Perdidos no inferno

3 Episódio 1: Gritos - Capítulo 1B


Notas iniciais
Finalmente venci a preguiça e postei um novo capítulo, prometo não demorar mais. Percebi que quase ninguém está lendo um dos capítulos, eu estou fazendo essa história para vocês, não fará mal vocês lerem ela.

Carolina Vieira

Eu estava meio indecisa, mas a resposta parecia fácil.

Claro que sim! Eu não estou a fim de ficar em casa enfornada nesse sábado, se aqueles marmanjos aparecerem é só a gente ignorar eles. — Amanda decide.

Eu pensei um pouco antes de falar, fazia tempo que aquela boate não vinha com um cantor verdadeiro, ainda por cima tinha um nome ridículo, mas valia a pena ir. Eu olho para o relógio, que aponta 11:05 (putz, é quase hora do almoço).

Tudo bem, é quase hora do almoço, preciso ir agora. — Eu aviso, mudando de assunto.

Tchau amiga, te vejo na balada. — Ela se despede brincando.

Eu também, tchau. — Eu disse, meio que grossa.

...

Cheguei em casa, uma pequena casa amarela com orquídeas decorando o jardim. Abri o portão com a chave que eu tinha e entrei. O silêncio me incomodava, eu estava acostumada com as latidas de Toby, mas parecia que ele estava quieto hoje. Ignorei e entrei pela porta da frente, a sala estava arrumada, um conjunto de sofá alaranjado estava encostado na parede á minha direita e perto da porta de entrada. A TV estava na minha esquerda desligada.

Mãe! O almoço está pronto? — Eu decido perguntar.

Não, espere mais uns minutinhos. — Ela responde.

Eu já esperava essa resposta, o almoço normalmente está pronto ás 11:45 horas, parece meio cedo para almoçar, mas minha mãe tem que trabalhar ás 12:30 horas, então não daria tempo de almoçar no horário normal. Eu não tinha nada pra fazer mesmo, é sábado e só vou sair ás 6:00 horas. Aproveitei e liguei a TV, consegui assistir o final de Encontro com a Fátima Bernardes. Depois começou o Paraná TV, eu normalmente não gosto desse programa, mas uma notícia me deixou intrigada:

Uma doença está causando pânico na população, as pessoas começam a atacar as outras e cometer atos de canibalismo. Quem sobrevive o ataque dessas pessoas começa a ter febres altas, e em pouco tempo as vitimas perdem a vida e voltam atacando. Ninguém sabe nada disso ainda, alguns hospitais e laboratórios fazem a pesquisa do causador dessa doença, mas até agora não encontraram nada. O governo decretou estado de emergência e todo mundo tem que ficar em casa e não abrir a porta para ninguém que esteja com marcas no corpo. — Um repórter avisa.

(Que doença é essa!?) Eu penso. Percebo que minha mãe está olhando, com uma cara de espanto. Eu olho para a TV de novo, eu vejo vários policiais cercando alguma coisa, provavelmente já morta.

É bem assim que as estradas de Curitiba estão, 25 pessoas foram atacadas por um grupo de infectados, 7 delas estão internadas em caso grave. — Um outro repórter avisa, na calçada que está do outro lado da roda de policiais.

Parecia mais uma noticia simples, mas me lembrei de algo que aconteceu na minha cidade. Parei de pensar e olhei de novo para a TV, que estava de volta ao lounge de noticias.

O Brasil inteiro está em estado grave e os cientistas avisam que caso você seja mordido, você terá apenas 1-3 horas de vida, dependendo do seu estado. — O primeiro repórter avisa, ainda sério, mas dava para perceber seu espanto.

(Henrique, ele estava mordido por uma daquelas coisas) Eu pensei, colocando minha mão na boca. Eu vou até a cozinha e vejo que o almoço já está pronto, arroz, feijão, salada, macarrão com carne moída e suco de laranja era o meu almoço. Eu sentei em uma cadeira perto da parede e olhei para minha mãe, que estava sentada á minha esquerda suada, e começo a me servir com salada e macarrão.

Eu não acredito nessa noticia. — Eu falo para minha mãe.

Ela olha para mim colocando alface na boca, ela era loira que nem eu e ainda parecia ter 30 anos, exceto pelo fato de ela estar usando avental e ter manchas de óleo nos braços. Eu acabo de colocar arroz e feijão, mas ainda não dei uma primeira garfada.

Eu acredito, mas normalmente é colocada em controle. — Ela responde de boca cheia, desviando o olhar de mim.

Mãe, eu posso? — Eu mudo de assunto e mostro o bilhete que um grupo me deu.

Ela primeiro olha para o bilhete, demorando 10 segundos para responder.

Espera ai, essa é a Boate do Prazer, eu não gosto dessa boate. — Ela responde negativamente.

Sim, mas o que tem? — Eu pergunto.

Você é muito nova para ir nessa boate, eu não quero que você acabe transando com um vagabundo. — Ela responde irritada.

Eu não vou ficar lá por muito tempo, eu só vou conhecer o cantor Kauê. — Eu aviso.

Mesmo que você fique sem beber, sempre vai ter aquele vagabundo que vai querer transar com você. — Ela responde ainda mais irritada.

Mãe, não vamos brigar sobre isso. — Eu finalizo a discussão, que estava começando a ir mal.

Mas você não vai naquela boate, está entendido? — Minha mãe responde, com aquela cara de chateada.

Está. — Eu respondo, para finalizar aquela discussão.

(Comecei o sábado levando esporro da minha mãe,o que mais podia acontecer?) Eu penso, eu queria ir naquela balada, mas minha mãe não vai deixar, a não ser que eu vá sem ela perceber, mas ela provavelmente vai estar em casa ás 6:30. Eu continuo almoçando planejando o que fazer.

Paulo Bernardez

Depois de uma manhã cansativa entregando bilhetes, finalmente acabou, o que Chris diz.

Ufa! E agora? — Henrique pergunta.

Agora vou ganhar 100 reais, eu ganho 1 real a cada bilhete entregue. — Chris responde.

Você nos deve 25 reais para cada um então. — Rodney avisa, me impressionando com sua matemática rápida.

Desde quando você era bom em matemática, Rodney? — Chris brinca.

Eu já estou acostumado a contar dinheiro. — Ele responde.

Já podemos ir na balada? — Eu pergunto.

Claro, eu vou ganhar mais 100 reais se eu ajudar a arrumar as decorações. — Ele avisa.

Se quiser, eu posso ajudar, mas vai ter que dividir o dinheiro comigo. — Eu aviso.

Pensando melhor, não. — Chris responde.

Eu tenho que ir, estou um pouco cansado. — Henrique avisa.

Tudo bem, tchau Henrique! — Chris se despede.

Tchau, a gente se vê depois. — Henrique responde.

Tchau! — Eu e Rodney despedimos.

Henrique começa a caminhar para o lado contrario, mas logo viro a atenção para Chris.

Vamos ver como está a preparação da festa. — Eu aviso para Chris.

Tudo bem. — Ele responde.

Chegamos até a Boate do Prazer, um grande cartaz cobre a maior parte da frente da boate, nós caminhamos até o estacionamento, que tem alguns carros, e entramos pela porta do estacionamento para dentro da boate.

Aqui está! Daqui a pouco o cantor chega. — Chris avisa.

Varias mesas de vidro redondas estavam posicionadas em diagonais, as cadeiras de palha estavam enfeitadas com almofadas vermelhas, tinha também mesas VIPs, que ficavam em um canto e tinha sofá vermelho. O bar estava logo depois das mesas VIPs, com varias garrafas de Vodka, Whisky e outras bebidas alcoólicas, um bartender estava limpando varias taças de vinho. Do outro lado estava um palco enorme, onde um musico afinava os instrumentos.

Uau! — Rodney se impressiona.

Se quiserem vocês podem beber um pouco enquanto eu arrumo as decorações, mas vê se não bebam demais. — Chris avisa.

Tudo bem. — Eu simplesmente falo.

Chris começa a caminhar em direção á um homem de terno preto, parece ser o tio dele. Eu e Rodney sentamos em uma cadeira do bar.

Eu quero água. — Eu peço para o bartender.

É pra já. — Ele responde.

Água? — Rodney pergunta.

Eu não estou a fim de tomar álcool agora. — Eu respondo.

Tudo bem então. — Rodney responde, perdendo a surpresa.

Notas finais
Primeiro, eu quero me desculpar com a demora, eu resolvi deixar um tempo para vocês decidirem, mas acabei ficando ocupado e sem muita inspiração. Vou tentar ser mais ativo. Segundo, eu quero agradecer a Camilla Solli por ter favoritado a fanfiction, se quase ninguém lê, imagina favoritar. Terceiro, eu sei que esse capítulo ficou meio chato, mas o próximo vai ter muita ação, eu só estou deixando assim para poder explicar momentos antes disso tudo acontecer. Quarto, eu agradeço para qualquer um que ler essa fanfiction, mais ainda se postar um comentário.