Perdidos

2 Capitulo 2


Notas iniciais
Mais um capitulo espero que gostem. bjs da Nick

Capitulo 2

Eu fiquei no quarto por mais três horas sem sair de lá, aproveitei e fiz algumas atividades do colégio. Era incrível a quantidade de trabalho que eu tinha lá, e como eu não tinha internet os livros da biblioteca era minha única salvação o que demandava mais tempo de estudo pra mim.

Eu estou dobrando algumas das minhas poucas roupas quando John entra no quarto, ele não bate simplesmente entra no quarto, mesmo que também seja dele eu sempre sinalizo quando pretendo entrar.

—Eu poderia estar me trocando- Falo pra ele.

Ele caminha em direção a sua cama e se joga lá sem responder a minha fala. Eu reviro meus olhos e volto pra minha tarefa, não quero fica pensando enquanto meu irmão é um idiota.

— Não vai comer?- Pergunta a minha avó parada em frente a porta do quarto, primeiro penso que ela estar perguntando ao meu irmão, mas quando levanto a cabeça seu olhar estar preso em mim esperando a resposta.

—Vou sim, só estava terminando alguns trabalhos da escola.

—Hummm..- Ela responde de forma simples, olha pra mim por um tempo então sai caminhando em direção a sala.

Levanto e guardo minhas roupas dobradas na minha cômoda cor de rosa que tenho desde quando era criança.

Terminando sigo pra cozinha pra comer um pouco, esquento a comida e me sento à mesa sozinha. Raramente eu almoço ou faço qualquer refeição junto com minha família, mesmo que na maioria das vezes eu que preparo a comida, sempre evento uma desculpa pra vim quando todos já terminaram não que eles se importem pra que horas eu como e se eu como.

Fico pensando no que minha família disse sobre me aproveitar de algum garoto da escola. Dou risada quando penso que ninguém parece nota minha presença lá, acho que minha família não vai conseguir o que quer, duvido muito que algum garoto vai querer ter algo com a menina pobre que mal tem roupa sendo que lá tem meninas lindas de todas as formas e gosto que desejarem.

Amanhã eu vou a esta festa, e vou sair despercebida como sempre e minha família não poderá me culpar de nada que venha não acontecer. Minha preocupação é que John disse que vai comigo, e ele nunca passa despercebido por nada, ele é mais como um furação.

Suspiro mais uma vez quando me lembro de todas as vergonhas que meu irmão já me fez passar. Ele sempre acaba brigando com alguém quando o assunto é festa, não que eu já tenha ido a muitas, mas as duas vezes que fui a festas na minha antiga escola, sempre acabaram com ele batendo em alguém por olhar torto pra ele, ou dizer algo que ele não gostou.

Eu preciso falar com ele pra ter cuidado aquelas pessoas não são como nós, elas não vão cair na pancada como ele, tenho certeza que eles chamaram a policia na primeira demonstração de violência do meu irmão.

...

Já é mais de uma da manhã e ainda estou acordada ouvindo mais uma das discussões entre meu pai e minha avó. E impressionante como eles sempre tem motivos para briga, desde que sou criança é sempre a mesma coisa eles ficam bêbados e brigam por motivos que em sua maioria tem pelo menos 20 anos, exemplo disso é minha mãe que minha avó acredita ter estragado a vida do seu filho.

Depois que a mãe de John morreu por conta das drogas meu pai Phillip jurou que ia ficar limpo, e que ia mudar de vida, ele ainda era jovem e como minha avó assumiu a criação do neto ele viu a chance de recomeçar a vida. Ele se mudou, se afastou dos amigos, arrumou um bom emprego em uma loja de veículos e estava indo bem, sempre ajudava minha avó com as despesas de John, mais ai ele conheceu minha mãe. Alyssa, ela tinha 16 anos e ele 22 quando se conheceram, ela era filha de um dos colegas de trabalho do meu pai, uma menina problemática que desde muito nova já tinha passado varias vezes pela policia por se envolver com drogas, roubou e outras coisas mais. Meu pai se apaixonou assim que a viu, e não demorou muito ela estava morando com ele e grávida de mim.

Meu pai só conseguiu controlá-la por pouco tempo, depois que eu nasci ela voltou a ser o que era, bebia brigava, dormia com os amigos e vizinhos do meu pai, e sempre brigavam. Eu cresci no meio disso, minha mãe mesmo que controvérsia ela me tratava muito bem, ama me arrumar, dizia que eu era sua boneca de cabelos dourados. Quando ela foi embora, ela me abraçou e disse que tinha que ir embora, lembro que perguntei que horas ela voltava ela só me disse que ia senti muito a minha falta. Eu era muito pequena mais entendi o que aquilo significava, ela não voltaria mais, ela estava me deixando pra trás.

Meu pai se desesperou quando se deu conta que ela tinha ido embora e ainda mais com outro homem. Resultado, em duas semanas meu pai tinha voltado a beber perdeu o emprego, e não conseguia mais olhar pra mim. Depois a gente se mudou pra casa da minha avó e eu me torneei a sombra indesejada da família.

Meu irmão nunca foi carinhoso também, ele cresceu absolvendo tudo ao nosso redor, sempre tendo o aval da minha avó, por isso tenho certeza que ele é o pior de nós quatro. Ele acredita que a única forma de mudar de vida é através de meios errados, aos 12 anos ele começou a vender drogas, eu nunca vi em primeira mão alguma dessas vendas mais não demorou muito pra me entender que as chamadas de telefones, as batidas de madrugada na porta, e o dinheiro repentino tinha mais ligação do que aparentava.

—José disse que você foi receber o pagamento pelos dias de trabalho, e que você não estava sozinho- Falava minha avó enquanto brigava com meu pai, u já sabia aonde isso ia dar, meu pai tinha desenvolvido outro vicio além da bebida, prostitutas – Você estava com mais uma puta barata, não é isso?

— O que te importa com quem eu estava?- Fala meu pai, pela calma em sua voz sei que ele deve estar muito bêbado.

— Você não se toca não? Não sou eu nem John que devemos de bancar, enquanto você estraga ainda mais sua vida.

—Do que você estar falando em?

—Dessas putas a quem você entrega todo dinheiro que passa em sua mão- Grita minha avó.

Eu coloco minhas mãos nos ouvidos tentando não escutar mais daquela conversa de merda.

Meu pai solta uma gargalhada.

—Do que estar rindo?- Fala minha avó. Pela sua voz percebo que estar mais perto da minha porta, deve estar indo pro seu quarto.

— E que pelo, que lembro da minha infância e adolescência a senhora mãe era exatamente como essas putas que você estar falando ai, com o ar tão julgador.

Minha avó para sei que aquilo doeu nela, pois sei que apesar te tudo ela ama meu pai, e queria uma vida diferente para ele.

—Mais você não precisava ser como o seu pai- Fala minha avó.

O silencio reina depois disso, sinto tanto pelo meu pai e minha avó pela vida miserável que tiveram e tem ate hoje, eles nunca tiveram chance de verdade pra mudar de vida. Fico pensando se será diferente comigo, talvez a minha única chance seja algum garoto da escola mesmo.

Balanço a cabeça assim que o pensamento passa por ela, eu não sou assim, e não quero ser assim.

A porta da frente abre, a algum barulho na cozinha e sei que John estar em casa, eu viro na cama não quero que ele perceba que estou acordada. Aos 17 anos ainda divido o quarto com meu irmão, o que pode ser muito constrangedor em varias situações, como quando John tem alguma namorada nova, o que me leva a dormir na cozinha por noites.

O quarto abre, e ele não se preocupa se estou dormindo ou não, ele entra e acende a luz.

—Ainda acordada?- pergunta ele.

Não olho pra ele, continuo olhando pra parede quando respondo.

—Phillip e a vovó estavam brigando denovo.

—Mais que merda, eles não cansam não?- fala John.

Me viro em direção a ele.

— John você vai a festa amanhã mesmo?- Pergunto receosa.

—E claro que vou, você vai também- fala ele se deitando na cama.

Respiro antes de continuar.

—Eu poderia ir sozinha, sabe pra me enturmar mais com o pessoal- falo.

Ele ri.

—Você estar tentando me enganar, eu sei o que quer fazer- Ele olha pra mim- Você tem que ser mais esperta garota, o mundo vai te engolir se você deixar, aqueles manes na sua escolinha é sua melhor chance de sair dessa vida de merda.

Eu olho pro meu irmão, ele é um cara bonito, moreno como meu pai, os olhos verdes, sei que é esperto também mais estar condicionado a essa vida aqui, ou uma vida de crimes, e o pior que ele parece não se importar.

Eu me sento na cama para pode conversar com ele melhor.

— Eu não quero ser assim John- falo.

Ele suspira e se senta também.

—E o que você quer? Ficar grávida de um dos meus amigos de merda, e acabar ou lavando pratos ou se vendendo pra ganhar a vida, com um marido drogado e uma penca de filho faminto?- Fala ele exasperado.

—Eu...Eu.. não- falo com dificuldade pelo impacto de suas palavras.

—Pois se não quer isso é melhor aproveitar essa oportunidade pra crescer.

—Eu poderia ir pra faculdade- falo

—E quem vai te sustentar enquanto estuda? Por que maninha se eu for sustentar alguma mulher, é melhor que seja uma que eu possa comer.

—Mais que merda John, você termina todas suas conversas com merdas como essa- Falo com raiva.

—Parece ser a única forma de você se calar, e eu quero dormir- Fala ele, se deitando na cama.

Eu deito novamente tentando não pensar muito no que ele disse. Eu levanto quando percebo que o idiota do meu irmão já estar dormindo e não apagou a luz, já é mais de duas da manhã quando eu finalmente durmo.

....

Eu levanto oito horas, faço o café e espero os demais acordar. E hoje a festa, e agora me dou conta que não sei pra que horas a tal de Nicole marcou a festa, ela somente disse que era hoje. Talvez no papel que ela me deu tenha mais informação, eu caminho para o quarto e pego o pedaço de papel que ainda estar no bolso da minha calça jeans. Lá encontro o endereço da garota escrito com uma letra não muito legível, mais que consigo entender e o horário, a festa começa às três da tarde, o que pra mim é uma situação diferente na minha parte da cidade, as festas de criança costumam começar de dia, a dos Jovens tem tendência de começar depois da meia noite, mais levando em conta que é uma festa da piscina eu acho que isso explica o horário.

Eu arrumo a casa tentando fazer o menor barulho possível, pois o pessoal dessa casa com exceção de mim costuma dormir até depois das onze no fim de semana. Eu dou um jeito na cozinha na sala, lavo algumas peças de roupas minhas, e depois decido me sentar pra pintar minhas unhas, vou ao quarto da minha avó e pego uma pequena maleta que ela guarda com alguns esmaltes, decido pitar de vermelho.

Estou pintado meu pé direito quando meu pai passa pra cozinha, ele não fala nada, só anda e pega um pouco de café depois volta e se joga na poltrona ao meu lado.

Eu olho pra ele mais não falo nada, nunca conversamos quando estamos sozinhos em um mesmo ambiente, só traçamos poucas palavras quando necessário, ou quando minha avó reclama de mim por alguma coisa que eu não fiz e meu pai grita comigo.

Ele liga a televisão e toma o café em silencio, logo após John sai do quarto o que me surpreende, pois ele não costuma levantar nesse horário quando é fim de semana. Ele vai pro banheiro, e passa mais ou menos 15 minutos lá antes de volta pra cozinha e sentar-se à mesa para toma café. Eu permaneço em silencio agora pintando as unhas das mãos.

—Se arrumando pra hoje? Pra quem não queria sair você parece bem preocupada com a aparência- Fala John.

Eu o ignoro, preferindo não responder á ele. Percebo que meu pai olha pra mim, mais não correspondo a ele.

—E pra onde ela vai?- Pergunta meu pai.

Ah droga ele esqueceu e meu irmão vai falar toda aquela merda denovo.

—Ela vai a uma festa comigo hoje, é só isso que você precisa saber- fala John.

Meu pai olha para meu irmão.

—E quem é você pra dizer o que eu preciso ou não saber?- Fala meu pai.

—Sou o cara que põe comida dentro de casa, já que você não se cansa de puta- fala meu irmão calmo tomando seu café.

—Você também com essa merda? Eu faço o que quero da minha vida- Fala meu pai se voltando pra televisão.

— Então não venha querer saber o que eu e minha irmã fazemos-

— Não perguntei sobre você seu drogadinho de merda, eu estava falando com a muda aqui- Fala meu pai.

Nessa hora decido sair dali antes de tudo se voltar pra mim.

—Volte aqui garota, venha conversar com seu pai- fala meu pai dando risada, mais eu não volto pra lá sigo em silencio para o quarto.

Acabo de entrar quando meu irmão entra atrás de mim resmungando.

—Bêbado de merda- Fala- Pra que horas estar marcada estar festa?

Ele me pergunta parado na porta.

—Para três da tarde, é uma festa de piscina então por isso o horário.

—Então vamos sair daqui a pouco eu preciso resolver algo no caminho. Falando nisso onde fica essa bendita casa?

— Na região perto da praia, duas ruas depois da escola- falo entregando o papel a ele.

Ele olha pra mim.

—Você tem roupa pra ir? Biquíni?- Pergunta.

—Eu tenho, não costumo usar então não estar muito velho- falo.

— Então ta bom- fala e sai.

Eu pego minhas coisas e sigo pro banheiro. Lavo meu cabelo e o deixo solto pra secar, pego meu biquíni amarelo cortininha muito pouco usado, ele ficar bem em mim, minha pele muito clara realça com o tom de amarelo, eu visto um vestidinho azul, que Jô me deu não a muito tempo, ele é de alça finas e fica acima do joelho o que pra mim é apropriado já que a festa é na beira da piscina.

Separo minha bolsa coloco meu protetor e uma jaqueta, pois por mais que esteja calor, o tempo aqui varia muito.

Moramos em Miami, Florida uma cidade incrível, de sol mais que pode ser meio frio á noite. Eu não moro no lado legal da cidade, eu moro na pior parte que não é colocada nas paginas turística.

Quando saiu pra fora da casa John já estar no carro guardando algo no porta-malas, ele colocou uma bermuda e uma regata que deixa suas tatuagens bem visíveis. Suspiro, ele com certeza vai assustar o pessoal quando chegar lá.

Eu não pergunto o que ele estar guardando no carro mais acredito que tenha a ver com o lugar que ele tem que dar uma passadinha, prefiro nem ficar sabendo seja lá o que for. Entro no carro sento e coloco o cinto com medo do que me espera nessa festa.

...

Chegamos ao bairro da Nicole depois de duas horas, o local é incrível, com casas enormes e jardins que parecem montagens a diferença pra o local onde moro é gritante. Quando John para o carro em frente à casa que consta no pequeno pedaço de papel, eu estou apavorada, a casa é simplesmente inimaginável, são três andares de uma estrutura totalmente magnífica.

—Nossa- Falo pra mim sozinha. Mais John escuta e sai do carro rindo de mim. Não sei porque, ele também deve estar admirado ele nunca esteve em um lugar assim.

—Vêm, vamos conhecer seus novos amiguinhos- fala ele com um ar zombador quando saiu do carro.

Caminho temerosa em direção a porta da casa com John a um passo atrás de mim. E possível ouvir o som de musica quando chego mais perto da casa, toco a companhia e espero.

Não demora muito e uma Nicole toda sorridente abre a porta da casa. Ela fica surpreendida quando me vê, mais parece ficar feliz.

—Varelle- Fala ela me dando um abraço meio de lado- Que bom que você veio. Entra e fica a vontade a casa é sua.

—Obrigada- Dou um passo pro lado para poder apresentar John.

—Nicole esse é meu irmão John, espero que não se importe por eu ter trazido ele- Falo pra ela que olha pra John um pouco apreensiva mais parece gosta dele também.

—E ai princesa- Fala John.

—Oi seja bem vindo também, entre, entre.

Assim que entramos na casa fico ainda mais admirada com tudo, a casa é ainda mais bonita por dentro com um luminosidade natural incrível.

Nicole caminha na nossa frente quando seguimos para a parte traseira da casa, onde uma piscina enorme estar rodeada de meninas e meninos em roupa de banho quando o som explode no ambiente.

—Ali é a piscina, aquelas portas ali na esquerda é banheiro, a bebida estar praquele lado e é só aproveitar a festa.

Eu aceno com a cabeça enquanto John já segue pro lado da bebida. Eu fico parada um momento sem saber pra onde ir.

—Vêm Varelle- Nicole me chama acho que ela percebeu o meu desconforto, levanto pra ela um pequeno sorriso.

—Todos me chamam de Elle- Falo pra ela.

Ela sorri pra mim.

—Legal, então é Elle- Fala ela já caminhando- Vêm comigo Elle.

Nós nos aproximamos de um grupo de varias meninas todas em seus biquínis caríssimos. Nicole não Perde tempo e me apresenta todas suas amigas, ela parecem legais o que me faz relaxar mais.

—Quem é o gato tatuado que entrou com vocês?- Pergunta uma das meninas não tirando o olho de onde John estar, conversando com alguns garotos.

—Ele veio comigo- Falo o que a deixa com um ar de desanimo então deixo a situação mais clara- Ele é meu irmão.

Ela sorri.

—Ele é um Gato- Fala Nicole e todas a garotas começam a rir.

Eu aceno com a cabeça.

—Vamos dar um mergulho agora você vêm- Me pergunta uma outra garota que não guardei o nome.

—Vou sim só me deixa ir ao banheiro tira o vestido e já volto- Falo pra ela me virando em direção ao banheiro.

Vou ao banheiro tiro o vestido, e confiro meu cabelo e biquíni, é visível que ele não é de marca como o das meninas lá fora, me sinto um pouco envergonhada com isso.

Meu corpo parece em ordem, eu sempre fui magra nunca tive problema com peso o que me deixou com uma pele bem firme mesmo que não fizesse exercícios, tenho pequena curvas, os peitos em uma proporção boa, e uma bunda que as vezes chama atenção demais, já que ela era maior que o comum.

Eu dobro meu vestido colocando na bolsa, e sigo pra fora do banheiro, assim que dou dois passos ouço um som esquisito.

—UsHHHH- Olho pro lado e vejo Will, olhando diretamente pra minha bunda, fico vermelha na hora, ai meu Deus será que estar estranho, olho pra trás pensando que posso ter algo na minha bunda ou meu biquíni estar torto.

— Ai minha nossa- Fala o garoto denovo, agora levantando os olhos para meu rosto – Oi delicia.

—Oi- Falo apreensiva.

— Eu sabia que era bonita, mais não tinha noção que era tão gostosa- Fala ele sorrindo.

—E você um idiota- Fala uma voz vinda do outro lado, e Harry.

O que ah com essas pessoas que chegam assim.

— O que é cara eu só estava elogiando- Fala Will dando risada.

Harry ri também.

—Sei muito bem o que estava elogiando- diz Harry.

—Mesmo assim é um elogio.

Eu decido sair dali aquela conversa sobre a minha bunda estava muito estranha, esses garotos acha que isso é legal, materializar uma mulher dessa forma como se eu não estivesse ali ouvindo tudo que eles falavam?

—Desculpa ta- Fala Harry caminhado ao meu lado.

—Não tem problema- falo sem olhar pra ele.

—Achei muito legal você ter vindo hoje, eu estava ansioso para pode conversar com você- Continua ele.

Eu paro um pouco surpresa com o comentário dele.

—conversa comigo?- Pergunto olhando pra ele agora.

Ele cruza os braços virando o corpo totalmente em minha direção.

Ele é lindo, os cabelos loiro escuro os olhos pretos e um sorriso de alguém que parece não ter dias ruins.

—Sim você a sensação da escola atualmente- Me responde ele.

Eu fico sem entender mais ainda.

—Você estar falando com a garota certa?- Falo- Porque estou naquela escola a mais de três semanas e a sua irmã foi a única a conversa mais de que duas palavras comigo.

— E que você sempre estar na sua, e achei que seu namorado não ia gosta muito de um cara conversando com você- fala ele.

Fico mais confusa ainda. Será que esse garoto lindo é doido?

—Namorado?- Pergunto- Que namorado.

Ele levanta uma sobrancelha.

—O cara que te busca todo dia na escola- Ele aponta pra porta da casa- O mesmo cara que entrou em casa abraçado por Rossaly- Fala ele- Ele não é seu namorado?

—Não- Solto depressa- Ele é meu irmão.

Seu rosto fica um pouco vermelho. Ele levanta a mão direita coçando atrás da cabeça envergonhado.

—Nossa, pensei que era seu cara- fala ele- Mais em minha defesa todo mundo pensou a mesma coisa, pro isso nem um cara chegou a você ainda.

Ele me dar um sorriso incrível que faz minhas pernas um pouco bambas.

—Ah- solto sem ter algo pra fala.

De repente me ligo no que ele falou antes.

—John estava com uma garota lá dentro?- pergunto.

Pergunto olhando em direção a casa. Droga John já estava com uma garota?

—Sim, e ainda bem que ele não é seu namorado porque se não seria muito estranho- Fala Harry meio divagando.

—Acho que é melhor eu ir lá ver se estar tudo bem- falei.

Estava morrendo de medo de John fazer algo idiota.

—Não se preocupe ele estar muito bem lá dentro- fala Harry pegando no meu braço- Vem cá vamos conversar um pouco.

Eu não sei se é uma boa ideia John pode ser um completo idiota quando quer.

—Não sei meu irmão é meio complicado- Falo.

—Relaxa ele estar bem ocupado lá dentro, Rosally é uma garota que sabe deixar um cara ocupado- fala ele me puxando em direção a uma espreguiçadeira.

Eu decido relaxar, John queria estar aqui mais do que eu, ele deve toma cuidado pra não fazer nenhuma merda.

—Na verdade as meninas estavam me esperando pra dar um mergulho- falo quando ele pega minha bolsa e coloca em cima da espreguiçadeira.

—Você estar tentando me dar um fora é isso?- pergunta ele sorrindo.

Fico vermelha.

—Não eu...eu..- Paro de falar.

—Olha desculpa ta eu estou te pressionando só queria conhecer você melhor.

Eu olho pra ele, sem ter o que responder eu nunca flertei com um cara ou tive esse tipo de conversar.

—Ok- sussurro.

Notas finais
Espero que gostem e comentem.