Perfect!

43 Friday Party Night!! (I)


Notas iniciais
Olá flores, voltei! Não falei que não era uma despedida!? E voltei antes do que pensei!! Saudades!!!! Muitas saudades! Como disse um mês e poucos dias atrás, novos rumos a partir de agora. Muita coisa mudou na vida de Tommy e Cait. Ganhos e perdas, alegrias e tristezas, algumas pequenas derrotas, grandes vitorias, mas uma coisa não mudou: o amor que os une! Foi posto a prova e sobreviveu! Onde? Como? Quando? Por que e por quem?? Respostas mais a frente. Tal qual LH, as atts aqui agora serão quinzenais. Aos poucos vou tentar fazer um cronograma, por assim dizer, para ninguém mais passar muito tempo sem uma att. Mas vamos deixar de enrolar! Party time! Festa! São os gêmeos debutando na alta sociedade de Starling (Maddie em especial!)!! Rewiewss pleeeasseeee!! .....Boa leitura..Xero, Bjinhos! P.S: EM LETRAS GARRAFAIS MESMO,RSRSRS. UM PEDIDO A VCS FLORES: ME COBREM QUANDO NÃO RESPONDER SEUS COMENTS! Descobri, para minha vergonha, que andei esquecendo de responder alguns. A quem fiz isto peço MIL DESCULPAS! Não foi intencional, juro! Andei com tanta coisa e com tantos problemas que negligenciei vcs amores! Espero que possam me perdoar! Podem me cobra mesmo, de verdade, no privado mesmo! Prometo me esmerar para corrigir essa falha grotesca! E agora....Bem vindas a nova fase da família SnowMerlyn flores! E só para lembrar: " I might never be your Knight in shining armor: I might never be the one you take home to mother; And I might never be the one who brings you flowers; But I can be the one, be the one tonight..."

“There’s a stranger in my bed;

There’s a pounding in my head;

Glitter all over the room, pink flamingos in the pool;

I smell like a minibar, Dj’s passed out in the yard;

Barbie’s on the barbecue, there’s a hickie or a bruise….

Last friday night!

Yeah, we danced on tabletops;

And we took to many shots;

Think we kissed but I forgot…”

Last Friday Night(T.G.I.F)

Katy Perry

Residência Thomas e Caitlin Merlyn

Três anos depois (sexta, 25/9 – 08:00 a.m)

Narrador

—Maddie, viu meus fones de ouvido novos, aqueles que comprei da última vez que viajei com o vô Merlyn? – Ethan pergunta, entrando no quarto da irmã de forma tempestiva-Não os encontro em lugar nenhum! – afirma o rapaz, vasculhando a penteadeira dela sem pedir permissão.

—Já experimentou procurar no Seu quarto já que são Seus fones não Meus! – responde a garota sem desviar os olhos da tela de seu notebook, fazendo uma careta ao sentir o colchão ceder sob o peso do irmão.

—Já procurei. Não estão por lá – informa ele, recostando-se a cabeceira, sentando-se ao lado dela, apoiando a cabeça sobre o ombro da irmã.

—Algo mais Ethan? – questiona-o Maddie ao notar o irmão xeretando.

—Já fez as pazes com o Connor? Ele virá para a festa? Claire vem com ele? – bombardeia.

—Depois dizem que mulher que é curiosa! – exclama a jovem, sorrindo minimamente ao escutar o riso do irmão – Não, não sei, não – responde.

—Oi??? – indaga o jovem, afastando o rosto a fim de ver o dela, confuso.

—Suas respostas – esclarece a garota, ajeitando os óculos sobre o nariz.

—Não fez as pazes com o Connor, não sabe se ele vem e mesmo que venha Claire não vira! – elucida o rapaz, recostando a cabeça no ombro da irmã novamente, fazendo-a rolar os olhos.

—Em primeiro lugar, não briguei com Connor... Ainda! – Maddie afirma, fazendo uma careta ao lembrar a bendita foto que vira no Instagram do namorado – Em segundo lugar, mesmo que venha, o que é quase certo já que não tem motivos para não fazê-lo, ao menos que eu saiba – diz, lembrando a legenda da mesma foto — Certamente Claire não virá com ele – completa, suspirando antes de prosseguir – Ethan, por que ao invés de insistir em investir em uma relação Unilateral, desperdiçando tempo e energia, não presta mais atenção ao seu redor? Por que não olha para o lado e ver o que encontra? – aconselha-o.

—Está se referindo a Camile? – pergunta ele, fazendo a irmã suspirar novamente.

—Incrível como tem o dom de escolher justamente quem Não te quer irmãozinho! – exclama divertida – Estou falando da Mariana tonto! MA .RI. A. NA!- soletra, batendo na testa do irmão com a palma da mão.

—A brazuca? – indaga, ela confirmando com um aceno – Sério? – pergunta.

—Sério – reitera a garota, fechando seu note – Por que a dúvida? – pergunta ela.

—É que achei que ela gostava do Nick – diz, mudando de posição, sentando de frente para a irmã – Tem certeza que não está enganada não irmãzinha? – questiona.

—Me deixa pensar: ela suspira cada vez que te vê, não desistiu mesmo depois de saber que você, meu querido irmão, estava namorando Duas meninas ao mesmo tempo! – enumera a garota, demonstrando sua fala com um gesto.

—Opa, opa, opa! Estava ficando, não namorando, duas meninas e não ao mesmo tempo!. – protesta o rapaz – Quer dizer, mais ou menos – emenda, coçando a barba rala – E elas sabiam. Aliás, foi sugestão delas, para sua informação! – Ethan exclama, sorrindo de forma travessa.

—Que meu querido e esperto irmão tratou de aceitar rapidinho né não? – provoca-o a irmã.

—Evidente! Se elas sugeriram, quem sou eu para me fazer de difícil e recusar?! – insinua, matreiro.

—Como é que é rapazinho? – Thomas questiona, fazendo-os voltar-se para a porta, encontrando-o recostado no batente, braços cruzados a frente do peito, observando-os – Escutei direito? Está saindo com duas garotas ao mesmo tempo? – inquire, abrindo os braços, sorridente, recebendo os filhos, que pulam da cama correndo em sua direção.

—Paizinho, você chegou a tempo! – Maddie comemora, deitando a cabeça no ombro dele.

—Evidente que cheguei. Nada me faria perder o aniversário de minha gatinha favorita! – declara o empresário, beijando o topo da cabeça da filha – Ou de meu ....

—Ai pai, por mais que te ame, se me chamar de “seu gato” vamos brigar! – Ethan ameaça, rindo.

—Ia dizer meu garotão, mas pelo que ouvi há pouco está mais para moleque! – admoesta, dando uma tapa na nuca do filho – O que falei sobre respeito a garotas? Gostaria que algum garoto fizesse o mesmo com sua irmã? – questiona, afastando-os levemente a fim de ver-lhes o rosto.

—Não gostaria não – reconhece o rapaz – Mas saiba que isso não durou muito. Já terminei com as duas...

—De olho na irmã de meu namorado que não quer nada com ele e já deixou isso bem claro! – Maddie entrega, cortando-o.

—Não seria ex namorado!? – Ethan devolve.

—Estavam me esperando chegar para começarem a implicar um com o outro? – Thomas questiona, arqueando a sobrancelha, não esperando resposta – Sequer perguntaram se lhes trouxe presentes! – insinua o empresário.

—Trouxe presentes para nós!? – Maddie pergunta, os olhos brilhando.

—Humm...Talvez! – exclama o empresário, levando uma mão ao queixo, fazendo-os soltarem-no, correndo em direção ao térreo da casa, ambos estancando a seu chamado – Sem barulho! Não acordem sua mãe – ordena.

—Pai, vocês têm cinco filhos! Acha mesmo que existe alguma chance de a mãe estar dormindo até esta hora?? – Maddie interroga, rindo junto com o irmão, retomando a corrida em busca dos presentes.

—De fato! – reconhece Thomas, seguindo para seu quarto – E não é que ela não está aqui mesmo! – surpreende-se ao abrir a porta encontrando-o vazio, jogando casaco e quepe sobre a poltrona no canto, atirando-se sobre a cama enquanto afrouxa a gravata, respirando fundo, levantando, seguindo lentamente para o banheiro, despindo-se também devagar, entrando no chuveiro, apoiando as mãos na parede após ligá-lo, deixando a água morna escorrer por seu corpo aliviando o cansaço pela longa viagem.

Havia emendado dois voos a fim de chegar a tempo do aniversário dos filhos. A companhia aérea que abrira em sociedade com Jimmy, Oliver e Eddie estava indo de vento em popa. Em três anos haviam adquirido seu primeiro avião de grande porte possibilitando-os realizar algumas viagens caseiras além de duas rotas internacionais (a princípio estavam realizando voos apenas para o Canadá e México), acabara de concluir a negociação de um segundo, que havia sido o principal motivo de sua demora em retornar para casa, além do serviço de taxi aéreo , seu primeiro e ainda principal foco, ter-se solidificado sendo utilizado não apenas pelos empresários e cidadãos de Starling como também da vizinha Central City e adjacências. Contavam agora com dez jatinhos mais dois helicópteros que faziam também passeios turísticos.

Além de Jimmy, Eddie e o próprio Thomas, outro colega da antiga companhia onde trabalharam David Wilson, fora contratado, o restante do quadro de pilotos sendo composto por uma mescla de jovens e experientes selecionados pelos quatro, os de helicóptero tendo ficando a cargo de John Diggle, que trouxera o filho e o neto de dois ex companheiros de farda, Singer Hawke Júnior e Dominique Santinni II.

No campo pessoal as coisas estavam, aos poucos, voltando a normalidade apesar de ainda estar se recuperando das traumáticas mortes de sua mãe e sogra um ano e meio atrás, bem como da armadilha que quase causara o fim de seu casamento com Cait, o qual acabou por tornar-se a primeira grande crise de sua relação.

Com a ajuda dos amigos, Ray em especial, conseguira provar sua inocência a esposa, o relacionamento entre eles saindo mais forte depois do abalo sofrido, muito embora ainda buscasse provas concretas que corroborassem sua suspeita sobre o autor da mesma. Os filhos mais novos cresciam fortes e saudáveis, os mais velhos igualmente. Havia decidido mudar para uma casa dentro do mesmo condomínio no qual viviam, um ano após a chegada dos trigêmeos, a fim de propiciar mais conforto e espaço para a família.

—Ficaria orgulhosa de seus netos mãe! Ambas ficariam!– murmura, deixando as lágrimas serem lavadas pela água – Queria tanto que estivesse aqui! Você e Ashley– deseja, fechando os olhos ao sentir o toque familiar e amado da esposa em seu corpo.

—Eu também meu amor! – Cait anui, deslizando as mãos por toda extensão de suas costas, subindo e descendo – Fez boa viagem? – pergunta após um breve silencio de ambos, soltando um grito de surpresa ao ser puxada para dentro do box, o beijo ávido lhe tirando o fôlego.

—A viagem foi boa sim – Tommy começa dizer, cessando o beijo, deslizando os lábios pelo pescoço da esposa enquanto as mãos encarregam-se de abrir os botões da blusa molhada – Mas à chegada está, agora, ainda melhor! – declara, “atacando” os seios dela por sobre a renda do sutiã, fazendo-a arfar – Saudade de seu cheiro, seu gosto, de você por inteiro!

—Digo o mesmo! – Cait declara, soltando o fecho, deixando os seios livres para receber os beijos e caricias do marido, enroscando os dedos nos cabelos negros, umedecendo seus lábios com a ponta da língua, excitando-se mais e mais na medida em que as caricias de Tommy avançam.

Sem pressa, o empresário leva seus beijos para o ventre, a saia da esposa descendo junto com ele, a calcinha sendo a última peça a sair, Cait gemendo alto quando ele começa a estimular seu sexo. Instintivamente, a empresaria ergue uma perna apoiando-a sobre o ombro do marido, lhe dando mais acesso, mordendo o lábio inferior contendo o grito de prazer, fechando os olhos ao sentir seus dedos invadindo sua intimidade, a língua estimulando o clitóris fazendo-a arquear o corpo, apalpando os próprios seios, extasiada, ondas de espasmos sacudindo-a antecipando o gozo, que chega minutos depois, amolecendo-a levemente, provando seu gosto na boca de Tommy ao ser beijada por ele, que se levanta, posicionando-se entre suas pernas, erguendo-a, fazendo com que as envolvesse em sua cintura, penetrando-a devagar, parando, voltando a mover-se lentamente até estar totalmente dentro dela, parando, saindo e voltando a entrar nela mais forte e rápido desta vez, passando a cadenciar suas investidas , prolongando o prazer para ambos. Sua boca inquieta passeia dos seios para o pescoço e de lá para boca de Cait, prendendo-a em um beijo sedento, a língua invadindo, sugando, mordendo e sendo mordido.

—Te amo! – sopra junto a pele delicada, aumentando o ritmo, atingindo o clímax junto com a esposa, permanecendo imóvel por alguns minutos, movendo-se quando ela faz o mesmo, aquietando-se, exausto, após um novo orgasmo.

—Amo você Tommy! Muito....Demais...A cada dia...mais! – Cait declara, intercalando com beijos cada palavra, fazendo-o rir, abraçando-o ao final, aguardando seus corpos voltarem ao ritmo normal, banhando-se junto com o marido após relaxarem.

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Tommy

—Como estão as coisas por aqui? – pergunto enquanto nos enxugamos ainda dentro do banheiro.

—Quer saber hoje especificamente ou durante o mês? – Cait devolve, enxugando o cabelo com uma toalha.

—Cortou seu cabelo? – noto, vendo-a sorrir – Cortou e pintou! – afirmo, seu sorriso aumentando.

—Pensei que não notaria! – exclama, sentando na bancada a meu lado enquanto começo a me barbear, apoiando a toalha em um ombro – Cortei, pintei, hidratei, fiz tudo que tinha direito e não só no cabelo – diz, mexendo o corpo – Renovei-me por completo! – brinca, e paro, arqueando uma sobrancelha, avaliando-a de alto a baixo.

—Como se precisasse! – rebato, ganhando um beijo no ombro.

—Preciso sim. Todas precisamos de vez em quando, e não pense que fiz isso por sua causa porque não foi! – assegura, tocando a ponta de meu nariz, cruzando as pernas, o roupão curto abrindo-se, deixando-as a mostra – Faz bem pro nosso ego no presentearmos com um dia de noiva!– garante, fazendo aspas no ar, tocando meu nariz novamente – Respondendo sua pergunta: as coisas estão bem se considerar que sua irmã fez questão, e quem sou eu para discutir com Thea furacão Queen! – exclama e ambos reviramos os olhos – De assumir toda a responsabilidade de organizar a festa...Mas não se preocupe que Não teremos nada de excêntrico, tipo bichos expostos nos jardins, ou show de strippers estilo clube das mulheres, se bem que neste caso até abriria uma exceção! – me provoca, prosseguindo sem me dar chance rebater – Nem coisas estranhas voando ou algo do gênero. A tal organizadora que contratou para ajudá-la, já que Kendra, Caroline e Maxx não estavam conseguindo fazê-lo, essa sim está levando todo mundo, incluindo a mim, a loucura com sua ideia fixa em pompalizar tudo!

—Pompalizar??? – interrogo, finalizando minha barba, enxugando meu rosto.

—Entendeu o que quis dizer não entendeu? – questiona e nego, sorrindo provocativamente – Então vai ficar sem entender! – diz, saltando da bancada, indo até o quarto – Ou melhor, vai entender assim que ela chegar e te fizer ensaiar a valsa com sua filha até sentir as pernas bambas! – alerta.

—Valsa?! Pensei que Maddie não fosse querer esse tipo de formalidade – comento, enrolando minha cintura com uma toalha antes de me juntar a ela no quarto, sentando na cama –Que tipo de maluca Thea arranjou para ajudá-la? – questiono, torcendo o nariz em uma careta.

—Do tipo chata, exigente, cara e...Competente – qualifica, voltando-se para mim – Quer que pegue sua roupa?

—Por favor – peço, deixando meu corpo cair sobre o colchão – E eu que estava pensando em passar o dia inteiro na cama, de preferência na sua companhia! – resmungo.

—Sinto muito meu amor, mas mesmo que a cerimonialista não fosse te abduzir para dentro do mundo insano do Débute de sua filha mais velha! – brinca, subindo na cama, ficando de joelhos, as pernas ladeando meu corpo – Não poderia satisfazer sua vontade. Não hoje, pois tenho duas reuniões dentro de... Meia hora! – informa após verificar a hora em seu relógio de pulso, fazendo uma careta – E mais duas na parte da tarde para poder sair mais cedo, pegar os gêmeos na escola, vir para casa, arrumá-los, me arrumar antes que a dita cuja comece a me caçar – faz aspas no ar mais uma vez – Para ficar ao seu lado e das crianças recepcionando os convidados na chegada da festa. Todos os pouco mais de duzentos!

—Duzentos!?! – me espanto.

—Isto da ultima vez que olhei a lista antes de ontem! Corremos o sério risco de que aumentado já que toda a sociedade está em polvorosa com o débute de Madeleine Shade Merlyn! – fala pomposamente, fazendo um biquinho charmoso, remexendo o quadril sobre o meu.

—Só um alerta: se continuar nesta posição, mexendo o quadril da maneira como fez a pouco, terá que remarcar todos os seus compromissos e essa senhora precisara chamar o corpo de bombeiros para arrombar aquela porta ali! – aponto em direção a entrada de nosso quarto, escutando-a rir alto.

—Quer dizer assim!? – indaga, sentando sobre minha cintura, mexendo o quadril sensualmente – É isso?

—Cait, não provoque! Sabe que sou capaz de fazê-lo! – friso, fechando meus olhos, esticando as mãos para tocá-la mas antes que o faça sai de cima de mim, me deixando frustrado.

—Sei sim. Por isso paramos por aqui, senhor meu marido, pois ambos temos nossas responsabilidades além de Cinco – exibe a mão aberta para mim – Filhos para criar! – relembra.

—Detalhes! Poderiam ser seis ou sete! – devolvo, rindo divertido de sua expressão de pânico, me espreguiçando, uma lembrança cruzando minha mente – E nossos pais, como estão? – pergunto, vendo uma sombra de tristeza cruzar seu rosto.

—Estão bem. Acho – responde, mordendo o lábio, pensativa – Meu pai se apegou ainda mais a sua fé. Já seu pai me garantiu que está ótimo e muito feliz pelas crianças não terem desistido da festa – diz enquanto veste seu tubinho azul básico – Sabe para onde seu pai, o meu e Ethan viajaram duas semanas atrás?

—Ethan viajou? Em pleno período letivo?- questiono, Cait anuindo – Por que não me disse nada?

—Porque sabia que ficaria irritado e que iria brigar com seu pai, já que Ethan só foi por insistência de Malcom – revela, vindo até a cama – Fecha o zíper por favor – pede, me dando as costa e sento na borda da cama, atendendo-a – Só permiti porque senti que nossos pais estavam precisando se afastar da cidade por uns dias antes dessa festa – argumenta, ficando de frente para mim – Ambos estavam tristes, distantes, meu pai chegou a esquecer o que dizia em meio a um sermão dominical – relembra, afagando meu cabelo – Sabe onde foram? – retoma, me encarando.

—Nem imagino – respondo, menos zangado.

—Vaticano! – exclama, me surpreendendo – É meu querido, Vaticano. Com direito a audiência com o papa e tudo! – revela, me causando nova surpresa – Ethan ficou todo orgulhoso, no bom sentido, mostrando as fotos aos amigos, contando como o avô padre o levou junto com o avô empresário para falar com Francisco. Só tive que chamar atenção dele quando começou a provocar Maddie dizendo que havia perdido a oportunidade por ser caxias! – relembra, franzindo o nariz em uma careta, me dando duas tapinhas no ombro para que soltasse sua cintura – De qualquer maneira, apesar de ter sido por uma boa e bem justificada causa, quero que tenha uma conversa com nosso filho – pede – Ethan esteve meio negligente com os estudos no último mês. Talvez querendo chamar nossa atenção, não sei — pondera, arrumando o cabelo, sentando em frente a penteadeira, maquiando-se – Enfim, seria bom terem uma conversa séria antes ou depois da festa – sugere.

—Já ia mesmo fazer isto antes mesmo de saber dessa viagem – digo, levantando, começando a me vestir – Ouvi uma conversa entre ele e Maddie quando cheguei que não me agradou nada – relembro, pondo a camisa.

_Sobre? – pergunta mas antes que responda o som de buzinas chama nossa atenção – O que foi agora!? – Cait indaga desanimada e rio – Está rindo porque não tem noção do que tive que aturar o mês inteiro por conta da organização da festa, dos problemas na empresa, a virose que Hannah contraiu na escola – enumera.

—Desculpe ter-me afastado tanto tempo meu amor. Não vai acontecer novamente – prometo, abraçando seus ombros, beijando-a no rosto, nossos olhos se cruzando no reflexo do espelho.

—Conseguiu resolver tudo? – pergunta.

—Uhum. Até melhor do que pretendia. Agora temos dois boings e um terceiro apalavrado sendo que este será novinho em folha! – comemoro.

—Ótimas noticias então! – alegra-se, girando a cadeira, ficando de frente para mim – Parabéns amor – cumprimenta, me dando um selinho, fazendo, assim como eu, nova careta ao escutar as buzinadas, desta vez seguidas por gritos eufóricos – Não parece a voz de Maddie?! – Cait indaga.

—É a voz de Maddie – garanto, indo até a janela – Eu não acredito que ele fez isso!! – exclamo, irritado – Só pode ser brincadeira! – digo, enfiando o pés em meus sapatos.

—Do que se trata!? – Cait questiona, indo até a janela.

—Carros – informo ao mesmo tempo em que se volta para mim, boquiaberta – Não acredito que ele tenha passado por cima de mim! De novo! – bufo, saindo apressado.

—Tommy espere – ouço Cait chamar, mas não me detenho.

Desço as escadas apressado, erguendo as mangas da camisa, uma mulher baixa e atarracada vestindo um terninho cortando meu caminho.

—Senhor Merlyn? Thomas Merlyn? – pergunta.

—Ele mesmo – respondo, olhando por cima de sua cabeça.

—Que bom que chegou cedo. Teremos tempo para ensaiar a ...

—Depois – corto, a retirando de meu caminho sem muita educação, escutando a voz de Cait pedindo desculpas logo atrás de mim.

—Tommy, tenha calma – pede minha esposa, segurando meu braço sem, no entanto, me impedir de seguir adiante.

Cruzamos a porta de entrada seguindo para a lateral de casa onde encontro meu pai e meu sogro de braços cruzados, sorrindo enquanto meus filhos pulam em volta de dois carros da mesma marca, porém de cores diferentes.

—Pai, mãe, olhem isso! – Ethan é o primeiro a nos ver, vindo a nosso encontro, nos arrastando até o veiculo – Não é lindo!? – pergunta, entusiasmado – Meu carro! Novinho em folha! – comemora, não se dando conta de minha expressão zangada.

—Filho, que bom que chegou! – meu pai declara, me prendendo em um abraço – Fez boa viagem? Conseguiu resolver tudo? – pergunta, continuando sem me dar chance responder – Thomas, nem imagina onde e com quem estive graças a seu sogro! – exclama, fazendo-me voltar para ele.

Encaro o homem agora a meu lado notando o quanto mudara em apenas um mês. Apesar da alegria evidente em sua voz, sua expressão revelava um cansaço que nem mesmo o sorriso conseguia esconder... Como ele envelheceu! Penso, notando o quanto as rugas haviam duplicado não apenas em volta dos olhos, mas por toda a face. Fios brancos espalhavam-se por seu cabelo em abundancia. Apesar de manter o mesmo porte aristocrático e autoritário, seus ombros caídos demonstravam que o peso dos anos pareciam o estar começando a atingir.

—Vaticano – respondo, minha voz soando estranhamente calma em contraste ao que se passava em meu interior.

—Cait lhe contou? – questiona, voltando a não me dar tempo responder – Não se zangue por Ethan ter ido conosco. Ele já recuperou toda matéria que perdeu – afirma, olhando em direção a meu filho com carinho – É muito inteligente. Pega as coisas no ar! Precisava vê-lo conversando em Espanhol com o papa! Ficaria orgulhoso, não é mesmo Anthony? – elogia, chamando meu sogro para a conversa.

—Com certeza – anui – Bem-vindo de volta filho! –Anthony cumprimenta-me, repetindo o gesto de meu pai – Tenha paciência com Malcom. Ele anda meio, digamos, saudoso, nos últimos dias – aconselha em meu ouvido, dando dois tapinhas em meu ombro antes de se afastar.

—Amor, sinto muito mas preciso ir ou não chegarei a tempo para o começo da festa – Cait avisa, me puxando pelo braço, afastando-nos deles um pouco – Eu sei que está sendo difícil assimilar tanta coisa, mas tente manter a calma ok? – pede, acariciando meu rosto – Se precisar ou estiverem te enlouquecendo, me liga que largo tudo e volto correndo pra te salvar! – brinca, conseguindo arrancar um meio sorriso meu.

—Não se preocupe, vai ouvir meus gritos em sua sala! – devolvo, envolvendo-a pela cintura, roubando um beijo demorado – Tudo bem amor, pode trabalhar tranquila – tranquilizo-a, massageando a ruga em sua testa – E pode deixar que busco os gêmeos na escola.

—Humm, faria isso por mim!? – indaga, manhosa, me dando um selinho quando confirmo – Vou indo então. Mantenha-se calmo por mais que a situação instigue o contrario! – aconselha – Maddei, Ethan, ajudem seu pai ok? – convoca-os, algo em seu tom e olhar fazendo-os pararem acenando afirmativamente com veemência – Até mais tarde amor! – despede-se novamente, entrando em seu carro, saindo logo em seguida, acenando antes de sumir de vista.

—Pai, está chateado? – a voz de Maddie me faz voltar atenção para eles novamente.

—Claro que não está! Por que estaria? – meu pai antecipa-se, o sorriso morrendo ao me encarar – Está chateado?? Por quê?– pergunta, preocupado.

—Por quê? Tenho mesmo que dizer o que está me chateando pai? – questiono, gesticulando em direção aos dois jipes estacionados lado a lado – Carros pai! Eles sequer têm licença para dirigir – relembro, olhando em seus olhos — E mesmo que tivessem, não permitiria.

—Thomas, você já dirigia nessa idade – lembra ele, completando ante meu suspiro exasperado – Além do mais não irão fazer uso agora, excerto aqui dentro do condomínio, tenho certeza não é meus lindos?!

—É sim vô – Maddie anui, abraçando-o – Fique tranqüilo paizinho, não vamos sair daqui de dentro não é Ethan?

—Não vamos não pai. Pode ter certeza – garante meu filho de forma apressada.

—Vou ter porque essas chaves vão ficar comigo – afirmo, gesticulando para me entregarem as mesmas.

—Não Thomas, deixe-os ao menos dar uma voltinha para experimentar. Que mal pode fazer? – meu pai pede – Se ficar mais tranqüilo, eu e Anthony vamos com eles –sugere, meu sogro anuindo, para minha surpresa.

—Certamente. Eles dão um passeio, recolhem para a garagem e lhe entregam as chaves. O que me diz Thomas? – sugere, apaziguador.

—Deixa pai! Só uma volta pelo condomínio! – Ethan pede, juntando as mãos.

—Ok – concordo, sendo abraçado pelos dois ao mesmo tempo – Mas quando chegarem, além de me entregarem as chaves, vamos ter uma conversa, só nós três – giro o indicador de mim para eles – Estamos entendidos?

—Sim senhor – respondem juntos – Podemos ir? – meu filho pede, ansioso, pulando quando os libero, meu pai indo com Maddie enquanto meu sogro segue com Ethan.

Solto o ar devagar, controlando os nervos que ameaçavam explodir, me voltando para entrar em casa, dando de cara com a tal organizadora.

—Poderia marcar um tempinho para ensaiarmos o momento da valsa? Quero lhe passar tudo que planejei, como planejei – começa dizer, me estendendo uma pasta de couro.

—Depois – digo, afastando-a educadamente desta vez – Depois que comer alguma coisa, depois que conversar com meus filhos, que dormir pelo menos meia hora... Depois – enumero, entrando em casa, deixando-a estática a porta.

—Ok. Eu aguardo então. Meia hora de cochilo, café da manhã –escuto-a repetir tudo que dissera e paro, voltando-me a tempo de vê-la anotando tudo que dissera em um caderninho enquanto caminha para a lateral da casa.

—Eu mereço! – bufo, seguindo meu caminho rumo a cozinha, onde tomo um café da manhã reforçado sabendo que dificilmente teria a meia hora de sono que pretendia.

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Caitlin

Apesar de preocupada, não tive como ficar em casa e adiar pela terceira vez na semana, as reuniões que teria na empresa.

Durante todo o percurso para o prédio no centro de Starling onde estalara meu escritório, rezo para Tommy ter a calma e paciência necessárias tanto com o pai quanto com a senhora Travis, a organizadora da festa, bem como com nossos filhos.

—Se pelo menos Laurel já tivesse chegado poderia dar um jeito de sair mais cedo! – suspiro, rindo para mim mesma ao pensar em como o mundo dá voltas e as coisas e pessoas mudam. Algumas para melhor, graças a Deus!

Quando Laurel Lance me procurara, seis meses depois que meus filhos nasceram, com uma proposta de abrirmos, junto com uma amiga dela, um escritório que oferecesse serviços administrativos e jurídicos autônomos, hesitei. Não conseguia confiar nela plenamente. Foram minha mãe, minha sogra, Dinah Lance e Donna Smoak, que me convenceram a aceitar sua proposta. Bastaram dois meses para perceber que havia tomado a decisão correta, por incrível que pareça!

Hoje, quase dois anos depois, temos um quadro fixo de clientes, estamos adquirindo boa reputação além da confiança em nossos serviços e competência, nos permitindo escolher, de certa forma, as causas e serviços que pegaríamos. Por consequência, meu horário flexível permiti-me passar mais tempo com as crianças e Tommy....O que não impediu que nosso casamento quase fosse destruído por uma armação (muito provavelmente elaborada por Ronnie) alguns meses antes de nossas mães morrerem.

—Ah, mãe, como sinto sua falta! – suspiro, atendendo ao celular aproveitando o semáforo vermelho – Já estou chegando Suzana. Não se preocupe – aviso – Mais uns dez minutos e estarei no escritório.

< Certo senhora Merlyn > responde minha secretaria.

—Os clientes já chegaram? – quero saber, pondo o celular na viva voz e o carro em movimento.

< Um sim. O outro ainda não. A senhorita Lance pediu-me para avisa-la que seu voo atrasou e não chegara antes das treze horas > informa ela, confirmando o que já esperava.

—Tudo bem. Acredito que Isis possa assumir os clientes dela sem problema. Veja isto por favor – peço, despedindo-me dela após passar mais algumas instruções.

Ligo o rádio buscando relaxar um pouco, me preparando para as reuniões bem como para a festa de logo mais à noite, Tommy me vindo a mente novamente.

Apesar de estar se fazendo de durão, os acontecimentos de um ano e meio atrás ainda o estavam afetando muito. A nós dois na verdade.

Admito que tê-lo distante por um mês inteiro depois do que aconteceu foi meu maior desafio nos últimos tempos. Não houve uma noite, um dia sequer que não me sentisse insegura, temerosa no que dizia respeito a sua conduta longe de mim. Precisei me esforçar muito para não transparecer o que estava sentindo, falhando algumas vezes, reconheço. Aguardava suas ligações ansiosamente todas as noites, especialmente as que fazia após as crianças dormirem. Descobri o quanto sexo por telefone pode servir para aplacar, em parte, a saudade e tinha que admitir: Tommy sabia exatamente o que dizer para me pôr em chamas! Difícil era conciliar o sono depois que termino das ligações!

Estaciono o carro com um sorriso bobo no rosto. Pego minha bolsa, meu blazer e minha pasta, seguindo para os elevadores ainda sorrindo, uma lágrima escapando ao relembrar os conselhos de minhas falecidas mãe e sogra, mais do que nunca disposta a pô-los em prática.

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Residencia Tommy e Cait (15:30 p.m)

Tommy

Massageio minhas têmporas aliviando parte da dor que sentia, buscando um comprimido no armário sobre a pia do banheiro, tomando-o, me atirando sobre a cama, agradecendo pela chegada de Thea (nunca pensei que ficaria tão feliz em ver minha irmã!), Sara e as demais meninas, que vieram finalizar os preparativos para a grande festa.

Programo meia hora no despertador para não correr o risco de perder a hora de buscar meus filhos na escola.

Após meu dejejum havia passado o restante da manhã e boa parte da tarde envolvido em ensaios de como receber os convidados ao lado de minha esposa e filhos bem como ensaiando a bendita valsa. Um sorriso travesso ilumina meu rosto ao lembrar o que havia combinado com meus filhos e o Dj, sem que a rigorosa senhora Trevas (reconheço que merece o apelido dado por Ethan!) soubesse. Seria nossa pequena, por assim dizer, vingança contra ela!

Durante o almoço, aproveitei para conversar com Ethan e Maddie antes da chegada de seus amigos, estendendo-a por mais um tempo após a refeição terminar, aparando todas as arestas, acertando os detalhes de como, quando e onde poderiam dirigir não abrindo mão de manter as chaves sob minha guarda e de Cait, além de chamar atenção de ambos no que dizia respeito a dedicação aos estudos e de meu filho em particular por seu comportamento no quesito namoro.

Levanto para fechar a janela e cortinas a fim de diminuir o ruído vindo de fora, relaxando gradativamente até mergulhar em um sono agitado que me faz despertar quinze minutos antes do toque programado.

Acordo sentido o corpo tenso. Tomo um banho quente, ponho uma calça jeans, camisa, calço um sapato confortável, pego minha carteira e chaves deixando o quarto. Desço as escadas com calma escutando a algazarra no jardim.

—Boa tarde – cumprimento o grupo de adolescentes formado por meus filhos, seus amigos, primos...E o namorado de Maddie, que chegara.

—Boa tarde senhor Merlyn – um coro responde.

—Boa tarde senhor – Connor cumprimenta, estendendo-me a mão que aperto.

—Vai sair pai? – Maddie pergunta.

—Vou buscar seus irmãos – aviso, beijando-lhe a cabeça, repetindo o gesto com Ethan – Volto daqui a pouco – aviso, seguindo para a garagem após cumprimentar a todos.

Quando chego, me dou conta que Cait não deixou as cadeirinhas para as crianças. Como não queria incomodá-la, começo a procurar pelas reservas que sempre tínhamos guardadas.

—Posso ajudar senhor Merlyn? – ouço o namorado de minha filha perguntar fazendo-me voltar para ele.

—Acho que não – respondo, retomando minhas buscas – Estou procurando as cadeiras reservas para pôr as crianças. Sem elas vou precisar levar alguém comigo para busca-las – explico, tendo um sobressalto ao vê-lo passar por mim indo direto a um armário no canto.

—Estão aqui senhor – avisa, retirando uma, depois outra – Sua irmã nos fez arrumar toda a garagem para servir de ponto de apoio para o buffet....Só que depois mudou de ideia – explica, me ajudando a carrega-las e arrumá-las no carro.

—Bem Thea! – exclamo, não conseguindo conter o riso.

—Foi o que Ethan e Maddie disseram – revela, fechando a porta de seu lado – Se quiser posso ir com o senhor – se oferece.

—Não precisa, obrigado – declino, entrando no carro – Obrigado mais uma vez Connor. Avise Maddie que volto em meia hora no máximo – peço, pondo o veículo em movimento, vendo pelo retrovisor o momento em que minha filha o encontra, os dois fazendo o caminho de volta para o jardim abraçados.

Uma pequena onda de ciúmes me invade, mas trato de desmancha-la.

— Tem que confiar em sua filha Tommy! Tem que confiar nos dois! – admoesto a mim mesmo, acelerando, seguindo direto para a escola.

Lá chegando, me apresento ao porteiro pedindo que avisasse para trazerem meus filhos, me recostando no carro enquanto aguardo.

—Thomas? – uma voz feminina chama e me volto em sua direção – Thomas Merlyn? É você mesmo? – pergunta a morena sorridente caminhando em minha direção – Jane Gordon. Fomos colegas no segundo ano – esclarece ante meu olhar intrigado– Não está lembrando, não é?

—Honestamente não, me desculpe – assumo , sem graça, apertando a mão que estendia.

—Sem problema. Fazem alguns anos. Eu mudei bastante...Você nem tanto assim! – exclama.

—Vou tomar isto como elogio – brinco, sorrindo.

—E foi – garante, rindo divertida – Veio buscar seus filhos? – questiona e confirmo com um aceno – Quem diria! Tommy Merlyn casado, pai de cinco filhos!

—Pois é, quem diria – repito, ficando ainda mais sem graça por não lembrar dela – Me desculpe, eu realmente não estou conseguindo me lembrar de você – reforço.

—Não se preocupe, não estou chateada – garante – Tinha muitos amigos, e amigas, naquela época – relembra – Seria um milagre se lembrasse de todas ainda mais que, ao contrário do que vejo – indica a aliança em meu dedo – Não se prendia a ninguém! – relembra.

—Ele ainda não se prende – a voz cínica de Ronnie Palmer chega a meus ouvidos – Essa aliança é um engodo, uma farsa, um conto da carochinha! – declara, parando a poucos metros de onde estou.

—Mamãe! – uma garotinha morena como a mulher a meu lado chama, pulando em seu pescoço quando se agacha para recebe-la.

—Oi amor, como foi seu dia? – pergunta, não esperando a filha responder – Foi um prazer te rever Thomas. Até mais ver – despede-se, dirigindo um olhar seco ao Palmer mais velho que não me passa despercebido.

—Impressionante como ainda tem mulher burra neste mundo! – ironiza – Falando nisso, como vai sua esposa? Feliz?

Me volto dando dois passos em sua direção, ele recuando um, estancando ao escutar as vozes de meus filhos.

—Papai!! – gritam os três juntos, pulando sobre mim quando me agacho para recebe-los – Quando chegou? – Beatrice pergunta, sentando sobre meu joelho – Trouxe presente pra gente?

—Trouxe uma pilha enorme de presentes para todo mundo! – asseguro.

—Ebaaaa! – vibram erguendo os braços.

—Mas para recebe-los temos que ir para casa. Vamos nessa? – convido, pondo Bia no chão, levantando – Obrigada senhorita Stone – agradeço a professora que esperava pacientemente com as bolsas nas mãos – Laura – cumprimento a jovem assistente, que sorri nervosa.

—Por nada senhor Merlyn. Vamos ajuda-lo a pôr as crianças no carro– oferece, sinalizando para a garota a seu lado, que a segue, ambas me ajudando a pôr os gêmeos em suas cadeirinhas.

—Laura – chama-a autoritário – Laura! – repete, impaciente.

—Desculpa eu...

—Pode ir – libero-a, terminando de arrumar as crianças com a ajuda da professora, agradecendo ao final– Fiquem quietinhos um segundo, papai já volta – peço, deixando as janelas entreabertas, caminhando com passos firmes em direção a Ronald Palmer, que percebe tarde demais minha aproximação concentrado que estava em dar bronca na filha, assustando-se quando seguro em seu ombro, obrigando-o a se voltar para me encarar – Vou conseguir as provas de que foi o responsável por aquela maldita armadilha – aviso, encarando-o – E quando estiver com elas em minhas mãos, nada nem ninguém vai me impedir de acertar as contas com você Palmer! – alerto, largando-o abruptamente, ele chocando-se com o próprio carro.

Nos encaramos por alguns segundos antes que lhe dê as costas. Volto para meu carro, dando a partida, apertando a direção com força ao vê-lo através do retrovisor empurrar a filha, forçando a garota a entrar no carro.

—Cretino! – xingo baixinho, voltando minha atenção para a estrada, seguindo direto para casa....

Continua....

"...But if you like causing trouble up hotel rooms;

And if you like having secret little rendez-vous;

If you like to do the things;

You know that you shound't do;

Baby, I'm Perfect;

Baby, I'm Perfect for you..."

Notas finais
Xero flores!! P.S: DCeA SC está próxima a sair do hiatos também! Aguardem!!