Perfect!

44 Friday Party Night! (II)


Notas iniciais
PARA TUDO! SURTADA AQUI! 82 ACOMPANHAMENTOS!!! DANDO PULOS DE ALEGRIA AQUI. OBRIGADA FLORES! 82!!! Demais. Demais mesmo. E quase vinte favoritos!! Ok, ok, podem dizer que é pouco ou quase nada. Mas para uma fic do universo Arrow onde Olicity é coadjuvante com um casal que nunca se formou na ficção, um ship inexistem, é simplesmente...TDB!! E graças a vocês flores maravilindas! Tô surtada, não nego! Agradeço imensamente a todas que estão acompanhando essa fic mesmo não comentando ou favoritando (quem sabe daqui a quinze dias não ultrapasso a barreira dos vinte??). E antes que essa nota se torne um capitulo (isso que dá surtar! Mas é bom viu!!), vamos ao que interessa: Party babies! Grata por todas as rewiews passadas....More rewiews, please...Boa leitura...Bjinhos e xeros surtados flores.

Residência de Sheila Isabel Sloane (sexta, 25/9 – 16:20 p.m)

Narrador

—Vai sair dessa maldita escola o quanto antes está me ouvindo? – Ronnie Palmer intima, descendo do carro logo depois que a filha, ficando ainda mais zangado com a ausência de resposta por parte dela – Escutou o que falei Laura?- interroga, segurando-a forte pelo braço assim que adentram a casa, impedindo que subisse para seu quarto – Responda! – ordena.

—Escutei sim pai, alto e claro. Eu e com certeza metade do quarteirão! – responde a garota com voz embargada – Só que não vou sair de lugar nenhum! – exclama – Amo trabalhar na escola, com as crianças, não vou largar meu emprego por causa de uma rixa que nada tem a ver comigo! – afirma, encolhendo-se quando o pai ergue a mão livre ameaçando bater em sua face.

—O que está acont....Não ouse tocar em minha filha Ronnie! – Sheila alerta, chegando à entrada da casa movida pelas vozes alteradas, vinda da cozinha, posicionando-se entre ele e a jovem.

—Nossa filha Sheila! – relembra o empresário – Tenho todo direito de corrigi-la quando e onde achar necessário.

—Toque num fio de cabelo dela e vai acerta as contas com a justiça! – ameaça a mulher, cerrando os punhos – E comigo – acrescenta, libertando o braço da garota – Vá para seu quarto filha, daqui a pouco subo – pede, a jovem obedecendo imediatamente – O que pensa estar fazendo? É assim que diz ama-la?

—O que Você pensa estar fazendo permitindo que trabalhe em uma escola limpando cocô e xixi de pirralhos piolhentos e mimados? – devolve, irritado.

—É um trabalho digno como outro qualquer. Muito melhor do que ser humilhada pelo próprio pai por ter cometido um erro bobo – rebate – Laura está mais feliz como professora auxiliar do que como sua assistente na Palmer Tech – assegura, erguendo o queixo desafiadoramente.

—Pra começar não a humilhei. Apenas corrigir seu erro que não teve nada de bobo. Poderia ter estragado toda uma negociação de dias – argumenta Ronnie.

—Se gritar com ela em frente a toda diretoria, incluindo o avô e o tio, chamando-a de demente não é humilhar, seria o quê então? – questiona-o, cruzando os braços – Se fez isso com a própria filha, nem quero pensar o que faz com seus empregados.

—Não tente mudar o foco de nossa conversa...

—Ah, agora é uma conversa? – corta-o, irônica – Quando cheguei aqui parecia mais uma agressão!

—Sabe que não seria capaz de bater em minha filha – defende-se, passando as mãos pelo cabelo – Laura não precisa trabalhar. A mesada que lhe dou é mais do que suficiente para seus gastos pessoais ainda mais que não é exatamente vaidosa para uma garota de sua idade.

—Ela quer, e apoio totalmente, ganhar o próprio dinheiro com o suor de seu trabalho – declara – Quanto a ser vaidosa, quem deveria sentir-se chateada sou eu, não você. No entanto, fico imensamente grata e feliz por ela ser do jeito que é – assegura.

—Que ela queira ganhar dinheiro trabalhando não me importa, contanto que seja em nossa empresa – rebate – Se não quiser ser minha assistente novamente, posso colocá-la com Raymond. Não me agrada a ideia já meu querido irmãozinho é um pateta, mas com certeza é bem melhor tê-la com Ray a vê-la servindo ao Merlyn – rosna, cuspindo as palavras – Não paguei uma fortuna em escolas particulares durante anos para ver Minha filha servir de babá, ainda mais de graça, dos filhos daquele cretino! Aliás, é outra coisa que temos que conversar: a escola de Laura – relembra.

—Então é isso! Todo esse barulho é porque descobriu que os filhos de Thomas e Cait estudam onde Laura está trabalhando. Logo vi! – exclama Sheila – Sabe, se não te conhecesse diria que essa, como direi, antipatia toda não passa de paixão recolhida e não correspondida. Resta saber se por sua ex...ou por Thomas! – ironiza não lhe dando chance revidar – Escute aqui Ronnie, Nossa filha – frisa – Está muito bem tanto no local onde trabalha quanto no que estuda. Na verdade, nunca a vi tão feliz! Tê-la tirado daquele colégio interno foi a melhor coisa que fiz até hoje e não vou permitir que estrague sua felicidade mesmo que para isso tenhamos que brigar na justiça – ameaça, o dedo em riste.

—Sheila, não me provoque, não vai gostar de me ver irritado! Não sabe do que sou capaz – alerta.

—Ah, sei sim! Tanto sei que pedi o divórcio esqueceu, meu querido? – relembra suspirando alto – Olha só Ronnie, se não tem nada de novo a dizer, se vai ficar se repetindo como uma vitrola quebrada, essa conversa termina aqui – decreta, passando por ele, abrindo a porta – Se me dá licença, tenho um compromisso de trabalho em algumas horas e não pretendo me atrasar por culpa de suas babaquices – diz, ficando de lado, indicando a saída com um gesto de mãos.

—Estarei fora este final de semana, mas quando chegar na segunda, retomamos nossa conversa – fala, parando entre os batentes, ficando de frente para ela – Espero sinceramente que tenha mudado de ideia até lá, caso contrário, nos veremos no tribunal – ameaça.

—Se é o que deseja, assim será – responde, aparentando uma calma que estava longe de sentir – Até segunda Ronald. Espero que faça uma boa viagem – deseja, sorrindo sem mostrar os dentes, sustentando o olhar de raiva do ex marido.

Após encarar a ex por alguns minutos, Ronnie lhe dá as costas, indo embora sem retribuir o cumprimento.

—Até hoje não entendo como foi capaz de largar tudo e casar com esse homem filha! – Sheila escuta a mãe declarar assim que fecha a porta, voltando-se para ela – Como pôde viver anos sob o mesmo teto que esta criatura? – interroga a mulher.

—Tenho me feito a mesma pergunta desde que mudamos para Starling – Sheila admite, recostando-se a porta, suspirando – O Ronnie que conheci e por quem me apaixonei em nada lembra esse homem arrogante, egoísta, prepotente... O Ronnie por quem me apaixonei perdidamente era educado, gentil, cavaleiro...

—Ele está na profissão errada então. Deveria ser ator – opina Edgar Sloane, surgindo por detrás da esposa – Ou isso ou é esquizofrênico, bipolar ou sei lá o quê! Esse homem não é normal filha, não pode ser. Não sabe o quanto eu e sua mãe ficamos felizes quando nos comunicou que estavam separando-se.

—Sei sim já que a felicidade foi tanta que vieram morar em Staling, perto de mim e de sua neta! – exclama ela, indo até eles, abraçando-os e beijando seus rostos – O que agradeço todos os dias, pode estar certo disso – assegura, limpando uma lágrima teimosa – Agora me deixem subir para ver o tamanho do estrago que ele causou e depois me aprontar para a reunião. Têm certeza de que podem ficar com Laura hoje? Não quero atrapalhar os planos de vocês.

—Temos sim, não está atrapalhando nada, fique tranquila – afirma Anne Sloane – Vá e se não der para voltar de Central hoje, não se preocupe, cuidamos de Laurinha.

—Mãe, sua neta tem quinze anos, não quinze meses! – brinca , rindo divertida – Só pedi para ficarem com ela porque existe a possibilidade de precisar dormir fora da cidade e não quero deixá-la sozinha.

—Sheila, não precisamos de justificativas para paparicar nossa bonequinha- Edgar ralha – E para nós ela ainda é nossa menininha assim como você- garante, abraçando a filha.

—Ai, credo pai, para! Não faz isso! – pede, soltando-se carinhosamente, acariciando seus rostos – Melhor subir antes que comece a chorar – diz, subindo as escadas rapidamente, seguindo direto para o quarto da filha, parando a mão no ar antes de bater à porta entreaberta, escutando a conversa da jovem.

—Não Dana, não insista, por favor! – pede ela – Além de não ter nenhuma roupa adequada....Tá, eu sei disso, mas e antes da valsa? E depois? Não quero e não vou ficar a festa inteira usando a tal capa vou? – questiona, fungando – Além do mais, discuti feio com meu pai agora a pouco, minha mãe se envolveu também.... Não, mas tenho certeza de que vai ficar ainda mais furioso se souber que fui a essa festa. Melhor não. Não quero encrenca para meu lado ou de mamãe. Prefiro evitar. E minha mãe vai até Central City para uma reunião da qual não sabe se conseguira voltar ainda hoje, portanto não tenho carona para ir ou voltar para casa – acrescenta – Não Dana, de jeito nenhum. Sei que poderia me buscar, mas.... Quer parar de insistir!.... É, eu sei que prometi a Maddie, mas ela vai entender. Na segunda entrego os presentes dela e do irmão, peço desculpas e...

—Pode vir buscá-la Dana – Sheila declara, assustando a filha ao pegar o celular de sua mão – Aqui é Sheila, mãe da Laura – identifica-se, rindo de algo que a garota do outro lado da linha diz – Obrigada meu anjo. A que horas poderia vir pega-la? – pergunta, olhando o relógio sobre a escrivaninha – Poderia ser uma meia hora antes, tipo seis e meia? Pode? Ótimo, seis e meia então. Um beijo meu anjo – despede-se, desligando o celular ao mesmo tempo em que encara a filha, surpresa – Por que não me disse que foi convidada para a festa de Maddie Merlyn? – pergunta sentando-se na cama da jovem.

—É que pensei que ficaria chateada – diz, mordendo o lábio — E também estava...Estou ainda, pra ser honesta, indecisa se devo ou não ir pois ela convidou a mim, Dana, Mariana além da prima, a dormimos lá...E depois do que aconteceu hoje na escola, não quero lhe causar mais problemas com o papai mãe – afirma, triste.

—Minha querida, independentemente de seu pai gostar ou não, é o aniversário de sua amiga...Ou não são amigas? – questiona insegura, rindo ante o aceno afirmativo da filha – Então. Já basta a desfeita de não a ter convidado para seu aniversário – relembra, ambas fazendo uma careta de desgosto – Quanto a dormir lá, não vejo problema algum – assegura.

—Certeza mãe? – questiona a jovem, insegura.

—Absoluta — garante a designer.

— Que bom! – exclama, aliviada — Fiquei mega feliz quando ela me entregou o convite pessoalmente e ainda por cima me chamou para fazer parte do grupo da valsa...

—Você vai ser uma das quinze damas? – Sheila interrompe a filha, empolgando-se quando a garota confirma com novo aceno – Gente, que lindo! Pensei que as meninas hoje em dia não ligavam mais para isso!

—Ela não liga, mas parece que era vontade das avós fazer uma festa bem tradicional e quis fazer para homenageá-las – revela, entristecendo – A tia dela contratou uma pessoa só para cuidar de tudo – Laura diz, girando a cadeira, pegando o convite sobre a escrivaninha, entregando-o a mãe – Ficou lindo não ficou? – pergunta.

—Ficou sim. Nada chamativo, simples, de muito bom gosto – elogia, devolvendo-o.

—Quando entregou me convidou para ser uma das damas e aceitei num impulso – admite, deixando os ombros caírem – Não teremos vestidos iguais. Ela e a mãe optaram por fazer uma espécie de capa, que será dada como lembrança para cada uma de nós, a qual poremos sobre nossos vestidos na hora da valsa – informa, suspirando – Ai está meu grande problema além de papai: não tenho um vestido, conjunto ou qualquer outra coisa, adequado! Vi os modelos que as meninas vão usar. Sei que não sou lá muito vaidosa, mas não quero me sentir feia perto das demais, entende!?Por isso também pensei em desistir – explica-se.

—Mas de jeito nenhum! Agora sim é que vai a essa festa – decreta Sheila, levantando – Uma coisa: jamais ficaria feia por mais que quisesse amor – declara, afagando o rosto da jovem, fazendo-a rir e corar – E não querer sentir-se inferior as demais não te torna vaidosa em exagero, só normal! – sorri, complacente, pegando a mão da filha – Agora venha, vamos ver o que a mamãe aqui tem em seu guarda roupas que lhe sirva! – exclama, puxando-a porta afora.

—Uma roupa sua? Mãe!! – Laura protesta, deixando-se arrastar, sentando desolada sobre a cama da mãe, afastando uma mecha de cabelo dos olhos.

—O quê? Está menosprezando minhas peças sem ao menos ver? – reclama, não dando chance a filha responder – Por acaso esqueceu que já fui modelo gatinha?! – relembra, abrindo o closet, rindo diante da boca aberta da garota, que levanta de um salto.

—Nossa mãe, quanta coisa linda! – diz, passeando a mão pelas peças penduradas – Será que tem algo que me sirva? – pergunta, os olhos brilhando.

—Com certeza. Basta sabermos procurar – assegura Sheila, apoiando a mão no queixo – Hummm, o vestido da aniversariante será aquele do convite, não é, em lilás? – pergunta, Laura anuindo – O que significa que as tais capas deverão ser no mesmo tom, e deveremos, portanto evitá-lo — decreta, separando algumas peças nessa tonalidade em um canto a parte – Humm, vejamos o que temos – pondera, inclinando a cabeça, examinando o restante de suas roupas – Grande demais...Careta demais...Ousado demais!...Estranho demais, por que comprei isso mesmo? – interroga, exibindo um vestido de formas assimétrica, fazendo uma careta gozada, a filha rindo divertida – Já sei! – estala os dedos – Não comprei, ganhei de algum costureiro – relembra, atirando a peça em uma cadeira próxima – Preto é muito básico, cinza nem pensar, princesinha demais…Exagerado, reconheço! – exclama, jogando outro vestido de noite sobre a cadeira – Pink você não gosta — observa, a garota anuindo com uma careta – Tomara que caia pode? – interroga, ela acenando afirmativamente – Ok, tomara que caia não muito ousado….Hum esse tem potencial – pondera, separando um modelo vermelho – Este também – separa outro modelo com rosas bordadas, também vermelho – Este azul está lindo! Serão longos ou curtos?

—Curtos – informa a jovem – Mesmo o de Maddie. Assim que terminar de dançar a valsa ela vai tirar a saia longa, que é sobreposta, e ficara curto.

—Sei. O modelo é tipo cebola não é?- indaga.

—Isso – confirma a garota, pondo o vestido azul em frente ao corpo, admirando-se no espelho – Gostei desse. Pena ser longo! – lamenta.

—Sabe uma coisinha chamada customização? – pergunta Sheila, rindo ao ver a filha enrugar o cenho – Eu e sua avó fazíamos isto bem antes de virar moda! – assegura, indo até a porta – MÃE, PODERIA VIR AQUI EM CIMA UM SEGUNDO? – chama, completando – E TRAGA AGULHA, ALFINETES, FITA E LINHA –pede, deixando a porta aberta – Vista enquanto sua avó chega – pede, Laura correndo para o banheiro, vestindo a peça, encontrando a avó no quarto ao sair.

—Minha nossa, como está linda! – elogia a senhora – O que quer mudar? Para mim parece perfeito! – reclama Anne.

—Só o tamanho mãe. As meninas usarão vestidos curtos – Sheila explica, fazendo a filha subir num puff junto a cama, ajoelhando-se a sua frente – Venha, não temos muito tempo – diz, dobrando a barra do vestido, deixando-a alguns centímetros acima do joelho da filha, marcando com alfinetes – Pronto. Tire o vestido, vá tomar um banho e arrumar suas coisas enquanto eu e sua avó terminamos os ajustes necessários – manda, a jovem obedecendo.

—Tem certeza de que é uma boa ideia Laura ir a essa festa filha? Não acho que deveria provocar seu ex marido ainda mais – pondera, ajudando-a a corta o tecido.

—Mãe, não vou impedir minha filha de se divertir em companhia de seus amigos. Laura não tem culpa das maluquices do pai – argumenta, concentrando-se em costurar a barra recém feita do vestido.

—Deixe-me ajuda-la, quatro mãos rendem mais que duas – Anne diz, sentando junto a filha, ajudando-a a cozer a barra – Também acho que não deve impedi-la, mas confesso que fico preocupada, especialmente depois do que ouvi hoje – assume.

—Não se preocupe mãe, com Ronnie me entendo – tranquiliza-a.

Após alguns minutos, as duas finalizam a costura aprontando o vestido para a jovem usar, retornando ao quarto da garota, encontrando-a arrumando algumas coisas em uma bolsa.

—Experimente para vermos se precisa ajustar mais alguma coisa – pede, entregando-lhe a peça, verificando o que a jovem pusera na bolsa – Vai haver alguém para arrumar vocês filhota? – pergunta.

—Sim. Uma equipe vai pentear e maquiar Maddie e as damas. Só precisamos levar nossos acessórios e sapatos – responde de dentro do banheiro, saindo segundos depois, sorridente – Ficou lindo mãe, vó! – exclama, girando.

—Ficou mesmo! – reconhece Sheila, olhando a filha maravilhada, sacudindo a cabeça – Vamos escolher um sapato adequado, acessórios, perfume, não deixe que prendam seu cabelo totalmente. Pode fazer aquele trançado duplo lateral, o restante do cabelo solto – sugere, segurando as mechas para exemplificar, os olhares das três cruzando-se no espelho – Vamos escolher esses sapatos logo pois eu também preciso me arrumar. Mãe, se você e papai quiserem ir para seu apartamento vou entender.

—E tirar de seu pai a oportunidade de juntar dois ou três vizinhos para ver football em sua televisão imensa? Nem pensar! – exclama, fazendo mãe e filha rirem.

—Está certo! – concorda a designe, beijando o rosto da mãe – Ajude sua neta a terminar de arrumar suas coisas, por favor, enquanto eu vou me banhar e arrumar – pede, retirando-se logo a seguir, aguardando junto com os pais após arrumar-se a chegada da carona que levaria a filha a festa.

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Residência Tommy e Cait (18:00 p.m)

Narrador

— Cuidado por favor, se quebrarem alguma coisa não dará tempo concertar! – Thea pede, nervosa, acompanhando os retoques finais para a festa da sobrinha, enxugando o suor da testa, puxando ar.

—Thea relaxe, vai dar tudo certo – Sara recomenda, olhando-a preocupada – Está se sentindo bem? Está pálida – comenta, sinalizando para um dos garçons trazer-lhe agua – Sente um pouco, deixe que a senhora Travis e eu cuidamos de tudo, afinal foi para isso que vim não foi? – interroga, entregando-lhe o copo com agua.

—Obrigada Sara. Eu realmente estou enjoada além do normal hoje – reconhece, tomando um gole generoso – Ai, a fase que menos gosto na gravidez é esta. Detesto enjoos, detesto não poder comer o que quero, detesto não conseguir Comer Nada! – resmunga, a loira rindo divertida.

—Não se preocupe, daqui umas semanas isso começa a melhorar – garante, dirigindo um olhar carinhoso a filha, que brinca com os trigêmeos sob o olhar atento de Ray e Thomas – E quando tiver aquela coisinha miúda com cara de joelho em seus braços, vai esquecer tudinho! – assegura.

—Essa não é exatamente a descrição que se espera ouvir de uma mãe! – Sylvie Borelli diz, parando junto as duas, Maxx, Caroline e Anitta a seu lado.

—Pois é, ainda mais quando temos mamães de primeira viagem presentes! – ralha a morena, acariciando a barriga.

—Conforme-se Nitta, sou mãe, mas não sou cega. Todo bebê tem cara de joelho quando nasce sim! – sustenta, fazendo carinho na barriga da amiga – Mas não se preocupe, depois melhora e muito viu anjinha!?- fala junto a mesma, adocicando a voz.

—Ainda bem ou já ia providenciar a devolução! – Thea brinca, fazendo-as rir – Kendra, cadê? – pergunta, buscando-a com o olhar.

—Então... – Sylvie começa dizer.

—A médica não liberou para ela viajar – Maxx informa, completando – Está tudo bem, apesar do susto, mas ela achou melhor que evitasse um voo tão longo. Também, quem mandou nossa amiga ir morar do outro lado do país! – exagera.

—Não é pra tanto Maxx! – Sara ralha – Emilly foi para mais longe depois que terminou com o Barry, aliás, ela virá? – questiona, olhando diretamente para Thea.

—Uhum! Só na semana que vem – avisa – E não é por causa da presença do Barry e da Isis. Parece que não conseguiu liberação do passaporte novo a tempo – revela.

—Sei. Aposto que fez de propósito! – Caroline comenta, pegando um docinho de uma mesa próxima.

—Não come os docinhos da mesa Carol! – reclama Thea, estapeando a mão da amiga.

—Deixa que reponho Thea, não se preocupe – Sara tranquiliza, olhando a volta – Por falar em completar, fica sentadinha ai que vou finalizar os preparativos, ver se a banda e o Dj já chegaram, mandar minha bonequinha para o banho...- enumera a loira, acenando para o noivo – Licença garotas.

—Posso ajudar em alguma coisa? – Sylvie se oferece – Jimmy está cuidando de Melinda, portanto estou livre.

—Vou aceitar. Vem comigo que te apresento a senhora Travis, se bem que, pelo que vejo, Cait já está falando com ela – observa – Vamos até lá – chama – Cuidem das mamães de primeira viagem meninas – pede, piscando para Maxx e Caroline.

—Pode deixar capitã! – dizem as duas, batendo continência, fazendo Sara e Sylvie rirem enquanto caminham até Caitlin.

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Caitlin

Com a ajuda de Sara, Sylvie e, lógico, da senhora Travis, finalizamos tudo que ainda estava pendente nos preparativos para a festa.

Quando me encaminhava ao encontro de Tommy e as crianças, uma buzina chama minha atenção e paro, observando Maddie receber um grupo de amigas que iriam se arrumar e pernoitar em casa, entre elas Laura Palmer. O grupo, animado, segue direto para dentro de casa mal o carro parte.

Volto minha atenção para Tommy novamente ao escutar gritinhos eufóricos, rolando meus olhos ao vê-lo rolar na grama com nossos filhos, Ray Palmer fazendo o mesmo com a filha, nossos pets participando da farra.

—Ok, acabou a farra! Hora do banho – aviso, chamando atenção deles com palmas – Isso vale para os dois marmanjos também! – alerto, estapeando meu marido, que tentava me levar ao solo – Não se atreva Thomas Merlyn! – digo, o dedo em riste, fazendo força para conter o riso – Andem, levantem logo – ordeno, segurando Hannah pela mão, pondo-a no braço.

—Não dá para esperar mais um pouquinho!? Tá tão divertido aqui! – Tommy pede, ele e Caio juntando as mãos, pidões.

—De jeito nenhum! Estamos em cima da hora. Daqui a pouco a senhora Travis começa a nos caçar, isso sem falar em Sara e Thea – acrescento, voltando-me para Ray.

—Opa, vamos lá Delanna antes que mamãe venha nos pegar! – diz, levantando rápido, a filha nos braços – Nos vemos daqui a pouco – despede-se, correndo (literalmente!) em direção ao prédio onde mora, alguns metros à frente de nossa casa.

—Tommy?? – chamo, encarando meu marido, que levanta-se, ajudando Bia e Caio a fazerem o mesmo.

—Ok, você venceu! – declara, roubando um beijo – Vamos lá arrumar nossos anjinhos! – exclama, segurando Caio de um lado e Bia do outro.

—Tommy, ponha-os no braço direito, são crianças não sacos de batata! – ralho, sinalizando para um dos funcionários vir buscar nosso gato e os dois cães, instruindo-o a pô-los na área reservada nos fundos da casa – Tommy! – chamo sua atenção mais uma vez ao ver que continuava a carrega-los sob os braços.

—Tá bom assim não está anjinhos? – pergunta, sacudindo-os.

—SIM!! – gritam os dois, gargalhando alto, me fazendo suspirar, rendida, subindo as escadas logo atrás dele, acenando para meu pai e sogro que chegavam acompanhados por Ethan, Nick, Connor e Kelly.

No quarto das crianças, Karina, nossa babá, nos esperava com as roupas preparadas, as primeiras que usariam já que dificilmente terminariam a noite com a mesma. Dispenso-a para que pudesse se arrumar, assumindo, com a ajuda de Tommy, a tarefa de banhar os três, arrumando-os, explicando que deveriam permanecer com aquelas roupas limpas pelo menos até os primeiros convidados chegarem, entregando-os a babá assim que retorna, indo para nosso quarto me arrumar juntamente com meu marido.

—Como consegue? – Tommy pergunta enquanto nos despimos no banheiro.

—Como consigo o quê? – devolvo, franzindo o cenho.

—Ficar mais linda a cada dia que passa! – elogia, surpreendendo-me ao me erguer nos braços, entrando assim no box.

—Humm, elogios são sempre muito bem-vindos! – exclamo, lhe dando um selinho antes que me ponha no chão, suspirando ao sentir sua boca deslizando por meu pescoço até os ombros, mordendo ao pararem ali – Tommy, temos que nos arrumar – murmuro, sentindo meu corpo vibrar a cada toque dele.

—Temos tempo – sussurra junto a minha pele, o hálito morno arrepiando-me inteira.

—Acho que dispomos de um tempinho – digo, girando em seus braços, tomando sua boca em um beijo sedento.

Nos amamos com urgência resistindo a tentação de continuarmos na cama após o final do banho.

—Encontrei Ronnie Palmer quando fui pegar as crianças hoje – comenta enquanto nos vestimos – Melhor dizendo, ele me encontrou – corrige-se, pondo a camisa para dentro da calça – Tinha ido buscar a filha. Aliás, não pareceu nada satisfeito em vê-la com nossos filhos.

—Se dependesse dele a coitada da Laura viveria isolada de tudo e todos, especialmente nós! – digo, ajustando o vestido a meu corpo – Amor, fecha o zíper pra mim – peço, ficando de costas para ele – Não sei como uma menina tão doce pode ser filha daquele cafajeste.

—Deve ter saído a mãe e aos avós. Ou ao tio. Ray em nada praticamente faz lembrar o irmão, excerto na aparência – Tommy lembra, beijando minhas costas antes de fechar o vestido totalmente, envolvendo minha cintura – Como disse a pouco: está cada dia mais linda! – repete, nossos olhares cruzando no espelho a nossa frente.

—Digo o mesmo meu amor – devolvo voltando o rosto para beija-lo – Melhor descermos – sugiro, acariciando seu rosto.

—Uhum – concorda, sem, no entanto, afastar-se, continuando suas caricias por cima de meu vestido.

—Tommy, a festa – lembro ouvindo-o suspirar se afastando com relutância.

—Ok, venceu! – exclama, terminando de vestir seu terno.

Termino minha maquiagem, confiro cabelo e vestido mais uma vez antes de sair a seu lado.

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Jardim residência Tommy e Cait (22:45 p.m)

Narrador

Após receberem todos os convidados ao lado dos filhos, Tommy e Cait sentam-se a mesa reservada para a família dos aniversariantes, esta sendo unida a mais das ocupadas pelos amigos do casal formando um único grupo enquanto Maddie e Ethan se esmeram para dar atenção a todos os convidados além da própria família.

—Laura, dança comigo? – Ethan convida, a garota aceitando – Está muito bonita hoje – elogia.

—Só hoje? Quer dizer que nos demais dias não sou? – questiona a jovem, girando sorridente.

—Não, está sim, digo, é sim – enrola-se, fazendo-a rir mais, envolvendo-a pela cintura, seguindo o ritmo rápido da balada que tocava – Entendeu o que quis dizer não entendeu?

—Uhum – diz ela, balançado a cabeça negativamente, girando mais uma vez, rindo divertida ante a expressão sem graça dele – Estou brincando! Obrigada – agradece, fazendo uma mesura discreta.

—Licencinha – Camille aproxima-se – A senhora Travis pediu para nos organizarmos Laura. Está quase na hora da valsa – avisa, segurando-a pela mão – Depois te devolvo ela priminho – promete a garota.

—Vou cobrar – garante, voltando-se a procura da irmã.

Pontualmente as 23:00 horas, os convidados dirigirem-se a maior tenda montada no jardim da casa para a debutante dançar a valsa.

A escadaria que saia da lateral da casa (montada especialmente para a festa) fora enfeitada com flores e tecidos nas cores branco e lilás.

Ao chamado da organizadora, Maddie surge no alto ladeada pelo pai e o irmão, descendo graciosamente para encontrar o avô paterno no sopé, Tommy e Ethan saindo pela lateral, posicionando-se no final do grande círculo formado pelas quinze damas, todas vestindo capas lilases por sobre seus vestidos devidamente acompanhadas por seus pares, cada uma segurando pequenos potes com velas perfumadas que seriam acesas durante a sequência final da valsa.

—Está linda princesa – Malcom elogia ao recebe-la, beijando-lhe a mão enquanto conduz a neta ao centro do salão – Sua avó ficaria feliz e orgulhosa – diz, emocionando-a.

—Eu sei vô – declara, beijando seu rosto, deixando-se conduzir aos primeiros acordes do Danúbio Azul.

Malcom rodopia elegantemente com a jovem durante cinco minutos, entregando-a ao avô materno, este repetindo as palavras dele.

—Gostaria que vó Ashley estivesse aqui! – lamenta-se a jovem enquanto rodopiam, saudosa.

—Ela está querida, pode ter certeza disso – garante, segurando o queixo da neta – E não iria querer que ficasse triste meu bem.

—Não estou vô, mas é difícil não lembrar dela e da vó Beca. Elas queriam tanto essa festa – suspira, melancólica.

—Ambas estão te vendo minha flor. E com certeza estão muito felizes – afirma, entregando-a ao tio materno, que após dançarem por iguais cinco minutos, a entrega a Oliver.

—Seu pisar no seu pé por favor não grite -Oliver brinca, fazendo-a rir.

—Até parece tio Ollie! – Maddie exclama, sorridente – Dança melhor do que Ethan!

—Então ainda bem que ele será o penúltimo! – brinca novamente.

—Na verdade, será o último – lembra-o, piscando antes de ser entregue ao namorado.

—Já disse o quanto está linda e o quanto te amo? – pergunta o rapaz, olhando-a encantado.

—Não na última meia hora – declara ela, girando em seu próprio eixo, voltando a posição original.

—Eu te amo, está linda – elogia, lhe dando um selinho.

—Também te amo – afirma, rodopiando uma última vez antes de ser entregue ao pai.

—Já deve ter escutado isso, mas mesmo assim tenho que dizer: está linda filha! – Tommy diz, rodopiando com ela – Suas avós ficariam orgulhosas – afirma — De você e do seu irmão!

—Queria tanto que estivessem aqui pai – reafirma, ficando triste novamente.

—Nada de tristeza ou lágrimas meu anjo. Nenhuma das duas iria gostar – Tommy fala, beijando a testa da filha, sinalizando para o filho ao passarem perto dele, este repetindo o sinal para o DJ.

—Foi impressão minha ou tio Tommy fez um sinal pro Ethan? – Kelly Renard pergunta a Mariana.

—Fez, mas concentra porque vão começar a passar por nós acendendo as velas – alerta, posicionando-se.

—Ai, desculpa se pisar no teu pé. Não consegui aprender a dançar esse troço direito – resmunga o jovem, fazendo-a rir.

—Não se preocupe Kelly, não vai precisar – Connor confidencia por detrás deles – Não se mexem mesmo depois que cheguem ao último casal -avisa – Repassem rápido – pede, sendo atendido com desconfiança.

Em poucos segundos o “ telefone sem fio” espalha a ordem, todos acenando afirmativamente mesmo sem entender.

Sob o olhar atento de todos, Tommy gira pelo salão aproximando-se das damas após Maddie receber uma vela magic, que não se apaga fácil.

Libertando uma mão da filha, acompanhando o ritmo da valsa, Tommy a conduz a volta do círculo, uma a uma as velas sendo acessas. Ao chegarem a última dama, Laura Palmer, Ethan se aproxima rápido, surpreendendo a todos ao puxar a saia do vestido da irmã transformando o longo em curto.

A jovem, assim como a música, para levando as mãos a cintura, a boca aberta, encarando o irmão com fingida raiva. Connor e Tommy fingem avançar em direção ao rapaz, ambos parando a um sinal de Maddie, que estala os dedos, o DJ liberando a canção previamente combinada....

Play A Hard Day’s Night — The Beatles

“It’s been a hard day’s night, and I’ve been workin’ like a dog;

It’s been a hard day’s night, I should be sleepin’ like a log...”

Aos primeiros acordes da canção, Tommy adianta-se, brindo o terno, deslizando uma mão pela testa como se limpasse suor, Etahn e Maddie aproximando-se, segurando as laterais da vestimenta, ajudando-o a retira-la, atirando-a em uma cadeira próxima...

“....But when I get home to you;

I find the things that you do;

Will make me feel alright...”

Posicionando-se ao lado do pai, começam a dançar em sintonia, dando três passos lateralmente, dois para frente, antes de girarem, ganhando a companhia de Connor e Oliver, sempre no ritmo da melodia...

“...You know I work all day to get you money to buy your things;

And it’s worth it just to hear you say you’re gonna give me everything...”

Sem parar de dançar, Tommy convida a esposa a juntar-se a eles, chamando-a com o indicador, fazendo-a rir, ainda se recuperando do susto, aceitando o convite, posicionando entre o marido e o filho, girando junto com o grupo, que volta a ficar de frente para os convidados, acompanhando os movimentos feitos por eles...

“....So why on earth should I moan?

‘Cause when I get you alone;

You know I feel okay...”

É a vez de Ethan trazer Laura para o grupo, segurando a mão da garota quando passa junto a ela, fazendo-a acompanhar seus movimentos....

“...When I’m home;

Everything seems to be right;

When I’m home;

Feeling ou holding me tight;

Tight, yeah...

A próxima a juntar-se ao grupo é Felicity, Sara, Ray, Jimmy e Sylvie seguindo-os logo a seguir...

“...It’s been a hard day’s night and I’ve been workin’ like a dog;

It’s been a hard day’s night, I should been sleepin’ like a log;

But when I get home to you;

I find the things that you do;

Make me feel alright...”

Refeitos do susto, empolgados, aos poucos todos passam a acompanha-los, os jovens pulando, batendo palmas, vibrando com o inesperado final da valsa.

—Vocês são malucos! – Thea exclama, rindo, respirando fundo ao sentar-se ao termino da dança.

—Quando foi que ensaiaram isso? – Cait questiona, tomando um generoso gole de água.

—Na verdade só Connor precisou ensaiar um pouco – Maddie revela, dando um selinho no namorado.

—Como assim produção?? E quanto a você amor? – Felicity pergunta, encarando o marido, que sorri maroto.

—Então...- o loiro começa dizer, sorrindo mais – Certa vez estava em Nova York com Tommy e as crianças. Ai enquanto ajudava a preparar o jantar, escutamos a música vinda do apartamento vizinho, começamos a cantarolar e quando percebemos estávamos dançando enquanto cozinhávamos.

—Foi muito engraçado! – Ethan relembra, atirando uma pipoca na boca, fazendo uma careta ao ver a senhora Travis aproximar-se – Ih, lavem bronca! -exclama.

—Não vem não – Thea contradiz, levantando após olhar o relógio em seu pulso – Hora do bolo? – interroga mal a mulher chega.

—Sim senhora Thawne – confirma, sinalizando para Ethan e Maddie seguirem-na.

—Pessoal, um minuto de sua atenção – Thea convoca ao microfone enquanto a senhora Travis posiciona os gêmeos, Tommy e Cait com os trigêmeos – Bom, todo mundo sabe que festa de quinze anos sem o momento mico não é festa de quinze anos não é mesmo? – pergunta, um coro respondem sim ao o som de assobios – Pensaram que iriam escapar? Uhm-uhm, não escaparam não! – afirma, as luzes diminuindo, um telão na lateral da tenda passando a exibir fotos de ambos quando bebês e crianças – Apesar de termos passados anos separados, consegui essas preciosidades com a ajuda de meus queridos irmãos -diz – Isso mesmo! Podem culpar seu pai e seu tio postiço por esse mico! – brinca, fazendo todos riem, silenciando um minuto enquanto mais fotos são exibidas – Nestes quinze anos, muita coisa aconteceu. Momentos felizes – fotos do batizado, natais e ano novo, de alguns aniversários, incluindo o que organizara após virem morar em Starling – Lembram desses monstrinhos ai? Eles voltaram! – exclama, vários bonecos pokemom caindo sobre eles e os convidados – Engraçado que quando estava organizando aquela festa, pensei nessa – relembra, piscando – Nem todos que estavam naquela festa, estão aqui hoje – fotos dos irmãos com as avós falecidas, com a antiga governanta bem como dos avós maternos, também falecidos, são exibidas, emocionando-os – Não estão fisicamente, mas com certeza espiritualmente estão presentes – respira fundo, contendo a própria emoção – Certamente orgulhosos e felizes com as pessoas maravilhosas em que estão se transformando. Por isso, meus sobrinhos lindos, fofos, maravilhosos – exagera, provocando risos novamente – Não fiquem tristes. Se houveram perdas, também houveram ganhos – fotos de todos os amigos de escola, dos tios, tias e primos (de sangue ou não), do namorado, dos momentos em família vividos com os pais e irmãos passam no telão – E acima de tudo, tenham certeza de que lá do alto, ela também está feliz e zelando por vocês como sempre fez mesmo não tendo tido a chance de vê-los crescer – a foto de Adalinda finaliza a apresentação, levando-os as lágrimas – Feliz aniversários meus amores! – deseja, puxando o parabéns enquanto o bolo entra.

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Ethan (02:55 a.m)

—Obrigada por tudo tia Thê! – minha irmã agradece, abraçando-a, que se preparava para ir embora, voltando para o lado de Connor ao final do abraço.

—Por nada minha flor. Você gostou mesmo? E você gatão? – questiona, abrindo os braços para me receber.

—Estava tudo perfeito tia – garanto, beijando seu rosto – Obrigado por lembrar de nossa mãe biológica – agradeço, vendo Cait sorrir com seu jeito doce que conquistou nosso pai e a nós também.

—Também quero agradecer – tia Adrielle diz, voltando-se para Cait e meu pai – Aos três – declara – Muito obrigada por terem feito memória de minha irmã.

—Ela não poderia ficar de fora em hipótese alguma – Cait garante, deitando a cabeça no ombro de papai, bocejando.

—Mesmo assim, obrigada- reitera, sorrindo.

—Vamos amor? – tio Eddie chama, abraçando a mim e minha irmã – Parabéns!

—Obrigado tio – dizemos juntos, fazendo-os rirem.

—Fazia tempo que não os via fazer isso! – tia Thê comenta, piscando para nós – Vamos, estou moída! – admite — Boa noite a todos – despede-se.

Sigo-os com o olhar, uma figura sentada mais afastada, sozinha, no gramado chamando minha atenção.

Aproveito que todos estão distraídos, conversando, e saio de fininho indo até ela.

—Por que está sentada aqui, sozinha? – questiono, assustando-a, sentando a seu lado.

—Por nada. Só estava observando o céu – diz, apoiando as mãos no gramado, erguendo o rosto – Está tão lindo! – comenta.

—Está sim – concordo, olhando-a de perfil – Muito linda!

—Linda? – indaga, voltando o rosto para mim, sorrindo.

—Linda! – reitero, acariciando-a com o dorso de minha mão.

Durante alguns minutos nos encaramos em silencio, o som das vozes a nossas costa chamando atenção.

Olho em direção a atenda vendo meus pais se retirarem com os trigêmeos nos braços, meus avós, tia Adrielle e tio Sean os seguindo ficando apenas Connor e Maddie sob a tenda.

—Melhor entrarmos – escuto Laura dizer, fazendo menção de levantar.

—Espera – peço, segurando seu braço, mantendo-a no lugar, olhando dentro de seus olhos, aproximando meu rosto do seu lentamente.

—Ethan...- sopra, junto a minha boca pouco antes que eu tome a sua em um beijo.

"....When I'm home;

Everything seems to be right;

When I'm home;

Feeling you holding me tight;

Tight, Yeah;

It's been a hard day's night;

And I've been workin' like a dog;

It's been a hard day's night;

I should be sleepin' like a log;

But when I get home to you;

I find the things that you do;

Make me feel alright;

You know I feel alright."

Notas finais
Bjinhos flores!