Perfect!

45 Advice for the young hearts!


Notas iniciais
Olá flores, de volta após mais quinze dias(se não contei errado, rsrsrsrs!). Antes de qualquer coisa, vamos a algumas notas que se fazem necessárias visto que essa louca aqui sempre esquecia de corrigir um pequeno esquecimento e uma correção que deveria ter sido feita a tempos: 1-a diferença de idade entre Connor e Maddie é de dois e não de um ano como escrevi antes. Portanto quando ele a pediu em namora estavam com quatorze e doze anos respectivamente, dai todo receio e cuidado das famílias de ambos; 2- Ronnie se envolveu com a mãe de Laura na mesma época em que Tommy se envolveu com Adalind. Lembram que ele estava fora quando aconteceu toda a confusão envolvendo o Merlyn? Pois é, naquela época ele conheceu e engravidou Sheila, só que descobriu isso apenas algum tempo depois quando inclusive já estava envolvido com Cait. Obvio que escondeu de todos até depois do fracassado casamento quando foi a procura da modelo para se consolar. Esclarecimentos feitos (espero que possam me perdoar as falhas!) vamos ao que interessa. Grata por todas as rewiews passadas....More rewiews please!....Boa leitura...Bjinhos flores. P.S: aguardando passar a barreira dos vinte favoritos!!

“E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace;

E quando eu estiver louco, subitamente se afaste;

E quando eu estiver fogo suavemente me encaixe, ah, ah..."

Sutilmente

Skank

Gramado residência Tommy e Cait (madrugada 25/9 – 02:59 a.m)

Narrador

O beijo que começara casto aumenta de intensidade tornando-se mais ousado, intimo, fazendo-os desligaram-se do que acontecia em volta.

Sem pressa, Ethan envolve a garota em seus braços, cobrindo-a com seu corpo, as mãos, antes quietas, passeiam devagar explorando as curvas de Laura por sobre o vestido de forma carinhosa porem possessiva enquanto uma perna pressiona as dela, abrindo-as, permitindo que se encaixasse parcialmente.

Laura, por sua vez, corresponde a cada nova caricia por mais ousada que fosse, abrindo a boca, permitindo a entrada da língua que passeava por seus lábios , gemendo ao sentir o toque em seus seios por cima do tecido, arqueando o corpo de encontro ao dele, a ereção do rapaz evidenciada por sob a calça fazendo-a gemer mais, sua própria excitação aumentando, tornando-a mais ousada, as mãos puxando a camisa, enfiando-se por baixo do tecido fino em busca da pele quente, um arrepio percorrendo seu corpo quando Ethan abandona seus lábios colando-os a pele sensível do pescoço, descendo devagar até alcançar o decote em V, detendo-se ali.

—Olha do outro lado que vejo desse amor – a voz de Connor os paralisa, tensos – Cinco minutos Ethan. Vocês têm cinco minutos antes que sua irmã volte e eu não possa impedir que os veja – avisa o rapaz, a tensão transparecendo em sua voz.

Como se um balde de água fria os tivesse atingido, ambos levantam rapidamente, Ethan ajudando-a quando perde o equilíbrio por causa do salto, a proximidade dos corpos fazendo-o esquecer o aviso de Connor por um segundo.

—Obrigada – Laura agradece, recuperando-se antes que ele, afastando-o delicadamente, a respiração ainda ofegante – Melhor entrar – diz, subindo o pequeno declive que os dera proteção mínima, aceitando a mão que Connor lhe estendia – Obrigada – agradece, baixando os olhos, envergonhada, o jovem respondendo com um aceno leve, seguindo-a com o olhar enquanto dirige-se para a entrada lateral da casa.

—Valeu cunhado! – Ethan exclama, tocando o ombro de Connor ao parar a seu lado, fazendo o mesmo que ele.

—Valeu nada. O que deu em você? Bebeu alguma coisa a mais além do que foi servido na festa? – questiona, voltando-se para o rapaz, prosseguindo sem esperar resposta – Já pensou se fosse sua irmã ou pior, seu pai a ver vocês? – interroga.

—Sério que vai querer me passar sermão? – Ethan rebate, fazendo o caminho de volta para a tenda, Connor seguindo-o.

—Não isso ai deixo pro seu pai – afirma, sentando assim que chegam a tenda –Mas vou te dar um conselho de graça muito embora sei que não vai adiantar nada pelo pouco que pude ver...

—Simples: não dá! – exclama de volta, interrompendo-o, abrindo uma garrafa de água mineral — Se sabe que não vai adiantar, poupe seu latim e meu ouvido –pede, fazendo uma careta ao tomar um gole da bebida quente.

—Vou falar assim mesmo porque escuto esse conselho todos os dias principalmente de minha irmã em relação a Sua irmã! – frisa, Ethan encarando-o por sobre a garrafa – Se que se divertir, escolha outra garota!

—É o que faz para se manter na linha com Maddie? Se diverte com outras garotas? –pergunta, brincando com a garrafa sobre a mesa, encarando-o, Connor respondendo após um breve silencio.

—Quando comecei a namorar sua irmã três anos atrás, meus amigos, minha irmã, meus pais, seus avós, seu pai, você mesmo, me perguntaram o que eu queria com uma menina dois anos mais nova, o que tinha visto nela, qual meu interesse se até mesmo seu corpo estava ainda em formação. Por que ela se havia tantas outras meninas da minha idade a até mais velhas interessadas em mim, me dando mole – revela, desviando o olhar para um ponto atrás de Ethan – Na época, por não saber o que dizer, minha resposta padrão era simplesmente sei lá! – exclama, sorrindo com o canto da boca – Um ano depois que estávamos namorando, após nossa primeira briga e consequente separação ficou claro para mim o porquê. Hoje, se vierem me perguntar, direi que vi uma garota cuja beleza vai além da aparência física. Cuja inteligência, bondade, doçura e sensibilidade transbordam no olhar, nos gestos, nas atitudes. Uma garota que escuta e valoriza o que eu digo, o que penso mesmo quando discordamos. Que me faz sentir o cara mais sortudo na face da terra por estar ao seu lado, por merecer seu amor – para, deixando escapar um suspiro – Não foi beleza física que me atraiu na Maddie, Ethan. Foi o conjunto da obra! – assegura, ambos rindo – E pode não acreditar cara, mas sexo, em nosso caso, vem em segundo plano – diz – Não estou dizendo que não faz falta ou que não desejo sua irmã, porque desejo...

—Ok, isso não preciso saber! – Ethan o interrompe, erguendo a mão, olhando na mesma direção que ele.

—Maddie é especial Ethan. Sempre foi e sempre será, mesmo que um dia nos separemos, o que desejo, com todas as minhas forças, não aconteça antes do famoso Até que a morte os separe – declara, fazendo aspas no ar, continuando – Não sou hipócrita em dizer que fui plenamente fiel cada vez que brigamos e nos separamos – admite – Mas nunca, nunca fui pra cama com nenhuma garota...

—Se disser além de sua irmã, vai levar uma surra aqui e agora por mais bonito que tenha sido seu discurso! – Tommy ameaça, parando as costas dos rapazes, ambos se assustando a ponto de quase caírem das cadeiras onde estavam sentados, fazendo o empresário sorrir.

—Putz, pai, quer nos matar de susto! – Ethan reclama.

—Não ia dizer isso senhor Merlyn, de jeito nenhum – garante o rapaz, levantando rápido.

—Evidente que não iria Me dizer se tivesse transado com Minha filha! – Tommy exclama, cruzando os braços a frente do peito – E olha a forma como fala com seu pai rapazinho. Nunca é tarde para se levar umas palmadas – admoesta, fazendo o filho abaixar a cabeça levemente

—Sim senhor, digo, não senhor eu não...Quer dizer, eu...O que quis dizer foi que sai com outras garotas, quando estávamos separados – Connor explica, nervoso- Mas não fiz sexo com nenhuma, foi isso – termina de dizer, massageando o pescoço, confuso.

—Sei – diz o empresário, encarando-o por um segundo – Posso saber o porquê dessa conversa? – interroga, olhando de um para outro, a chegada de Maddie fazendo-os calarem.

—Sem sono pai? – pergunta a garota, abraçando o namorado – O que houve? Por que está tão tenso Connor? – questiona, franzindo o cenho.

—Porque tem juízo, pra sorte dele – Tommy responde – Vim pegar leite para seus irmãos. O que estão fazendo acordados a essa hora? Tem mais alguém por ai que já deveria ter ido embora? – questiona, olhando ao redor.

—Não e já estávamos entrando não é mesmo cunhadinho? – Ethan adianta-se – Quer ajuda com a molecada? – se oferece.

—Vou aceitar. Vamos entrar – chama o empresário, gesticulando para seguirem a sua frente, observando-os atentamente antes de segui-los.

Na cozinha, põe os copos com leite quente em uma bandeja entregando-a a Ethan, pegando um pouco de biscoitos, os quatro subindo as escadas juntos, os jovens indo para seus quartos, após ajudá-lo com os pequenos, sob seu olhar atento.

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Tommy (04:10 a.m)

Volto ao quarto depois de ter certeza que as crianças estavam dormindo e não apenas fingindo como haviam feito após lancharem.

Toda a agitação do dia de ontem os deixara ainda mais elétricos do que já são normalmente, por isso quando escutei os ruídos na babá eletrônica (não havíamos aberto mão desse recurso ainda) levantei rápida e cuidadosamente para não acordar Cait, indo até o quarto que ocupavam agradecendo mentalmente termos decidido mantê-los no mesmo aposento por mais um ano assim evitaria ter que ir a três quartos diferentes.

A muito custo consegui fazê-los ficarem quietos me esperando trazer seu lanche noturno. Ok, fiz uso da tecnologia para isto: pus um filme que os três gostam no tablete enquanto descia até a cozinha.

Havia terminado de preparar os copos quando a filha de Palmer passou tão apressada que não me viu, sumindo de meu campo de visão tão rapidamente quanto surgira.

Algo em seu semblante fez uma luz de alerta acender em minha cabeça fazendo-me parar tudo e sair para o jardim, onde, para minha surpresa, Ethan e Connor ainda se encontravam, conversando debaixo da tenda principal.

Pode chamar de instinto, sexto sentido (pai tem isso sim!) ou simplesmente curiosidade mas a expressão do namorado de minha filha fizera a luz piscar mais forte.

Caminhei até eles tendo cuidado para não me verem pois sabia que mudariam de assunto imediatamente e queria saber exatamente sobre o que falavam.

Qual não foi minha surpresa ao escutar a bela (tenho que admitir) declaração que o namorado de Maddie estava fazendo ....para Ethan, o que só aguçou minha curiosidade. No entanto não consegui me segurar quando o escutei dizer que não fora pra cama com nenhuma garota interrompendo seu discurso temeroso (também tenho que admitir) escutar o “excerto sua irmã”, que certamente me faria dar uma surra naquele moleque!

—Tenho que admitir, ele me surpreendeu! – exclamo sentado aos pés da cama, massageando meu queixo.

—Quem? – a voz de Cait chama minha atenção e me volto, vendo-a espreguiçar-se manhosamente, o lençol escorregando, deixando parte do corpo delicioso que conheço e amo a mostra – Quem te surpreendeu e por que está acordado tão cedo? – questiona, me recebendo em seus braços.

—As crianças acordaram a pouco e tive que providenciar um lanchinho da madrugada para acalmá-los – explico, beijando seu pescoço, sugando a pele macia enquanto exploro suas curvas.

—Hummm! – geme junto a meu ouvido provocando arrepios de prazer – Eles te causaram surpresa?? – indaga, enroscando as pernas em minha cintura, o lençol tornando-se uma barreia indesejada – Tommy! – sussurra baixinho, mordendo o lóbulo.

—Quem me surpreendeu foi o namorado de Maddie – explico, interrompendo momentaneamente minhas caricias – Ele e Ethan estavam conversando sob a tenda principal e confesso: fiquei surpreso, admirado e até com um pouco de ciúmes – confesso.

—Ciúmes por que? – pergunta, acariciando meu braço distraída.

—Pela declaração que fez sobre Maddie para Ethan – revelo, ela franzindo o cenho confusa – Pois é, também não entendi nada quando os vi e ainda não sei o que motivou aquela conversa...Muito embora tenha uma vaga ideia e se estiver certo meu amor, vamos ter confusão, muita confusão pela frente – afirmo.

—Por que? – reitera, curiosa.

—Porque acho que nosso filho está interessado na filha do Palmer – revelo fazendo-a sobressaltar-se – A vi entrando afobada e quando fui verificar encontrei os dois conversando. Fiquei com a sensação de que Connor estava meio que passando um sabão no Ethan por algum motivo, mas como Maddie chegou na hora em que perguntei, aproveitaram a deixa para mudar de assunto.

—E o que Connor estava dizendo que te deu essa impressão e provocou ciúmes em meu amor? – repete, aproveitando minha distração para roubar um beijo.

—Enumerava as razões por ter se apaixonado por Maddie assegurando que, mesmo tendo saído com algumas, nunca transou com nenhuma garota nas vezes em que brigaram e separam – conto, ela deixando transparecer a mesma surpresa que eu.

—Connor ainda é virgem?? – interroga.

—Foi o que me deu a entender – respondo, me ajeitando sob os lençóis, franzindo o cenho – Por que perguntou só dele?

—Porque se Maddie tivesse transado com alguém, incluindo ele, saberíamos. Eu por ela e você por mim...Depois que me certificasse que não o mataria – revela, se aninhando em meus braços, me fazendo rir.

—Que bom que ainda não fui excluído do mundo de minha filha, se bem que esse tipo de conversa sempre foi meu pavor secreto desde o dia em que fui busca-los na escola e veio até mim de mãos dadas com um coleguinha dizendo ser seu namorado. E olha que só tinha sete anos na época! – relembro, escutando seu riso doce.

—Todo pai de menina teme esse momento, sendo ele casado ou não. Com meu pai foi do mesmo jeito – conta, me abraçando mais forte.

—Admito: certas coisas, certas conversas, ainda são de domínio das mães mesmo hoje em dia. Ou avós e tias. Por mais compreensivo que seja, ia ser bem difícil ter essa conversa com Madeleine – confesso, beijando o topo de sua cabeça – Ainda bem que Hannah e Bia ainda vão demorar bastante a chegar nessa fase ....E tenho você a meu lado! – acrescento escutando-a rir novamente.

—Uhum...- sussurra junto a meu pescoço – Agora que tal dormirmos um pouco? Estou pra lá de cansada! – sugere.

—Seu desejo é uma ordem meu amor – digo, deitando mais confortavelmente – Boa noite amor.

—Uhum – sussurra novamente, adormecendo segundos depois.

Durante alguns minutos apenas a observo adormecida em meu peito agradecendo mentalmente não tê-la perdido por conta da maldita armadilha do Palmer, a possibilidade de Ethan e Laura se envolvendo me vindo a mente novamente.

—Preciso tirar isso a limpo...E me preparar pra batalha se for o caso! – murmuro, me rendendo ao cansaço pouco depois.

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Residência Tommy e Cait (sábado, 26/9 – 09:30 a.m)

Laura

Deitada de barriga para cima permaneço em silencio olhando o teto, escutando os sons dentro e fora do quarto.

Havia pelo menos vinte minutos que acordei e ao que tudo indicava tinha sido a única até agora. Optáramos por dormir todas juntas no quarto de Maddie e fora exatamente isso que me salvara de cometer uma loucura caso estivesse em um quarto sozinha (havia mais quatro na casa) e Ethan fosse me procurar. Mesmo remota, a possibilidade existia e honestamente não sei se seria capaz de dizer-lhe não.

Suspiro abraçando o travesseiro, a lembrança de seus lábios nos meus, suas mãos em meu corpo causando um arrepio gostoso, um calor a meu rosto só em imaginar o que poderia ter acontecido se Connor não tivesse aparecido.

—Perdeu o juízo Laura! – admoesto-me baixinho, olhando de lado ao escutar o gemido de Mariana, respirando aliviada ao ver que não a tinha acordado – Se meu pai desconfiar que o beijei, me tranca em uma cela e joga a chave fora! – resmungo para mim mesma, mordendo meu lábio, sorrindo minimamente – Mas terá valido a pena – assumo, apertando mais o travesseiro contra meu corpo.

Já havia sido beijada antes. Mas nada comparado a sensação que experimentei ontem! Sabia, por ouvir algumas meninas que tinham ficado com ele em festas dizerem, que beijava bem. Cheguei a imaginar, certa vez enquanto escutava o relato de uma delas (sem que soubesse, obvio) no vestiário feminino após a aula de educação física, como seria beija-lo, se iria sentir tudo que ela dizia ter sentido ou se seria igual outros garotos que beijara. Mas, por mais que tenha imaginado e até sonhado, admito, não corresponde a realidade.

—Foi mil vezes melhor do que pensei! – assumo, rindo comigo mesma, assustando-me ao sentir meu celular vibrar.

Pego-o abrindo a mensagem enviada por minha mãe onde dizia ter precisado dormir em Central City , que voltaria após o almoço e que avisara meus avós tanto de seu horário de regresso quanto que eu passaria o dia na casa dos Merlyn (o combinado era ficarmos na piscina ou sair no iate do tio de Ethan e Maddie, o Gambit, para um passeio em alto mar ou alguma ilha próxima), pedindo-me que confirmasse ou se mudara meus planos.

Reflito um segundo consciente que ficar significaria correr o risco de um novo beijo mesmo com o perigo dos pais dele nos pegarem em flagra, o que não seria nada agradável. Mesmo não tendo, aparentemente, restrições contra minha amizade com os filhos, sabia que ambos poderiam mudar de atitude caso notassem o que estava acontecendo.

—O que está acontecendo mesmo Laura? – me questiono – Trocaram um único beijo e já está fantasiando uma relação! Se liga garota! – exclamo, resolvendo manter o planejado, avisando-a, desejando boa viagem de volta – Seja o que Deus quiser!

—Tá falando sozinha Laura! – Camille pergunta, sentando no colchão a minha esquerda.

—Respondendo a mensagem de minha mãe – explico – Ela dormiu em Central City e queria saber se vou mesmo passar o dia aqui.

—Você vai né? – Maddie questiona, nos observando ainda deitada (me pergunto a quanto tempo estaria acordada).

—Vou – confirmo.

—Beleza, agora daria para vocês fazerem silencio? Quero dormir! Já basta essa dai quicando no colchão a noite inteira! Estava quase dando uma porrada para ver se dormia ou desmaiava e me deixava dormir! – Mariana acusa, resmungando, pondo o travesseiro sobre a cabeça.

—Quem, eu? – indago, ela respondendo com um sim abafado – Eu não estava quicando!- defendo-me.

—Estava sim – Alexa corrobora, espreguiçando-se – Eu já estava com vontade de te bater para ver se ficava quieta – admite, atirando uma almofada contra mim.

—Ah, então era você fazendo todo aquele barulho! – Maddie acusa, fazendo o mesmo que Alexa.

—Isso é um complô por acaso? – interrogo, erguendo os braços para me defender de outra almofada – Gente eu não estava quicando no colchão muito menos fazendo barulho!

—Estava sim senhora – Camille repete mas antes que eu possa me defender a porta do quarto é aberta bruscamente.

—Acordem preguiçosas! O sol já nasceu! – Ethan fala a plenos pulmões, todas nós gritando com o susto.

—Ethan saia já daqui! – Maddie expulsa, atirando uma almofada em sua direção, ele largando a porta para pega-la, revelando estar vestindo apenas uma sunga.

—Vocês pretendem dormir o dia inteiro por acaso? – questiona, atirando-a de volta, seu corpo ficando completamente exposto me fazendo reter o ar nos pulmões.

—Não é da sua conta, idiota! Cai fora daqui ou grito pra acordar o papai – Maddie ameaça.

—Pro seu governo, ele já está acordado faz tempo – rebate, apoiando-se a porta despreocupadamente – Nossos irmãos se encarregaram disso- revela, sorridente.

—Mais um motivo pra vazar daqui priminho! – Camille afirma, levantando, empurrando-o para fora, fechando a porta – Folgado esse garoto! – exclama, sentando no colchão, assustando-se, assim como nós, quando ele retorna.

—Esperamos vocês na piscina! Beijinhos! – intima, piscando pra mim antes de fechar a porta escapando de outra almofada.

—Maddie, vou esganar seu irmão! – Alexa ameaça, nos fazendo rir.

—Melhor irmos logo antes que ele volte com reforços...O Nick por exemplo! – Camille fala próximo ao ouvido de Mariana, que levanta rápido.

—Nick? Onde? – indaga, estreitando os olhos ao nos ouvir rindo – Cachorra! – xinga, batendo em Camille com o travesseiro, dando início a uma pequena guerra que acaba envolvendo todas nós.

Terminada a bagunça, levantamos, organizamos (parcialmente) o quarto, trocamos de roupa (optei por trazer maiô a biquíni), pegamos as saídas e descemos para nos juntarmos aos garotos na piscina onde ficamos toda manhã ganhando a companhia dos pais e irmãos deles além da tia e do marido.

O almoço é servido ali mesmo assim que os avós deles chegam.

Algum tempo após a refeição, o senhor e senhora Merlyn se retiram com os trigêmeos levando-os para a soneca da tarde. Enquanto os avós, a tia e o marido permanecem conversando a sombra junto a piscina, nós vamos para a sala de vídeo assistir filmes.

Depois de assistirmos ao segundo, o grupo começa a dispersar, a maioria voltando ao jardim (Ethan entre eles). Opto por ficar na sala mais um pouco junto com Connor e Maddie.

Não sei em que momento adormeci, mas o fato é que o fiz. Acordo algum tempo depois sentindo meu rosto sendo acariciado suavemente. Abro os olhos encontrando um mar azulado a minha frente, me observando atentamente.

—Que droga! Acordou bem na hora do beijo – brinca, e sei que devo estar corada pois meu rosto esquenta imensamente.

—Onde estão os outros? – pergunto, mantendo-me deitada, adorando a proximidade de nossos rostos por estar sentado no chão ao lado do sofá.

—Por ai – responde casualmente, sem interromper os carinhos.

—Que horas são? – quero saber, ainda imóvel, desfrutando das caricias suaves.

—Cedo – nova resposta curta.

Durante um tempo impreciso ficamos assim até que, num impulso, escorrego pelo sofá indo sentar a seu lado sob o tapete. Sem dizer uma palavra, me aproximo devagar, insegura, hesitante, ele respondendo à pergunta muda em meus olhos fazendo a mão que acariciava meu rosto deslizar para a nuca, eliminando a distância entre nós rapidamente, prendendo minha boca a sua em um beijo.

Tal qual acontecera na madrugada, deitamos no chão sob o tapete macio, nossos corpos se encaixando perfeitamente. Exploro e me deixo explorar passeando minhas mãos por suas costas, subindo e descendo, percorrendo o caminho de sua cintura aos ombros e vice-versa, ele fazendo o mesmo comigo.

Sinto meu corpo estremecer quando seus dedos tocam meu ombro direito enroscando na alça de meu maiô, deslizando-a devagar expondo meu ombro e parte do colo, o tremor aumentando quando sua boca deixa a minha traçando um caminho de fogo até o ombro passeando de um lado a outro, insinuando-se pelo decote no vale entre meus seios.

Suspiro enroscando meus dedos em seus cabelos erguendo uma perna, encaixando-o entre elas. Cravo as unhas em sua cintura arqueando meu corpo em busca do seu, ele soltando um gemido abafado contra minha pele.

Novamente o som de uma voz, desta vez da tia dele, nos traz de volta a realidade, e paralisamos, quietos, consciente do flagra que acaba não acontecendo por pura sorte já que alguém a chama quando estava se aproximando do ponto onde nos encontrávamos (conseguia vê-la através da tela da televisão o que me fez pensar se ela também não fazia o mesmo).

—Ethan, melhor pararmos – peço, ainda ofegante.

—Uhum – concorda – Me dá só um tempinho assim – pede, exemplificando com o indicador e polegar.

—Tempinho? Assim, nessa posição? — questiono, movendo-me sob ele, sentindo sua ereção evidente, meu rosto voltando a esquentar novamente.

—Ai fica difícil! – diz, mordendo o lábio inferior quando me mexo outra vez – Ok, vamos sentar senão não saio daqui hoje... Se bem que não me importaria em ficar colado em você o resto do dia – declara, me dando um beijo rápido antes de sentar, me ajudando a fazer o mesmo.

—Digo o mesmo – assumo, me recompondo, encolhendo-me quando desliza os dedos em meu pescoço numa caricia tão suave quanto uma brisa – Vamos ver onde os outros estão? – sugiro, levantando antes que eles, o sorriso morrendo em meus lábios ao me deparar com ninguém menos do que Thomas Merlyn parado a alguns metros do sofá, o mesmo acontecendo com Ethan

—Pai eu...

—Sentem-se. Os dois – ordena vindo e obedecemos sem contestar – O que está acontecendo aqui, e nem tentem me negar porque além de não ser surdo também não sou cego! – afirma, olhando de mim para Ethan, os braços cruzados.

—Nós só estávamos....Eu ....Nós nos beijamos pai, só isso – minimiza e baixo os olhos espremendo os lábios a fim de conter o riso.

—Ethan, pode não parecer mas já tive a idade de vocês, aliás, escapei de ser exatamente na sua idade! – revela e ambos coramos, sem graça – Não estavam apenas se beijando aqui da mesma forma como não estavam apenas se beijando ontem a noite quando Connor os flagrou e antes que pense que ele te entregou, não foi o que aconteceu. Apenas somei dois mais dois e juntei ao discurso que o escutei fazendo – explica, nos olhando severamente – Então, o que está havendo entre vocês?

—Não há nada senhor Merlyn – me pego dizendo, surpreendentemente calma.

—Só beijos....E algumas caricias – Ethan admite e coro novamente.

—A maior parte das confusões começa com beijos e caricias meu filho – diz, sentando na mesinha a nossa frente, passando as mãos pelo cabelo, seu olhar se tronando mais suave quando volta a falar – Laura, não tenho absolutamente nada contra você, o contrário. Eu e minha esposa gostamos muito de você e de sua mãe e ficaríamos muito felizes se pusesse um pouco de juízo na cabeça desse desmiolado – diz, dando uma tapa na testa de Ethan, me arranco um sorriso – Se isso por ventura vier a acontecer, terão todo nosso apoio – assegura – Se decidirem namorar estaremos dispostos a enfrentar a fúria de seu pai, que certamente irá acontecer, e dar total apoio a vocês, caso contrário, isso para aqui e agora. Não vou permitir que se aproveite da situação para se divertir rapazinho – admoesta, olhando diretamente para Ethan, que engole em seco – Não estou querendo obrigar ou forçar uma situação muito menos instiga-lo com a velho mote o que é proibido é sempre melhor – diz, fazendo aspas no ar – Já tivemos uma conversa sobre esse tipo de atitude algum tempo atrás e esperava não precisar repeti-la – relembra ainda encarando-o – Como disse, sei muito bem o que é ter a idade de vocês, sentir o que estão sentindo, toda a curiosidade e ansiedade além da cobranças dos amigos e sim, meu discurso seria o mesmo se fosse outra garota envolvida – frisa, calando o aparente protesto que Ethan ensaiava.

—Não era isso que eu dizer pai – comenta mesmo assim.

—Espero que não porque só iria piorar sua situação – o senhor Melryn afirma, calmamente – Desculpe a honestidade Laura, mas sabemos que seu pai ira supervalorizar qualquer atitude de meu filho em relação a você e muito provavelmente tomara como insulto ou provocação pessoal contra ele.

—Eu sei – concordo, entristecendo – Não quero causar problemas para o senhor ou sua esposa, menos ainda para o Ethan – afirmo.

—Também não é isso que quero. Não me aproximei de você para provocar ninguém – Ethan defende-se rápido.

—Eu sei, mas seu pai está certo. Meu pai vai tomar qualquer aproximação entre nós como uma provocação contra ele – reitero, encarando-o séria – Ele teve um surto só em me ver entregando seus irmãos a seu pai ontem à tarde – revelo.

—Não vou me afastar ou te evitar por causa de seu pai! – garante, carrancudo e instintivamente levo uma mão a seu rosto, acariciando-o.

—Não foi isso que pedi ou quero – me pego dizendo sem pensar, corando ao lembrar da presença do pai dele.

—Então não vejo problema nenhum em ficarmos. Eu quero e você quer e ninguém tem nada a ver com isso! – resmunga, evitando olhar o pai.

—Ainda dá tempo enfia-lo dentro de um navio da marinha não dá? – questiona, olhando por cima de nossas cabeças.

—Dá – uma voz grave responde – Só não seria recomendável – Oliver Queen surge saído sei lá de onde aumentando minha vergonha – Dá um tempo ao garoto Tommy! Você era igualzinho na idade dele – entrega e mais uma vez espremo meus lábios segurando o riso, Ethan fazendo o oposto – O que não quer dizer que tenha que cometer as mesmas burradas que seu pai rapazinho – rebate, voltando-se para mim – Nada contra você Laura, não me leve a mal -pede erguendo uma mão.

—Não levo – tranquilizo-o, começando a ficar tensa com a possibilidade de mais pessoas aparecerem, o senhor Merlyn lendo meu pensamento.

—Acho que já disse tudo que queria – começa, apoiando as mãos nos joelhos – Podem sair – libera, emendando – E Ethan, mais tarde conversaremos novamente – avisa antes que saíssemos deixando-o em companhia do amigo.

—Que vergonha! – exclamo enquanto caminhamos para a área da piscina onde os demais já se encontravam.

—Laura, não quero me afastar de você -Ethan reitera, parando a minha frente, segurando minhas mãos – Diz que não vai me evitar por causa do que meu pai disse, por favor – suplica com olhos pidões.

—Mesmo que eu quisesse não conseguiria Ethan – me rendo, suspirando, ele abrindo um sorriso capaz de derreter iceberg! – Mas vamos com calma – peço – Não quero trazer problemas para seus pais...Nem provocar o meu. Nada de demonstrações em público, sem beijos e abraços ou qualquer gesto que possa chegar aos ouvidos dele...

—Por mim tudo bem, aceito o tudo que quiser, como quiser, quando quiser! – exagera, me cortando, envolvendo minha cintura, me suspendo no ar, correndo em direção a piscina, pulando nela comigo ainda nos braços.

O resto da tarde corre tranquilo (ninguém, nem mesmo a irmã, pareceu estranhar os beijos que trocamos de vez em quando). Após o jantar, o pai de Ethan nos leva, a mim e as demais meninas que havíamos passado o dia em sua casa, para nossas casas, me deixando por último.

Confesso que cheguei a ficar preocupada com o que diria ou se pretendia falar com minha mãe, mas nossa conversa foi leve girando em torno dos trigêmeos e de meu gosto em dar aulas. Sua única recomendação foi de que conversasse com minha mãe sobre Ethan para que não fosse pega de surpresa o que prometi fazer mesmo tendo revelado o acordo firmado entre mim e ele.

—Mãe, vó, vô, cheguei – anuncio ao atravessar a porta de casa, indo direto para a cozinha seguindo o cheiro da comida fresca.

—Até que enfim! Pensei que mudaria para a casa dos Merlyn em definitivo – dramatiza minha mãe, recebendo meu abraço – Como foi por lá? – quer saber.

—Lindo, maravilhoso, perfeito! – digo, abraçando e beijando minha avó e avô, sentando em à mesa, passando a contar como havia sido a festa com detalhes fazendo-os companhia enquanto jantam, ajudando-a arrumar a cozinha quando terminam.

Depois que meus avós vão embora, sento no sofá com minha mãe assistindo um programa de variedades que ela gostava, procurando a oportunidade de falar sobre Ethan, o assunto vindo à baila naturalmente.

Quando termino de contar-lhe, permanece em silencio por um longo tempo, o olhar perdido.

—Está zangada? – quebro o silencio incomodo, temerosa.

—Não meu amor – garante, voltando-se, finalmente, para mim – Só não queria que sofresse ou se machucasse, o que obviamente não irei conseguir evitar – diz, completando antes que eu diga alguma coisa – Mas se é o que deseja, só me resta te apoiar e aconselhar...E castrar aquele moleque se atreve-se avançar o sinal! – ameaça.

—Mãe! – exclamo, corando violentamente.

—estou brincando meu amor – diz – Até porque dificilmente conseguiria chegar antes do pai dele! – frisa, rindo diante de meus olhos arregalados – Não se preocupe meu amor, tanto eu quanto Thomas e Caitlin não temos intenção de sermos presos por homicídio! – brinca, me abraçando e beijando o rosto – Brincadeiras à parte, faço minha as palavras de Thomas: darei total apoio a você nessa aventura, por assim dizer, contanto que tenha cuidado – pede, começando uma verdadeira ladainha (boa, não nego) me advertindo sobre os perigos de se deixar levar pelos impulsos e emoções (coisa na qual, segundo ela mesma, tinha pratica), finalizando com alguns conselhos, como não poderia deixar de ser.

Subimos para nossos quartos pouco antes da meia noite, nos desejando boa noite mutuamente antes de entrarmos nos mesmos.

Preparo minha cama antes de entrar no banheiro. Durante o banho, recordo as caricias de Ethan consciente do quanto seria difícil resistir a suas investidas quando eu mesma quero mais. Muito mais.

Saio do banho, visto meu short doll, me deito e quando pego meu celular para desliga-lo (hábito ensinado por ela) vejo a mensagem enviada por Ethan, trazendo-me um sorriso ao rosto. Respondo desejando-lhe boa noite, avisando que o aparelho estaria desligado, aceitando seu convite para o passei no iate da família Queen no dia seguinte.

Adormeço agarrada a uma das almofadas, um sorriso bobo grudado em meu rosto.

"....E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace;

E quando eu estiver louco subitamente se afaste;

E quando eu estiver bobo sutilmente disfarce...é;

Mas quando eu estiver morto;

Suplico que não me mate (não);

Dentro de ti..."

Notas finais
Eis Laura Palmer. Nos vemos em quinze dias. Bjinhos flores.