Perfect!

54 New Family Ties


Notas iniciais
Eis que trezentos anos depois retorno! Olá flores! De volta para att este bebê que é meu campeão de acompanhamentos, quase cem!! Muito feliz aqui. E para comemorar duplamente um capitulo novinho, bem leve e divertido mesmo tendo um pouco de tensão. Não vou me alongar porque ainda quero dar uma ultima revisada no capitulo de o Preço que irei postar dentro em pouco, e dar sequencia aos demais. Grata por todas que não desistiram da historia, por serem quase cem agora e por todas as rewiews passadas....aguardo mais rewiews, please....Boa leitura...Bjinhos flores.

“Come a little bit closer;

Come and get a little piece of mine, yeah;

Let me take over;

Nothing wrong with feeling right;

Oh no, don’t be selfish;

It’s getting late look at the time;

Been thinking ‘bout it all day;

What we gon’ do about it tonight?...”

Is That For Me

Alesso feat. Anitta

Residência Thomas e Caitlin (sexta, 23/10 – 23:46 p.m)

Narrador

—Boa noite pai e obrigado outra vez – Ethan agradece novamente abraçando forte o pai antes de subir as escadas correndo deixando um pensativo Thomas para trás.

— Preciso de uma bebida – murmuro para si mesmo pondo as mãos nos bolsos dianteiros de sua jeans, caminhando vagarosamente até o bar no canto da sala, servindo-se de uma dose generosa de uísque, puro, sorvendo a bebida lentamente, o olhar perdido na escuridão lá fora, a lembrança da breve conversa que tivera com a ex esposa de Ronald Palmer ecoando em sua mente.

Absorto em seus pensamentos não percebe alguém aproximando-se até sentir-se envolvido por braços delicados.

—Boa noite. O senhor vem sempre aqui? – sussurra ela com voz rouca junto ao ouvido dele.

— Uma vez ou outra quando quero relaxar – responde o empresário sem se voltar.

—Me daria o prazer de uma dança? – convida , soltando-o, ligando o aparelho de som com o controle, buscando a musica que desejava.

—Olha moça, a dança posso até conceder....Mas o prazer vou ficar devendo – brinca, voltando-se – Sou casado e minha esposa é ciumenta – prossegue no mesmo tom.

—Entendo...E não abriria uma exceção? – questiona ela se voltando para encará-lo após selecionar a musica que buscava, largando o controle sobre o sofá – Assim, uma única e pequena exceção! ? – indaga de forma provocativa, soltando o laço que prendia o robe de cetim a seu corpo, despindo-o lentamente – É que sou nova na cidade sabe. Não conheço ninguém e gostaria de fazer amizade – prossegue caminhando vagarosamente em direção a Thomas sem perder o contato visual – Tenho certeza de que sua esposa irá entender e, além disso, trata-se apenas de uma dança – repete deixando a peça deslizar por seu corpo caindo a seus pés.

—Não tenho tanta certeza disto – rebate o empresário inclinando-se levemente, depositando o copo com o que restava de sua bebida sobre o centro na sala, percorrendo o corpo curvilíneo recoberto apenas pela fina e curta camisola, com visível admiração masculina.

—Não acha que o risco vale a pena? – provoca ela, mordendo o lábio inferior, soltando um gritinho rouco quando ele a puxa de encontro a si, pegando-a de surpresa.

—Por você... – começa dizer levando uma mão a nuca dela, trazendo o rosto de Caitlin para mais perto – Vale muito a pena amor. Sempre! – declara, tomando seus lábios num beijo que já começa intenso.

Sem interromper o contato, Caitlin envolve o pescoço do marido com os braços, aumentando a pressão do beijo, movendo-se sensualmente no ritmo da balada romântica que tocava fazendo-o acompanha-la. Enroscando os dedos no cabelo curto, abre a boca aceitando a deliciosa invasão, gemendo alto, retribuindo a caricia intima com a mesma intensidade, colando ainda mais o corpo ao dele, movendo-se devagar, gemendo novamente ao sentir a dureza pronunciada por sob a jeans.

—Isso tudo é pra mim? – pergunta, ofegante quando interrompem o beijo, deslizando uma mão de encontro ao volume, apertando levemente fazendo-o gemer.

—Pode ter certeza que sim! – responde Thomas, igualmente ofegante, colando e deslizando os lábios pelo pescoço e ombros da esposa, mordendo a pele delicada – Cacete Cait, assim você acaba comigo! – exclama ao senti-la ergue um perna roçando na sua aumentando o contato entre seus sexos, o rebolar lento deixando-o mais duro a cada segundo – Melhor irmos para o quarto agora ou não me responsabilizo por meus atos! – alerta fazendo-a rir – Falo sério Cait. Ou subimos agora ou faremos amor aqui mesmo, em meio a nossa sala!

—Humm...acho que ainda não fizemos aqui! Não que eu me lembre e pode ter certeza de que me lembro de cada cantinho onde já fizemos! – Cait exclama, mexendo o quadril mais intensamente, provocando-o.

—Sério? – inquire de volta, rindo quando ela confirma com um aceno, inclinando-se até fazer com as costas da esposa tocassem o encosto do sofá – Neste caso, vamos corrigir essa falha! – declara, deslizando um mão por sob a camisola, arqueando a sobrancelha ao tocar-lhe o sexo – Sem calcinha!? Definitivamente quer acabar comigo – sopra, introduzindo dois dedos lentamente dentro dela, emitindo um rosnado baixo ao sentir a umidade.

—Tommy...- Cait arfa olhando dentro do olhos do marido enquanto desabotoa sua camisa habilmente, fechando os olhos e mordendo o lábio quando intensifica os movimentos – Esquece a droga da camisa! – xinga, levando suas mãos ao cós da jeans, abrindo botão e zíper rapidamente, empurrando o tecido para baixo junto com a box envolvendo o membro ereto em suas mãos , libertando-o de sua “prisão”.

Com um grunhido rouco, Thomas segura firme no quadril de Cait, erguendo-a, fazendo-a enroscar as pernas em sua cintura, posicionando-se, com ajuda dela, em sua entrada, penetrando-a numa estocada firme, gemendo em uníssono.

—Mamãe! Tô com medo! – a voz chorosa os tira do momento de enlevo deixando-os imediatamente tensos – Mãe!! Mamãe! – o chamado repete-se cada vez mais perto fazendo Cait olhar por sobre os ombros de Tommy, petrificando ao ver a pequena figura descendo vagarosamente pela escada de acesso ao primeiro andar da casa.

—Pelo amor de Deus, me diz que ela Não está na escadaria!! – Thomas implora, a voz saindo estrangulada devido em parte a tensão.

—Mamãe!! – a menina chama outra vez, esfregando os olhinhos e fungando, descendo mais um degrau.

—Já vou meu anjo. Fique paradinha ai que vou até você esta bem? – Cait pede erguendo uma mão com a palma aberta em direção a menina, que estanca para seu alivio.

—Cait?? – Thomas interroga ainda mais tenso.

—Está a mais ou menos vinte passos de nós, o suficiente para que não veja Nada – sussurra em seu ouvido escutando-o praguejar baixinho pouco antes de sair dela tendo o cuidado de permanecer de costas para a filha – Sinto muito amor – Cait diz, ajeitando a camisola tão rápido quanto consegue, afastando-se em direção a menina.

—Não tanto quanto eu! – ele resmunga, respirando fundo, começando a recompor-se.

—O que foi meu anjo? – Cait pergunta, sentando-se no degrau, trazendo a filha para seu colo.

—Sonho mau! – conta a garotinha, deitando a cabeça no ombro da mãe, os bracinhos indo direto para o pescoço da mesma – Fiquei com medo mamãe. Quero dormir com você e papai – pede, chorosa, fazendo bico, duas outras vozes se fazendo ouvir antes que Cait pudesse responder.

—Nós também queremos! – Caio e Beatriz dizem juntos, descendo as escadas ao encontro das duas – O monstro do armário voltou mamãe. Não queremos dormi lá não! – Beatriz emenda fazendo cara de choro.

—Que história de monstro no armário é esta? – Tommy questiona, aproximando-se após conseguir se recompor quase que totalmente, agachando-se perto da esposa e filhos.

—Pra encurtar a história, naquele mês em que você estave fora eles assistiram a Monstros S.A junto com Ethan uma tarde em que Karina não pode vir, meu pai e o seu também não e tive uma reunião para lá de demorada. Depois disto me deu um trabalhão fazê-los voltar a dormir sozinhos no quarto novamente – explica, afagando os cabelos da filha, que já cochilava em seus braços.

—E quanto a Maddie? – questiona o empresário, recebendo Caio em seus braços, segurando a mão que Beatriz lhe estendia.

—Estava de cama com um resfriado. Te contei sobre isto....mas não sobre o filme – relembra tentando levantar com a filha nos braços.

—Deixa que te ajudo amor – diz, fazendo o filho ficar de lado, tomando a pequena adormecida em seus braços permitindo a Cait levantar-se.

—Vamos dormi com vocês não vamos papai? – Beatriz pergunta, segurando a mão da mãe.

—E o jeito!! – responde, resignado, dirigindo um olhar queixoso a esposa.

—Relaxe – é tudo que Cait diz, piscando para ele, sinalizando para o filho segurar sua mão livre – Já fechou tudo amor? – inquire começando subir com as crianças.

—Sim – responde ele, seguindo-a mal humorado.

No quarto, demoram um tempo considerável para conseguirem fazer com que os filhos se aquietassem posto que Hannah despertara ao ser posta sobre o colchão unindo-se aos irmãos na algazarra.

—Finalmente dormiram! – Tommy suspira, deixando-se cair na poltrona ao lado da janela, massageando as têmporas – Amanhã, melhor dizendo, assim que acordarmos, já que passa e muito das uma da manhã, vou esganar aquele moleque! – ameaça fazendo Cait rir minimamente enquanto afaga os cabelos da filha – Vou tomar um banho e já volto pra tentar dormir um pouco.... já que não dá pra fazer outra coisa! – resmunga novamente, levantando-se, indo direto ao banheiro – Ainda bem que nossa cama é king size – comemora, desabotoando a camisa no percurso – Volto em um minuto – avisa, encostando a porta após entrar no cômodo, despindo-se sem muita pressa – Relaxa amigo, estamos de folga forçada hoje – bufa olhando seu pênis ainda relativamente duro.

Entrando no boxe, abre o chuveiro apoiando as mãos na parede a sua frente, repetindo mentalmente que esganaria o filho mais velho na primeira oportunidade enquanto deixa a água morna banhar suas costas levando embora parte da tensão acumulada.

—Oi – escuta e volta o rosto para a porta do boxe encontrando Cait recostada a bancada da pia — Pensei em te fazer companhia, se quiser obvio – diz, despindo-se sem esperar resposta – Chega pra lá – ordena, adentrando o boxe, fazendo-o rir.

—Primeiro me seduz na sala....Agora no banheiro....Está disposta hoje não está senhora Merlyn?! – indaga em tom de brincadeira, envolvendo-a em seus braços, colando os lábios em seu pescoço, sugando e mordendo a pele alva.

—Está insinuando que anda insatisfeito senhor Merlyn? – devolve, deslizando as mãos pelas costas dele detendo-se no bumbum, apertando a carne firme, seguindo o “passeio” até alcançar o membro ereto – Não me parece insatisfeito – constata, deslizando as mãos para cima e para baixo em movimentos ritmados, sorrindo satisfeita ao escutá-lo grunhir, o som saindo abafado junto a sua pele fazendo-a arrepiar-se – Onde paramos quando fomos bruscamente interrompidos?? – interroga com voz rouca, sorrindo mais uma vez ao sentir as mãos do marido em suas coxas erguendo e recostando-a contra a parede, a cerâmica fria provocando arrepios em contato com a pele quente.

—Comigo no lugar que mais amo neste mundo: dentro de você! – exclama, posicionando-se entre suas pernas – Desta vez... não vou... ter pressa – sopra, penetrando-a um pouco entre uma frase e outra arrancando gemidos baixos – Amo te ouvir gritar meu nome, entre outas coisas, quando nos amamos, mas desta vez não dá. Não sei se vou conseguir parar desta vez Cait – avisa, enterrando-se mais um pouco dentro dela.

—Não vai....precisar...estão no quinto sono! – assegura ela forçando o quadril de encontro ao dele ao mesmo tempo em que cruza as pernas em suas costas prendendo-o, fazendo com que terminasse de se enterrar por completo em seu interior – Tommy!- sopra o nome do marido num gemido rouco, comprimindo-se em volta dele, suspirando antes de começarem a mover-se numa dança lenta e sensual aumentando o prazer de ambos – Eu te amo! – declara, colando a boca na curva do pescoço dele, subindo entre lambidas e chupões até chegar a boca, tomando-a num beijo possessivo e selvagem.

—Também te amo – Tommy retribui junto a boca dela realizando movimentos circulares que a fazem arquejar, saindo o máximo que a “prisão” imposta por Cait permite para voltar a entra nela em estocadas cada vez mais fortes e rápidas induzindo-a a um orgasmo intenso ele próprio gozando segundos depois de ela o ter feito, relaxando um tempo antes voltar a mover-se após Cait haver descruzado as pernas, investindo com força.

Extasiada, Cait fecha os olhos cravando as unhas nos ombros de Tommy, gemendo mais e mais a cada nova investida do marido, o corpo deslizando para cima e para baixo contra a cerâmica lisa, mordendo o lábio a fim de reter o grito de puro prazer ao atingir o clímax junto com ele pela segunda vez permanecendo abraçados enquanto relaxam, satisfeitos.

—Já te disse o quanto é gostosa? – Tommy pergunta de repente fazendo-a rir.

—Não recentemente – cobra, enrugando o nariz numa careta graciosa.

—Você é muito gostosa Cait! Deliciosa pra ser sincero – declara, beijando-a com ardor para ratificar – E me deixa louco de tesão! – acresce.

—Deixo? – indaga ela com fingida inocência – De verdade? – insiste – Também me deixa louca, só pra constar – declara, deitando a cabeça no ombro dele, aspirando o cheiro de sua pele, as mãos repousando sobre o peito do marido, suspirando ao sentir-se erguida, Tommy saindo dela, pondo-a de pé sem soltá-la.

Permanecem abraçados durante um tempo impreciso, o bocejo de Cait servindo como deixa para finalizarem o banho vestindo-se num silencio confortável.

—Mesmo lado ou lados diferentes? – Tommy pergunta parado ao lado da esposa aos pés da cama do casal ocupada pelos trigêmeos.

—Nem um nem outro – Cait responde, enrugando o nariz numa nova careta, sinalizando com as mãos a parte inferior da cama.

—Já falei o quanto sou grato por termos escolhido uma cama king size? – Tommy reinquire ajudando-a a pegar cobertor e travesseiros extras.

—Não cante vitória ainda meu amor. A noite promete ser bem longa – Cait adverte, sorrindo, sentando sobre o colchão antes de deitar-se, Tommy fazendo o mesmo, abraçando-a – Boa noite amor – deseja, puxando o cobertor sobre eles.

—Boa noite – retribui ele, fechando os olhos, o sono os envolvendo rapidamente.

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Tommy (sábado, 24/10 – 06:16 a.m)

A primeira coisa que vejo ao abrir os olhos são os pés de Cait a centímetros de meu rosto, o que me faz pensar em qual momento havíamos invertido nossas posições e feito um sessenta e nove...se bem que o que vejo é a planta de seu pé completa e não apenas os dedos, como deveria ser.

Em seguida, sinto o peso e o calor excessivos sobre meu corpo me deixando completamente molhado de suor mesmo com o ar ligado. Aliás, foi exatamente isto que me fez despertar para começar.

Tento me mover e somente então torno-me ciente do que estava provocando aquelas sensações extremas: um dos gêmeos encontrava-se confortavelmente deitado sobre minhas costas.

Jogo um braço, o livre, para trás tocando-o com cuidado, concluindo se tratar de uma das meninas por suas vestimentas. Suspiro procurando e achando o bracinho delicado. Seguro-o ao mesmo tempo em que giro meu corpo devagar puxando-a até pô-la sobre o colchão centímetros a minha frente, sorrindo ao reconhecer Bia, o que me surpreende, de certa forma já que ela é bem mais apegada a Cait do que a mim, como Hannah por exemplo. Caio é o que posso chamar de meio termo: há momentos em que prefere a mãe e outros em que me prefere.

Acaricio o rosto de minha filha suavemente para não acordá-la, rindo feito bobo suspirando mais uma vez, admirando-a dormir alguns minutos antes de erguer meu dorso apoiando a cabeça em uma mão, passando a admirar a mãe dela, dormindo com um braço protetoramente estendido sobre nossos dois outros filhos menores, meu riso aumentando ao vislumbrar a expressão de felicidade estampada no rosto da mulher que amo em forma de um sorriso discreto.

Como sabia que não iria conseguir voltar a dormir, decido levantar e me exercitar um pouco.

Tomo Bia em meus braços recolocando-a ao lado dos irmãos, a mão de Cait repousando sobre ela. Ajusto o cobertor de modo a cobri-los, esticando-me para beijar a face de cada um antes de me afastar em direção ao banheiro. Lá dentro, visto o moletom, a camiseta e o agasalho que sempre deixava pendurado na parte interna para não correr o risco de acordar Cait quando fosse sair para correr muito embora ela tenha me acompanhado algumas vezes.

Saio do cômodo, calço meus tênis, pego meu celular, os fones de ouvido, certifico-me de que Cait e as crianças continuam a dormir dirigindo-lhes um olhar carinhoso para somente então deixar o quarto.

Ao passar pelo corredor, instintivamente olho em direção ao quarto de minha filha mais velha enrugando o cenho ao notar a porta entreaberta. Apenas quando me aproximo o suficiente para ver o interior é que lembro o porquê.

A visão de Maddie dormindo de conchinha com o namorado-noivo, mesmo ambos estando completamente vestidos, me incomoda, não nego. Não pela cena em si (como disse estão vestidos) mas por imagina o que pode ter acontecido antes de adormecerem. Por mais que confie em ambos, por mais que goste de Connor e reconheça suas boas intenções e qualidades, é difícil para mim, como pai, imaginar minha garotinha transando com um cara!

—Espantando essa imagem da cabeça em três, dois, um – murmuro baixinho, fechando a porta com cuidado, retomando minha caminhada, me surpreendendo novamente ao notar o movimento no quarto de Ethan.

—Filho, tudo bem? – pergunto, batendo levemente na porta, esta sendo prontamente aberta – O que houve? Está sentindo alguma coisa? – questiono preocupado. Apesar de quase não ter tido nenhum episodio recentemente, Ethan é alérgico e já me fez correr com ele algumas vezes, em plena madrugada, em busca de atendimento médico emergencial.

—Não nada. Tudo beleza pai – garante, me olhando de cima a baixo – Vai correr? Posso ir junto? – pergunta, animado.

—Sim para ambas perguntas – digo – Contanto que não demore – condiciono.

—Só vou por um moletom, agasalho tênis... É rápido – assegura, dando-me as costas, correndo em direção a seu armário.

—Vou descendo para pegar duas garrafas de energético. Te espero na cozinha – aviso rindo ao vê-lo erguer o polegar sem me olhar.

Sigo meu caminho descendo a escadaria de dois em dois degraus, dirigindo-me diretamente para a cozinha ao atingir o final da mesma.

Abro a geladeira , pego duas garrafas de energético, uma caixinha com quatro barras de cerais e duas frutas pondo-as sobre a mesa. Aproveito para ajustar o contador e o medidor de batimentos em meu relógio de pulso.

—Trouxe um boné e óculos para o caso de o sol esquentar na volta – ouço meu filho dizer – Não vai levar também? – questiona, pegando uma das frutas, levando-a imediatamente a boca.

—Na garagem – respondo, concentrado, erguendo os olhos para ele ao terminar os ajustes em meu relógio – Pego na passagem – digo, entregando-lhe o energético e duas barras – Vamos – chamo, me dirigindo a porta de ligação com a garagem de casa, ele logo atrás.

Na garagem, instruo-o a fazer o aquecimento junto comigo durante alguns minutos, pego meu boné e óculos escuros, pondo o segundo no rosto e o primeiro no bolso do agasalho.

—Pronto? – questiono-o recebendo um aceno afirmativo – Vamos nessa – convido, abrindo a porta da garagem com o controle remoto, tomando a dianteira mal saímos do lugar, cumprimentando nossa governanta, que chegava, ao passarmos por ela.

Escolho o trajeto mais simples, pelas ruas internas do condomínio, já que meu filho não costumava correr com frequência (por mais que o chamasse) e certamente iria queixar-se de dores mais tarde se fizéssemos o percurso mais acidentado, por assim dizer, repleto de subidas e descidas, pelo qual costumo correr quando vou sozinho ou em companhia dos rapazes ,Oliver e Eddie em especial, o primeiro, por sinal, surgindo com um saco de lixo quando nos aproximamos de sua casa e reduzo a velocidade até quase parar.

—Bom dia vizinho. Quanta elegância só para por o lixo para fora! – não resisto provoca-lo vendo-o rir abertamente.

—Bom dia. Elegância é tudo, caso não saiba – devolve no mesmo tom, fechando a lata de lixo antes de juntar-se a nós – Ethan acordado a esta hora em pleno sábado? E Correndo? O que aconteceu? Deu formiga na cama?! – questiona, desarrumando o cabelo do afilhado.

—Para tio Ollie! Até parece que sou um sedentário como o tio Barry! – reclama nos fazendo rir.

—Seu tio Barry não é sedentário, apenas não precisa correr pra manter a forma ao contrario dos pobres infelizes aqui! – Ollie rebate, apontando de mim para si mesmo – E se quer saber, ele nos põe no chinelo numa corrida! – acresce.

—Sério? – Ethan dúvida, nós dois confirmando com acenos de cabeça – Tio Barry um velocista...quem diria! – Ethan admira-se e rimos – Existe uma explicação para isto? – questiona-nos.

—Genética! – respondemos ao mesmo tempo – O pai era um grande corredor na faculdade. Chegou a competir algumas vezes – revelo deixando-o ainda mais surpreso.

—Seu pai e eu também chegamos a competir em nossa época de high school, mas em outras modalidades – Ollie emenda, orgulhoso.

—Uhum...sei. Melhor pegador né!? – indaga, rindo, ao mesmo tempo em que aumenta seu ritmo de corrida.

—Como é moleque? Tá querendo apanhar mesmo né? – Ollie se adianta, seguindo-o.

—Ah, mas vai levar umas belas palmadas pra aprender a respeitar seu pai pirralho! – ameaço, fazendo o mesmo.

Em questão de segundos o alcançamos, distribuindo vários petelecos em sua nuca e cabeça sem pararmos, os três de correr, rindo divertidos, retomando a corrida lado a lado, Ollie em uma ponta, eu na outra, Ethan entre nós fazendo um ou outro comentário ao cruzarmos com alguns vizinhos que também corriam, mantendo nosso sorriso grudado em nossa cara.

Quando entramos na quadra aonde existia um pequeno edifício formando um condomínio vertical dentro do horizontal aonde residíamos, a movimentação em um dos andares mais baixos (o quarto para ser mais preciso) chama minha atenção e estanco, um misto de surpresa e algo mais que não consigo definir me tomando.

Fixo meu olhar no casal que, alheio a tudo, se abraçava, ambos usando roupões de seda ou cetim, não sei, as caricias que trocavam deixando claro que eram mais do que amigos.

—Não vai adiantar, sei bem por sua expressão, mas vou pedir assim mesmo: não surta Tommy – ouço Ollie dizer e volto meu rosto para ele – Seu pai é viúvo, ela também, portanto os dois tem todo direito de reconstruírem suas vidas, não concorda? – interroga.

—Há quanto tempo isto está acontecendo? – questiono-o, pressupondo que ele já sabia do fato, não dando espaço para que responda – Deixe-me adivinhar: começou durante o mês em que estive fora não foi? – presumo, dando meia volta sem tornar a olha-los, ignorando ao escutar meu pai chamar-me – E suponho que você também já sabia – aponto para meu filho acelerando o passo.

—Que vovô estava interessado nela sim. Que estavam juntos não – garante Ethan, tentando me acompanhar – Pai, o vovô andava muito triste, o senhor mesmo viu quando voltou – lembra – Quando ele conheceu a Ângela virou outra pessoa. Passou a sorrir mais, brincar mais com a gente, digo, com o trio calafrio – brinca, seu riso morrendo ao ver que eu não ria – Qual é pai!? Tio Ollie está certo. Vovô merece ser feliz de novo não acha? – interroga, suspirando quando não respondo.

—Tenho certeza de Malcom iria te contar Tommy. Deveria estar apenas aguardando o momento certo – Ollie argumenta, pondo a mão sobre meu ombro, obrigando-me parar – Escute, sei que foi muito doloroso a maneira como sua mãe morreu. Sei o quanto isto te fez sofrer. Fez a todos nós sofrermos também. Malcom respeitou e muito a memoria de Rebeca, mas esta mais do que na hora de ele recomeçar. Não é justo pedir a seu pai que enterre-se junto com sua mãe.

—Me responde uma coisa Oliver: fosse o contrário pensaria da mesma forma? Se fosse seu pai ou sua mãe iria pensar igual?- interrogo, não o deixando responder mais uma vez – Não quero que ele se enterre junto com ela. Mas pedir que aceite uma completa estranha ...

—A Ângela é legal pai. Dá uma chance pra ela que vai ver – Ethan me interrompe e arqueio a sobrancelha surpreso – Opa, falei demais não foi?

—Só um pouquinho assim garoto! – Ollie exclama, usando os dedos para exemplificar e olho de um para outro, irritado não apenas em perceber que meu pai já a havia introduzido no convívio em nossa família como também por pensar que Cait já soubesse de algo.

—Pelo visto é uma estranha apenas para mim não é mesmo? – deduzo, respirando fundo antes de retomar a corrida, deixando-os para trás durante boa parte do percurso de volta.

—Tommy, tenta relaxar e vê as coisas do ponto de vista de seu pai – Oliver argumenta mais uma vez quando paramos em frente sua casa.

Limito-me erguer o polegar despedindo-me com um aceno de cabeça, seguindo o trajeto de volta para casa em silencio tendo Ethan a meu lado.

—Pai, tá chateado? – meu filho pergunta quando adentramos a garagem.

—Um pouco – admito, escutando a algazarra dos gêmeos ao entrar.

—Bom dia meu amor! – Cait cumprimenta assim que me vê desviando sua atenção da frigideira a sua frente um segundo, sorridente – Estou fazendo torradas francesas para o café. Tomem um banho e venham se juntar a nós – pede, me jogando um beijo antes de voltar a se concentrar na frigideira outra vez.

—Ok – respondo um pouco seco demais, o que não lhe passa despercebido.

—O que houve? – pergunta, voltando-se rápido.

—Nada – respondo, aceitando o pedaço de maçã que Bia me oferecia – Vou tomar uma ducha e já desço – aviso, sinalizando para Ethan me seguir, ele obedecendo contrariado – Não comente nada com sua mãe caso desça antes de mim. Eu quero conversar com ela, entendeu? – advirto, ele anuindo novamente com a mesma expressão – Não estou com raiva Ethan. Apenas magoado por não terem comentado nada a respeito comigo – asseguro enquanto subimos as escadas.

—Mamãe não quis falar nada por achar que era um assunto entre o senhor e vovô pai – justifica – Ela até conversou com o vô um dia antes de você chegar dizendo que era melhor o senhor saber por ele e não pelos outros. Ele tinha prometido que iria contar mas como a Ângela foi embora naquele dia mesmo sem saber se retornaria acho que pensou não ser importante – argumenta enquanto seguimos pelo corredor rumo a nossos quartos.

—O que não é importante? – Maddie pergunta saindo do seu junto com Connor, ambos com os cabelos molhados.

—Antes que pergunte, tomamos banho separadamente senhor Merlyn – se adianta ele, tenso.

—Relaxe garoto – aconselho, sacudindo a mão – Além do mais, o que é um banho perto de dormir de conchinha! – comento, passando por eles – Desçam logo. Sua mãe está fazendo torradas francesas – conto, entrando no quarto sem esperar resposta, fechando a porta.

Durante o banho, reflito sobre o que vira e ouvira de Ollie e Ethan, respirando fundo.

Não era contrário a meu pai ter um novo amor. Sabia o quanto sofrera com a morte inesperada de minha mãe. O que me desagradou foi o fato de ninguém, absolutamente Ninguém, ter-se dado ao trabalho de me falar que tivera um caso com sua “nova” amiga que viera jantar conosco ontem. Ok, ele pensou que ela não voltaria (sei lá porque). Mas ela voltou. Então por que raios não me falou sobre ela? Por que tive que descobrir acidentalmente sobre seu novo amor?

—Espero que tenha respostas pai. Muito boas respostas – murmuro, enrolando uma toalha a cintura, retornando ao quarto.

Opto por uma bermuda jeans, azul escuro, uma camiseta branca, simples e sandálias afinal é sábado, estava de folga e apesar de certa contrariedade por conta da descoberta que fiz, estava disposto a aproveitar o final de semana com minha família – Espero não ter nenhuma surpresa desagradável ou não – digo, suspirando, caminhando em direção a porta, sobressaltando-me quando esta é aberta antes que a alcançasse, Cait entrando e fechando-a.

—Ok, antes de qualquer coisa, não te falei sobre Ângela primeiro por julgar ser um assunto entre pai e filho sobre o qual não deveria opinar e também porque Malcom me disse não saber se ela retornaria a Starling, nada mais. Não existe nenhum motivo oculto ou mesmo falta de confiança ou medo de sua reação – precipita-se a falar mal entrara – E antes que pense mal dele, Ethan não disse nada – adianta-se, lendo meu pensamento – Seu pai...e Ângela, estão ai embaixo, na cozinha. Vieram tomar café da manhã conosco. Malcom me contou que você os viu a pouco na varanda do apartamento dela – informa acrescentando um pedido – Tommy, escute o que eles têm a dizer ok? Apenas escute.

—Pra quem acabou de declarar que não temia minha reação está preocupada demais – contesto, cruzando os braços, encarando-a.

—Não é isso. É que te conheço muito bem amor. Sempre que é pego de surpresa, como foi, sua primeira reação é atacar, ou não dar espaço de defesa. Foi assim quando fomos pegos de surpresa na festa da empresa anos atrás, lembra? – desencava – E mais recentemente quando seu pai comprou os carros sem avisar. Isto sem contar quando te flagrei com...

—Ok, já entendi aonde quer chegar! – a interrompo não gostando do rumo que sua linha de pensamento tomava – Reconheço que ataco antes de ouvir quando me vejo ou sinto acuado, e pode ir tirando este risinho de “eu já sabia” dessa sua boquinha linda e saborosa antes que eu vá até ai tirá-lo, está me ouvindo? – ameaço com o dedo em riste.

—Era pra ser uma ameaça!? -me provoca, rindo ainda mais, mordendo o canto da boca.

—Supostamente sim – anuo, vencendo a curta distancia que nos separava, envolvendo-a pela cintura, puxando-a, chocando nossos corpos deliciosamente – Não fique zangada pelo que vou dizer agora meu amor, mas ainda bem que não podemos engravidar ou correríamos o serio risco de ter um time de futebol misto em casa! – digo, encarando-a, sua gargalhada divertida me tranquilizando.

—Tenho que concordar amor – anui, fazendo um ar triste, enroscando os dedos em meu cabelo – Mas estou satisfeita com nosso time de futsal! – brinca, ambos rindo divertidos – Preparado para conversar com seu pai? – pergunta, passeando o dedo pela gola de minha camiseta.

—Não, mas vou assim mesmo afinal estará a meu lado para me acalmar – declaro lhe dando um selinho – Espero que não tenham me deixado sem torradas ou estão ferrados. Todos – ameaço fazendo a cara mais brava que consegui.

—Quanto a isto nem precisa se preocupar meu amor – garante, me afastando com delicadeza, segurando minha mãe – Todos foram devidamente ameaçados caso isto acontecesse – relata me fazendo soltar uma sonora gargalhada.

Seguimos de mãos dadas até a cozinha, aonde nossos filhos, Connor, meu sogro, que chegara de surpresa (ou não), meu pai e sua ..namorada.

—Pediu reforço pai? – não resisto provoca-lo assim que entramos me arrependendo no instante em sinto a pele na parte de trás em minha cintura ser retorcida pelo beliscão firme e forte de Cait.

—Thomas, sinto muito que tenha descoberto a nosso respeito desta maneira. Eu realmente pretendia contar-lhe ontem a noite durante o jantar, mas alguém atrapalhou meus planos – defende-se, dirigindo um olhar nada amistoso a Connor, que sustenta, para minha surpresa, e ainda por cima ergue o queixo desafiador (esse moleque tem coragem, devo reconhecer).

—Começou mal cunhadinho! – Ethan o provoca tocando as mãos dos trigêmeos no ar.

—Pestes! – Maddie murmura não tão baixo quanto deveria, abaixando a vista quando a repreendo com o olhar.

—De qualquer forma, devíamos ter falado com você Thomas – Ângela começa dizer calmamente, acariciando o braço de meu pai, voltando seu olhar para mim – Quando conheci Malcom algum tempo atrás, não pensei em me envolver. Ainda estava em processo de reestruturação de minha vida após a morte de meu marido já que abri mão de trabalhar quando nos casamos por estar grávida – conta, sorrindo polidamente – E depois da morte dele, dois anos atrás, precisei me reinventar e assumir o controle de minha vida novamente – prossegue – Mas isto é uma outra história. O que quero realmente lhe dizer é que seu pai e eu nos envolvemos quando vim a cidade a trabalho. A princípio não tinha a intenção de mudar para Starling, no entanto meu filho mais novo, Jordan, que me veio me acompanhando, sentiu-se tão bem com o clima daqui que acabei repensando. Então quando retornei uma semana depois, Malcom se aproximou novamente e começamos a namorar...

—Você estava fora desta segunda vez – meu pai intervém – Quando retornou ela tinha retornado a Los Angeles por conta de alguns problemas pessoais e não sabia se iria retornar – explica por alto, me fazendo questionar que tipo de problema seria – No entanto, ela voltou – conclui, olhando-a enlevado e sinto uma nostalgia estranha. A única mulher para quem o vira dar um olhar daqueles antes fora minha mãe. Não consigo evitar certa dose de ciúmes.

—Pois é, voltei e acabamos reatando nosso romance – completa ela, devolvendo o olhar que recebera e naquele momento intui que mesmo que fosse contrário a essa relação de nada adiantaria – Sei que deveríamos ter contado mas...- ergo minha mão fazendo-a silenciar, meu pai ficando imediatamente tenso.

—Ângela, não tenho nada contra você, além do fato de ser, e não me leve a mal, uma total estranha, ao menos para mim, no momento – justifico-me – Também não me oponho a meu pai recomeçar. O que me incomoda é o segredo. Detesto ser enganado ou que as pessoas que amo mintam ou fiquem escondendo coisas de mim. Sei que não sou exatamente a pessoa mais fácil de lidar e tenho meus motivos para ser assim. Mas não sou intolerante ou intransigente...estou certo moleques? – me volto para Ethan e Connor, que erguem os polegares – Esqueça os dois, são dois patetas! – digo, sacudindo as mãos, ganhando mais um beliscão de Cait – Amor, pega leve ou vou acabar meu final de semana com manchas roxas por todo o corpo....Ainda mais, quero dizer! – ralho fazendo-a corar fortemente – Adoro te deixar sem graça – cochicho em seu ouvido deixando um beijo junto a sua orelha, rindo discretamente ao ver a pele arrepiar – O que quero dizer, encurtando a conversa porque estou com muita fome – digo, me voltando para os dois – Não me oponho a relação de vocês, embora isto não faça diferença já que não precisam de minha permissão e espero poder conhece-la e a seus filhos um pouco melhor – afirmo, vendo-a sorrir.

—Certamente que sim e apesar de, como disse, não precisarmos de sua permissão, tanto Malcom quanto eu gostaríamos que ficasse feliz conosco – declara – Sabe Thomas, estive casada e dependente de meu marido por muitos anos e não está sendo nada fácil recomeçar. Seu pai tem sido acima de tudo um grande amigo e parceiro. Desde que nos conhecemos tem me ajudado enormemente e não quero ser o motivo de uma ruptura entre vocês dois – afirma.

— Não será, fique tranquila – asseguro – Eu só preciso de tempo para me acostumar com vocês dois, como casal.

—E o terá filho – meu pai afirma – Mais uma vez sinto que as coisas tenham acontecido desta maneira – pede, sorrindo sem graça me fazendo pensar no quanto esse novo amor o estava remoçando, por assim dizer.

—Hã...se tá tudo bem, será que podemos comer? Estou morrendo de fome – Ethan reclama, esfregando a barriga.

—Já sim meu anjo – Cait responde, me soltando – Ajudem a arrumar a mesa no jardim. Está uma manhã linda e quero aproveitar – declara, olhando a volta – Cadê os gêmeos? – pergunta.

—Bem aqui com o vovô – ouvimos a resposta e nos voltamos em direção a voz nos deparando com meu sogro sentado no batente da cozinha com nosso filho no colo, as irmãs alguns passos a frente dele, brincando na calçada – Este rapazinho aqui e suas irmãs estavam entediados com este papo de adulto – diz, fazendo aspas no ar – E resolveram vir aqui pra fora esperar pelo café da manhã. A propósito, só para constar, eu avisei! – exclama, apontando para meu pai.

—Sabia que ia dizer isto! – papai devolve, socando o ar – Ok, estava certo, satisfeito?

—Bastante – meu sogro responde, se pondo de pé – Agora, como meu neto solicitou, podemos tomar nosso desjejum? Também estou faminto.

—Então tratem de me ajudar agora mesmo – Cait comanda, distribuindo as tarefas, fazendo todos, até mesmo os gêmeos ajudarem na arrumação. Em pouco tempo a mesa no jardim estava organizada, nossa governanta finalizando ao trazer as jarras com suco.

Durante a refeição me pego observando as pessoas interagindo....

Pessoas não. Minha família!, penso, sorrindo satisfeito.

“...Is that for me

Is that for me?

Is that for me?”

Notas finais
Nos vemos em breve. Bjinhos flores