Percy e Annabeth - A Vida Continua
13 13 - Surpresa de Argos e uma guerra com Apolo
Notas iniciais
Só pra avisar, essas duas semanas que eu fiquei sem postar é porque eu fui viajar e naquele fim de mundo nao tinha internet. (tive que me contentar com The Sims e adiantar os capitulos daqui).
Obrigado pelas reviews e pelas favoritaçoes *o* sério quando eu cheguei em casa e vi isso eu fiquei tipo, dando pulinhos pelo meu quarto enquanto eu guardava as roupas...
Esse capitulo é o da semana retrasada, amanha será o da semana passada e depois de amanha será o desta semana ok?
E no caso do titulo, eu nao sabia qual dos dois colocar entao coloquei os dois mesmo hehehe
Kissos de chocolate para voces *-*
*Annabeth’s*
Com Paloma e Victoria desmaiadas, Nico meio aleijado, Percy se contorcendo de dor e Thalia manca, as coisas não estavam muito boas.
Por sorte, Victoria conseguiu matar uma das dracaenaes, mas por azar ainda restava a outra.
Investi pela direita, fiz uma finta e fui para traz daquele monstro, que agora estava entre mim e Thalia. A caçadora mandou uma saraivada de flechas do lado direito daquela coisa, que se esquivou. Eu investi contra sua esquerda que estava desprotegida, mas ela percebeu meu movimento (eu só não me defendi por que me distraí olhando para o Percy e tentando decidir se ajudava minha melhor amiga ou o meu namorado) e me jogou para perto da van. Restava Thalia para matar o monstro. Mas eu não entendia como uma dracaenae podia ser tão forte a ponto de que com um único golpe quase mata cada um de nós.
Então a porta da van se abriu, e Argos saiu de lá de dentro.
–Acho que vocês precisam de uma ajudinha – falou ele
–Mas é claro que precisamos... Peraí... Você fala? – perguntei incrédula.
–Tem muitas coisas que vocês não sabem, jovem semideusa. É como aquele ditado dos mortais: “Existe mais coisa entre o céu e a terra, do que prevê a nossa vã filosofia”... Ou quase isso...
Ele tirou a camisa branca e deixou a mostra os seus braços, que eram muitos por sinal. E onde foi parar metade dos seus olhos?
–Você é um centimano? – falei sem entender
–Digamos que só por parte de pai – disse, encarando a dracaenae – explico tudo depois.
Ele rugiu e partiu para cima do monstro. Thalia foi para o acostamento cuidar de seu tornozelo. Eram tantas mãos e tantos braços que nem consegui acompanhar seus movimentos. Em pouco tempo a dracaenae estava com um nó em suas duas caudas de cobra. Argos agarrou pelo pescoço e mandou-a para longe.
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Paramos na farmácia mais próxima. Argos e eu, que era a menos machucada, fomos comprar pomadas, gase, fita adesiva, bolsas térmicas e antibióticos. Sem contar que ainda tínhamos néctar e ambrosia. Enquanto eu passava pomada e enfaixava as costas de Percy, Argos nos contou a sua historia.
–Minha mãe tinha olhos por todo corpo e meu pai era uma centimano. Quando estou na forma de meu pai a maioria dos olhos de meu corpo somem, e quando estou na forma de minha mãe, meus braços somem e não falo por causa do olho em minha língua.
–Que nojento – falei
–Eu tenho olhos em lugares que você nem imagina – respondeu ele.
–Onde, por exemplo? – perguntou Percy. Dei um tapa na cabeça dele. Eu que não queria saber onde ele tinha olhos...
–Digamos que eu tenho um no umbigo e outro no dedão do pé.
–Imagina se ele tivesse unha encravada – falou Paloma – seria mais ou menos um “olho encravado”.
A gente riu dessa.
–E por favor, não contem isso a ninguém — pediu nosso motorista — digamos que é um assunto meio sigiloso em que só o diretor do acampamento, e alguns semideuses, sabem.
–Pode deixar — confirmamos.
Todos estavam enfaixados e praticamente dopados de tanto remédio, néctar e ambrosia.
Se antes de chegarmos à rodoviária já havíamos sido atacados e quase mortos, não estava nem um pouco ansiosa para saber o que nos aguardava depois disso. Mas ainda me encucava o fato de uma dracaenae ser tão forte daquele jeito.
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= > Paloma < =
Se me perguntarem o que eu fiz de interessante esses últimos dias, o que eu falasse ia se tornar um livro.
Descobri que sou filha de Poseidon, que tenho um irmão e que minha melhor amiga é filha de Hades. Vou parar num acampamento muito esquisito com mais filhos de deuses. Visitamos a enfermaria frequentemente e uma garota ruiva solta uma fumaça verde. Eu ganho um cantil e uma maquina fotográfica de Hermes. Saímos em uma missão e minha arma é um ioiô que vira uma espécie de clava. Dois monstros com corpo de mulher e caudas de cobras nos atacam, eu desmaio no primeiro contato com um deles e só acordo uma meia hora depois. Descubro que o motorista tem olhos por todo corpo e centenas de braços e mãos. E que se isso era só o início, eu queria muito, muuito, muito mesmo, voltar pra casa.
Sem contar que descobri ter um dom com cães infernais e pégasos, e quase ceguei a namorada do meu irmão, que por sinal é uma filha de Atena fanática por arquitetura e que tem pavor de aranhas.
No que eu fui me meter?
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Não podíamos ir de avião, pois Zeus fulminaria Percy e eu. Não podíamos ir de barco por causa de Thalia (se bem que segundo Percy, nós filhos de Poseidon, podíamos controlar a água, mas eu não sabia fazer isso direito, então preferimos não arriscar) e com o transtorno das dracaenaes, chegamos atrasados na rodoviária. O ônibus para Conectcut havia saído há exatamente 7 minutos, e o próximo partiria às 16h, ou seja, daqui à 3h.
Resolvemos almoçar e recompor as energias. Escolhemos por fim, ir comer McLanche, segundo ordens do filho de Hades (que obviamente queria logo gastar seus tickets refeição).
Após o almoço, sentamos no meio-fio para esperar o próximo ônibus chegar e decidir o que fazer quando chegarmos ao Monte Delfoot, Annie suspeitou que talvez enfrentássemos ciclopes.
–Precisam de uma carona?
Um homem em uma charrete apareceu não se sabe da onde. Tive a impressão de já ter visto ele em algum lugar. A charrete era vermelha com detalhes brancos em volta, os acentos eram forrados com veludo amarelo berrante e o assoalho era com carpete laranja.
–Claro que queremos carona – exclamou Annie
–Annabeth – falou Percy segurando-a pela mão – tem certeza que é seguro irmos com ele?
–Percy – ela olhou pra ele com ar de “ta falando sério?”. Mas ela disse – vai dar tudo certo – e deu um beijo.
Vic, Nico e Thalia viraram a cara para não ver a cena do casal. Eu estava acostumada a segurar vela mesmo então nem me importei.
Entramos na charrete.
–Senhor – começou Percy – nós queremos ir para...
–Conectcut – interrompeu o homem – Vocês ouviram, Boomegan e Melody, para Conectcut.
Então os cavalos abriram asas e voaram. ELES ABRIRAM ASAS E VOARAM! OS CAVALOS ESTAVAM VOANDO!
“É claro que ouvimos” – falou uma voz em minha mente
“Somos pégasos, mas não somos surdos.”
O que era isso? Será que eu tava ficando biruta?
–Calma Paloma, os filhos de Poseidon falam com cavalos – disse Percy, como se adivinhasse o que eu tava pensando.
–Ah obrigado por avisar. Agora sei que os cavalos podem saber tudo o que penso – falei sarcasticamente.
“Ei! Você é filha de Poseidon também?”
“Que legal!” — falaram os cavalos.
–Com licença senhor... –falou Percy se dirigindo ao motorista
–... Sr. Apolo – cortou Annie – Percy, vai me dizer que não o reconheceu?
–Apolo? – eu e Vic perguntamos juntas.
–Prazer garotas, Apolo deus da musica, do sol, da medicina e dos oráculos.
Por isso. Eu já havia o visto levando o sol uma vez, quando acampava com a minha mãe aos 12 anos de idade. Ela me contou a historia de Apolo enquanto o sol se punha naquele dia.
–Olha mãe! Tem um homem voando em um carro!
Ela riu
–Filha, sabia que na mitologia grega, o sol é levado pela carruagem de Apolo? E sua irmã gêmea, Artemis, é quem leva a lua. Muitas mulheres antigamente chamavam Apolo de “quente” e como você já sabe, ele era o que mais tinha filhos semideuses, por conquistar as mulheres facilmente.
–O chamavam de quente, porque era o deus do sol né? – perguntei
–Claro que sim filha – disse ela dando um risinho – claro que sim.
Minha mãe sempre me contava historia dos deuses, sobre a mitologia grega, mas nunca me contou que eu era filha de um deles. Ela adorava esse tema e só agora fui entender o porquê. Ela queria me preparar para o que viria logo após.
Para um deus até que Apolo era bonito, mas ele aparentava ter uns dezoito anos e não mil e poucos.
–Galerinha! Chegamos – anunciou Apolo. Ele havia pousado a charrete ao lado de um riacho. Fui a ultima a descer.
–Obrigado Lorde Apolo – agradeci
–De nada. A propósito, aqui está meu cartão – falou ele dando uma piscadinha – qualquer coisa, me liga.
E do nada um jato de água foi em direção do deus, fazendo aparecer uma fumacinha, como se ele fosse totalmente feito de sol.
–Vamos Paloma – chamou Percy dando uma risada
–Jackson! – bufou Apolo – não se preocupe. Vai ter volta.
–Ficarei esperando!
Os dois riram. Percy começou a jogar bolhas de água no deus que por sua vez jogava pequenas fagulhas no meu irmão. No final, Apolo estava todo ensopado e Percy todo queimado de sol.
–Ei isso não vale!
–Vale sim. Eu fiquei encharcado e você queimado. É justo.
–Na próxima não terei piedade senhor algodão.
–Senhor algodão? – perguntamos
–Claro, não existe uma marca de algodão chamada Apolo? – explicou Percy – então...
Nossa, que comparação ótima que o meu irmão fez. Realmente eu acho que a única pessoa aqui boa em apelidar é a Annabeth mesmo...
–Até mais alga torrada!
–Até, algodão ensopado!
Percy estava rindo muito, ele se virou e deu de cara com cinco semideuses incrédulos avaliando a cena.
–O que acabou de acontecer aqui? – falou Thalia
–Você brincou de guerrinha de água com um deus! – exclamou Nico
–Só porque ele é um deus, ele não pode se divertir um pouco não? Ainda mais Apolo. Esse cara é gente boa, é só tratar ele bem que ele te trata bem também.
Todo mundo o encarava.
–Senhor algodão... – repetiu Thalia indignada
–Galera! Vamos esquecer esse pequeno imprevisto e focar no caduceu de Hermes – falei tentando reanimar o pessoal — acho que estamos perto do monte, é daqui a 1Km.
–Como sabe disso? – perguntou Annie
–Tem uma placa ali escrito “Monte Delfoot a 1Km”.
–Mas como você conseguiu ler? Semideuses tem dislexia – falou Thalia
–Mas eu não tenho dislexia, eu só tenho Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, TDAH.
–É nem todos os semideuses têm as duas coisas, alguns tem dislexia outros déficit de atenção. – explicou Annabeth
–E outro tem os dois, que é o meu caso – falou Percy.
Com as mochilas nas costas, animação nas alturas, seguimos nosso caminho rumo ao Monte Delfoot.
Notas finais
Mereço reviews? só umazinha plz'
Boas ferias pra voces, continuem lendo essa fic e façam essa escritora feliz!!
kissos pra voces semideuses!!
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