com Karina.

—Desculpem, não quis preocupá-los – pede a jovem babá – Estava procurando os gêmeos, os vi subindo para cá e os segui – justifica-se, sem graça – Alguém deve ter deixado a porta de acesso aberta – presume a babá.

—Fechei a porta quando sai — defende-se o rapaz – Ou não?? – questiona-se.

—Se está em dúvida, é porque não fechou – Felicity opina, sentada no chão junto com as crianças e a babá, pegando seu celular que começara a tocar — Oi amor, estou na casa de Cait e Tommy com as crianças....Está tudo bem sim..Uhum...Uhum..Ok, daqui uma meia hora chego em casa...Também te amo. Beijos – despede-se, dando atenção as crianças novamente..

—Tia Lissy, vou descer pra ver se o pessoal já começou a chegar – Ethan avisa, desencostando-se da parede.

—Certo lindinho. Daqui a pouco desço junto com Karina e as ferinhas aqui – avisa, segurando Hannah, apertando a barriga da menina, que rir gostoso.

—Beleza – o rapaz diz, descendo a escada, adentrando o corredor, descendo mais uma vez, dirigindo-se para a cozinha aonde encontra a irmã conversando com um dos funcionários da casa.

—Tem certeza de que não vou ter problemas senhorita? – pergunta o homem, inseguro.

—Evidente que não terá Christian – assegura a garota – Estas são as mesmas bebidas que tivemos em nossa festa de aniversário, inclusive é a mesma lista que mamãe preparou – lembra, estapeando o irmão quando este a belisca ao passar por ela – Compre nas quantidades que estou pedindo, por favor. Como seremos poucos, vai dar e sobrar – garante, tranquila, pegando uma maçã.

—Se a senhorita garante que não terei problemas com os patrões, vou ao deposito providenciar – anui o homem, acenando com a cabeça antes de sair.

—Então teremos alguma bebida afinal – Ethan comemora, sentando sobre a bancada da pia.

—As mesmas de nosso aniversario — Maddie repete, pegando a jarra de suco na geladeira, servindo-se – Melhor já termos alguma coisa aqui do que correr o risco de alguém trazer por conta própria – justifica-se, recostando no balcão perto dele.

—Faz sentido – pondera o rapaz, apoiando as mãos na borda.

—As crianças estavam aonde? – pergunta ela, tomando um gole de suco.

—No sótão. Esqueci a porta aberta e subiram – assume, massageando o queixo – Maddie, acha que se pedisse, a mãe de Laura a deixaria dormir em casa hoje? – questiona fazendo a irmã parar o copo na metade do caminho para a boca, olhando-o de sobrancelha arqueada.

—O que deu em você hoje? Primeiro queria pegar o carro mesmo sabendo que não temos permissão, agora essa história de pedir pra Laura dormir aqui...Que bicho te mordeu durante a noite? – interroga, não o deixando responder – Não sei e não pretendo saber por que não vou pedir e é melhor parar de inventar, Ethan, antes que o radar de nossos pais comece a funcionar, especialmente do papai – alerta, sobressaltando-se ao escutar o celular do irmão tocar.

—Oh boca hein!! – resmunga o rapaz, mostrando o visor – Oi pai, bom dia, como foi a viagem? – atende, rolando os olhos, fazendo-a rir – Um segundo – pede, afastando o aparelho do ouvido, pondo-o no modo chamada de vídeo – Pronto. E aí, tudo beleza na lua de mel? – pergunta, sorridente.

< A viagem foi boa, a chegada não > responde, irritado < Como estão as coisas por ai? > Tommy quer saber < Seus avôs já chegaram? Seus irmãos estão comportados? > questiona seguidamente.

—Sim , sim, não – Ethan responde rindo da expressão que o pai faz – Está tudo beleza, vovô Merlyn chegou e saiu. Foi buscar vovô Snow e Sarah; Os pestinhas aprontaram, mas nada grave. Só deram um perdido na Karina junto com Emily, mas agora está tudo bem. Aliás tia Fel está por aqui.

< Humm.. certo. E seus amigos, já chegaram? Onde está sua irmã?> quer saber.

—Nossos primos virão por volta de meio dia e as outras meninas também, Maddie ta aqui a meu lado – avisa, virando o visor para que ele pudesse ver a garota, que acena sorridente – Pai, posso te perguntar uma? – questiona, recebendo um olhar de advertência da irmã – Se a mãe permitir, Laura pode dormir...

< Não > Tommy adianta-se, cortando-o.

—Por que não? Connor vai dormir aqui. Por que ela não pode? – questiona, irritado.

< Preciso mesmo responder essa pergunta Ethan? > devolve < E Maddie, Connor Não pode dormir aí, está me ouvindo? >

—Por quê? Ele vai ficar...

< Não Madeleine > repete.

—Mas o senhor disse que podia. Agora só porque Ethan amanheceu com essa ideia na cabeça vou pagar o pato é? – retruca revoltada.

< O que eu disse, desde o princípio, foi que suas amigas poderiam dormir em nossa casa, não seu namorado muito menos Laura Palmer > afirma.

—Laura é amiga de Maddie, vai sentir-se excluída se as demais ficarem e ela não – Ethan rebate.

—O mesmo vale pro Connor. Meus primos ficarão, logo...

< Leiam meus lábios: Não! > Tommy decreta, interrompendo o discurso da filha < E também não disse que seus primos podiam ficar. O que disse foi ...>

—Que podíamos fazer igual ao nosso aniversario, foi isso que disse pai – é a vez de Ethan interrompe-lo –Não é justo mudar de ideia agora, pai – reclama.

< Querem mesmo fazer essa festa pra sua amiga? Porque se continuarem insistindo, proíbo, entenderam? > avisa < Entenderam? > repete quando não respondem de imediato.

—Sim senhor – respondem juntos.

< Ótimo. Assunto encerrado. Lembrem que não quero saber de bebidas ou filmes para maiores de dezoito sendo exibidos nessa sessão de cinema, fui claro? > questiona.

—Sim senhor – dizem juntos mais uma vez.

< Bom. Espero que não nos desapontem. Vou desligar. Já perdemos um tempo enorme com a confusão aqui na chegada. Quero tentar aproveitar o restante do dia sem maiores aborrecimentos > frisa < Mais tarde ligamos para desejar boa noite ok?>

—Ok pai – Maddie diz, desanimada.

< Amanhã ao anoitecer estaremos em casa. Cuidem-se. Beijos > diz, despedindo-se.

—Tinha que estragar tudo não é mesmo maninho?! – Maddie bufa, zangada, saindo da cozinha.

—Não estraguei nada. Tinha que perguntar, ou preferia que fizesse as escondidas?? – interroga, descendo do balcão – E tenho certeza que a resposta seria outra se não tivesse irritado. O que será que aconteceu na chegada deles?

—Algo que o irritou muito, com certeza – Maddie comenta – E agora meu namorado não poderá ficar porque fez o favor de deixá-lo ainda mais irritado. Francamente Ethan, hoje você amanheceu com a corda toda viu! – reclama, caminhando em direção a sala.

—E como ia adivinhar que papai estava de mau humor? – retruca o rapaz, seguindo-a – Além do mais, é injusto Connor poder ficar e Laura não.

—Concordo, mas a culpa não é nossa é? – questiona.

—O que não é culpa de quem? – Connor pergunta, entrando em companhia dos primos dos garotos.

—Ethan que acordou com um espírito de porco hoje e estragou todo o fim de semana – Maddie resmunga, indo ao encontro do namorado – Fez o favor de perguntar ao papai se poderia ver com a mãe da Laura para ela dormir aqui também, ele se irritou e agora não quer que mais ninguém além das meninas durmam aqui! – explica, fazendo bico.

—Repito: como ia saber que papai estava de mal-humorado? – Ethan questiona, desviando-se da tapa desferida pela prima.

—Valeu Ethan! Pôs tudo a perder – Camile reclama, tentando acertá-lo novamente.

—Mas que droga. E agora, como faremos? – Kelly pergunta, sentando sobre o encosto do sofá.

—Pergunta: em algum momento tio Tommy havia permitido que Todos dormissem aqui?- Nick questiona, erguendo a mão, olhando alternadamente dos primos para os irmãos.

—Me fazia a mesma pergunta – Connor diz, arqueando a sobrancelha.

—Havia dito que podia ser como foi em nosso aniversario, logo...

—Presumiram que todo mundo poderia ficar – Nick completa a frase do primo – Tava na cara que o tio não iria permitir isso gente! Naquele final de semana ele e tia Cait estavam em casa, neste não –lembra o rapaz.

—Mas nossos avôs estarão aqui o tempo todo...ou quase – Ethan pondera – garanto que vovô Snow vai ficar pra lá de ligado em tudo que fizermos.

—Não é a mesma coisa Ethan – Connor afirma, enrugando o nariz numa careta gozada.

—Certeza que não. Os vôs serão bem mais rigorosos – insiste o rapaz — Quer saber? Mais tarde tento falar com o pai novamente. Quem sabe o humor dele não tenha melhorado daqui para o meio da tarde.

—Nem pense em fazer isto maninho. Não quero correr o risco do papai ligar para nossos avôs dizendo que não é para ter festa – Maddie alerta – Vamos deixar as coisas como estão, é melhor, e vamos mudar de assunto porque a Sarah está chegando – avisa, indicando a porta com um gesto de cabeça – Essa festa é para ela e por ela – frisa, indo ao encontro da amiga, o namorado e os primos seguindo-a.

—Bom, não custa nada tentar – fala para si mesmo, sorrindo matreiro, caminhando ao encontro do grupo.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Ilha de Oahu, Havaí (13:30 p.m)

"...When I wit you;

There's no place to rather be..."

Cait

Estico os braços preguiçosamente, suspirando ao sentir a brisa tocar minha pele.

Após o estresse inicial (haviam trocado a reserva que Tommy fizera sem consultá-lo), finalmente pudemos relaxar um pouco e desfrutar da praia e da vista magnífica.

O lugar era lindo, o clima agradável, enfim, tudo perfeito para uma lua de mel. Eu realmente iria me arrepender se não tivéssemos vindo.

—Sua bebida senhora – a voz do garçom chama minha atenção e ergo os olhos para o rapaz de pele morena e olhos puxados, nativo da ilha, que sorria encantador – Deseja mais alguma coisa? – pergunta, entregando-me a taça.

—Por hora não, obrigada – agradeço, sorrindo de volta, ele afastando-se com um aceno.

O gerente estava esmerando-se em nos atender bem a fim de compensar o aborrecimento no check in.

—Ao menos isso – murmuro, observando Tommy sair da água, sorrindo ao notar as duas jovens reeditarem a cena de O Exorcista quando passa por elas – Podem admirar a vontade garotas. Só admirar porque este playground é todinho meu! – exclamo, convencida, lhe dando meu melhor sorriso quando aproxima-se – Como está a água? – pergunto, devorando-o por detrás das lentes escuras.

—Uma delicia – responde, enxugando-se com a toalha – Devia ter ido comigo – diz, sentando na espreguiçadeira a meu lado.

—Daqui a pouco. Quero pegar um pouco de cor – digo, franzindo o nariz – Quer um pouco? — ofereço, estendendo-lhe a taça.

—Uhum – diz, inclinando o corpo em direção a mesma, sorvendo a bebida pelo canudo.

—Gostosa? – pergunto, mordendo o lábio ao ver seu riso malicioso.

—Muito – responde, inclinando-se até ficar bem perto de mim – Não tanto quanto você – solta, colando a boca em meu ombro, sugando, a língua passeando por minha pele provocando arrepios de prazer.

Sem nada dizer, sorve mais um pouco da bebida, vindo beijar-me com o liquido retido na boca, compartilhando-a comigo, a língua atrevida passeando pelo interior de minha boca, provocando, potencializando a sensação de antes.

—Vamos pra água Agora! – determino quando interrompe o contato em busca de ar, levantando sem esperar resposta, segurando e conduzindo-o pela mão, lançando um olhar presunçoso as duas garotas ao passarmos por elas.

Entramos no mar e logo comprovo o que dissera: a água está uma delicia! Mergulho uma, duas, três vezes, nadando por baixo da superfície me afastando da orla, Tommy me acompanhando, parando quando estávamos a uma distancia segura. Bem, ao menos julgava que estávamos visto que da cintura para baixo (um pouquinho acima disto) nossos corpos encontravam-se dentro d’água.

Volto-me ficando de frente para Tommy, envolvendo seu pescoço com os braços, trazendo-o para mais perto, tomando a iniciativa do beijo, que já começa exigente. Colo meu corpo ao dele, esfregando-me sem nenhum pudor, as mãos afagando sua nuca, puxando os fios curtos enquanto passo a língua por seus lábios, mordendo de leve. Sinto sua dureza contra minha cintura quando me aperta, aprofundando o beijo, me deixando sem fôlego.

Cessamos o contato em busca de ar, sua boca pressionando a pele sensível em meu pescoço logo a seguir, descendo, deixando um rastro de fogo até tomar meu seio me fazendo gemer. Ergo minha perna direita enroscando as dele, aumentando o atrito entre nossos sexos, o barulho de motor nos sobressaltando.

Olhamos de lado, permanecendo abraçados, retribuindo ao aceno do grupo que passava próximo em uma lancha.

—Vamos até aquelas pedras – Tommy convida, ofegante, indicando a formação rochosa que saia da areia invadindo parte da enseada onde nos encontrávamos – Teremos mais privacidade – diz, e me limito anuir com um gesto imaginando como conseguiria nadar até o local visto que minhas pernas estavam bambas.

Respiro fundo, iniciando o movimento de braçadas cadenciadas, agradecendo por claramente diminuir seu ritmo para que pudesse acompanhá-lo.

Em alguns minutos alcançamos nosso objetivo descobrindo que havia uma reentrância formando um pequeno lago privado. Entramos no local indo até uma rocha mais plana que formava uma espécie de platô, subindo nela.

—Assim está bem melhor! – Tommy sussurra em meu ouvido, deitando-se sobre mim – Onde paramos mesmo? – pergunta, colando a boca no vale entre meus seios, sugando e mordendo.

—Pode prosseguir desse ponto – arfo, enfiando os dedos em seu cabelo, fechando os olhos, umedecendo meus lábios com a ponta da língua, gemendo quando toma um seio em sua boca novamente.

Suspiro na medida em que desliza por meu corpo, lambendo, sugando, beijando, alcançando meu sexo. Dobro as pernas recebendo-o entre elas, erguendo o quadril para que despisse a parte de baixo de meu biquíni deixando-me completamente exposta para ele, sua língua atrevida explorando cada recanto, me levando a loucura.

Arqueio meu corpo, gemendo febril quando sinto seus dedos me invadirem, entrando e saindo , movendo-se dentro de mim, me induzindo ao gozo.

—Tommy... quero você dentro de mim agora – peço, ofegante, puxando seu cabelo sem muita gentileza, tentando fazê-lo erguer-se – Tommy, por favor! – peço, apoiando-me nos cotovelos, erguendo meu tronco deliciando-me com a visão de sua cabeça entre minhas pernas – Oh, céus! – solto, jogando minha cabeça para trás, mordendo meu lábio com força, contendo o grito de prazer na garganta enquanto segue me torturando, levando-me ao limite, cessando quando o êxtase aproximava-se – Tommy...- o protesto morre ao vê-lo ficar de joelhos sobre a rocha, baixando a sunga, seu membro saltando livre, duro, e gemo em antecipação, deitando-me, recebendo-o dentro de mim.

Cruzo as pernas envolta de sua cintura, prendendo-o, cravando as unhas em sue peito quando investe mais forte, pressionando-me contra a rocha, dor e prazer mesclando-se na medida em aumenta o ritmo...Isso vai deixar mais do que marcas ...penso ao sentir a aspereza do local sob minhas mãos.

Como se lesse minha mente, Tommy diminui ritmo e força de suas investidas, diminuindo o atrito de meu corpo contra a rocha áspera, me deixando sem ar ao sentar-se, sem sair de mim, trazendo-me junto. Jogo meu corpo para trás, apoiando as mãos, empurrando de volta, suas mãos segurando firme em meu quadril, me dando suporte. Espasmos cada vez mais fortes me sacodem até que o sinto explodir dentro mim, acompanhando-o segundos depois, amolecendo em seus braços.

Resmungo ao senti-lo sair de mim, puxando-me para dentro d’água novamente, o ardor denunciando o que já sabia.

—Vire-se – ordena e obedeço, suas mãos habilidosas soltando o laço do biquíni. Agora estava nua em seus braços – Machucou um pouco – avisa com voz rouca, massageando meus ombros e costas, deslizando por meu ventre, subindo para meus seios intumescidos, apalpando-os gentilmente – Te amo Cait — sussurra, lambendo desde a parte de trás de meu pescoço até a orelha, arrepiando-me inteira, seu membro ainda ereto insinuando-se entre minhas pernas. Abro-as instintivamente num convite mudo –Te amo – sopra, um braço envolvendo minha cintura, erguendo-me, o outro esticando-se, buscando apoio na rocha a nossa frente enquanto me penetra devagar.

Deito a cabeça em seu ombro desfrutando o prazer que me proporcionava, o sol acariciando minha pele, o movimento e som das ondas embalando nosso momento. Gozamos juntos desta vez, invertendo nossas posições, Tommy encostando-se a rocha, ajudando-me a cavalgá-lo até novo gozo quase simultâneo.

Nos separamos, nadando nus na pequena enseada, nos amando mais uma vez sobre a areia antes de juntarmos nossas roupas e nos vestirmos, caminhando pela praia, aproveitando o sol até o ultimo minuto, retornando ao bangalô quando a noite caia.

Tomamos banho juntos, deitando aconchegados na cama, relaxando algumas horas antes de nos vestirmos para o jantar.

Escolhemos um restaurante próximo ao hotel de onde saímos direto para um luau em frente ao mesmo, permanecendo até pouco depois da meia noite.

Assim que entramos no bangalô, pego o celular decidindo ligar para Maddie por dois motivos: dar boa noite como prometera e verificar como as coisas estavam.

< Oi mãe, boa noite. Ou seria bom dia? > atende alegre logo ao segundo toque.

—Boa noite meu amor. Ainda acordada? – questiono, calculando mentalmente quantas horas seriam em Starling.

< Acabamos de ver o ultimo filme, mãe, já estamos nos organizando para dormir, não se preocupe > garante e escuto os gritinhos eufóricos dos gêmeos, suas vozes se fazendo ouvir logo em seguida < Mamãe, cadê você? Cadê papai? > Hannah pergunta, Caio e Bia falando ao mesmo tempo enquanto Maddie pede calma.

—Oi meus amores. Mamãe está roxa de saudades! – respondo, segurando o choro ao escutá-la dizer que também estava – O que estão fazendo acordados a esta hora? – questiono, rindo baixinho da algazarra ao fundo.

< Maddie passou muitos filmes, um montão...eu vi o filme do robô mashmalow , o da frozen,do olaff...> Caio enumera, Bia acrescendo outros tantos, falando ao mesmo tempo que o irmão.

—Devagar amores, mamãe não está entendendo nada! – peço, ouvindo-os perguntarem por Tommy novamente – Papai está no banheiro...Maddie, vou mudar para chamada de vídeo ok? – grito, desligando e ligando rapidamente, a imagem de nossos filhos surgindo – Oi amores! – aceno para os três, que respondem animados.

< Mamãe, quando você volta? > Bia quer saber, tentando tocar a tela, Maddie impedindo.

—Amanhã mamãe esta em casa meu anjo – respondo, voltando o rosto ao sentir o colchão ceder – Olha quem chegou: papai! – aviso, vendo-os pular e gritar.

< PAIII!! Pai, papai, quando você volta? — repetem juntos... mamãe já respondeu Bia, amanhã – Ethan intervém, surgindo por detrás da irmã, acenando para nós – Pai, mãe, beijos > diz, jogando alguns na direção da câmera, afastando-se sem esperar resposta.

—Que confusão é esta Maddie? Onde estão seus avôs? – Tommy questiona e o cutuco.

< Bagunça de final de festa, por hoje pai > explica, retomando o controle do aparelho < Vovô Merlyn está ajudando a organizar as coisas e vovô Anthony foi ao banheiro. Está tudo sob controle....embora não pareça! > garante, erguendo a mão o mais alto que consegue, evitando os gêmeos < Eu e as meninas vamos ajudar Karina a por as ferinhas na cama, já está tudo organizado nos quartos, não se preocupem com nada além de divertir-se > assegura.

—Ok amor, faremos isso. Dê um beijo em seus irmãos por nós. Durmam bem – desejo.

< Darei. Vocês também e pai, obrigada por... – começa a dizer, o som da televisão sobressaltando-a – Ethan, baixa isso agora! > ralha me fazendo rir de seu jeito mandão.

—Obrigado por que exatamente Maddie? – Tommy pergunta, desconfiado.

< Por ter permitido. ... precisa ver a alegria da Sarah > esclarece, parte de sua fala sendo cortada < Valeu mesmo. Te amo paizinho! E você também mãezinha! > emenda < Boa noite e até amanhã. Beijos...Crianças, beijo coletivo pro papai e pra mamãe! > convida, abaixando-se com o aparelho em mãos, Ethan e os gêmeos aproximando-se, beijando a tela juntos, acabando por desligarem o aparelho.

— Desligaram – reclamo, fazendo bico, olhando para Tommy – O que foi? – questiono ante sua expressão tensa.

—Não sei. Algo na fala de Maddie – diz, enrugando a testa.

—Como assim? – interrogo, deitando com as mãos por detrás da cabeça, observando-o atentamente.

—Não sei bem. Só algo em seu tom de voz e na atitude de Ethan...Não sei explicar -Tommy diz, confuso.

—Amor, relaxe. Está tudo bem. Malcom está lá, meu pai está lá, não há nada com que se preocupar – digo, afagando seu rosto, tentando tranquiliza-lo –Por que não tomamos aquele banho de banheira que prometeu? – sugiro, desabotoando sua camisa lentamente – Água morna, sais, uma massagem...- insinuo, acariciando seu peito por sob o tecido.

—Uhum...Quem sabe se for um pouco mais convincente – insinua, envolvendo minha cintura.

—Vejamos o que posso fazer a este respeito – digo, envolvendo seu pescoço, puxando-o para um beijo urgente.

Nos amamos sem pressa, desfrutando cada segundo, caminhando, nus, de mãos dadas até o banheiro, tomando um banho relaxante e demorado, retornando ao quarto onde nos amamos mais uma vez, adormecendo lado a lado após saciar nosso desejo.

Acordamos tarde no domingo. Como o tempo mudara um pouco, deixando o dia nublado e cinza, optamos por permanecer no bangalô lendo, ouvindo música, dançando, jogando conversa fora e, logico, fazendo amor.

Por volta das dezessete horas, Tommy vai até a recepção fechar nossa conta enquanto arrumo as malas aproveitando para ligar para casa, coisa que não fiz o dia inteiro (verdadeiro recorde).

Suspiro impaciente com a demora em atenderem e quando isto finalmente acontece, não gosto nada do que ouço.

< Alô, residência Merlyn boa tader > uma voz masculina jovem, enrolada, atende.

—Quem está falando? – questiono, franzindo o cenho.

< Me diz você...Foi que ligou pra cá > responde, o ruído ao fundo me deixando ainda mais tensa.

—Quem é você, o que faz em minha casa? – pergunto, escutando vozes adultas ao fundo.

< Alô > a voz familiar de nossa governanta se faz ouvir e respiro um pouco mais aliviada. Por pouco tempo.

—Senhora Logan o que está havendo? Quem atendeu ao telefone? – interrogo, tensa.

< Um dos rapazes que veio para a festa sem ser convidado, suponho > responde < Senhora, eles não fizeram por mal, tenho certeza, mas ...bem, me arrisco dizer que as coisas fugiram do controle > diz, suspirando.

—Onde estão meu pai e meu sogro? E os gêmeos? – pergunto, levando uma mão a têmpora direita, massageando.

< O senhor Merlyn levou os gêmeos a uma festinha de um dos coleguinhas aqui do condomínio. Os pais vieram convidar ontem à tarde. Karina e a senhorita Queen estão com ele > informa < Seu pai foi celebrar a missa da tarde e ligou avisando que não poderia voltar por conta que iria encomendar um corpo > diz, parando um minuto para ralhar com alguém.

—Oliver, Felicity, algum de nossos amigos estão por perto? – quero saber, aquela altura sentindo meu sangue ferver.

< O senhor e a senhora Queen estavam aqui no início, mas tiveram que sair para levar a senhora Diggle, Anitta, ao hospital. Acho que o bebê não quis esperar até o próximo mês como estava previsto > revela.

—O bebê de Anitta nasceu? – questiono.

< Acredito que a esta altura sim senhora > informa < O senhor e a senhora Palmer estão com a filhinha internada desde ontem a noite > conta < A verdade senhora, é que os meninos pensaram uma coisa e está acontecendo outra. A senhorita Madeleine e o senhor Ethan estão tentando, com nossa ajuda, do senhor Connor e alguns outros jovens incluindo a aniversariante, pôr ordem, mas até agora não conseguimos. Alguns garotos que não haviam sido convidados entraram trazendo bebida. Outros que foram convidados trouxeram amigos e assim por diante. O fato é que perdemos o controle da situação. Já liguei para o senhor Merlyn que já deve estar a caminho > relata.

Escuto a tudo atônita, pensando em como Tommy iria reagir quando soubesse.

—Certo...Certo...sairemos dentro em pouco. Assim que pousarmos ligo avisando. Seguiremos direto para casa – aviso, suspirando – Peça a meu sogro para me ligar quando estiver em casa, por favor – peço.

< Sim senhora > anui < E senhora, os garotos não tiveram culpa. Estava tudo indo bem até alguns minutos atrás, quando este grupo mais agitado chegou. Não os castigue > pede.

—Vemos isto quando chegarmos ok? – digo, respirando fundo mais uma vez – Até daqui a pouco – me despeço, desligando, fechando os olhos, massageando os dois lados da face.

—Pronto amor, tudo acertado. E ainda temos tempo para uma voltinha pela praia antes...- Tommy entra, animado, o sorriso em seu rosto morrendo ao ver minha expressão – O que houve Cait? Está sentindo alguma coisa? – preocupa-se.

—Melhor sentar-se amor, não tenho boas notícias – aviso, contando pausadamente tudo que nossa governanta relatara segundos atrás, acompanhando a mudança em sua face na medida em que absorvia as informações, calando-me ao terminar, aguardando sua reação que não tarda.

—Já arrumou tudo? – pergunta e respondo com um aceno – Então vamos embora – diz, levantando-se, caminhando em direção ao quarto a passos firmes.

—Espero que as coisas estejam mais calmas quando chegarmos – desejo, levantando, o seguindo.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Residência Tommy e Cait (Domingo, 18/10- 19:40 p.m)

Ethan

Olho em volta aterrorizado. Como aquilo aconteceu? De onde veio essa gente toda e principalmente, como os tiraria dali antes que meus pais chegassem?

—Que diabo está havendo aqui Ethan? – meu avô paterno questiona, parando a minha frente, bravo – Disseram que seria uma reunião para poucos amigos e dou de cara com isto! – abre os braços, exasperado – Onde estavam com a cabeça?

—Não foi nossa culpa vovô. Não convidamos nem metade dessa gente! Não sei de onde surgiram nem como souberam da festa – defendo-me, irritando-me ao ver Laura e Sarah sendo assediada por dois caras que não conheço- Licença vô – peço, saindo sem esperar resposta, alcançando-as rapidamente.

—Quer fazer o favor de largar meu braço? – Sarah ordena, ríspida, enquanto Laura se esquiva do outro, vindo até mim.

—Não escutou o que ela disse amigo? Solte o braço dela – ordeno, encarando-o.

—Qual é meu irmão! Só estou querendo desejar feliz aniversario pra gatinha – diz cinicamente, permanecendo segurando-a.

—Eu nem te conheço – Sarah retruca, puxando o braço com força, libertando-se.

—Não seja por isso. Podemos nos conhecer melhor gatinha – insinua tentando agarra-la novamente.

—Já chega. Dê o fora. Não foi convidado – digo, interpondo-me entre os dois e as meninas.

— E precisava de convite? Pensei que era só ir entrando – diz, rindo para o colega.

—Enganou-se. Agora dá o fora – reitero, encarando-o.

—Só depois que dançar com a aniversariante – condiciona, tentando agarrar Sarah de novo.

—Ela não te conhece e não quer dançar com você, portanto vá embora. Você e seu amigo – repito, irritando-me ainda mais.

—Ouviu o que meu neto disse. Vá embora – vovô reforça, parando a meu lado – Saia ou os ponho para fora – ameaça, os dois rindo.

—Mesmo? Tu e qual exercito coroa? – indaga, vindo para cima de nós, uma figura interpondo-se de repente em nosso meio, barrando-o.

—Será que ouvi direito? Por acaso está ameaçando meu pai e meu filho dentro de minha casa? – questiona e reconheço a voz de meu pai – Tem cinco segundos para desaparecer de minha frente ou vai passar o resto do ano numa cama de hospital – ameaça e somente então me dou conta que a música cessara.

Olho na direção onde o aparelho se encontrava vendo meu avô materno, meus tios Sean e Oliver, Barry e Roy Harper, minha mãe e tia Felicity junto deles.

—O que está esperando? – ouço papai questionar e me volto para ele novamente, seu tom de voz não deixando margem para discussões.

—Tô indo tio, tô indo – o cara que segurara Sarah diz, erguendo as mãos, saindo de fininho.

— Todos vocês, fora! A festa acabou – papai avisa em alto e bom som.

Em grupos, o pessoal começa a sair, alguns cabisbaixos, outros resmungando, outros em silencio. Alguns arriscam um aceno seguido por um “foi mal” ao passarem por onde estávamos, denunciando-se. Quando restamos apenas meus primos, minha irmã, Sarah, Mariana, Alexa, Connor, Laura e eu, tomo coragem e volto-me para meu pai.

—Pai, nós não...Não foi isso que planejamos, nem de longe. Acredite – peço, sentindo um frio na barriga quando me encara, sério -Eu...

—Quero essa bagunça arrumada – me corta, a voz fria como gelo – Quando terminarem, levo-os em casa e aí sim teremos uma conversa séria rapazinho – avisa — Vou ajudar sua mãe a pôr seus irmãos na cama. Quando descer não quero ver um palito sequer no chão entendeu?

—Sim senhor – respondo, engolindo em seco.

—Oliver, por favor, leve as meninas em casa – pede, tio Ollie anuindo com um gesto de cabeça.

—Senhor Merlyn, Ethan e Maddie não tiveram culpa de nada. Foram os garotos da escola...alguns. Eles que trouxeram os penetras – Sarah defende-nos, apertando as mãos nervosamente – E vou ajudar a limpar tudo. Não vou embora até terminarmos – afirma, começando a recolher copos e garrafas.

—Eu também – Laura diz, ajudando-a.

—Nós também não vamos antes de limpar tudo – Mariana e Alexa corroboram, juntando sacos e pratos descartáveis.

—Pai...- Maddie tenta falar, mas ele não permite.

—Depois Madeleine. Depois que terminarem conversamos – reitera, olhando de mim para ela antes de sair em direção a casa sem dizer mais nada, mamãe o seguindo.

—Ele está uma fera não está? – Kelly pergunta.

—Nós estamos – tio Sean o corrige – Agora ande, vá até a cozinha e peça a senhora Logan que arranje sacos e vassouras, vou ajuda-los. Não devia, mas vou – afirma, arregaçando as mangas de sua camisa, tio Ollie, Barry e os demais o imitando.

—Quanto a seu pai, o motivo da zanga dele é bem outro. Acho que sabe do que se trata não é Ethan? – tia Felicity pergunta, me encarando séria.

Ferrou!

Continua....

Notas finais
Até o próximo capitulo. Bjinhos flores