Perfect!

40 Babies Boo! (II)


Notas iniciais
Olá pessoas lindas! Depois de uma longa ausência voltei!! Desculpem ter ficado tanto tempo longe, mas como se trata de minha campeã de acompanhamentos aqui ( quase setenta!!! IUUUUPIII!!!) acaba que fico mais exigente e cuidadosa em postar... Se bem que sou igualmente exigente com as outras afinal, são meus bebês, rsrsrsrsrsrs. Além do mais, duas coisas tem me atrapalhado bastante: a internet em casa ( que anda uma droga!) e minhas constantes crises de rinite!! Agora mesmo estou saindo de uma( a terceira em menos de um mês!). O clima aqui em Jampa não tem ajudado muito nisso! É um tal de esquenta/esfria/esquenta/esfria que acaba com a imunidade de qualquer um! Mas vamos deixar de enrolação e vamos ao que realmente interessa. Grata por todas as rewiews passadas, escritas e pensadas .... More rewiews, pleasee!... Boa leitura...Bjinhos flores.

“...My broken pieces you pick’ em up;

Don’t leave me hanging, hanging, come give me some;

When I’m without ya, so insecure;

You are the one thing, one thing, I’m living for;

I don’t wanna be needing your love;

I just wanna be deep in your love;

And it’s killing me when you’re away, oh baby;

Cause I really don’t care where you are;

I just wanna be there where you are;

And I gotta get onelittle taste...”

Sugar

Maroon 5

Quatro dias depois (28/2 -11:45 a.m)

Tommy

A sensação de estar sendo observado voltou com força total dias depois enquanto inspecionava uma das obras da Global em companhia de John e meu pai.

A mesma sensação que senti aquela manhã enquanto fazia compras com Cait, Thea e meus filhos no shopping estava presente agora enquanto caminhávamos pelo canteiro de obras de mais um edifício em construção por nossa firma, fazendo-me olhar diversas vezes para trás ou para os lados.

—Algum problema Thomas? – John pergunta, me observando com uma ruga na testa enquanto meu pai conversava com um dos encarregados da obra – Já é a quarta vez que olha ao redor. Procurando alguém?

—Esse é o problema Dig: não sei! – digo, fazendo a ruga em sua testa aumentar – Sinto como se me observassem, mas não vejo ninguém – olho outra vez ao redor, Dig fazendo o mesmo, sem novamente encontrar algo ou alguém que justificasse essa sensação.

— Desde quando está sentindo isto? – questiona, ainda olhando para os lados

—Desde que saímos da Global, mais cedo – informo – Mas já havia sentido a mesma sensação dias atrás enquanto fazia compras com Cait e as crianças no shopping. Mas naquele dia a sensação não era tão forte quanto hoje.

—O que não é tão forte? – meu pai indaga, aproximando com o encarregado a seu lado.

—Thomas está sentindo-se observado – Diggle se adianta e seja por já estar em alerta, seja por ele não ter disfarçado, noto uma troca de olhares entre ele e meu pai.

—Ha algo que eu deva saber? – questiono, olhando de um para outro.

—Que tal pararmos para o almoço? – Dig sugere, checando o relógio – Assim podemos conversar com calma – acrescenta, trocando um olhar com meu pai mais uma vez.

—Boa ideia. Stuart mande o relatório para minha secretaria. Veja a lista de materiais que sumiram e precisam de reposição, o que ainda está faltando e redobre a segurança no canteiro.

—Veja também essa questão da utilização do material de segurança. Vi muitos operários, mais do que gostaria, sem utilizar nenhuma proteção – peço – Até onde sei fornecemos tudo que é necessário para a segurança do pessoal. Não quero ninguém trabalhando sem a devida proteção se temos tudo que precisamos para isto. Ou não temos? – interrogo.

—Temos sim senhor Thomas – garante – Infelizmente alguns operários, os mais antigos geralmente, reclamam de desconforto com o material, que dificulta a movimentação...

—Desculpas sempre vão existir – o interrompo – Mas se algo grave acontecer não somente a Global vai ser penalizada injustamente, mas as famílias também sofrerão.

—Thomas esta certo. Se fornecermos o material temos que exigir que usem – meu pai reforça – Cuide disto. Se for o caso, nos avise e providenciamos treinamento, uma palestra, o que seja para conscientizá-los.

Trocamos mais algumas palavras com Stuart, nos despedimos seguindo para um restaurante próximo a fim de, além de almoçarmos, termos a tal conversa a que John se referia.

Enquanto esperamos uma mesa, ligo para Cait avisando que almoçaria com John e meu pai. Aproveito para saber como estava visto que dormira mal noite passada.

—Está tudo bem mesmo amor? – questiono-a.

< Está Tommy. Fique tranquilo > assegura.

—Não está exagerando está? Quero dizer, aproveitando que estamos fora para “fazer arte”?! – provoco-a, escutando-a bufar do outro lado.

< Tommy, não sou criança! Sei muito bem que não posso cometer excessos... E mesmo que tentasse não deixaríamos! > a voz de Sara interrompe-a, seguida por risos.

—Quem está ai com você? – quero saber, acenando para meu pai e Dig, que se encaminhavam para nossa mesa.

< Anitta, Sara, Maddie, Ethan , Thea e Felicity... Além de Sua Prestativa Secretaria! > enumera, frisando a ultima parte, me deixando em alerta < Parece que ganhou mais uma fã! Ela não para de te elogiar, de dizer o quanto é bom trabalhar a seu lado, como é dedicado, inteligente...>

—Cait, por favor, não fique imaginando coisas ok? – interrompo-a – Não existe nada além de relacionamento profissional. Não vá enfiar minhocas nessa sua cabecinha linda! – peço, caminhando até a mesa a fim de me juntar a meu pai e John.

< Olha, bem que estou tentando... Só que é meio difícil já que ela só falta babar quando fala de você!...Mentira, não falta não! > resmunga e quase posso ver sua expressão zangada.

—Cait...

< Não se preocupe Tommy, não vou cometer nenhuma insanidade... Ainda!> exclama, me cortando, prosseguindo sem me dar tempo responder < Escute, vou almoçar agora. Quando voltar, se tiver espaço em sua agenda, nos falamos. Até mais tarde >

—Até então....E Cait! – chamo antes que desligue – Eu te amo. Muito. Mais que tudo nessa vida!

< Exagerado!! ... –a voz de Thea soa, provocando risos – Também te amo Tommy! Beijos! > diz, desligando logo em seguida.

—Problemas? – meu pai pergunta ao me escutar suspirar.

—Vou querer minha secretária de volta! – digo, erguendo os olhos para ele – Não devia nem ter aceitado essa mudança para começar. Não esta adiantando nada. Ao contrario. Só piorou as coisas. Cait está cada vez mais ciumenta.

—Ela tem motivos? – pergunta direto.

—De minha parte não – afirmo – Mas não posso negar que algumas vezes tive que chamar atenção da senhorita Lee sobre seu comportamento pouco profissional – relembro, mordendo meu lábio inferior.

—Neste caso, se acha melhor, faremos a troca hoje mesmo – sugere, John discordando.

—Não acho que seja o ideal Thomas – diz – Se Caitlin voltar a trabalhar com você de uma hora para outra, ai sim vai pensar que andou aprontando! – exclama, rindo da careta que faço – Sério Thomas. Dê um tempo. Pelo menos mais uma semana para então trocarem novamente. De preferência com um motivo justo, caso contrário, vai acirrar a desconfiança dela, mesmo sendo infundada.

—John está certo filho – meu pai diz, calando-se enquanto a entrada é servida — Sinto se piorei a situação com essa troca. Apenas pensei que não seria bom ficarem grudados o dia inteiro, a semana inteira em um ambiente de tensão, ainda mais ela estando grávida. Sei muito bem como é isto. Sua mãe sempre foi ciumenta. E durante a gravidez piorou muito. Na época tinha ciúmes até de minhas primas! – relembra, rindo com o canto da boca.

—Me corrija se estiver enganado: ela tinha motivos para ter não tinha? – questiono, completando antes que responda – Pelo menos daquela secretária que trabalhava com você na época em que Adalind veio morar em nossa casa. Como era mesmo o nome dela? Ananda, Amanda...

—Amanda Weller – confirma, calando-se mais vez quando o garçom retorna com nosso pedido.

—Ela ainda trabalhava com você quando sofreu o atentado? – interrogo assim que o homem se retira – Aliás, esse atentado ainda está sendo investigado não está? – me volto para John, que confirma com um aceno.

—Está, mas já concluíram que foi pessoal visto que nada foi tentado contra você desde que assumiu – afirma.

—Como ela estava presente, pelo que soube foi este o motivo alegado para pedir demissão, posso pensar que o ciúme de minha mãe não era tão infundado assim! – concluo, voltando a encarar meu pai – Marido ciumento?

—Não – garante ele, passando a mão pelo rosto antes de continuar – Mas teve a ver com Amanda sim – revela – Mas não da forma que todos, a exceção de Robert, Quentin e John, pensaram, inclusive sua mãe. E antes que tire conclusões apressadas, já esclareci as coisas com ela... Como vou esclarecer com você agora – afirma, fazendo-me ficar atento – Eu a Amanda somos próximos, mas não da maneira como as pessoas pensavam...

—Está me dizendo que não são amantes é isso? – o interrompo.

—Não, não. De forma alguma! Nem nunca fomos — exclama, categórico – Longe disso – cala-se por um tempo, a cabeça baixa, respirando fundo antes de voltar a me encarar – Amanda é minha irmã por parte de pai – revela.

—Irmã? — indago, vendo-o confirmar com um aceno – Ok, agora estou realmente surpreso – admito – Então tenho uma tia que nunca conheci?

—Tia e sobrinhos – acrescenta – Não a escondi, muito menos seu avô, por ser fruto de alguma traição dele – prossegue – Na verdade ela é a primogênita dele e não eu. Meu pai, seu avô, já havia sido casado antes de casar com sua avó, minha mãe. Não sei se lembra das histórias que lhe contava sobre o tempo que morou fora do país – relembra.

—Um pouco – afirmo – Confesso que depois de ouvir pela décima vez a mesma história passei a não prestar muita atenção.

—E qual neto não faz isso! – John brinca, nós três rindo de sua observação.

—Pois bem, quando viveu na Ásia, mais precisamente nas Filipinas, conheceu, se apaixonou e casou com uma jovem com quem teve três filhos. Amanda é a mais velha. Por alguma razão, que nem ela nem eu nunca soubemos, quando decidiu voltar para os Estados Unidos, os dois romperam, se separaram legalmente. Ele só deixou de dar assistência a essa família, segundo a própria Amanda me contou, quando eles se mudaram por conta do novo casamento da mãe dela. Até onde ela sabe os dois tinham uma relação amigável, apesar de que meu pai nunca mencionou essa outra família depois que voltou e principalmente depois de casar com minha mãe.

—Se estava tudo bem e dentro da legalidade, porque ele não contou nada? – questiono.

—Talvez por medo de minha mãe o deixar, talvez por medo da reação de meus avós, tanto paternos quanto maternos, por medo da reação da sociedade, de seus amigos, não sei. Tenha em mente que na época uma jovem filipina casada som um jovem americano era motivo de suspeita ou de traição dele ou de uma busca por uma entrada legal no país por parte dela – diz, tomando um gole generoso de sua bebida antes de seguir adiante – O fato Thomas é que essa família existiu. Eu só descobri isto porque um dos filhos de Amanda precisou fazer uma cirurgia aqui, nos Estados Unidos. Ela tinha acabado de ficar viúva, não tinha o apoio da família do falecido marido, por razões que desconheço e honestamente não quis saber quando veio a mim.

—Como ela conseguiu te encontrar? – pergunto, empurrando meu prato para o canto.

—Através de um colega de trabalho – diz – A empresa para a qual trabalhava na época teve negócios com a Global em um breve período. Ela já trabalhava lá na época, inclusive havíamos sido apresentados quando fui visitar a sede da companhia. Ela foi extremamente discreta tanto naquela época quanto quando veio me procurar em busca de ajuda para a cirurgia do filho – faz uma nova pausa, tomando mais um pouco de sua bebida – Pretendia contar tudo para sua mãe, mas, como bem lembrou, no mesmo período em que Amanda veio trabalhar na Global, uma das condições que ela mesma impôs para me pagar o dinheiro da cirurgia, foi o mesmo em que trouxe Adalind para morar conosco, um erro do qual só não me arrependo mais por conta de meu netos.

—Me tire uma dúvida pai: Adalind sabia que Amanda era sua irmã? – pergunto.

—Não. Ela pensava que ela era minha amante, assim como todos.

—E por que não esclareceu as coisas? Por que não falou com minha mãe, comigo.... Também pensei que estava tendo um caso com ela. Pior: pensei que aquele garoto era seu filho! Foi um dos motivos que me levaram a ficar com mais raiva quando cobrava de mim uma postura que não tinha – revelo.

—E imagino que sua esposa só alimentou essa suspeita cada vez mais! – frisa, triste.

—Pode ter certeza que sim – asseguro – Não apenas alimentou como conseguiu, sei lá como, me fazer te ver em situações suspeitas com sua secretaria, como quando te vi passeando com ela e os filhos no shopping, fazendo compras, enquanto minha mãe estava fora, cuidando de tia Judy.

—Lembro bem disso. Nós discutimos feia aquela noite – relembra – E mais uma vez sua esposa fez parte dela: passou mal, acabou com a discussão e nos afastou, me fazendo perder a chance de lhe contar a verdade. Se bem que, como ambos estávamos de cabeça quente, duvido muito que me desse credito.

—Vocês são dois teimosos cabeça duras quando querem – John acusa, rindo – Por isso que brigam tanto. Tem o mesmo gênio!

—De qualquer forma – meu pai retoma – Perdi não apenas esta, mas várias chances de contar a verdade a você, a sua mãe e a meus amigos. Quer por conta dos acontecimentos, quer por conta do comodismo, fui deixando as coisas correrem, o tempo foi passando até chegar no ponto em que chegou: Rebeca e eu praticamente separados tanto pelas intrigas quanto por minha atitude com você.

—E finalmente, o atentado – Diggle diz, fazendo-me lembrar o motivo desse almoço.

—Então o atentado teve a ver com Amanda afinal! – exclamo, franzindo o cenho – Mas o que isto tem a ver com o fato de me sentir observado?

—Como disse, meu pai teve três filhos desse casamento. Além de Amanda tenho mais dois irmãos: Austin e Jason. Pelo menos um deles, Austin, nunca se conformou com a separação dos pais. Amanda me falou que ele vivia reclamando, especialmente depois que o padrasto perdeu tudo que tinha e eles passaram a ter dificuldades financeiras. Dizia não ser justo passarem por dificuldades sendo o pai um milionário.

—Acha que foi ele quem atirou em você pai? – pergunto.

—Honestamente não sei Thomas – responde – Mas Amanda acredita que sim. Algumas semanas antes ele havia entrado em contato com a irmã procurando por ajuda financeira.

—Segundo Amanda o irmão se envolveu com jogatina e agiotas. Foi um dos motivos pelo qual romperam relações pouco antes de ela vir para os Estados Unidos – Diggle informa, olhando para o relógio.

—E ela acha que foi o irmão? – questiono, olhando de um para outro.

—Ela acredita que sim – meu pai diz – Por isso decidiu se afastar não apenas da empresa como de mim também, mudando-se para Central City – me informa – Mas …Ela está de volta a Starling...E não veio sozinha. Além dos filhos Jason, seu outro irmão, está com ela...E até onde sei Austin pode ter vindo também, seguindo-os.

—E acha que pode estar nos seguindo? Me seguindo? – questiono, vendo Diggle olhar para seu relógio mais uma vez.

—Honestamente não sei filho. Mas, de uns dias para cá também tenho me sentido vigiado e depois que sua mãe e Moira disseram ter visto alguém observando-as enquanto passeavam nos jardins do condomínio, fiquei mais alerta – revela, coçando o queixo – Amanda chegou no início da semana retrasada. Coincidência ou não, dois dias depois aconteceu o relato de sua mãe, logo depois passei a em sentir seguido e agora você também compartilha essa mesma sensação – para a fim de fazer o pagamento – Estou pensando seriamente em aumentar a segurança na empresa, em casa e junto a você, Caitlin e meus netos. Espero contar com seu....

—O que tanto olha nesse relógio Dig? – interrompe meu pai, estranhando a aparente preocupação de meu amigo com o tempo – Se tem algum compromisso pode ir. Acho que já terminamos aqui.

—Na verdade estava pensando se daria tempo de passarmos nas obras de sua futura companhia Thomas – sugere.

—Ahh, certo – digo, sem graça.

—De fato, ainda não conheço onde será sua futura companhia. Seria uma boa ideia aproveitarmos para ir até lá – meu pai anui.

—Tudo bem – concordo, levantando-me juntamente com eles – Vou só ligar para saber da Cait – aviso.

—Deixe a garota respirar Thomas – Dig brinca.

—Não está atendendo – digo, suspirando, tentando mais uma vez, afastando o celular do rosto ao escutar o sinal de mensagem.

—O que foi? – meu pai pergunta ao ver minha expressão.

—Mensagem de Maddie. Diz que a Cait não pode atender no momento – digo, ligado para minha filha – Maddie, está tudo bem? Por que Cait não pode atender?

< Por que está no banheiro pondo tudo que comeu para fora! > responde < Fica tranquilo pai, ta tudo bem! > garante, me mandando um beijo e desligando sem me dar chance de falar nada.

—Se não se importam essa visita fica para outro dia – digo, sentando no banco de trás enquanto meu pai vai na frente junto com Diggle – Prefiro voltar para a Global.

—O que minha neta disse? – pergunta.

—Que Cait estava bem. Só estava enjoada por conta de algo que comeu.

—Então não há com o que se preocupar. Vamos até o hangar, damos uma olhada rápida e retornamos para a empresa – sugere, calmo.

—Prefiro deixar para outro...

—Thomas, acha que sua filha mentiria para você? – John pergunta, me encarando através do retrovisor interno.

—Logico que não! – afirmo – Mas....

—Deixe para se preocupar quando e se tiver motivos filho – meu pai recomenda – Além do mais vamos apenas conhecer as obras do hangar. Não vamos demorar – insiste e após mais alguns argumentos de ambos acabo cedendo.

No hangar, estranho a ausência de Jimmy. Apesar de terem dito que não queriam demorar, meu pai e John me cobrem de perguntas e acabamos demorando mais do que gostaria.

O lado bom é que a sensação de ser observado cessara. O lado ruim é que fora substituída por preocupação com Cait.

Tentara falar com ela diversas vezes, mas não atendeu nenhuma ligação.

—Será que podemos ir embora? – pergunto pela decima vez, checando o relógio em meu pulso.

—Só mais um minuto Thomas – meu pai pede, conversando com nosso engenheiro, que resolveu aparecer para discutir algumas alterações que julgava necessárias.

—Ok, vamos fazer o seguinte: vocês ficam aqui e pego um taxi, uber, sei lá – digo, procurando pelo número de algum serviço de transporte.

—Thomas, só mais cinco minutos! – meu pai exclama.

—Disse isso a meia hora atrás – impaciento-me – Já são quase seis da tarde pai!

—Ok, então vamos indo – Diggle concorda de repente, me surpreendendo, encaminhando-se para o carro, meu pai o seguindo após despedir-se do engenheiro.

—Ok – concordo, sem entender como mudaram de ideia tão rápido.

Durante todo o trajeto de volta tento , em vão, falar com Cait, o que estava me deixando tão preocupado que só percebo que não estávamos para a empresa quando cruzamos os portões do condomínio onde meus pais moram.

—Dig, o que estamos fazendo aqui? Por que não fomos para a empresa? — questiono no momento em que estaciona em frente à casa de meus pais – John o que está acontecendo? – pergunto, descendo do carro, segurando a porta ainda aberta.

—Nada de grave – garante, descendo pouco depois de meu pai que, sem dizer nada, simplesmente entra em casa – Só precisávamos passar aqui antes – diz, seguindo para dentro sem me esperar ou dizer mais nada.

—John? Pai? – chamo-os, sem obter resposta – Mas o que está acontecendo aqui? – bato a porta do carro com força, seguindo a passos largos para o interior, abrindo a porta, estranhando ainda mais o fato de tudo estar escuro, dando um encontrão em duas pessoas que se encontravam paradas em meio a escuridão – Que tipo de brincadeira é esta? – bravejo, reconhecendo a voz de Oliver me responder.

—O tipo que se faz com o idiota que esquece o próprio aniversario! – exclama e antes que eu tenha chance de responder, todas as luzes são acesas revelando Caitlin, meus filhos, meus pais, os de Cait, Thea, Eddie, Felicity, Jimmy e Sylvie, Adrianne, Sean e os filhos, todos os nossos amigos além de alguns funcionários da Global, incluindo minha secretaria, que parecia bem a vontade ao lado de minha noiva...

—SURPRESA!! FELIZ ANIVERSARIO!! – gritam juntos, Thea e Maxx soprando irritantes cornetas, Ethan, Maddie (e o pentelho do namorado!) junto com os primos atirando serpentinas sobre mim – Parabéns maninho! – Thea deseja, pendurando-se em meu pescoço, beijando meu rosto.

—Eu... Eu – balbucio, estático.

—Não falei que ele tinha esquecido! – Barry afirma, apontando para mim – Esqueceu o próprio aniversario!

—Não esqueci não palhaço – falo, finalmente – Pensei que todos – corro o dedo indicando-os um a um –Tivessem esquecido já que ninguém...Ninguém mesmo – olho acusadoramente para Cait, que se aproxima devagar, um sorriso doce nos lábios, me quebrando por completo – Sequer me desejou um bom dia hoje! – reclamo, aceitando seu selinho e abraço.

—Acredite, não foi nada fácil convencer Cait a nos ajudar – Sara afirma, tocando a mão de minha irmã no ar – Tivemos que prende-la, literalmente, o dia todo a nosso lado...

—Bem como estes anjinhos aqui, que estavam com a língua coçando para te contar tudo – Emilly afirma, as mãos nos ombros de meus filhos.

—Deixa eu adivinhar: vocês dois ficaram encarregados de me “prenderem” por todo o dia! – aponto de meu pai para Diggle, que erguem as mãos.

—Só unimos o útil ao agradável – Diggle brinca, abraçado a esposa.

—Mas agora que chegou podemos começar a festa não é tia!? – Ethan pergunta, puxando a blusa de minha irmã.

—Com certeza! Maestro – vira-se para um dos cantos da sala onde uma mesa de som havia sido montada, Harper por detrás da mesma – Solta o som!! — pede, sendo obedecida de imediato.

—Hora da festa baby!! – Barry vibra, dançando até onde Emilly se encontra, fazendo todos rirem.

—Minha nossa, é de longe a coisa mais desengonçada que já vi! – Oliver comenta, tocando no meu ombro – Parabéns cara! – deseja, indo ao encontro de Felicity.

—Então quer dizer que a senhora se deixou envolver nesse plano maléfico não foi? – acuso, envolvendo Cait em meus braços – Se não estivesse grávida iria receber o merecido castigo mais tarde! – cochicho em seu ouvido, fazendo-a corar.

—Se for igual a última vez que me castigou, podemos pensar em algo! – sugere em tom malicioso, provocando arrepios de prazer por meu corpo, enlaçando meu pescoço – Feliz aniversário meu amor – deseja, me dando um beijo demorado que cessamos ao escutar as gracinhas de minha irmã.

—Ouwnnn! Fofos! Minha taxa de açúcar no sangue acaba de subir a níveis perigosos aqui! – brinca, juntando as mãos.

—Humm...Açúcar é...!! – Ethan e Maddie dizem juntos, começando a cantar, puxando o coral... –“ ..Sugar! Yes please! Won’t you came and put it down on me...”

Continua...

" Yeah, I want that red velvet

I want that sugar sweet

Don't let nobody touch it

Unless that somebody is me

I gotta be a man

There ain't no other way

Cause girl

You're hotter than southern California bay

I don't wanna play no games

I don't gotta be afraid

Don't give all that shy sh-t

No make up on

That's my..."

Notas finais
Bom dia!! Bjinhos flores