Perfect!

2 De volta pra casa!


Notas iniciais
Olá pessoas lindas.Voltando ,finalmente, para mais um capítulo. Quero agradecer as rewiews recebidas. Boa leitura. Bjinhos flores.

"....Às vezes a tormenta fosse uma navegação;

Pode ser que o barco vire, também pode ser que não;

Já dei meia volta ao mundo,levitando de tesão;

Tanto gozo e sussuro já impressos no colchão;

Pois sempre tem..."

Casa

Lulu Santos

Tommy

Pego os cobertores no compartimento sobre os assentos ,cobrindo meus filhos, que dormiam, exaustos com toda a excitação da troca do voo que comandei para uma conexão que nos levaria a Starling.

Minha escala de trabalho colocava-me no comando de um voo de Nova Iorque para Miami neste final de semana, e como não sabia quando ou se voltaria a fazê-lo novamente, decidi não pedir substituto...." Foi meu último voo por um bom tempo",penso, fechando a janela, me inclinando para beija-los.

—Então, foi seu último voo?- Jimmy Borelli questiona, encostado em uma poltrona próxima — Vai realmente se afastar?

—Por enquanto sim Jimbo — respondo, tratando-o pelo apelido ganho durante o curso — Não tenho escolha. Seria impossível conciliar as obrigações junto a empresa com as escalas na companhia. Acabaria não fazendo nem uma coisa nem outra direito.

—Olha só, de comandante, a CEO de uma grande companhia! Quando crescer quero ser como você Tommy! — brinca, socando meu ombro, rindo.

—Se pudesse, trocaria com você na hora — asseguro.

—E me envolver no "seguro" mundo dos negócios? — diz, fazendo aspas no ar — Tô fora. Prefiro arriscar minhas chances no ar mesmo. É bem mais seguro e tranquilo.

—Há controvérsias! — ouvimos uma voz feminina dizer e nos voltamos, vendo Silvie e Gaby vindo em nossa direção — Não imaginam a quantidade de chatos que aturamos — diz, envolvendo Jimmy pela cintura, dando um selinho no noivo.

Os dois se conheceram durante um treinamento da companhia realizado em Chicago e, após um ano de idas e voltas, meu amigo acabou tomando coragem e oficializando a coisa toda pedido-a em casamento.

—Isso sem contar os arrogantes que pensam que, só porque tem dinheiro, podem pintar e bordar — completa Gaby, me secando — Conhece o tipo comandante? — insinua, um riso no canto da boca.

—Eu — ergo a mão — Doze anos atrás — relembro.

Quase todos que se formaram comigo conhecem minha história, como fui obrigado a passar de playboy irresponsável a profissional competente ( sem falsa modéstia) e pai responsável a partir do momento que fui expulso de casa por meu pai, com uma esposa indesejada e dois filhos recém nascidos, deserdado. Na época, o odiei com todas as forças. Hoje, apesar de ainda não poder dizer que a raiva passou totalmente, vejo que foi a melhor coisa que poderia ter feito por mim.

—Hei, o que acha de conduzir a aterrissagem? — pergunta — E depois saímos para uns drinks, uma despedida oficial da melhor equipe que a companhia já teve — exclama, fazendo-nos rir.

—Isso na sua opinião! — Silvie o provoca, empinando o nariz — Já trabalhei com melhores- acrescenta e ele faz uma careta.

—Aceito o convite, desde que me permita levar as crianças para acompanhar- peço- Quanto aos drinks, vou ficar devendo. Já terá um carro esperando para me levar até a empresa assim que aterrizarmos.

—Em pleno sábado?- Gaby questiona, erguendo a sobrancelha e confirmo com um aceno.

—Convocaram uma reunião extra pra me colocarem a par da situação da empresa, apresentarem a diretoria e o conselho de acionistas — digo — Na segunda começo a trabalhar pra valer.

—Não tenho nem um pouco de inveja de você, meu amigo- confidencia Jimmy — Quanto a sua solicitação, permissão concedida — fala, pomposo — Te aguardo dentro de -olha o relógio no pulso — Uma hora. Agora deixem-me ir antes que os passageiros pensem que o comandante abandonou o avião-- despede-se, batendo continência e retribuo.

—Também vou indo- Silvie informa , acompanhando-o — Você não vem Gaby?

—Daqui a pouco — responde, se aproximando lentamente, as mãos em meu peito, subindo até o rosto — Vamos passar um longo tempo sem nos vermos,não é? — assinto, concordando, minhas mãos em sua cintura — Então precisamos de uma despedida adequada — insinua, tentando me beijar.

—Aqui não — seguro suas mãos, afastando-a, indicando meus filhos com a cabeça- Em outro lugar — digo, conduzindo-a a outra área.

Uma das vantagens da primeira classe é dispor de espaços diversos que raramente são todos ocupados. Em voos como este para Starling, salvo alguma convenção na cidade,estão sempre vagos.

Fecho a divisória,não sem antes me certificar que continuam dormindo, me voltando para a linda morena, que começara a se despir,exibindo as curvas generosas, umedecendo os lábios a medida que me aproximo.

Trago-a para junto de mim, capturando sua boca em um beijo selvagem, as mãos deslizando por seu corpo, retirando as últimas peças que ainda usava, deixando-a completamente nua em meus braços.

Apalpo suas curvas com urgência, descendo a boca por seu pescoço até os seios fartos,sugando um depois o outro, contornando-os com a língua ,arrepiando a pele, os bicos enrijecidos. Levo as mãos a sua bunda, erguendo-a, colocando-a sobre uma das poltronas-leito, acionando o botão para incliná-la a medida que me deito sobre ela, sem parar de beijar seu corpo, que se arqueia em busca do meu. Ergo-me, retirando a camisa e quando começo a despir a calça, ela segura minhas mãos, assumindo a tarefa, a boca passeando por meu abdômen, mordendo , lambendo, descendo junto com a roupa.

Fecho os olhos,suspirando de prazer, quando sua boca toma posse de meu membro ereto, cobrindo-o por completo, realizando movimentos de vai e vem cadenciados, enquanto enfio os dedos em seus cabelos, sustentando sua cabeça onde estava. Quando sinto que estou prestes a gozar, afasto-a, evitando fazê-lo em sua boca. Fico de joelhos, sobre a poltrona,entre suas pernas, dobrando-as, fazendo-a deslizar de encontro a mim. Penetro-a lentamente, sustentando seu quadril, que erguia apoiando os cotovelos na poltrona enquanto joga a cabeça pra trás,mordendo o lábio, contendo os gritos de prazer a medida que minhas estocadas se tornam mais fortes e profundas, seu corpo estremecendo em espasmos, amolecendo e caindo sobre o assento, saciado, após seu orgasmo. Ainda invisto algumas vezes,permanecendo dentro dela até sentir meu próprio corpo se saciar, relaxando devagar.

Nos recompomos e saímos,por lados diferentes, ela retornando ao trabalho enquanto vou até meus filhos, acordando-os , indo até a cabine onde me acompanham realizar a manobra de aproximação e aterrissagem da aeronave.

Já no chão,nos despedimos de meus amigos, desembarcamos junto com os demais passageiros, pego nossa bagagem, colocando-a em um carinho, seguindo para o saguão onde, pra minha surpresa, meu amigo Oliver Queen me aguarda junto com nossa meio irmã Thea, sorridentes.

—Bem vindo,maninho! — Thea me abraça — Que saudade! Senti sua falta.

—Sentimos Thea — corrige-a Ollie, me puxando para um abraço assim que ela me libera — Todos nós -afirma, a mão sobre meu ombro.

—E estes devem ser Madeleine e Ethan — diz Thea, inclinando-se na direção de meus filhos.

—Maddie — corrige-a, com um sorriso — Prefiro que me chamem assim — completa, recebendo o abraço dela.

—Ok, Maddie — concorda — Ethan — arrisca, olhando e ele assente afirmativamente, abraçando-a — Tão lindos quanto o pai! — exclama — Este falador aqui é meu irmão Oliver — apresenta — Ollie, para os íntimos.

—Então vai ser Oliver por enquanto — sentencia Maddie,séria,estendendo a mão para Ollie, que a aperta,me encarando, um riso divertido no rosto.

—Ok,senhorita — concorda, cumprimentando Ethan com um daqueles toques elaborados — Beleza brother!?

—Beleza- devolve, fazendo-o rir.

—Tem certeza que são seus mesmo?? São tão diferentes do pai! — provoca-me.

—Ha,ha,ha,tô morrendo de rir- revido — Vocês vão nos levar?- questiono, ficando sério.

—Eu vou com você até a Global. Thea vai levar seus filhos pra sua casa...

—De meus pais — corrijo-o — Há muito tempo não é mais minha, Ollie- lembro.

—Sempre vai ser sua Tommy — Thea diz- Sua mãe está me esperando para receber as crianças.

—Doutor Parker, o advogado que te procurou, vai estar lá para te auxiliar- avisa Ollie enquanto caminhamos para o estacionamento- Além de mim e outras pessoas. Vai gostar de saber que terá o apoio de alguns de nossos amigos lá dentro, como membros da diretoria e conselho, como Eddie — comunica , abrindo a mala do carro de Thea — Suas malas vão com Thea . Só vou levar um mala comigo! -volta a me provocar e soco seu ombro.

—Ok, vão com sua tia, comportados. Nos vemos mais tarde — combino, agachado na frente dos dois, que me abraçam,entrando no carro de Thea, que se despede,partindo para a casa de meus pais enquanto sigo com Oliver para a empresa.

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Segunda de manhã

Caitlin

—Droga! Droga,droga. Mil vezes droga! — xingo, ajoelhada perto da cama, tentando encontrar o par da sandália que havia escolhido usar na entrevista de emprego para a qual, se perdesse mais um minuto, fatalmente chegaria mega atrasada — Justo hoje essa porcaria de despertador tinha que falhar?! — resmungo, encontrando a bendita sandália, calçando-a enquanto pego a bolsa, descendo as escadas correndo.

—Bom dia!! — Felicity me cumprimenta,sorridente, assim que entro na cozinha — Fiz torradas, ovos e bacon para nós, além de suco — avisa.

—Valeu, Fel — agradeço, vendo Sara e Anitta fazerem sinais com as mãos, por sobre os ombros dela — Mas só vou querer uma torrada e um pouco de suco -falo,recebendo o "ok" das duas — Ou vou me atrasar pra valer. Na verdade — olho o relógio na parede — Se parar pra comer vou me atrasar, então...- começo, mas Sara me interrompe.

—Vá no meu carro. Só assim não precisa sair sem comer — sugere,me atirando as chaves — Fazer entrevista, a está hora, já é punk, sem nada no estômago então...Capaz até de passar mal.

—Deus me livre! — exclamo — Já tenho que agradecer milhões a Thea por ter conseguido essa chance pra mim, não posso estragar tudo passando mal — digo, colocando a torrada inteira na boca junto com um gole generoso de suco.

Normalmente não gosto de pedir favores a meus amigos, mas neste caso tive que abrir uma exceção, afinal, depois do meu último emprego, não aparecia nada há meses, o que já estava me levando ao desespero.

—Não vai desperdiçar anos de estudo atrás de um balcão! — reclamará Thea, quando cogitei aceitar uma vaga de garçonete — Se pelo menos me deixasse arrumar uma vaga pra você na QC. Era só falar com Ollie e ....-não a deixei terminar.

—E deixar que digam que só consegui o cargo por ser amiga de vocês? Nem pensar!- afirmei -E diploma não vai me ajudar a pagar minhas contas, Thea — argumentei.

Quando, no dia seguinte, me falou sobre a vaga na Global, empresa de amigos da família, me garantindo não ter pedido favor a ninguém, fui até lá deixar meu curriculum. Dois dias depois, me ligaram marcando a entrevista para hoje.

—Aqui, toma esse iogurte pra reforçar — Anitta oferece, me tirando do transe — Tomara que dê tudo certo,amiga. Só assim terei companhia pra ir e voltar — festeja, e lhe dou um sorriso. Ela trabalha a dois meses na empresa,em uma das diretorias, e já havia me avisado que poderia surgir uma vaga caso se confirmasse a saída da secretária da presidência.

A mulher havia ficado abalada após presenciar o atentado contra o CEO, pedindo afastamento para recuperar-se antes que o novo assumisse, o que não aconteceu.

—Vai dar sim- afirmo, mais para mim mesma — Tem certeza quanto ao carro Sara?- questiono e ela ergue o polegar, distraída com o celular — E você,não que uma carona? Aproveita que estou motorizada hoje!- brinco, fazendo-a rir.

—Não precisa. Justin vai passar por aqui pra me levar. E não quero te atrasar.- justifica — Agora vai, e procura relaxar tá!?

—Pode deixar. Beijos amores.- despeço-me, escutando Fel reclamar que ninguém estava comendo os ovos com bacon.." Salva pelo gongo!", penso, sorrindo.

Pego o carro de Sara e sigo rumo a área industrial da cidade, onde a maioria das empresas se encontra. No caminho, repasso mentalmente todas as possíveis perguntas que podem ser feitas bem como as melhores respostas, ligando o rádio a fim de relaxar um pouco. Passava perto dos condomínios quando meu telefone toca e enfio a mão na bolsa, tentando pegá-lo sem desviar os olhos da estrada. Como não consigo, desvio-os por um segundo, erguendo-os a tempo de evitar atropelar um corredor que apareceu sei lá de onde, acertando-o parcialmente, jogando-o no acostamento.

Paro, indo até ele, apavorada.

—Ai meu Deus, você está bem?- pergunto me aproximando do homem, que se erguia sozinho — Está ferido!- noto o sangue em seu braço e no rasgão da calça de moletom — Me desculpe, não te vi. Venha,vou te levar no hospital- peço, segurando o braço dele, que o puxa como se tivesse levado um choque.

—Não precisa — fala, a voz grave,parecendo irritado — Estou bem. Foram ferimentos superficiais — fala, me encarando pela primeira vez, os olhos de um azul acinzentado, escuros, não sei se devido ao tempo ou pela raiva — Devia prestar mais atenção. Poderia ter me acertado pra valer se não tivesse me esquivado -braveja, os olhos ficando ainda mais escuros.

—Você que apareceu do nada!- defendo-me, cruzando os braços em frente ao peito ao notar seu olhar desviar para meus seios, parcialmente visíveis sob o tecido fino da blusa, úmida pela garoa que caia — Já me ofereci pra levá-lo ao hospital par....

—Já disse que não precisa — repete, voltando a me encarar.

Permanecemos nos encarando por um tempo indefinido, até ele quebrar o contato visual, desviando o olhar , suspirando, impaciente.

—Se me dá licença, tenho mais o que fazer — vira-se, recomeçando a correr por uma trilha que leva ao interior dos condomínios, não me dando chance de responder.

Suspiro, irritada, voltando para o carro, seguindo meu caminho como ele fez, chegando dez minutos atrasada. Mesmo assim, consigo,milagrosamente, fazer uma entrevista tão boa que sou convidada a iniciar meu período de experiência ainda naquela manhã.

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Tommy

Entro em casa pela cozinha, agradecendo não encontrar ninguém por lá para não ter que dar explicações sobre os ferimentos. Subo rapidamente para meu quarto, parando nos de meus filhos, verificando que ambos ainda dormiam. Tomo um banho rápido, coloco medicação e proteção nos ferimentos, protegendo do contato incômodo com o tecido,retorno a cozinha, tomo meu café, conversando com Diva, nossa governanta.

Ao terminar,retorno ao quarto, faço minha higiene bucal, pego as chaves e a pasta, vou até os quartos de Maddie e Ethan, despedindo-me dos dois com um beijo, fazendo o mesmo com minha mãe, que encontro na cozinha ao sair, e sigo direto para a Global..."Hoje o dia vai ser cheio!"

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Escritórios da Global

Narrador

_ Atenção todos por favor! — Andrew Moris chama, reunindo os funcionários do andar da presidência — A partir de hoje, como todos já devem saber, teremos um novo CEO no comando da empresa. Estamos passando por um momento difícil, todos sabem — faz uma pausa quando um dos seguranças se aproxima, falando ao seu ouvido — O senhor Merlyn acaba de chegar. Pra quem não o conhece, o senhor Thomas é filho do senhor Malcom. Estava afastado, por razões pessoais, mas agora voltou. Não quero saber de fuxico e fofocas pelos corredores, fui claro?- questiona e todos assentem afirmativamente — Senhorita Snow — chama-a — Do meu lado por favor — indica e ela obedece — Nada de palmas ou demonstrações exageradas. Um simples cumprimento é suficiente- alerta no momento em que o elevador para, abrindo as portas.

Thomas desce, sendo recebido pelos funcionários com sorrisos e acenos de cabeça, parando a poucos metros de Moris.

—Bem vindo senhor Merlyn- cumprimenta-o formalmente — Deixe-me apresentar sua nova secretária, senhorita Snow. Caitlin Snow — indica-a com um gesto, fazendo-o virar-se para a moça, que o encara, assustada, os olhos castanhos arregalados, a respiração presa.

—Já nos conhecemos — revela, os olhos brilhando, um riso divertido nos lábios — Então, nos encontramos mais uma vez, senhorita- diz, o sorriso aumentando.

"Ai.Meu.Deus.Ferrou!"

"...A cama pronta, o rango no fogão;

Luz acessa ,me espera no portão, pra você ver;

Que eu tô voltando pra casa,me vê;

Que eu tô voltando pra casa outra vez..."

Notas finais
Ficou um pouco mairo do que esperava. Mas não queria dividir. Sorry! Bjinhos flores.