Perdidos
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Capitulo 3
Sentamos na beira da piscina enquanto algumas pessoas conversam e nadam dentro dela, ele senta primeiro e eu logo o sigo colocando meus pés dentro da água, cruzo os braços e balançando meus pés dentro da piscina eu nem se quer olhei pra ele, eu não sabia o que fala.
—Quer algo pra beber? Temos cerveja- Fala Harry.
Eu olho pra ele dando de ombros.
—Não obrigada eu não bebo cerveja- Falo pra ele.
—Serio?- Ele me olha devagar- Temos bebidas não alcoólicas também.
—Eu to bem- Falo.
Um silêncio se coloca entre nós, eu me lembro de como minha avó sempre fala que não sei manter uma conversa com ninguém.
—Você estar gostando da escola?- Pergunta
Eu olho ao redor.
—E bem legal diferente da minha antiga escola- Falo.
—Você vem de que parte da cidade?
—Do lado oposto disso tudo, na área mais pobre da cidade- Falo dando um pequeno sorriso pra amenizar meu comentário.
—Eu costumo andar pelo outro lado, eu sou fascinado por moto, e lá tem umas lojas incríveis.
Eu aceno com a cabeça, na minha área a venda de peça de moto e carro e muito comum, mesmo que alguns sejam suspeitos.
—Meu irmão também curte um pouco isso- Falo tentando ao Maximo deixar a conversa anda.
—Você é diferente dele- Ele fala.
Ele não imagina o quanto somos diferentes.
—Ele é meu meio irmão, a gente pensa um pouco diferente.
Ele me olha com cuidado.
—Posso imaginar, ele chegou aqui a menos de uma hora e já conversou com mais pessoas do que você em três semanas no colégio.
Me encolho um pouco quando ele fala isso.
— Eu gosto de fica na minha sabe? E na verdade não sei bem o que conversa com pessoas como vocês, vivo em um mundo muito diferente disso tudo.
Ele ri.
—O mundo é só um varelle, e somos todos jovens passando pela mesma face na vida, você vai perceber que o dinheiro não diferencia o ser humano de verdade, todo mundo acaba sendo a mesma coisa por dentro.
Eu acenei com a cabeça mesmo não concordando com ele, ele nasceu nesse mundo cor de rosa, nunca teve que se preocupar em chegar a casa e saber que não vai ter nada pra comer porque seu pai gastou todo o dinheiro em bebida.
—Você quer entra na água, vamos nadar um pouco.
Eu fico vermelha.
—Ok.
Ele levanta e tira a camisa e eu não consigo não olhar pra ele admirada, nossa ele é perfeito.
Quando tinha onze anos tinha um garoto na minha rua que era muito bonito, as meninas ficavam passando em frente a sua casa durante todo dia, e certa vez escreveram em sua calça o apelido que deram a ele “Perfeitinho”, eu nunca entendi como aquelas meninas ficavam tão encantadas com um garoto, mais olhando pra Harry sem camisa com o peito e abdômen tão definidos eu as entendo agora.
Quando ele se curva para tira a bermuda e fica de sunga eu viro o rosto tentando o Maximo não fica vermelha.
—Pode olha gata- Fala ele atrás de mim, e minha tentativa é jogada fora quando sinto meu rosto pega fogo.
—Na verdade é um prazer imenso ter você olhando pra mim- Continua ele.
Eu o ignoro e entro na piscina para evitar que ele fale algo mais eu me deixe mais constrangida.
Entro dentro da água sentindo todo meu corpo esfriar, quando me ergo novamente com a cabeça pra fora da água, Harry estar do lado de fora ainda me olhando com um sorriso enorme no rosto.
Ele não é muito musculoso, ele é magro até mais seu corpo é super definido, com tudo em seu lugar perfeitamente, e seu sorriso pode garanti que é a minha parte favorita dele até agora.
—Você sabe fugi de uma situação em- Fala ele, depois salta pra dentro da piscina bem ao meu lado o que me faz ter que cobri os olhos.
Ele surgi denovo muito próximo de mim, tento da um passo pra trás mais suas mãos na minha cintura me impedi.
—Por mais que seja engraçado não quero que tenha que fugi de mim.
Eu ofego um pouco impressionada pela proximidade que ele estar de mim, e ainda mais meu corpo todo estremece quando penso em suas mãos em mim.
—Eu....Eu- Gaguejo sem ter o que fala.
—Espero que suas intenções não sejam comer minha irmã ai na piscina cara- A voz de John surgi de repente me fazendo saltar.
Harry olha pra além do meu ombro onde eu acredito estar meu irmão, eu não viro pra conferir.
—Qual é cara?- Fala Harry- Estou só conversando com Varelle-
John Ri.
—Assim espero, mais acho que vocês estão perto demais pra isso-
Qual é o plano de John? Não foi ele que disse que eu precisava me enturmar com os garotos riquinhos?
Fico mais vermelha ainda quando percebo que as pessoas ao nosso redor estão olhando a situação toda. Me afasto de Harry e caminho para fora da piscina.
Droga eu estou morrendo de vergonha, tudo isso por causa do meu irmão idiota.
—Acho que ela é gradinha o suficiente pra conversar com quem ela estar afim, você não acha?- Solta Harry, vindo trás de mim.
John ri novamente, MEU IRMÃO É UM IDIOTA.
—Você tem coragem cara, isso tenho que admiti.
—E do que é que eu teria medo?- Rebate Harry.
—Não vem não garotinho- Fala John dando um passo na nossa direção.
Eu intervenho antes que as coisas piorem. Dou um passo pegando o braço de John.
— Para ta todo mundo olhando, eu estava só conversando com ele- Sussurro para que só ele escute, mas sei que Harry também pode ouvir por estar tão perto de mim ainda.
—Vem vamos embora- Falo pro meu irmão, afinal ele arrumou confusão com o anfitrião da festa, e não se Harry ou Nicole ainda queira a nossa presença aqui.
—Acho que é melhor mesmo irmos embora- Fala John saindo caminhando em direção a saída, eu vou a espreguiçadeira colocando o vestido por cima do biquíni ali mesmo, eu sei que Harry estar ao meu lado mais não consigo nem olhar pra ele agora.
—Fica- Fala ele baixo ao meu lado, graças a Deus as pessoas não estão mais nos encarando – Deixa seu irmão idiota ir, fica aqui a festa acabou de começar e queria conversar mais com você.
Ele ainda quer conversar comigo? Em uma coisa John estar certo, ele tem coragem, pois, John tem um jeito que coloca medo em todo mundo e Harry parece não ligar pro que acaba de acontecer aqui.
Mais se ele não tem medo eu tenho por ele e por mim, não sei o que deu em John mais não quero vê-lo entra aqui distribuindo socos.
—Desculpa pelo meu irmão, eu não devia ter vindo com ele, mas era a melhor forma de chegar aqui- Falo inventando uma desculpa, pois preferiria mil vezes enfrenta duas horas de ônibus do que ter vindo com ele- Não posso ficar ele é minha forma de chegar em casa- Continuo pegando minha bolsa, e tendo a coragem para olhar pra ele.
—Eu posso leva-la- fala ele.
—Acho melhor não, eu já estou indo, agradeça a Nicole pelo convite- Eu lanço um pequeno sorriso pra ele, eu não sei como me despedi dele então faço a coisa mais corajosa que já fiz dou um passo e dou a ele um singelo beijo na bochecha e sussurro — Legal conversar com você, sua casa é linda.
Caminho pra saída acho que é melhor assim, eu não poderia engana Harry ele parece um cara legal demais pra isso.
Estou na frente da casa já avistando o carro do meu irmão com ele dentro quando ouço alguém correndo atrás de mim, viro a cabeça e é Harry. Paro.
—Desculpa gata, mais não posso deixar você sair assim- Fala ele – Me dar seu telefone.
Ele estende seu celular pra mim é continua falando.
—Talvez possamos sair amanhã sem seu irmão louco vendo a gente.
—E não tenho telefone- Falo pra ele – Amanhã eu não posso tenho trabalho da escola pra fazer e minha vizinha me pediu ajudar pra olhar os filhos dela enquanto ela busca a mãe no hospital.
Eu não sei por que, mas me senti tão mal por desapontá-lo.
—Serio que não tem telefone? – Pergunta ele.
—Sim eu sempre uso o do meu irmão quando tenho que resolver alguma coisa, mais eu acho que não vai ser uma boa você ligar pra ele.
Falo e olho pro carro onde John estar sentado fumando um cigarro, graças a Deus ele não pode nos ouvir.
—Ta então vou ter que espera até segunda pra te ver- Ele sorri pra mim- Fala pro seu irmão que não precisa te buscar na segunda você vai sair comigo depois da aula.
Eu não sei o que John vai acha disso, mais posso dizer a ele que tenho um trabalho pra fazer e vou demora.
—Ok- Falo sorrindo pra ele também.
—Nossa gata desculpa- Ele fala, fico confusa com seu pedido de desculpa, mais logo depois a confusão se torna outra, pois ele dar um passo pra frente colocar uma mão no meu pescoço e no próximo minuto estar me beijando, tudo acontece muito rápido o que me deixar um pouco sem ação.
Eu já beijei um garoto antes a um seis meses atrás, ele era um menino legal que sempre me ajudava nos trabalho mais meu irmão e seus amigos o viviam suando por nunca ter beijado uma garota, eu o beijei um dia como uma forma de caridade, só que não foi nada legal pois os dois não sabia o que estava fazendo.
Com Harry foi diferente, ele sabia o que estava fazendo, seus lábios eram super macios, quando o suspirei aproveitou pra colocar a língua na minha boca e o que era bom passo a ser incrível. Sua mão fica no meu pescoço e a outra começa a passear nas minhas costas, o som da buzina do carro de John é que me faz acorda pra onde eu estou e o que estou fazendo, me separo de Harry rapidamente.
Ele estar sorrindo.
— Eu te vejo segunda, na aula.
Eu aceno a cabeça e vou andando em direção ao carro, mas não resisto e olho duas vezes para trás para encontra um Harry no mesmo lugar me olhando ir embora. Uma sensação de felicidade nunca experimentada por mim antes abrange meu peito.
—Você não perde tem não é?- Fala John assim que entro no carro- E eu que pensei que você daria trabalho pra executar o plano.
Eu não olho pra ele.
—Eu não estou executando plano nenhum- Falo.
—Acredite no que quiser mais se continuar fazendo isso estar bom demais.
Eu fico confusa com sua postura.
—O que foi aquilo lá dentro? Porque falou aquilo com Harry?- Perguntei a ele.
— Esses garotos idiotas tem tudo o que quer na hora que quer, você viu aquelas garotas lá, ele pode ter qualquer uma, e você é só mais uma pra ele, ele vai descartá-la logo que deixar de ser novidade, e por um pouco de desafio pode fazer o cara ficar ligado em você por mais tempo, por isso irmãzinha banquei o irmão ciumento, isso é para desafiar o cara, já que você estava bastante entregue pra ele com cinco minutos de conversa.
Eu viro pra frente.
— Ele pareceu um cara legal e eu não estava fazendo nada com ele.
—Nada era o que você estava fazendo com ele a menos de 5 minutos atrás?- Fala ele se referindo ao beijo.
—Ele só me deu um beijo nada demais- falo
—O que ele conversou com você- Pergunta jogando seu cigarro pela janela e saindo com o carro, Harry já entrou de volta quando olho pra entrada da casa antes de sair.
—Eu te perguntei algo- Fala novamente.
—E pessoal ta bom.
— Elle é melhor você me falar essa merda logo- Fala ele com sua voz baixa e seria.
— Ele só queria meu telefone e perguntou se eu queria sair amanhã com ele.
—Você disse que iria?- pergunta.
—Não amanha não posso tenho que cuidar dos filhos da Joana eu já tinha combinado com ela- Falo.
Ele resmunga fazendo cara de nojo, John não suporta criança.
— E bom o cara vai ficar trabalhando a vontade.
—Ele pode não pensar como você.
—Todo homem pensa a mesma coisa Elle, só não entrega pra ele de bandeja.
Eu fico seria.
— Eu não sou a garotas que você conhece ta bom?- Falo com raiva.
—Não, mais pode ficar encantada com o cara e acabar fazendo tudo que ele quer.
Eu não respondo e fico em silencio, o resto caminho até em casa.
...
John me deixou em casa e disse que tinha um outro compromisso só voltaria amanha, eu fiquei muito grata por isso, assim ele não contaria para vovó do beijo que viu entre Harry e eu.
Meu pai estava desmaiado em cima do sofá eu passei não vendo sinal da minha avó, ela deve estar dormindo também ou talvez tenha saído para de uma amiga. Era difícil ela estar fora de casa, mais uma vez ou outra ela saia para casa de umas amigas, ex-colegas de profissão.
Todas tinham mais ou menos o mesmo tipo de vida que a minha avó ou se não pior, algumas tinha mais filhos do que era possível conta nos dedos. Outras tem varias doenças e como minha avó vícios que é o único escape para a miséria em que vivem.
Só tem uma grande amiga dela que conseguiu algo melhor do que todas elas, seu nome é Gil, ela era garota de programa mais não ficou muito nessa vida um cara rico, e um pouco mais velho se apaixonou por ela e acabou levando-a pro Texas, ela vive lá a mais de 30 anos, eu a vi uma vez quando ela fez uma visita a minha avó, ela ajudar de vez em quando com dinheiro, uma vez minha avó ficou doente e ela foi a nossa salvação pagou médicos e tudo mais, mas seu marido não gosta que ela mantenha contato com a minha avó, ele é uma pessoal importante muito influente na política e não quer que ninguém associe o passado oculto da sua esposa. Quando ela esteve aqui eu senti como minha avó ficou triste duas semanas inteiras, acho que ela se questionava porque não teve a mesma sorte que Gil, por que a vida dela tinha que ser tão difícil.
Por mais que minha avó me odeie a maioria das vezes não consigo ter raiva dela, eu sinto pena, ela conseguiu ser mal sucedida em todas as áreas de sua vida, e ela mirava no meu pai pra que ele tivesse uma vida diferente da que ela teve, sua decepção foi tanta que até mesmo John que ela ama tanto não extrai dela esperança para que mude de vida, ela só espera que ele sobreviva e que consiga se dar bem onde estar.
Eu vou para meu quarto tiro a roupa e tomo um banho depois caio na cama pensando em tudo que aconteceu hoje, passo o dedo delicadamente em cima do lábio, eu beijei Harry, ele me beijou, sorriu ao pensar nisso. Ele pareceu bastante interessado em mim, fiquei pensando no que ele disse sobre nem garoto ter chegado até mim por pensar que John era meu namorado, dou risada disso, pois acredito que uma garota seria e calada não deve ser nada atrativa para garotos, mas isso mostra que ele me acha bonita e interessante.
Segunda, eu vou vê-lo segunda.
Suspiro.
Penso em algo que John disse, ele falou sobre eu me envolver demais com ele e não passar de uma diversão, que sei que talvez ele esteja certo, eu sou uma garota mesmo que bonita pobre, e com uma família muito problemática nenhum garoto com a vida que ele tem planeja ficar muito tempo perto de mim, mais talvez seja bom pra mim aproveitar um pouco a vida, e também isso tiraria minha avó um pouco do meu pé.
Eu fico no meu quarto muito tempo, termino uma atividade da escola e acabo caindo no sono, acordo são mais de nove horas da noite, levanto e ouço a TV ligada, caminho pra cozinha, afinal não comi quase nada durante o dia inteiro. Meu pai estar na sala assistindo e como sempre não se dar nem o trabalho de olhar pra mim. Vou até o quarto da minha avó ver se ela estar lá, e pra minha surpresa ela estar deitada.
—Vó- Entro devagar no quarto preocupada que ela esteja doente.
—O que quer garota- Me responde ela deitada na cama debaixo das coberta, estar escuro acho melhor não ligar a luz, e isso dificulta que eu a veja.
—Você estar bem?- pergunto.
Ela resmunga alguma coisa antes de me responder de fato.
—Não eu não estou bem, estou com uma dor de cabeça dos infernos então agradeceria se me deixasse sozinha.
Eu não me abalo já estou acostumada com a forma que fala comigo.
—Ta bom eu vou deixá-la sozinha, mais qualquer coisa pode me chamar, John vai passar a noite fora hoje- Falo pra ela que só solta um resmungo baixo ante que eu saia e feche a porta.
Eu vou pra cozinha e preparo um macarrão com almôndega pois é a única coisa possível, até levo um pouco pra vovó que até come um poço, meu pai também vem comer quando pergunto se ele quer um pouco mais continua em completo silencio, depois de lava a louça e deixar a cozinha mais organizada possível, vou ao meu quarto, tomo um novo banho e volto a dormir, a casa hoje em completo silencio, a não ser pelo som da TV.
A ultima coisa que penso antes de cair no sono e no beijo de Harry, e como ele parece ser um cara legal.
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