Perfect!

41 Hanna, Beatrice and Caio!


Notas iniciais
"... Because I'm happy! Calp along if you know what hapiness is to you!"... I know! Felicidade é abrir a pagina e ver mais de setenta pessoas linda e maravilhosa acompanhando essa historia! É ver o numero de favoritos aumentar junto! É saber que está no caminho certo...O que aumenta a responsabilidade e muito. Este capitulo foi reescrito apenas cinco vezes! Já estava me sentindo mal pela demora. Me desculpem flores! Por isso, chega de enrolar! Grata por todas as rewiews passada, escritas e pensadas.... More rewiews, pleaaseeee... Boa leitura... Bjinhos flores.

Consultório Drª Glorie (uma semana depois, 8/3 — 09:35 a.m)

Cait

— Muito bem, seu peso está bom, a pressão um pouquinho alterada – ouço doutora Glorie dizer enquanto analisa os resultados de meus exames – Suas taxas que poderiam estar um pouco melhores, mas nada para se alarmar ainda –alerta, me olhando severamente – Procure se controlar mais um pouquinho e estará perfeito! – exclama.

—E quanto as dores que ela andou sentindo? – Tommy questiona, preocupado.

Alguns dias atrás, acordei no meio da madrugada sentindo fortes dores em meu abdômen. Tão fortes que Tommy precisou me carregar nos braços até o carro visto que não conseguia andar.

—Então, pelo que fui informada pelo médico que atendeu Cait na urgência – ela estava fora da cidade – Como não houve sangramento, as dores podem ter sido causadas pelo crescimento natural do útero visto que passaram com a medicação – diz – Mas, como se trata de uma gravidez múltipla, prefiro investigar minuciosamente. Por isso vamos antecipar os exames que faríamos semana que vem, quando completara seis meses – avisa – Quero cobrir todas as possibilidades para estarmos preparados para tudo – completa.

—Ok. E quando faremos os exames? – pergunto.

—Agora mesmo – avisa, me surpreendendo – Como meu colega realizou os exames de sangue quando te atendeu, vamos fazer hoje apenas uma ultra som. Se verificar que precisa de mais algum exame, peço – comunica – Vamos lá? – convida, afastando a cadeira, levantando-se.

—Vamos – anuo, suspirando, levantando-me, Tommy segurando rapidamente em meu braço – Estou bem amor, não se preocupe — tranqüilizo, mesmo sabendo que não adiantaria.

Ele, ainda mais do que eu mesma, havia ficado preocupado com o que acontecera. Tanto que, depois daquele susto, estava mais tenso, temeroso e até mesmo triste, além de estar me evitando, por assim dizer.

Duas noites atrás acordei e tive que fazê-lo voltar a ocupar seu lado da cama por completo visto que estava praticamente pendurado na beirada a fim de me dar mais espaço, com medo de machucar. Chegou até sugerir dormirmos em camas separadas (o que, evidente descartei de imediato!). Mesmo ele não admitindo, algo me dizia que a morte da esposa tinha muito a ver com isto.

—Bom papai e mamãe, tudo bem com os bebês. Estão se desenvolvendo dentro do esperado: peso, tamanho, está tudo ok – afirma minha obstetra.

—Mas...- digo, pressentindo que havia algo mais a ser dito.

—Mas, por este exame, fiquei um pouco preocupada com a quantidade de liquido amniótico – revela.

—Como assim? O que há de errado? – Tommy se adianta tenso.

—A quantidade está levemente abaixo do esperado – diz, voltando a tela do aparelho para nós – E também notei algo que não estava aqui antes ou se estava não chamou atenção – começa pegando uma caneta – Estão vendo essa pequena saliência aqui? – indica, circulando o local na tela – Me parece algum nódulo ou cisto. O que me preocupa é que, se estava aqui antes e só agora o vimos é porque cresceu e se cresceu pode indicar algo grave.

_Grave? Do tipo... Câncer? — pergunto, apertando a mão de Tommy com mais força.

—Não vou esconder de vocês: pode ser sim – diz – Mas nem todo câncer é maligno e por estar ai não significa que irá nos causar problemas. Não precisam sofre por antecipação.

—Temos como saber do que se trata? Algum exame que possa ser feito com segurança para Cait e os bebês? – Tommy questiona, inquieto.

—Com total segurança, sem oferecer risco aos bebês, pela localização, infelizmente não – nos diz – O que faremos, caso concordem, é acompanhar com bastante atenção – sugere – Vou diminuir o intervalo entre um retorno e outro, e quero que diminua ainda mais seu ritmo Caitlin. Quanto menos esforço fizer, quanto menos cansada ficar, menos risco correrá de algum imprevisto.

—Ok – anuo –Com o que exatamente está preocupada, poderia nos dizer? – interrogo, não contendo a curiosidade.

—Descolamento de placenta é o que mais me incomoda e preocupa por conta da questão da quantidade de liquido e este pequeno tumor. Mas, como já disse, vamos monitorar para ficarmos preparados para tudo, sem alarmes ou sofrimentos prévios ok?

—Vamos tentar! – exclamo, apertando a mão de Tommy novamente, chamando sua atenção.

—Sim – anui, respirando fundo.

Após mais recomendações, nos despedimos, saindo do consultório.

—Eu também estou assustada Tommy, mas vamos tentar seguir o conselho da doutora e não ficar sofrendo por antecipação – digo, abraçando-o assim que entramos no elevador – Tente ficar calmo amor. Vai correr tudo bem.

—Vou tentar Cait. Mas não prometo – responde, encostando-se em um canto, me levando junto – Sei que não gosta da ideia, mas queria que parasse de trabalhar...

—Tommy eu não preciso – o interrompo – Ouviu o que ela disse. Só preciso diminuir ainda mais meu ritmo e vou fazê-lo – garanto – Ficar em casa, sozinha, praticamente o dia todo (as aulas das crianças haviam recomeçado esta semana) será bem pior (isso sem contar o tanto de bobagens que imaginaria sabendo que está sozinho na empresa com a prestativa senhorita Lee!). Eu me conheço!

—Ok. Não vou discutir até porque não quero te estressar – concorda, tomando minha mão, me conduzindo até o carro – Mas vou me encarregar de cuidar, pessoalmente, para que reduza, de fato, drasticamente seu ritmo de trabalho! – frisa, fechando a porta assim que me acomodo, dando a volta para assumir a direção.

—Sim senhor, senhor Merlyn, Thomas! – bato continência, rindo, fazendo-o rir também, balançando a cabeça negativamente.

A principio, não levei a serio a afirmação de Tommy. Não que pretendesse desobedecer às ordens de minha médica. Evidente que não!

—O que todos, inclusive meu noivo, estão parecendo fazer questão de esquecer é que esses bebês também são Meus! – friso para Felicity , Sara, Thea e Anitta enquanto “ataco” meu almoço – Eu os quero tanto quanto ele. Mais até. Tommy já tem dois filhos! Dois! – repito, erguendo meus dedos diante delas – Meus bebês são as coisas mais importantes da minha vida... Já vou avisando Thea: se houver algum problema, o que quer que seja durante o parto e eu não possa responder, eles tem prioridade. A vida deles é mais importante do que a minha, estão ouvindo? – interrogo, olhando-as

—Alto e claro – Sara responde, me olhando espantada.

—Claríssimo, diga-se de passagem! – Felicity reforça, me dirigindo o mesmo olhar.

—Agora, daria para maltratar menos a pobre da salada! Seja lá o que meu irmão fez para te irritar, os legumes e verduras não são culpados! – Thea exclama, segurando minha mão.

—Isso. Os coitados já estão mortos e ainda por cima serem trucidados... Tenha dó Cait! – Anitta corrobora – Quanto ao que Tommy fez, ele simplesmente destrocou as secretárias hoje cedo, assim que chegaram a Global...

—E tudo pra que? Pra me controlar! Como se eu fosse alguma irresponsável!! – bravejo, interrompendo-a, espetando meu file de frango.

—Ui!! — as quarto gemem ao mesmo tempo – Ta ciente que o frango ta morto também né? – Thea questiona, acrescentando – E se por acaso espetou pensando no Tommy, mesmo te amando, vou avisar meu irmão para dormir com um olho aberto!

—Há, há,há! – ironizo, puxando ar, fechando os olhos.

—O que foi? O que está sentindo? – interrogam as quatro praticamente juntas.

—Sosseguem, só comi um pouco rápido demais, só isso! – bufo, afastando o prato – Aliás, estou satisfeita!

—Deveria comer devagar e mais Cait. Comeu pouco – Lissy preocupa-se – E não fique com raiva do Tommy. Ele só está, assim como todos nós , sendo zeloso.

—Isso mesmo – Thea anui – Dá um desconto Cait. Apesar de não amar a falecida, Tommy sofreu muito com a morte dela e não estou me referindo ao fato de ter que cuidar dos filhos sozinho, mas sim ao fato de ela ter morrido por conseqüência do parto complicado...

—E de a família dela ter posto toda a culpa sobre ele por causa da expulsão de casa e tal – Sara acrescenta.

—Adalind morreu por seqüelas do parto? – pergunto, surpresa.

—Você não sabia? – Thea surpreende-se.

—Não. Raramente falamos sobre ela e quando o fizemos foi para me contar como se envolveram – revelo, mordendo meu lábio – Tommy nunca mencionou e eu nunca perguntei como ela havia morrido. Então é por isso que ficou tão preocupado – pondero, me arrependendo de ter brigado com ele assim que soube o que fizera. Com ele e com Malcom, diga-se de passagem!

—Certamente — Sara concorda – Quanto ao que acabou de nos dizer...Bem, eu, se fosse você, não repetiria na frente do Tommy...A menos que queira ser colocada em uma urna de vidro, monitorada vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana! – brinca, rindo minimamente, voltando a ficar séria antes de falar – Sério. Nem pense em dizer algo assim pra ele. Tommy surtaria com certeza.

—Concordo em gênero numero e grau com Sarinha! – Thea diz, acrescentando – Que tal mudarmos de assunto? Também não gosto de pensar em perder minha cunhadinha numero dois muito menos meus sobrinhos lindos! – exclama, acariciando minha barriga, soltando um gritinho de felicidade ao sentir o movimento sob sua mão – Eles mexeram! Mexeram pra titia! – encosta o rosto, acariciando-a e beijando.

—Thea para, o pessoal já está olhando torto! – Anitta pede, sem graça.

—To nem ai! – afirma, continuando com os carinhos, nos fazendo rir.

—Ok. Prometo que não vou dizer nada ao Tommy. Mas quero que me dêem sua palavra que dirão a ele o meu desejo caso algo aconteça – peço.

—Ai, credo Cait, para com isso! Não vai acontecer nada nem com você nem com os bebês! – Lissy reclama, batendo o nó dos dedos na mesa – Para de falar essas coisas pra não atrair!

—Pois é miga. Relaxa, obedece a sua médica e seu gato e tudo vai dar certo – Anitta diz, batendo palmas – Gente, já pararam pra pensar que daqui dois, três meses teremos duas Cait e um Tommy em miniatura!? – indaga.

—O que me lembra: temos que organizar seu chá de fraldas... Ou seria de bebê ainda? Nunca sei como estão chamando agora – Lissy comenta, ganhando o apoia das demais, que passam a planejar uma pequena (se Thea assim deixasse ser!) festa para mim e os bebês.

À noite, converso com Tommy, pedindo-lhe desculpas por ter ficado brava com ele, garantindo pela milésima vez que obedeceria todas as recomendações que doutora Glorie fizera.

—Vocês já pensaram nos nomes dos bebês? – Ethan questiona enquanto estamos sentados na sala assistindo a maratona de House – Acho que já podíamos começar a pensar né não?

—Pela primeira vez em meses meu irmão disse algo que se aproveite! – Maddie provoca, recebendo um olhar de censura de Tommy – O que acha de Amanda, Alicia e André Cait? – pergunta, Ethan não me dando chance responder.

—Que original! Todos na letra A! – devolve, estirando língua para a irmã – Poderia ser Dexter, Didi, a irmã do Dexter, e Daphne, do Scoobydoo!

—Ai credo Ethan, que horror! –Maddie exclama, tapando o nariz.

—Tem razão. O menino poderia ser Ethan segundo e as meninas, Lindinha, Florzinha, e ai rebatizaríamos você de Docinho! – provoca, erguendo os braços para se proteger das tapas que ela lhe dava.

—Quietos os dois! – Tommy ralha, segurando Maddie pelo braço – Sente-se mocinha. E você comporte-se ou fica de castigo. Os dois ficarão – ameaça, suspirando, e só então percebo o quão serio estava – Vão escovar os dentes e se trocarem para dormir. Não quero ter que acordar ninguém amanhã cedo – ordena, calando o protesto que ensaiavam – Agora! – exclama, não dando margem para discussão, os dois obedecendo-o cabisbaixos.

—Tommy, relaxe por favor. Vou me sentir culpada por...

—Estou tentando Cait. Estou tentando – me interrompe, levantando – Vou ver se estão fazendo o que pedi – diz, saindo rapidamente, nossos dois cães o seguindo.

—O que faço para ele voltar a ser como antes Chavinho?! – questiono, acariciando a cabeça do gato que pulara em meu colo, respirando fundo, me levantando, indo me trocar para dormir.

Já estou deitada, lendo um livro, quando Tommy finalmente vem para o quarto, seguindo direto para o banheiro, trocando-se, subindo na cama, sentando a meu lado em silencio.

—Adalind morreu por sequelas do parto – começa dizer algum tempo depois, passando uma mão pelo rosto e cabelo — Ela teve complicações durante o parto, ficou internada uma semana... Quando saiu, levei-a direto para o apartamento que alugara depois que meu pai nos... Havia me expulsado de casa – corrige-se, voltando a passar a mão no cabelo, suspirando – Se tivesse deixado as crianças e ela na mansão, talvez estivesse viva. Mas fui teimoso e orgulhoso... Quando se sentiu mal estava sozinha... Quando cheguei e a levei para o hospital já não havia mais o que fazer – prossegue, fechando os olhos – Os pais dela não estavam tão errados em dizer que a matei!

—Estavam sim – rebato, sentando de frente para ele, segurando seu rosto entre as mãos, enxugando uma lagrima com o dedo – Não teve culpa Tommy. Ninguém teve. Se ela recebeu alta é porque os médicos julgaram que estava bem. Foi uma fatalidade com certeza – argumento – Olhe pra mim Thomas – ordeno, fazendo-o abrir os olhos, me encarando – Não foi sua culpa – reafirmo – E não sou Adalind! – friso, beijando-o demoradamente, mantendo nossos rostos juntos ao final – Não sou Adalind, está me ouvindo!? – reforço.

—Não vou suportar se algo te acontecer Cait. Não vou! –afirma, me abraçando forte, deitando a cabeça em meu colo, iniciando um choro sofrido.

Mantenho sua cabeça na mesma posição, afagando seu cabelo, beijando sua cabeça, sussurrando palavras de alento até que se acalma.

Ergo seu rosto, olhando dentro de seus olhos vermelhos, ainda úmidos, sorrindo, beijando-o mais uma vez, deitando-me a seu lado, mantendo-o junto a mim até que ambos adormecemos.

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Merlyn Global

Dois meses depois (maio, 5 – 15:45 p.m)

Narrador

—Boa tarde, meu nome é Jason Morningstar. Vim falar com o senhor Merlyn – o jovem se apresenta, sorridente.

—Senhor Merlyn? – indaga, a jovem secretaria em treinamento o encarando confusa , voltando-se para Anitta, que chegava – Este senhor está a procura do senhor Merlyn.

—Sim. E qual é o problema? – indaga a garota.

—Anitta! – Cait repreende logo atrás dela, sentando-se, respirando fundo, abanando-se com uma mão.

—Está sentindo-se bem senhora? – pergunta o rapaz, observando-a.

—É só ...cansaço mesmo! – afirma, aceitando o copo com água que a jovem aprendiz oferecia – Corine, geralmente as pessoas se referem como senhor Merlyn a Malcom...- faz uma pausa, soprando o ar antes de falar novamente – Quando procuram por Thomas, o chamam pelo primeiro nome, entendeu? – pergunta.

—O que a treinadora boa quer dizer – Anitta começa dizer, rindo minimamente — É que senhor Merlyn refere-se a Malcom, o pai. Senhor Thomas, refere-se ao filho. Regra geral, excerto quando, como me parece ser o caso – diz, voltando-se para o rapaz – A pessoa é visitante. Estou certa?

—Sim senhorita – confirma, estendendo uma pasta para ela – Vim falar sobre um trabalho na empresa. Minha irmã me orientou a falar diretamente com o Malcom.

—Sua irmã é?? – Cait questiona, enxugando a testa com a mão.

—Amanda. Amanda Weller – responde, após uma breve hesitação – E por sua reação acredito que saiba quem ela é – acrescenta, sorrindo sem graça.

—Sei sim. Malcom nos contou... – faz nova pausa, respirando fundo.

—Cait, tudo bem? – Anitta preocupa-se, ajoelhando a sua frente – Quer que mande chamar Tommy? – pergunta.

—Tommy foi até o hangar – Cait comunica, apoiando as mãos sobre as pernas, puxando o ar com dificuldade.

—Não devia ter vindo hoje – Anitta ralha, abanando-a com a pasta do rapaz – Tommy não devia ter deixado.

—Só vim repassar e explicar o...- para mais uma vez, batendo as mãos nas coxas, fechando os olhos.

—Está tendo contrações? – o rapaz pergunta, aproximando-se, Cait confirmando com um aceno.

—Oi??? Contrações? Como assim contrações? Do tipo que se tem quando os bebês vão nascer? – Anitta questiona, alarmada.

—Qual o intervalo? – quer saber o jovem, arregaçando as mangas da camisa.

—Pouco! – Cait sopra, apertando o braço da amiga com força – Tommy ...Ligue pro Tommy...A bolsa... Vão nascer – balbucia, apertando mais o braço dela, fazendo-a gemer de dor.

—Como assim bolsa? — Anitta indaga, olhando para o chão – De onde está vindo essa ág...AI MEU DEUS! – grita – Sua bolsa estourou!

—Como é? – a voz de Malcom soa – O que está acontecendo aqui?- questiona, correndo até Cait, sua secretária e Diggle a seu lado.

—A bolsa...os bebês vão nascer! – Anitta exclama, fazendo uma careta ao sentir o braço ser apertado novamente.

—Senhorita Lee, ligue para a obstetra de Cait agora, o telefone está na agenda. Avise o que aconteceu. Diga que a estamos levando para o Memorial Starling! – Malcom ordena– Cait, me escute, fique calma. Vamos levá-la para o hospital. Me ajudem aqui a ergue-la.

—Melhor pedir para trazerem uma maca da enfermaria Malcom, Cait ficara mais confortável – Dggle sugere, segurando-o pelo ombro enquanto liga para o filho – Jax, corra até a enfermaria e traga uma maca para a presidência para ontem – ordena – Não faça perguntas, obedeça! – completa, desligando.

—Melhor deitá-la – sugere o jovem, chamando atenção dos dois empresários sobre si – Jason Morningstar, irmão de Amanda...E seu – completa, sem graça.

—Aiiii! – Anitta geme, sentindo o aperto mais forte no braço – Desculpa interromper a reunião de família, mas outro aperto desses e vou precisar de médico também!

—Tragam algumas almofadas – pede Jason, organizando-as no chão próximo a Cait – Venha, deite aqui – pede, ajudando-a, juntamente com Malcom e Diggle, deitar-se – Agora inspire e expire devagar...Inspire....Expire – comanda, segurando sua mão – Quantos meses? – pergunta.

—Sete – Malcom informa, assustando-o.

—Sete??

—Sete meses e dezenove…dezenove dias! – Cait corrige, fechando os olhos, ficando pálida.

—Está com dor!! O meu pai, cadê esse povo que não chega!? – Anitta se exaspera.

—Tem sangue aqui – alerta Jason, junto ao ouvido de Malcom – Isso não é bom. Não é nada bom – frisa, Anitta o interrompendo.

—Graças a Deus! Por que a demora gente? – bufa, olhando feio para Jax.

—Calma aí gata, vim o mais rápido eu pude – garante o jogador, ajudando o pai, Malcom e Jason a pôr Cait na maca.

—Conseguiu falar com Tommy? – Malcom pergunta, olhando diretamente para a secretária, que balança a cabeça negativamente – Continue tentando – ordena – Você – aponta a novata – Pegue o número em minha agenda, ligue para minha casa, avise minha esposa e peça para ela avisar os pais de minha nora – prossegue, acompanhando a maca – Senhorita Lee, ajude-a e peça para buscarem meus netos na escola – recomenda antes que as portas do elevador fechassem.

No estacionamento, Cait é colocada cuidadosamente dentro do carro de Malcom, Anitta deitando-a em seu colo ao mesmo temo em que enviava mensagem a Sara avisando-a do que estava acontecendo.

—Mantenha a respiração sob controle – recomenda Jason, franzindo a testa, encarando Malcom, ambos tensos.

Uma maca os aguardava na entrada de emergência do hospital, Cait sendo colocada sobre a mesma praticamente desacordada.

—Não podem passar daqui – o enfermeiro avisa, fechando as portas, deixando o grupo de fora, aflitos.

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“When the sun had left and the winter came;

And the sky fall could only bring the rain;

I sat in the darkness, all broken hearted;

I couldn’t find a day I didn’t feel alone...”

Tommy

—Tommy! Tommy! – escuto a voz de Barry ecoar enquanto corre pelo hangar até o ponto onde me encontro, gesticulando – Desce. Desce rápido! – pede, me assustando.

—O que houve? – pergunto, descendo os andaimes rapidamente, uma sensação ruim tomando conta de mim.

—Cara, não tem como dizer isso de forma suave – começa dizer, Oliver, Eddie e Jimmy se aproximando também – Cait está sendo levada para o hospital. Seus filhos vão nascer – avisa.

—O quê?? – indago, pulando direto para o chão, machucando o joelho na queda – Como assim vão nascer? O que houve? Quem está com ela? Por que não me avisaram nada? – questiono, me apoiando em uma mesa, dobrando e esticando a perna, xingando ao notar que meu celular descarregara.

—Seu pai, Dig,Jax e Anitta – Barry informa – Já avisaram a obstetra dela. Estão levando ela para o Memorial Satrling. Emilly e as meninas estão indo para lá. Sua mãe e seus sogros foram pegar Ethan e Maddie na escola – completa, me amparando quando tento andar.

—Calma! Devagar Tommy ou vai ferrar seu joelho ainda mais – Oliver aconselha, me apoiando.

—Droga! Sabia que não devia tê-la deixado ir a Global! – me recrimino, fazendo uma careta ao tentar apoiar a perna direita no chão.

—Não força ou vai piorar – Ollie repete – Me dê suas chaves – pede ao mesmo tempo em que entrega as suas a Eddie – Leva meu carro que vou com o Tommy.

Com sua ajuda, chego ao carro, sentando no banco do carona enquanto Ollie assume o volante.

—Eu não devia ter levado ela para a empresa. Não devia! – volto a me recriminar, passando a mão pelo cabelo e rosto, angustiado.

—Não tinha como saber Tommy e até onde sei estava tudo bem – Ollie afirma sem tirar os olhos da estrada.

—Estava porque não estávamos vacilando – pontuo – A última ultra devia ter servido de alerta. Apesar de estar um pouco melhor, não devíamos ter baixado a guarda, não devíamos!

—Não vou insistir nessa questão. Só te aconselho ficar calmo para poder ajudar Cait no que for preciso – aconselha, estacionando em frente ao hospital – Espera, eu te ajudo – pede, tentando impedir minha saída.

—Não. Ponha o carro no lugar correto. Consigo ir andando – asseguro, saindo com cuidado, me arrependendo na metade do caminho ao sentir uma fisgada forte na perna.

—Ajuda chegando! – escuto Jimmy e Barry dizerem ao mesmo tempo em que me ajudam a chegar na recepção

— Obrigado – agradeço – Por favor, Cait Snow, onde está? – pergunto a atendente.

—Em cirurgia – a voz de Diggle chama minha atenção – Acabaram de subir com ela Tommy.

—Quero vê-la... Preciso vê-la John – peço, me apoiando na perna boa – Me leve até ela por favor!

—Vamos todos juntos! – Oliver afirma, juntando-se a nós.

—Venham, me sigam – Diggle pede e o fazemos.

Quando chegamos ao andar onde Cait estava, sou informado por meu pai de tudo que havia acontecido na empresa, Anitta ajudando. Enquanto conversávamos, a obstetra de Cait, doutora Glorie, aparece no corredor.

—Doutora, por favor, me deixe entrar na sala, me deixe assistir a cirurgia – peço antes mesmo que tenha a chance de falar – Preciso vê-la!

—Não sei se é ima boa ideia senhor Merlyn – diz, insegura.

—Por que? O que houve? Como ela está? – me desespero.

—Doutora, se puder, melhor deixa-lo entrar antes que surte – Eddie sugere.

—Continuo achando que não é uma boa ideia – sustenta.

—Por favor. Não vou dar trabalho. Só quero ficar perto de Cait -imploro, acabando por convencê-la.

Quando entro na sala de cirurgia (depois pôr a roupa de proteção), ainda não estão retirando meus filhos. Me posiciono ao lado da cama onde Cait se encontra.

—Thomas, vamos retirara os bebês agora. Caso sinta-se mal me avise – doutora Glorie aconselha – E tente ficar calmo. Não quero ter que te sedar também – afirma, voltando-se para a equipe médica.

Me concentro em Cait, conversando baixinho com ela, pedindo-lhe que tivesse força, lembrando-a que estava a seu lado.

Ao contrário do que esperava, a cesariana para retirado dos bebês é relativamente rápida e tranquila.

Um a um vejo meus filhos sendo trazidos ao mundo. Primeiro uma das meninas. Segundos depois, o menino, o menor dos três fetos. Mais alguns segundos e a outra menina é retirada do útero de Cait e colocada junto aos irmãos em uma incubadora.

—Quer ver seus filhos Thomas? – a obstetra me chama e, com um certa dificuldade por conta do joelho (a esta altura inchado e doendo muito), me aproximo da incubadora onde estão.

—Por que não estão chorando? – questiono, preocupado, observando-os, respirando aliviado ao vê-los se mexer, ouvindo seu choro baixo ao me aproximar mais.

—São prematuros. O choro as vezes demora e é mais baixo – diz uma das enfermeiras.

—São tão pequenos! Tão ..frágeis! – exclamo, sobressaltando-me ao escutar vários apitos dentro da sala – O que houve? – me volto para Cait, assustado com sua palidez – Cait??

—Thomas, melhor que saia agora – aconselha a médica, segurando meu braço.

—Não vou a lugar nenhum! – digo, aparentando uma calma que estava longe de sentir – Quero ficar. Não vou sair! Cait precisa de mim – sustento, me apoiando na cabeceira, aproximando meu rosto do seu, a dor me fazendo ajoelhar apoiando a perna boa no chão.

—Deixe-o, não temos tempo a perde! – o cirurgião diz – Fiquem de olho – ordena, voltando a concentrar-se em Cait.

A movimentação a nosso redor é imensa: enfermeiras passando de um lado para outro, ordens sendo dadas, maquinas apitando, mas tudo que vejo é o rosto de Cait próximo ao meu, a palidez de sua pele acentuada pela luz, o peito mal se movendo por conta da respiração fraca. Neste momento, tudo que consigo pensar é que não posso perde-la...

—Cait, não me deixe por favor! Não vou conseguir viver sem você! – peço, beijando seu rosto frio, as primeiras lagrimas escapando de meu controle – Não me deixe...I never mean to cry, started losing hope, but somehow baby, you broke through and saved me.... cantarolo em seu ouvido, soluçando .... You’re na angel, tell me you’re never leaving; Cause you’re the first thing I know I can believe in... — fico em silencio, minha voz presa na garganta, escutando os sons a meu redor de olhos fechados segurando seu rosto em minhas mãos, perdido em lembranças boas e ruins.

—Thomas, precisa sair agora. Temos que leva-la para a UTI – a voz da médica de Cait me desperta do devaneio -Thomas – chama novamente, a mão em meu ombro.

Aceno afirmativamente, levantando devagar, ainda sem entender muito bem o que estava acontecendo, beijando-a antes de me afastar para que a levassem embora, me deixando conduzir para fora da sala até uma cadeira.

—Houve uma complicação durante o parto. Lembra aquele tumor que estávamos acompanhando? – questiona e aceno positivamente, sem conseguir falar – Pois bem, ele rompeu e tivemos que retirá-lo. E infelizmente o útero também teve que ser extraído – prossegue após alguns segundos – Fizemos a laqueadura. Cait perdeu muito sangue. No momento está estável. Vamos deixa-la...- a médica se cala, me fazendo erguer o rosto para ela.

—Thomas! – ouço minha mãe chamar fazendo com que me voltasse para o corredor, vendo-a se aproximar com meu pai e os pais de Cait – Como ela está? E os bebês? – pergunta, sentando a meu lado, beijando meu rosto.

—Como estava explicando para Thomas – a obstetra de Cait recomeça, explicando para nossos pais o que havia se passado – Cait está estável. Vamos deixa-la na UTI hoje e talvez amanhã o dia todo. Os bebês estão na incubadora na UTI neo natal – avisa – Podem vê-los se quiserem mas apenas pelo vidro por hoje. Amanhã poderemos começara a liberar visitas lá dentro – avisa – Quer ver Cait? – questiona, me olhando.

—Quero – assinto, ficando de pé, me apoiando na parede para não cair com a dor no joelho.

—O que houve filho? – meu sogro pergunta franzindo o cenho.

—Acho que torci o joelho quando pulei do andaime – digo, fazendo uma careta de dor ao tentar andar – Droga! – xingo, me apoiando na parede novamente.

—Melhor dar uma olhada nisso antes de vê-la – aconselha doutora Glorie – Venha comigo, vou te levar até uma das enfermarias

—Nós te ajudamos – meu pai e meu sogro se prontificam, me apoiando em seus ombros, um de cada lado – Não pise no chão para não forçar ainda mais- recomenda meu pai.

—Ethan e Maddie, onde estão? – pergunto.

—Com Felicity, Oliver, Sara e Ray já que Thea estava , nervosa, por assim dizer – minha sogra comenta – Posso ver minha filha? -pede.

—Evidente que sim – responde doutora Glorie – Acompanho vocês até lá depois que deixarmos Thomas sendo atendido – afirma e assim o faz.

Depois que sou atendido (a radiografia mostrando que estava certo, minha perna sendo mobilizada), vou até a UTI a fim de ver Cait, acabando por encontrar meus filhos lá também em companhia de nossos amigos.

Junto-me a eles, tranquilizando-os quanto a minha perna. Permanecemos do lado de fora por alguns minutos, observando-a. Depois seguimos, ainda juntos, para a neo natal onde vemos, também de fora, os bebês, um pouco mais ativos agora.

—Agora que está tudo bem, dentro do possível -Thea começa, sorrindo minimamente – Que tal irmos comer alguma coisa? Já passa das oito da noite e não comeram nada.

—Não estou com fome tia – escuto Maddie dizer, Ethan anuindo.

—Precisam se alimentar meus amores – minha mãe ralha – E você também filho – volta-se para mim.

—Vão vocês. Daqui a pouco como algo na cantina do hospital mesmo – digo, voltando-me para meus filhos – Vão com sua avó. Comam, tomem banho e troquem de roupa. Daqui a pouco vou para casa.

—Mas pai, queremos ficar com você, com Cait e os bebês – Ethan reclama.

—É pai. Podemos ir para casa quando for – Maddie argumenta.

—Não. Quero que vão agora Maddie – ordeno – Andem logo. Sem discussão! – admoesto-os, ambos baixando a cabeça, tristes – Leve os dois por favor mãe -peço.

—Thomas, deveria ir também – meu pai recomenda, erguendo as mãos diante de meu olhar -Ok, não está aqui quem falou. Vamos Rebeca.

—Também vamos indo – Oliver afirma – Tenho que levar notícias a minha mãe antes que enfarte! – exclama – Quando quiser ir embora é só me ligar e te busco Tommy – oferece.

—Eu o levo Oliver, não se preocupe – meu sogro diz – Nós também vamos ficar mais um pouco -avisa.

—Agora fico mais tranquila – minha mãe fala, me dando um beijo no rosto – Tente relaxar um pouco meu amor – pede.

—Pode deixar – digo, me voltando para meus filhos – Venham aqui – chamo, me agachando – Desculpem se estiver sendo meio rude com vocês. Só estou um pouco nervoso e quero ficar sozinho alguns minutos. Daqui a pouco vou pra casa – garanto, beijando seus rostos, recebendo um abraço duplamente carinhoso.

Depois que vão embora, acompanho Anthony e Asheley até a UTI neo natal, passando algum tempo juntos observando os bebês, seguindo para ver Cait novamente.

Por volta das dez e meia, estamos de saída quando uma enfermeira intervém, dizendo ser paroquiana de meu sogro, pedindo que desse uma benção a um garotinho que estava internado.

—Pode ir. Eu espero aqui – digo, sentando na recepção.

—Não vou demorar – avisa, seguindo a enfermeira em companhia da esposa.

Recosto a cabeça a parede, olhando de lado, notando um pequeno jardim interno com uma construção ao centro de onde vinha uma música suave. Me levanto devagar, caminhando até o lugar, percebendo que se tratava de uma capela.

Entro, caminhando lentamente até os bancos da frente, sentando na segunda fileira, passando a comtemplar o altar, me pegando rezando baixinho.

—Deus, sei que não tenho sido uma pessoa exemplar. Mas estou me esforçando para mudar e Cait tem grande parcela de responsabilidade nisso – digo, continuando – Não me deixe sem ela, por favor. Não aguento passar por tudo aquilo uma segunda vez.... Se tiver um pouquinho só de crédito com o Senhor e puder pedir-lhe algo, peço isto: não me deixe sem ela! Nem sem meus filhos! Nenhum deles -encosto minha cabeça nas costas do banco, fechando meus olhos, respirando fundo, escutando a melodia suave, o cansaço por fim me vencendo.

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Capela do hospital Memorial (manhã de sábado, 6/5 – 08:40 a.m)

Narrador

— Pai? Pai? – Maddie chama, tocando o rosto do pai, o irmão a seu lado – Papai, acorde! -pede, sacudindo-o de leve.

—O quê? O que foi? – Tommy desperta, sentando-se rápido, fazendo uma careta ao sentir o corpo dolorido, massageando o pescoço, olhando ao redor – Onde est...- as lembranças do dia anterior ressurgem em sua mente – Cait! ..Os bebês! – exclama, voltando-se para os filhos – Que aconteceu?

—O senhor dormiu aqui – Ethan explica, ficando de pé em frente ao pai – Vovó e vovô Snow pensaram que tinha cansado de esperar por eles e que tinha pego um taxi e ido para casa – explica.

—Nós também pensamos que tinha para nosso apartamento e não para casa da vovô... o que estava fazendo aqui pai? Rezando? – Maddie quer saber.

—Estava sim filhota – admite, acariciando seu rosto – Rezando por nós – afirmo, vendo-a sorri.

—Nós também rezamos pai – diz, o sorriso aumentando – E funcionou! – vibra a menina – Assim que chagamos e os avós foram perguntar o médico disse que os bebês estão muito bem e que nossa mãe também está e que será...

—O que disse filha? – questiona o empresário, interrompendo-a – O final de sua frase – explica ao vê-la franzir o cenho.

—Que nossa mãe está bem – Ethan repete – Cait vai casar com você né pai? – interroga o garoto, sorrindo ao vê-lo confirmar com um aceno – Então ela vao ser nossa mãe!

—Madrasta é o termo correto filho – corrige-o.

—Não pai, Cait vai ser nossa mãe – Maddie sustenta – Não vamos chama-la de madrasta! Ela vai ser nossa mãe! – pontua a menina, erguendo o queixo, o irmão concordando – A menos que ela não goste que a chamemos assim...Acha que ela não vai gostar? – pergunta, indecisa.

—Gostar não... Vai amar! – assegura o empresário, abraçando-os.

—Encontramos o sumido! – Barry exclama, entrando na capela seguido por Oliver, Emilly, Felicity e Sara.

—Você quer dizer as crianças o encontraram – Sara o corrige, estapeando Tommy assim que se aproxima dele – Não bastava o susto de Cait você também resolve nos pregar uma peça é? Quase enlouquecemos quando te procuramos hoje cedo e não te encontrávamos em lugar nenhum.

—Desculpem, não foi de proposito – pede – Entrei aqui enquanto esperava Anthony e acabei adormecendo – explica-se, ficando em alerta — Alguma notícia de Cait e dos bebês? As crianças disseram que estão é isso mesmo??

—É sim. Os bebês e Cait estão reagindo bem – Felicity afirma, sorridente – Ela já deve, inclusive estar no quarto agora – revela, fazendo-o levantar-se – Devagar para não estourar o outro joelho! – recomenda.

—Estou tendo – assegura o empresário – Vamos. Quero vê-la – chama, caminhando com os filhos.

No hospital, o médico explica que, como Cait estava reagindo bem, não havia necessidade de mantê-la na UTI mas que não estava liberada, indicando qual quarto ele estava.

Ao chegarem, Tommy encontra os pais de Cait e os seus no quarto esperando-a acordar da sedação, levando uma bronca coletiva.

Cait só acorda cerca de quarenta minutos depois, sorrindo levemente ao ver Tommy, recebendo os beijos dele, das crianças e dos pais bem como o carinho de todos, voltando a dormir minutos depois que acordara sem dizer nada.

Nos dias seguintes, Tommy se reveza entre o quarto dela e a UTI neo natal onde os bebês ainda estavam.

Duas semanas depois, Cait já está mais forte.

—Quero ver meus filhos – pede, dirigindo um olhar pidão para Tommy.

—Vou pedir uma cadeira de rodas e perguntar ao médico se já pode – Tommy avisa – Vocês dois, quietos. Isto aqui é um hospital. Nada de bagunça! – adverte os filhos, que sorriem de volta, sentados um de cada lado da cama de Cait.

Depois de falar com o médico e conseguir uma cadeira, Tommy ajuda Cait a sentar-se, seguindo par a UTI neo, sempre acompanhados por Ethan e Maddie, batendo discretamente no vidro como sempre fazia para anunciar sua presença.

—Nossa, até parece que eles já sabem que é o senhor! – exclama a enfermeira encarregada, entregando-lhes trajes de proteção na ante sala – Estavam quietinhos até ouvirem as batidas, ai se agitaram! – diz, conduzindo-os até a incubadora.

—Olá filhotes, papai chegou! – Tommy fala próximo ao vidro – E hoje trouxe visitas muito especiais! Mamãe e seus irmãos vieram ver vocês mais de pertinho – diz, sorrindo.

—Oi meus amores! Que saudade de vocês! – Cait sussurra, tocando o vidro.

—Nossa, parece que eles cresceram! Ou será que era o vidro que deixava eles mais pequenos, pai? – Ethan indaga.

—Eles cresceram sim – a enfermeira diz – Um pouquinho só mas cresceram. Querem tocar neles? – pergunta.

—Podemos? – Ethan e Maddie perguntam juntos, animados.

—Podem com cuidado, através destas luvas aqui – Tommy mostra enquanto ajuda Cait a introduzir a mão – Maddie, fique deste lado com Cait e Ethan fica comigo – orienta, ajudando-os a porem as luvas antes de pôr as suas.

—São tão frágeis! – Maddie exclama – Dá medo de tocar.

—É só ter cuidado meu bem. Assim – Cait a orienta.

—Olha só, ele segurou meu dedo! – Ethan vibra, franzindo o cenho ao notar uma etiqueta na lateral – Que números são estes?

—É para identifica-los – a enfermeira explica – Para que possamos saber quem é quem. Normalmente pomos os nomes, mas como ainda não sabemos os deles...

—Verdade. Está na hora de escolher pai, mãe – Ethan diz, fazendo Cait olha-lo, surpresa.

—Caio – Maddie diz de repente – Ele pode se chamar Caio, porque está sempre rindo! – justifica.

—Caio...gostei! – Cait concorda, segurando a mão de uma das meninas – E você é minha pequena Beatrice! Porque me trouxe muita felicidade! – diz, sorrindo.

—Caio e Beatrice... Agora só falta você – Maddie aponta a outra bebê que segura o dedo de Tommy – Qual o nome dela pai?

—Hannah – diz, depois de alguns segundos.

—Graciosa! – a enfermeira diz, aproximando-se com uma etiqueta – Serão estes mesmo? – pergunta, recebendo um aceno positivo, escrevendo na etiqueta, trocando a antiga pela nova com os nomes escolhidos: Hanna, Beatrice e Caio.

"...You're holy, holy, holy, holy

I'm high on loving you, high on loving you

You're holy, holy, holy, holy

I'm high on loving you, high on loving you...."

H.O.L.Y

Florida Georgia Line

Notas finais
Bjinhos flores!