Notas iniciais
Yo, caros compatriotas acompanhantes dessa fic morta-viva xD
Bom, decidi dar aquele monster reborn maroto nela, com um cap. , creio que bom (me esforcei nele, não é atoa que demorei)
Bom, espero que curtam de verdade ele =p
Boa leitura.

O albino estava deitado no chão, enquanto segurava internamente os gritos que desejavam escapar de sua garganta, rasgando-a por completo, e mesmo assim seria menos doloroso do que ele estava passando. Ele estava estirado sobre o solo, sentindo cada galho seco que estava sob ele, tudo para desviar a atenção de sua perna, ou o que sobrou dela. O garoto ainda se culpava, por ter perdido logo uma perna, algo que ele daria um braço para ter. Ele deitou a cabeça, na grande pedra a qual ele estava se apoiando, enquanto Arme tratava de seus ferimentos cuidadosamente.

— Argh... — Lass gemeu, enquanto se sentia no limite de poder suportar a dor que lhe assolava.

— Me... me desculpe Lass. — Arme abaixou a cabeça, enquanto afastava as mãos encharcadas de sangue, da perna de Lass. — E-eu só estou...

— Eu sei Arme, não fique se culpando ok? A única coisa que sinto por você é gratidão, por ter me salvo, eu devo minha vida a você, baixinha. — Lass forçou um sorriso, enquanto estendia a mão limpa dele para afagar os cabelos sedosos da pequena garota, que no mesmo instante teve as bochechas invadidas pelo tom vermelho.

— De nada... — E logo que pronunciou essas palavras, ela voltou a se concentrar em cuidar do ferimento do garoto. O sangue já havia ressecado em volta da carne nua, enquanto a mesma estava começando a tomar uma coloração negra, e Arme se esforçava para limpar. Lass cerrou os dentes durante todo o processo, e quando finalmente Arme finalizou, a mesma pegou o pedaço de blusa que ela havia rasgado anteriormente, e cobriu o ferimento, já que agora ultilizava uma corda de verdade para estancar o a perna do albino. Apesar de saber que a situação não era nada boa, Arme deu um breve sorriso de trabalho bem feito, e no mesmo instante, desabou na terra, de sono.

— Mas que garota... — O albino a observava, enquanto via ela se encolher de frio no chão. No mesmo instante ele olhou para sua perna, vendo o pedaço de Blusa dela preso ao seu resto de perna, e pôde imaginar o quão frio ela devia estar sentindo, com a barriga exposta agora a noite. — É cada uma que eu encontro... — Lass atirou seu corpo para frente, se apoiando em suas mãos antes de cair no chão, e rastejou sobre os galhos secos, até se encontrar ao lado de Arme, a qual ele a abraçou por trás, puxando o corpo da pequena de encontro ao seu. A mão do albino sentia a pele nua, e fria da barriga da pequena, e logo ele se pôs a envolvê-la com seus dois braços. O rapaz estava exausto, e após ver a pequena se aninhar ainda mais em seus braços, ele apenas deixou o sono o invadir de uma vez.

O moreno que estava deitado de barriga para cima, sobre o assento de sua nova moto, apenas esboçou um sorriso, enquanto se entregava para o sono também.

Arme foi a primeira a acordar. E a garota simplesmene não sabia o que fazer, pois, ela estava aninhada nos braços de Lass, cujo a abraçava firmemente. O instinto dela era gritar, talvez por medo do que pudesse acontecer, ou somente por não saber o que fazer mesmo. Mas ela estava gostando. Querendo ou não, ela sentiu o sangue correr para as bochechas dela, enquanto sentia um certo prazer, em estar nos braços firmes do albino, e por esse motivo, ela decidiu se encolher ainda mais, enquanto fechava os olhos para esperar ele acordar...

— Ei dois pombinhos, vamos nos levantar logo. — Arme entreabriu levemente um de seus olhos, e pela pequena fresta, observou Sieghart em cima da moto observando os dois. — Vai ser da forma difícil é? — Arme observou o moreno enfiar a chave na moto, e se ele fizesse o que ela pensava, logo teriam de sair dali por conta do barulho que ia atrair os Zumbis. Arme deu um salto, escapando dos braços de Lass, e fazendo o pobre albino rolar para longe com o impulso.

— Err... Bom dia Sieg! — Arme olhava para qualquer lugar, que não fosse o rosto risonho de Sieghart.

— Bom dia pequena pombinha, como se levantou tão rápido, e derrepente mesmo? — Sieg agora se divertia, enquanto observava a garota sem jeito a sua frente.

— Bom... eu... eu estava tendo um pesadelo. — Arme estava extremamente corada, enquanto tentava não observar o rosto maroto de Sieghart que a encarava.

— Claro claro, imagino que um monstro branco com braços grandes tentou te devorar né? Huahuahuahuahuahuahua! — Sieghart estava quase rolando de rir em cima da moto, enquanto observava a pequena ficar ainda mais vermelha com a vergonha que a invadia.

— Mas que escandâlo é esse? — Lass rolava no chão, até conseguir se sentar, apoiando seus braços atrás de sí.

— Estavámos falando sobre o abominável homem das neves, que ataca as garotinhas naquele clima frio, né Lass? — Sieg não conseguia disfarçar a graça que ele achava daquela situação, ainda mais por que ele ainda viu Lass corar com sua última frase.

— Tem sorte de eu estar sem uma das pernas, Sieghart, se não eu me levantava agora mesmo para acabar com a sua raça. — A simples lembrança do fato de que Lass estava sem a perna dele, foi suficiente para restaurar o clima mórbido que cercava a todos.

— Nós temos de seguir em frente... vamos arrumar logo as coisas. — Lass e Arme apenas concordaram com a cabeça, enquanto arrumavam as coisas para a partida.

Sieg desceu da moto, e então um breve sorriso se espalhou pelo seu rosto novamente, enquanto ele via a obra prima que Arme havia montado na noite anterior. Mais tarde, depois de já terem fugido, e atraído os zumbis para longe da casa, Arme voltou lá sozinha, para pegar curativos para Lass, e algumas coisas na garagem, que ela achou necessárias. E assim então, a pequena conseguiu improvisar, e com êxito, amarrar definitivamente o skate á moto, agora preso a ela por correntes, e com algumas cordas para segurar Lass, e duas barras de aço, de cada lado do skate, para que o albino tivesse onde se apoiar, ou para estabilizar o skate. Estava literalmente uma obra de arte, e o morena não tinha dúvidas, do por quê a garota havia sido chamada tão cedo para a universidade.

— Lass, até me esqueci, eu pretendia ficar com ela para mim, mas creio que agora quem precisa mais é você. — Sieghart jogou então, um objeto prateado na direção do rapaz, que logo segurou o objeto ainda no ar.

— Putz Sieg... apenas uma dica, não jogue armas assim para as pessoas, é perigoso, ok? — Lass segurava a arma com curiosidade, apesar da breve irritação.

— Um "obrigado" também servia, mas tudo bem. — Sieg se aproximou de Lass, pegando-o sob os ombros, e o levando até o skate dele.

— Obrigado... — Lass não suportava essa situação ridícula o qual era obrigado a passar, porém logo se acomodou em seu lugar, inclusive achando-o um tanto confortável, pois Arme fizera questão em projetar um apoio para as costas, pupando Lass de ter que se esforçar 100% do tempo para se manter ereto.

— De nada, e bom, agora, vamos partir. — Sieg montou na moto, logo seguido de Arme, que, ficou receosa em ter de abraçá-lo para se firmar. Porém logo que ouviu o motor dela rugindo, abraçou o moreno no mesmo instante. — Se apertar muito eu apaixono hein. — Sieg deu uma última risada, ao observar a face corada de Arme sobre o ombro dele, e então partiu com a moto.

A paisagem corria pelos cantos da estrada, enquanto o pequeno grupo avançava em direção a próxima cidade, apenas buscando saber se todos os lugares realmente estavam desertos dessa forma, Lass já havia se entregado ao sono novamente, enquanto repousava no apoio improvisado para seu corpo. Arme apenas seguia, cada vez mais desanimada com as vilas desertas, e os corpos encontrados vez ou outra na estrada.

— Arme, você fez as cordas que seguram Lass ali bem firmes? — Sieg perguntou, sem sequer se virar para trás.

— Fiz sim, as cordas e as correntes... por quê? — Arme não conseguia imaginar nada de bom vindo daquele moreno.

— Nada, só estou achando a viagem chata, queria distrair um pouco. — Assim que o moreno acabou de falar, Arme se inclinou para frente, até ver o rosto de Sieghart, risonho. — E aliáis, eu disse que se apertar muito eu apaixono hein. — Sieghart virou seu rosto rapidamente, roubando um selinho da garota, que por um instante afrouxou os braços em voltas de Sieg, com o sangue lhe correndo pelas bochechas.

— Se-seu tarado! — Arme dava leve tapinhas nas costas de Sieg, enquanto o mesmo seguia rindo.

— Eu iria me segurar mais firme, se fosse você. — Sieg apenas inclinou a moto para o lado um pouco, e assim que Arme viu o corpo estirado ali na frente, se segurou com força no moreno, sentindo seu corpo levantar da moto, assim que passou sobre o cadáver.

— Lass! — Arme se virou para trás, vendo o albino quase voar do skate, para então bater com força no chão, acordando na hora. — Sieg, ele estava dormindo, e se o skate tivesse virado durante o pulo?! Seu irresponsável! Idiota! — Arme continuava dando tapinhas nas costas de Sieg, que a essa altura, já estava gargalhando.

— Ah... relaxa ai, ou melhor, dá uma olhada ali na frente. — Sieg tirou uma das mãos do guidom, e apontou para o horizonte, revelando a silhueta assustadora de uma cidade praticamente morta. — Acho que encontramos o que estávamos procurando então. Exceto pelo fato que ela parece um pouco mais morta do que deveria estar.

Lass se esgueirou sobre seu skate, para olhar na direção da cidade, assim como Arme se inclinou também. Não parecia estar muito distante, e com sorte, eles chegariam lá em pouco tempo.

— Muito bem, parece que ao menos já estamos perto... vamos nos acalmar então. — Sieghart assumiu uma postura séria, enquanto acelerava a moto em direção a cidade fantasma.

Pouco tempo depois, o pequeno grupo já cruzava as ruas da cidade, agora, a moto andando lentamente, e em silêncio. Os três olhavam para os prédios vazios, em plena luz do dia, e ficavam apreensivos com o que poderiam encontrar mais para frente, ou pior, com o que eles não poderiam encontrar. Eles seguiram pelas ruas, até que o moreno parou então a moto no meio da rua.

— Não tem nimguém aqui. — Sieg suspirou, decepcionado por não encontrar nada.

— Agente devia procurar mais um pouco, talvez... — Arme sussurava ao ouvido de Sieg, porém assim que notou o olhar dele, se calou. Ela já estava começando a entender que criar esperanças nesse mundo não ia dar certo.

— Arme, leve o Lass ali, — Sieg apontou para uma mercearia ali na esquina, cuja porta ainda estava aberta, porém sem nenhum movimento dentro dela. — Que eu vou apenas dar um volta para achar um posto. Se precisar de ajuda, não grite, apenas espere. — Arme concordou com a cabeça, e logo desceu da moto, enquanto levantava Lass, para deixá-lo se apoiar em seu ombro. Assim que sentiu os braços do albino em volta de sí, a pequena começou a corar novamente, porém disfarçou, enquanto apressava seu passo até a loja.

— Ei Arme... eu meio que não posso andar muito rápido sabe... — Lass dirigia um sorriso triste para Arme, enquanto se esforçava para mancar atrás dela, que foi invadida pela culpa de ficar fazendo coisas estúpidas repetidamente.

— Me desculpe... — A garota seguiu em silêncio, e lentamente com o rapaz até o interior da loja, onde por fim decidiu deixá-lo atrás do balcão. A pequena deitou o albino no chão suavemente, apesar de não ser muito forte, e como consequência, acabou caindo sobre ele durante o esforço.

— Tenha mais cuidado, Arme... — O rosto da pequena estava próximo ao dele, e ela pode notar que o rapaz estava com um sorriso brincalhão, apesar de tudo. O caso que Arme foi notar tarde de mais, é que esse sorriso brincalhão estava ficando cada vez mais perto dela, até Lass selar seus lábios na pequena de uma vez por todas.

No início Arme ficou sem saber o que fazer, apenas estática enquanto estava deitada sobre Lass, e sendo beijada por ele, mas então, como se seu corpo reagisse, ela devolveu o beijo na mesma medida, apesar de ainda inibida, pelos seus medos. Até que por fim, sua vergonha gritou mais alto, e a pequena interrompeu o beijo, se distanciando do albino até a vitrine da loja.

— Me descupe, eu realmente não deveria ter... — Lass foi interrompido, pelo barulho de vidro se quebrando atrás de Arme, enquanto um jovem de cabelos negros se debatia com Arme no chão.

— Socorro, Lass! — Arme rolou no chão, empurrada pela força do rapaz, enquanto o albino ficava atrás do balcão, fora do alcance da pequena garota. — Lass ele quer me morder! — A voz de Arme soava desesperada, enquanto Lass ficava ainda mais apreensivo, por ser tão lerdo sem a sua perna.

O albino começou a rastejar, enquanto ouvia os gemidos da pequena, que seguia esbarrando nas prateleiras do estabelecimento, produzindo inúmeros ruídos, literalmente chamando-os para o almoço. Lass retirou de sua cintura o revólver que Sieghart havia dado para ele hoje cedo, enquanto continuava rastejando lentamente até onde Arme estava.

— Calma Arme, eu já estou chegando, só mais uns instantes! — O albino seguiu até a beirada, de onde tinha uma mira perfeita de onde os dois estavam, porém seu dedo ficou imóvel no gatilho, temendo que pudesse acertar a pequena. E isso foi tempo o suficiente, para que os dois rolassem para fora da visão dele. — Droga! — resmundo ele, enquanto se arrastava para fora dali.

— Por favor Lass... eu... eu não vou conseguir mesmo segurar mais. — Lass ouvia a voz chorosa de Arme, e ficou desesperado. Se apoiando em apenas uma perna, e com o braço segurando no balcão, o albino se atirou contra a prateleira que separava os dois, caindo em cima dos condimentos e potes de vidro, e logo obteve a visão dos dois novamente.

O rapaz ignorou qualquer chance de falha, pois se ele não atirasse, ela iria morrer também. E então ele puxou o gatilho, apenas para ver o sangue e miolos esguichando na face da pequena, e logo o zumbi caiu de lado no chão, com a testa atingida.

— Ah... ah... Lass?! — A garota não teve tempo de se recuperar do primeiro choque, pois assim que olhou para o lado, viu o albino mergulhado no própio sangue, proveniente dos inúmeros cortes que ele levou. — Lass! — Arme se levantou correndo na direção dele, retirando-o de cima dos destroços e dos cacos de vidro.

— Eu não estou tão mal assim né? — Lass deu um sorriso forçado, com seu rosto ainda mais anêmico que o normal. Arme ignorou a brincadeira dele, enquanto vasculhava os bolsos dela atrás de bandagens e curativos, para o garoto.

— Seu irresponsável... mas... obrigada.. — Arme corou ao dizer essas palavras, e sem que o albino esperasse, a pequena o beijou. E mesmo ela tendo fechado apenas as feridas mais profundas, Arme agarrou o garoto ensanguentado assim mesmo, encharcando o pouco de roupa que ela ainda tinha no corpo.

— Nossa... que nojento, dois zumbis se pegando. — Sieghart entrava pela porta, surpreendendo o casal no chão. — Foi o quê? Nem me esperaram pra festa não é? Pelo menos se lembrem de me chamar pra ser o padrinho do casamento. — O moreno analisou o local, e logo deu um sorriso de aprovação, acreditando que ali seria bom para passar a noite. — Se bem que... do jeito que esse mundo está, eu vou acabar é sendo o padre.

Arme e Lass coraram no mesmo instante, mas acabaram rindo junto do moreno.

Sieg deixou Arme cuidar dos curativos de Lass, enquanto ele bloqueava as vidraçarias, pondo prateleiras na frente, e por fim bloqueando a porta com um mini freezer, que ele relutou em usar por ser muito estiloso.

Ao fim da noite, Lass e Arme estavam abraçados em um canto escuro do estabelecimento, enquanto Sieghart estava sentado sobre uma cadeira reclinável, apoiando os pés sobre o mini freezer, e observando as ruas pelo pequeno vão entre a prateleira e o vidro da loja.

— Pombinhos, não façam tanto barulho, a noite vai ser cheia. — Sieg encarava a rua agora, com o rosto sério, enquanto sussurava as palavras para Lass e Arme.

— Como assim? — Arme se retirou dos braços de Lass, e silenciosamente se dirigiu até onde Sieg estava, e levou as mãos a boca na mesma hora, para conter o grito.

A rua estava lotada de zumbis. De todos os lados, rastejando, andando sem sentido, ou girando no mesmo lugar, a rua estava cheia deles. Era como se fosse o desfile de carnaval de uma escola de samba formada por zumbis.

— Então, nerd, quer me explicar por quê esses zumbis deram uma de vampiros pra cima da gente? — Sieg desviou o olhar por um instante, para ver o rosto de Arme.

— Bom... se eles estão mortos... então a pele deles não se regenera mais. Ficar no sol muito tempo, só ia encurtar o pouco tempo de vida que resta para eles. Pelo menos eu acho... — Arme estava tremendo, e logo estava se dirigindo de volta para os braços de Lass.

— Nesse caso significa que, agora... — Sieg estava falando, apenas para ser cortado por Lass.

— Que agora a porra ficou séria.

Notas finais
Bom, aqui está =p
Acho que esse cap. ficou um pouco leve, apenas com um ou outra acontecimento marcante, mas, bom, espero que tenha sido divertido ler ele =D , é o objetivo da fic no fim das contas^^
Ah, agradeçam a Amanda (mentalmente ou nos reviews que me fizerem) por esse cap. , foi ela quem acabou insistindo o suficiente para eu reviver essa fic =P
Até a próxima, companheiros do apocalipse õ/
Thx & Cya.