Perfect!

39 Babies Boo!! Part. I


Notas iniciais
Olá pessoas lindas! Estou de volta! Mais um capitulo no ar! Este, para quem gosta, bem família e calmo...A calmaria que antecede as tempestades!! E uma se aproxima de Starling trazendo ventos fortes, relâmpagos, trovões e chuva! E babies apressadinhos e não apenas os babies SnowMerlyn! Boa leitura....Obrigada não apenas pelas rewiews passadas, escritas e pensadas, mas por fazerem desta historia minha campeã de acompanhamentos e curtidas mesmo sendo tão relapsa ultimamente!... More rewiews e curtidas, pleasseee!!...Bjinhos flores.

“...I’ll make you happy, baby, just wait and see;

For every kiss you give me I’ll give you three;

Oh, since the day I saw you;

I have been waiting for you;

You know I will adore you till eternity;

So want you please...”

Be My Baby

The Ronettes

Apartamento Tommy e Cait (sexta, 24/2/17 – 02:35 a.m)

Narrador

—Tommy! Tommy, acorde! – Caitlin chama, sacudindo o noivo – Tommy! – repete aumentando um pouco o tom de voz.

—O que? O que foi? Está sentindo alguma coisa?? – desperta, assustado, o empresário, sentando-se sobre o colchão.

—Não, não estou sentindo nada...Quer dizer, estou mas não é dor ou algo assim – apressasse em tranquiliza-lo – É que me deu vontade de comer melancia com sorvete. Pega pra mim, por favor! – pede, sorrindo sem graça.

—Melancia com sorvete? Sério? – pergunta, vendo-a sorrir balançando a cabeça em afirmação – Ok, melancia com sorvete então – diz, levantando-se, vestindo uma camiseta.

—Sorvete de chocolate e creme – específica – E calda de morango – acrescenta, mordendo o dedo.

—E calda de morango – Tommy repete, sorrindo, encaminhando-se para a porta.

—E sorvete de morango também – pede, fazendo-o voltar-se para a noiva – E biscoito champanhe.

—Biscoito champanhe?? – ergue a sobrancelha, interrogativo, rindo ao vê-la confirmar – Certo. Mais alguma coisa?

—Poderia cortar em cubinhos?!? .... E trazer um copo com água também?!? – pede, fazendo-o sorrir ainda mais.

—Ok. Espere sentadinha aí que já trago seu pedido madame! – brinca, fazendo uma reverencia antes de sair.

—Melancia com sorvete!! Ai, ai. Só espero que tenha tudo em casa! – pondera, sorrindo, parando ao passar em frente ao quarto da filha, escutando-a falar e rir baixinho, abrindo a porta sem bater, sobressaltando-a.

—Ai pai, que susto! – reclama a garota, segurando o celular junto ao peito.

—Está fazendo o que acordada a essa hora?! – pergunta – Com quem está falando?

—Connor – diz, sincera.

—Pois trate de desligar agora e ir dormir! – ordena.

—Só estamos conversando pai! – justifica-se.

—Maddie, são duas horas da madrugada! Que raio de conversa é essa que não pode esperar amanhecer o dia? – bufa – Desligue e vá dormir agora – ordena mais uma vez – Agora Maddie! – repete, calando o protesto que ensaiava.

—Connor, tenho que desligar... É, é sim.... Ta ... A gente se vê mais tarde ..Uhum...

—Maddie!! – bufa Tommy, impaciente.

—Tchau Connor. Beijo – despede-se – Poxa pai, que tem demais em conversar com meu namorado? – resmunga a garota, largando o celular.

—Nada demais, desde que respeitem os horários! – argumenta – Filha, suas aulas recomeçam no início do próximo mês, precisamos restabelecer uma rotina, ter horários ....

—Ainda tenho uma semana pai.... E dormir tarde nunca me fez perder o horário de. Eu e Ethan sempre dormimos tarde e mesmo assim acordávamos na hora! – revela.

—Bom saber disso mocinha! – exclama – Depois conversaremos, nós três, sobre isso. Agora desligue esse celular, ou melhor, me dê aqui – pede, fazendo-a protestar.

—Já estou desligando pai, não precisa levar com o senhor – avisa – Ta vendo? – mostra a tela do aparelho para ele – Não vou ligar de novo. Prometo.

—Ok. Vou confiar em você, não me desaponte – diz, recebendo o abraço da filha.

—Não vou paizinho! – afirma, beijando seu rosto.

—Certo, certo, agora vá deitar que ainda preciso preparar o lanche que Cait pediu – avisa, soltando-a.

—Logo vi! O que meus irmãos querem agora? – pergunta, pulando na cama.

—Melancia com sorvetes de chocolate, creme e morango com calda de morango e biscoito champanhe! – enumera, rindo da careta feita pela filha – Pois é, pensei o mesmo – afirma, rindo, cobrindo-a – Boa noite meu anjo – diz, beijando-a na testa.

—Bom dia né pai! – brinca, escondendo o rosto sob o lençol.

—É sim espertinha!! – anui, fazendo cócegas – Boa noite...Bom dia, espertinha! – diz, intercalando as frases com beijos, saindo do quarto pouco depois, abrindo o quarto do filho a fim de verificar se dormia, sorrindo da tentativa do mesmo de enganá-lo – Desligue o celular e vá dormir Ethan! Não vou mandar duas vezes! – avisa, ouvindo-o rir, erguendo o aparelho a fim de mostrar que obedecera.

—Boa noite pai! – diz por sob o lençol.

Depois de assegurar-se que o filho o obedecera, segue para a cozinha, rezando intimamente para ter tudo em sua geladeira e dispensa, frustrando-se ao notar que, fora o sorvete de creme, precisaria sair para comprar o que faltava.

—Amor, vou ter que ir ao mercado – informa assim que entra no quarto, vendo-a sentada assistindo tv – Importa-se em esperar um pouco? – pergunta, entregando-lhe uma taça com um pouco de sorvete – Trouxe como aperitivo! – diz, lhe dando um selinho, vestindo uma bermuda por cima do short de seda do pijama e uma jaqueta por sobre a camiseta.

—Ouwn! Obrigada meu amor! – agradece, retribuindo o beijo – Espero sim, sem problema. Aproveita e compra meu óleo de massagem, está quase no fim! Aquele de amêndoas pra evitar estrias – pede – Pode ser?? – questiona, envolvendo o pescoço do noivo.

—Como é mesmo aquele ditado? O que me pede sorrindo que não faço ....Chorando! – brinca, beijando-a rapidamente, pegando a carteira e as chaves, acenando da porta.

—Bobo! – exclama Caitlin, rindo mais, acenando em resposta antes que ele feche a porta.

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Tommy

Encontrar tudo que Cait pedira não foi tão difícil quanto pensei.

Difícil foi encontrar tudo em um mesmo lugar àquela hora da madrugada!

Apenas no terceiro mercado vinte e quatro horas que consegui, finalmente, encontrar tudo, do sorvete ao óleo de amêndoas, voltando para casa quarenta minutos depois de ter saído, indo direto para a cozinha a fim de preparar o que ela me pedira.

—Só espero que ainda esteja com desejo! – suspiro falando para mim mesmo enquanto corto a melancia em cubos, comendo as “arestas” que sobram, pondo-os em uma taça por sobre uma “cama” feita com uma bola de sorvete de chocolate, uma de creme e outra de morango, acrescentando mais uma bola de cada antes de pôr a cobertura – Agora os biscoitos e voilá! – comemoro, pondo mais biscoitos em um prato, me servindo de uma porção de sorvete de morango antes de colocar tudo em uma bandeja e seguir para nosso quarto – Foi daqui que pediram um lanche especial?! – digo, empurrando a porta entreaberta com o cotovelo.

—Foi!! – responde Cait, abrindo espaço entre as cobertas para que eu pudesse sentar – Hum, parece delicioso!!

—O lanche ou eu?! –provoco-a.

—Ambos! – responde, beijando-me demoradamente – Desculpa ter dado trabalho amor!

—Trabalho nenhum! – tranquilizo-a – Ah, antes que esqueça – ergo a pequena sacola – Seu óleo.

—Você é demais meu amor! – elogia, me dando um beijo gelado!

—Humm, até que essa mistura estranha ficou boa – digo, lambendo os lábios com a língua, abrindo a boca, indicando seu interior com o indicador – Pouquinho! – peço, fazendo-a rir pondo uma colherada em minha boca – O que achou?

—Ficou bom sim. Já pode pensar e casar! – brinca.

—Se você aceitar caso amanhã, não, caso agora mesmo, é só chamar o padre! – brinco de volta fazendo-a rir ainda mais – Brincadeiras à parte, acho que devíamos começar a pensar em nosso casamento Cait.

—Ainda temos pelo menos dois meses meu amor. Sei que a doutora Glorie disse que gravidez múltipla normalmente não fecha os nove meses mas prefiro esperar mais um pouco – justifica-se, fazendo uma careta que já conheço e sei muito bem o que significa por isso não me espanto quando pula da cama, empurrando a taça com o resto da sobremesa maluca que pedira para minhas mãos, correndo para o banheiro.

—Não pensei que gravidas pudessem correr tão rápido assim! Ainda mais com esse barrigão! –provoco-a recostado na cabeceira, observando-a, atento – Precisa de ajuda amor?? – pergunto ouvindo-a me xingar – Acho que isso é um não! – digo baixinho, provando mais um pouco na mistura no mínimo exótica que criara – Putz!! Não é que esse negócio ficou bom mesmo! – me admiro, erguendo os olhos ao escutar o som de água – Melhor?

—Sim – diz, engatinhando sobre o colchão até sentar-se a meu lado, respirando fundo, os olhos fechados.

—Sabe, tenho que admitir: você é de longe a gravida mais linda e sexy que conheço! – digo, pondo uma mecha de seu cabelo por trás da orelha – E eu te amo cada dia mais! – friso, beijando seu pescoço, subindo até a orelha, mordendo o lóbulo.

— É sempre bom ouvir que está sexy com esse barrigão! – brinca em resposta, inclinando a cabeça levemente, abrindo boca, convidativa.

O beijo que trocamos é calmo e cheio de intimidade, carinho e amor. Aos poucos me deito trazendo-a comigo.

Fazer amor já não era tão fácil, precisávamos ter cuidado e muito jeito, as posições mais confortáveis para Cait, de lado e por trás ou ela por cima, nem sempre era as melhores para mim, no entanto o conforto dela vinha em primeiro lugar.

Estava em seu quinto mês de gravidez agora, os enjoos pararam, excerto quando tem um de seus desejos estranhos, como o de agora a pouco, estava cansando mais fácil e por isso a convencemos a reduzir seu horário na Global visto que não quis parar de trabalhar e como a convenci a fazer caminhada comigo e as crianças dentro da área do condomínio mesmo, as dores que começara a sentir nas pernas especialmente, diminuíram sensivelmente.

Depois que nos amamos, puxo o coberto sobre nós, deixando-a dormir mais um pouco. Já passava das quatro da madrugada e mesmo que quisesse não conseguiria mais dormir.

Assim que Cait adormeceu, me levantei com cuidado, vesti o conjunto de moletom que costumo usar para correr, e saio de nosso quarto indo direto para o que estávamos reformando para os bebês.

Estava praticamente pronto. Pintado, armários instalados, berços montados. Havia vários presentes (a maioria esmagadora vindos de Thea!) ainda embrulhados: ursinhos, bonecas, os três ursos que comprei com Ethan, enfeites para os berços e portas, quadros e roupas. Muitas roupas. A maioria não iriam usar tão cedo. Esse final de semana iriamos comprar os colchões, protetores para as laterais dos berços, fraldas, mamadeiras, bolsas de transporte....

—Se tivesse guardado algo de Maddie e Ethan! – lamento, sentado no chão em meio aos pacotes espalhados.

Devido as mudanças constantes e a toda situação que enfrentei na época, nada do enxoval que Adalind havia preparado para os dois resistira. A maioria se perdera, estragara ou simplesmente doei à medida que foram crescendo.

Daquele período tenho apenas fotos e talvez, perdidos em algum lugar entre minhas coisas, dois pares de roupas com as quais foram batizados isso porque a senhora que me ajudara insistiu em guardar. Ela mesma fizera uma embalagem e colocara dentro de uma de minhas malas. Caso não tenha perdido na última mudança, devem estar em uma mala dentro do guarda roupas.

—Preciso lembrar de procurar – pondero

—Procurar o que? – Cait questiona, recostada a porta, me observando com um sorriso nos lábios.

—As roupas com as quais Maddie e Ethan foram batizados – explico sorrindo de volta – As únicas que sobreviveram as tormentas da época em que eram bebês – relembro.

—Você guardou?? – pergunta, surpresa, entrando no quarto.

—Na verdade foi a pessoa que me ajudou quem o fez. Eu não me ligava muito em guardar essas coisas: roupas, brinquedos, os que resistiram aos dois estão com eles até hoje porque os dois mesmo guardaram. Nesse ponto não fui um pai relapso – admito, fazendo uma careta.

—O mais importante providenciou: casa e comida – afirma, sentando-se, a meu lado – Além de muito amor. Isso é o que importava de fato.

—Sei disso. Mas será que não irão me cobrar no futuro? – indago, segurando uma das bonecas de pano em minhas mãos – Por exemplo, estas coisas – abro os braços abrangendo o todo a nosso redor – Não tiveram nada disso. Os quartos onde dormiram eram simples, sem enfeites, não tiveram berços e sim uma cama de solteiro que adaptei – rio ao lembrar do móvel onde dormiam junto, de ponta cabeça, o que resultava em vários hematomas em resultado dos chutes que davam um no outro – Foi complicado fazer os dois respeitarem o espaço um do outro. Precisava ver as marcas especialmente nas costas de Ethan! – relembro, rindo junto com ela, ficando serio novamente – Tenho um pouco de medo que se ressintam de tanta atenção aos bebês, que sintam ciúmes de alguma forma... Tenho medo de dar uma atenção exagerada e fazer com que sintam-se deixados de lado, como Thea, sem querer evidente, está fazendo um pouco – comento – Não que não esteja feliz, porque estou muito feliz. Mas não quero .... Tenho medo de demonstrar um entusiasmo exagerado, entende?

—Entendo – anui, afagando meu cabelo – E falei com Thea sobre isso. Já havia notado que ela está meio que exagerando, assim como Sara e as outras meninas. Espero que não fique chateado – comenta e aceno negativamente.

—De forma alguma. Será a madrasta deles Cait. Tem tanto direito quanto eu de... – paro um segundo, lembrando-me de um detalhe – Na verdade, será mãe deles, não biológica, mas enquanto convivência.... Nunca me envolvi com mulher alguma tanto tempo assim antes. Helena foi a que mais durou em minha vida até então – relembro, vendo-a fazer uma careta.

—Não gosto de pensar assim. Parece que estou roubando o lugar da mãe deles! –exclama – Não quero fazer isso. Adalind é a mãe, mesmo não tendo tido a chance de sê-lo por muito tempo em vida. Isso não vai mudar com nosso casamento – diz, voltando a fazer careta, levando a mão a barriga, respirando fundo.

—Estão se mexendo? – pergunto e acena afirmativamente. Reclino-me colando meu rosto a sua barriga, sentindo o movimento sob a pele, sorrindo encantado – Quase dá para ouvir os corações batendo! – exclamo, fechando os olhos, acariciando-a por sob a blusa do pijama – Não tive isso com Adalind – revelo.

—Isso..?? – questiona.

—Isso: ficar assim, junto, curtindo os bebês – digo – As poucas vezes que toquei sua barriga era sempre ela quem colocava minha mão, geralmente após termos discutido, para me fazer ceder a seus caprichos... Muitas vezes acordei no meio da madrugada pra fazer o que estou fazendo agora: sentir e ouvir meus filhos se desenvolvendo em seu ventre –relembro sem conseguir impedir uma lágrima teimosa em cair – Por isso também tenho medo de exagerar ou sei lá o que... Mas ao mesmo tempo não posso evitar sentir a alegria que estou sentindo!

—Meu amor, você fez um ótimo trabalho com seus filhos! – diz, segurando meu rosto em suas mãos, fazendo-me olhar seu rosto – Ethan e Maddie são incríveis e não sou apenas eu que acho. Todos que os conhecem ficam encantados e surpresos ao saberem com a educação deles especialmente depois de saberem a forma como cresceram. É natural que tenham ciúmes em algum momento, durante minha gestação ou depois que os bebês nascerem. Anormal seria não terem! – brinca – Lembro que morria de ciúmes de meu pai com alguns jovens da igreja a quem dedicava uma atenção maior por conta dos problemas que tinham em casa, e olha que nem eram meus irmãos de sangue! – revela – Mas não deve se preocupar tanto com isso agora Vamos lidar com essa questão quando acontecer e o faremos juntos, eu e você – afirma, me dando um selinho.

—Isso – ouvimos um par de vozes dizer fazendo-nos olhar em direção a porta – E qualquer coisa podem enfiar o Ethan em um internato, como a Helena queria fazer! Já vem um menino aí mesmo. Não vai fazer a menor falta! – Maddie o provoca, correndo para se esconder atrás de mim enquanto o irmão entra perseguindo-a.

—Como é que é? Helena queria por Ethan em um internato?? – pergunto, afastando-me da barriga de Cait ao mesmo tempo em que segurava o braço de Ethan, impedindo-o de seguir a irmã.

—Uhum! Nós dois – afirma Maddie, sentando quase no colo de Cait – Ela disse umas duas vezes, quando o senhor não estava, evidente, dizendo que seria melhor pra gente, que aprenderíamos a ter mais disciplina...

—Como se ela fosse a rainha da disciplina! Não conseguia organizar ne a gaveta de calcinhas dela! – Ethan diz, sentando a meu lado.

—Ok, não vou nem me dar ao trabalho de perguntar como sabe disso rapazinho! – digo, segurando sua orelha em um puxão leve – Por que não me contaram isso antes!?

—Porque ela não dava chance – afirma minha filha, dando de ombros, pondo as duas mãos sobre a barriga de Cait, soltando um gritinho ao sentir o movimento – Dói Cait? Quando mexem assim, dói?

—Um pouquinho as vezes –responde, fazendo um carinho em seu rosto – Nada que não dê para suportar.

—Antes que esqueça: estavam ouvindo atrás da porta por acaso? -- questiono, vendo-os corarem.

—Sim e não – Maddie diz, sem me encarar – Estávamos chegando quando ouvimos vocês conversando e meio que ficamos escutando...Mas só um pouquinho! – junta o indicador e o polegar a fim de me dar uma noção do quanto ouviram – Ouvimos a Cait te dizendo que fez um bom trabalho com a gente, que anormal seria não termos ciúmes dos bebês...—para, mordendo o lábio pensativa – Acho que, por enquanto estou anormal Cait. Não estou sentindo ciúme deles não. Acha que posso sentir? Já senti ciúmes do papai com as namoradas dele e não gostei muito não! – revela.

—Acho que quando sentir vai saber lidar e se não souber basta falar comigo ou com seu pai – aconselha, pondo uma mecha do cabelo dela atrás da orelha – O importante é que saibam que amamos, eu e seu pai, vocês muito, muito, muito mesmo e que a chegada dos bebês não vai mudar isso em nada. E se dermos, por um acaso, um pouco mais de atenção a eles do que a vocês no início é porque vão precisar mais de nossa atenção já que não poderão fazer nada sozinhos...

—Além de coco e xixi!! – Ethan a interrompe, fazendo uma careta gozada provocando risos em nós três.

—Bem lembrado Ethan – Cait anui, assanhando seu cabelo – E até por isso vou precisar muito da ajuda de vocês quando seu pais não estiver por perto já que, ao contrário dele, sou marinheira de primeira viagem!!

—Pode deixar Cait, vamos te ajudar em tudo – afirma, seguro.

—Isso se tia Thea deixar! Os nossos avós...Ou tia Sara, tia Felicity...Pensando bem, se não tivermos cuidado nós –gira o dedo indicando-nos – Vamos acabar tendo que pedir licença para ver e pegar meus irmãos depois que nascerem!

—Pior que é verdade meu amor! – concordo, beijando-a no rosto – Esse problema não tive já que não deixava ninguém tocar nos meus preciosos!! – afirmo, segurando Ethan pela cintura, imitando a voz do personagem do filme senhor dos anéis, fazendo-os rirem – Isso mesmo preciosos! Ninguém tocava em vocês! Preciosos!!

—Para pai, vai assustar os bebês! Sabia que eles entendem tudo!? – Maddie ralha.

—Tudo, tudo não. Apenas as emoções da mãe refletem neles – corrijo-a, olhando em meu relógio de pulso – Agora que tal irmos tomar um belo e reforçado café da manhã? Temos algumas compras para fazer se quisermos terminar de montar o quarto de seus irmãos – relembro, levantando, ajudando Cait a fazer o mesmo – Querem me ajudar na cozinha? Os três? – pergunto recebendo acenos afirmativos – Então vamos nessa! – convido, deixando-os seguirem a nossa frente, evolvendo Cait pelos ombros.

—Namoradas?? – questiona, erguendo a sobrancelha.

—Exagero dela! – desconverso, completando diante de seu olhar inquisidor – Digamos que não fui exatamente um monge celibatário, especialmente depois que mudei para NY!

—Quero nem saber! – exclama, me dando uma tapa nas costas.

Depois de prepararmos e tomarmos nosso dejejum juntos, vamos para os quartos a fim de nos arrumarmos para sair.

Quando estamos no corredor a caminho do elevador, Thea surge.

—Bom dia amores! Saindo para fazer compras!? – pergunta, beijando meus filhos.

—Na boa, qualquer dia peço pro capitão Lance mandar fazer uma varredura em nosso apartamento pra ver se encontra câmeras e microfones escondidos! -- bufo.

—Se tivesse estaria faturando alto com vocês dois, se é que me entendem! – revida, piscando – E se quer fazer as coisas escondidas maninho, não avise sua mãe! – exclama, entrando conosco no elevador – Onde vamos??

—Comprar os colchoes, protetores e tudo que estiver faltando para nossos irmãos – Maddie anuncia.

—Tudo? E o que vamos fazer para seu chá de bebê e da Sylvie? Não pode comprar tudo Cait – resmunga.

—Thea, por mais que aprecie e queira participar desse chá, especialmente por causa da Sylvie, são três bebês aqui. Não quero deixar nada para última hora ainda mais sabendo que podem nascer antes do tempo – Cait pondera – E fique tranquila. Por mais que compremos tudo hoje, ainda assim vou precisar de mais coisas, pode ter certeza disso!

—Vai conosco maninha? – pergunto ao notar que Eddie não estava com ela.

—Vou. Eddie me deixou aqui e foi ver algo sobre o curso de pilotagem – avisa, entrando junto com as crianças – Sabe, estou começando pensar em fazer um curso para comissária de bordo! Só assim passo mais tempo com ele.

—Já falou isso pra ele? – pergunto, olhando-a através do retrovisor interno, vendo-a confirmar com um aceno – E ele concordou?

—Disse que se era o que eu queria fazer me apoiava – responde, desanimada.

—Às vezes uma certa distância faz bem para o casal Thea – Cait pondera – Sei que gosta de estar perto de quem ama, mas no caso dele, isso pode parecer falta de confiança ou pode fazê-lo sentir-se sufocado. Dê um pouco de espaço – aconselha – Estava tão animada com a loja. O que aconteceu?

—Nada. Pelo menos não comigo – afirma, apoiando o rosto na mão – As meninas parecem que perderam o ânimo. Ninguém fala mais nada. Nem Sara, que era a mais animada. Honestamente não sei se vale a pena insistir!

—Vamos fazer o seguinte: amanhã almoçamos só nós: eu, você, as meninas, Maddie, se quiser ir – convida, sorrindo ao vê-la confirmar – E conversamos sobre isso ok? Depois que Anitta me contou do que se tratava também fiquei interessada.

—Pensando em sair da Global amor? – questiono, franzindo o cenho.

—Ando sim amor – revela – Gosto muito de trabalhar com seu pai, mas me formei em administração e gostaria de tentar exercer minha profissão entende?

—Entendo. É exatamente como me sinto em relação a pilotar – comparo, manobrando o carro, entrando no estacionamento do shopping – Apesar de ter meio que caído de paraquedas na profissão, me apaixonei, e apesar de ter aprendido muito este período que estou passando na Global quero voltar a voar – prossigo – Quanto a exercer sua profissão, vamos precisar de alguém para administrar a companhia, não que queira te fazer desistir desse projeto, seja lá qual for, junto com Thea, Sara e suas amigas, mas gostaria de contar com você.

—E pode. Uma coisa não impede a outra. Posso trabalhar com vocês e com as meninas. Basta dividir meu tempo...

—Que vai ficar bem escasso visto que terá cinco filhos pra cuidar! – Thea a interrompe – Só pra lembrar.

—E não estará sozinha pra fazer isto! – asseguro – Só pra lembrar!

—E Não somos bebezinhos! – Ethan e Maddie protestam juntos, descendo do carro – Só pra lembrar! – repetem, nos fazendo rir.

—Recado entendido – digo, envolvendo Cait pelos ombros enquanto caminhamos para os elevadores, olhando para os lados quando paramos esperando as portas abrirem, uma sensação estranha me acometendo.

—O que foi? Algo errado amor? – Cait pergunta, acompanhando meu olhar.

—Não, nada.... Só a sensação de estar sendo observado — penso mas não verbalizo.

A sensação ainda me persegue pro um bom tempo enquanto fazemos as compras cessando apenas quando nos dirigimos para o estacionamento junto com alguns vendedores que nos ajudavam a levar para o carro tudo que havíamos comprado.

Como já passava do meio dia quando terminamos, paramos em um restaurante para almoçar seguindo depois para casa onde, com a ajuda de Thea e mais tarde de algumas das meninas que aparecem no meio da tarde, terminamos de arrumar o quarto dos bebês......

Continua

“..... Be my, bem y, bem y little baby;

My one and only baby;

Say you’ll be my Darling;

Be my baby now;

My one and only baby!”

Notas finais
Bjinho flores.