Perfect!
1 Regresso
Notas iniciais
"...Essa noite eu quero te ter,
Toda se ardendo só pra mim;
Essa noite eu quero te ter,
Te envolver, te seduzir..."
Uma Noite e meia
Marina Lima
Nova York
Apartamento de Thomas Merlyn
—Não te entendo Tommy. Por que você tem que largar tudo, mudar sua vida inteira, por uma pessoa que te rejeitou?- escuto Helena reclamar pela milésima vez, esticada na cama, semi nua, me tentando, enquanto continuo a arrumar minha mala- Não é justo! Com você nem comigo- completa, erguendo-se, pendurando -se em meu pescoço no momento que me aproximo da cama, colocando as roupas dentro da mala.
—Já disse, minha mãe precisa de mim — repito o que havia lhe dito antes — E meu pai também- emendo, lembrando o motivo pelo qual estava partindo de volta para minha cidade natal,Starling, doze anos depois...
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨ Flash Back on ¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Uma semana antes
Aeroporto de Nova YorK
Thomas.
Olho o relógio de pulso apressando o passo. O vôo havia atrasado devido ao forte nevoeiro sobre a cidade, o que ,por consequência, bagunçara todo meu horário.
Ainda de dentro do avião, consegui falar com a senhora Flores, pedindo desculpas antecipadamente pelo atraso, solicitando que permanecesse no apartamento até minha chegada. Sigo direto para a área reservada do aeroporto,onde sempre deixo meu carro.
Abro-o, tiro meu blazer, o quepe, jogo a mala e as sacolas sobre o banco do carona, entrando a seguir.
—Comandante Merlyn! — escuto alguém me chamar e viro a cabeça na direção da voz.
Um homem alto, de terno e pasta na mão, caminha até onde estou, parando a alguns centímetros de distância da porta do carro...."Advogado!", concluo, examinando-o.
—Sim — respondo, mantendo-me no interior do veículo.
—Poderíamos conversar um minuto?-pergunta- O assunto é de seu interesse- emenda.
"Duvido muito!".....penso _Olha só, estou bastante atrasado. Essa conversa não poderia ficar para outr...- ele não me deixa terminar.
—Seu pai sofreu um atentado. Está em coma. Sua mãe pediu-me para localizá-lo-pára,me observando — Ela precisa de sua ajuda. Pediu-me que lhe entregasse isto — estende um envelope.
Recebo a carta, reconhecendo a letra de minha mãe, abrindo-a , começando a ler, sentindo a angustia crescer a medida que prossigo a leitura até a última frase. Um pedido: ''Thomas, por favor, volte! Preciso de você!''. Suspiro, dobrando o papel.
—O que me diz?- questiona, continuando a me observar.
—Preciso pensar- digo, batendo a porta do carro, cantando os pneus na saída.
¨¨¨¨¨¨ Flashback Off ¨¨¨¨¨¨
—Tommy? Tommy? Está prestando atenção no que estou dizendo?- a voz de Helena me traz de volta
—Não- respondo seco-Eu raramente presto, Helena. Especialmente quando está sem roupa- digo, afastando-a um pouco , levando minha boca a seus seios expostos, sugando-o um depois o outro, prendendo o bico entre os dentes enquanto a deito sobre a cama, escutando seus gemidos.
Retiro a ínfima peça que mal cobria seu sexo, mergulhando entre suas pernas, dedicando-me a explorar cada recanto escondido, minha língua fazendo o trabalho que, em breve, meu pênis faria mais profundamente... Helena gemendo cada vez mais, contorcendo-se, as mãos em meus cabelos, puxando-os.
Me afasto um segundo, interrompendo-me para fechar a porta do quarto, retornando, deixando a toalha que envolvia minha cintura no caminho.
Ela desliza até a borda da cama, envolvendo minha cintura com as pernas, puxando-me para dentro dela. Seguro em suas coxas, ditando o ritmo das estocadas, entrando e saindo cada vez mais forte e rápido, fazendo-a agarrar-se ao colchão, arqueando o corpo, pedindo mais até finalmente relaxar, deixando-se cair, satisfeita. Ainda invisto mais algumas vezes até sentir-me saciado, saindo dela pela última vez, deitando a seu lado.
—Não acredito que vou perder isto! !-exclama, beijando e lambendo meu peito- Não acredito que Você vai querer perde isto. Ainda mais por causa de seu. ...-não a deixo terminar.
—Já chega, Helena- decreto, me levantando — Não vou mudar de idéia. Assim como você também não. Não estrague o que estava sendo uma ótima despedida com suas reclamações e lamentos — pego a roupa que havia separado para a viagem, começando a me vestir enquanto ela se aninha na cama.
—Pai, podemos entrar? -escuto meu filho perguntar, batendo na porta.
—Um minuto — aviso, fazendo sinal para Helena, que suspira, irritada, levantando-se , passando por mim a caminho do banheiro — Pronto — libero e os dois entram ao mesmo tempo, olhando ao redor à procura dela -Está no banho — informo — O que foi?
—Nada. Só queríamos saber se devemos levar tudo ou deixar alguma coisa — Maddie diz, remexendo em minha mala, procurando, com certeza, algum sinal que indicasse se Helena iria conosco ou não. Não posso evitar o riso.
Tanto Maddie quanto Ethan nunca esconderam o que sentiam por Helena, mas respeitavam meu relacionamento com ela. Salvo os pequenos trotes que aplicavam nela de vez em quando, estavam se dando razoavelmente bem.
— Então, ela não vai mesmo? -Ethan pergunta, sem se preocupar em esconder a alegria.
— Não, querido, não vou — Helena diz, saindo do banheiro (para meu alívio) já vestida — Não posso me dar ao luxo de me enfiar em bur... em uma cidade desconhecida -corrige -se — Justamente quando minha carreira começa a dislanxar.
—Compreensível. — Maddie pondera, sentada na cama, as pernas cruzadas, séria — Não seria justo da parte de meu pai lhe pedir isto, afinal, são problemas de família que não devem prejudicar sua ascensão como modelo e atriz — discursa, um sorriso franco, surpreendendo tanto Helena quanto a mim.
— Ainda bem que alguém me entende — elogia Helena, me encarando e vejo meus filhos segurarem o riso — Preciso ir agora. Tenho um teste de elenco e provas de roupas para o próximo desfile. Quando voltar da sua aventura, me ligue — sugere, envolvendo meu pescoço — Quem sabe continuamos de onde paramos! Por hora, adeus Tommy -diz , dando-me um beijo casto antes de acenar para as crianças e sair.
—SQN! — falam em coro — Deus nos livre! — sentencia Ethan
— Ok, se ainda não terminaram, cuidem. Estamos em cima da hora. — digo — E levem tudo sim. Não sei quando ou se voltaremos. -aviso.
— Isso agente já sabia! — entrega Ethan, rindo ao passarem por mim a caminho da sala. Balanço a cabeça, sem conseguir segurar o riso.
Termino de arrumar minhas coisas, pego as das crianças no quarto, coloco tudo no corredor, fechando o apartamento, enquanto elas chamam o elevador.
Coloco-as dentro dele assim que chega, descemos até a garagem, arrumo tudo, com a ajuda do zelador, no carro, nos despedimos do homem e partimos rumo ao aeroporto e de lá, para o lugar o qual não esperava regressar nunca mais em minha vida.
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