Percy e Annabeth - A Vida Continua
14 14 - Uma amiga se vai
Notas iniciais
Esse capitulo é o da semana passada, e eu vou postar a cada dois dias até o dia quatro. Depois vai ser um por semana ok?
Como está as ferias de voces? Espero que menos entediantes do que as minhas. hahaha
Ta bom, vamos logo com isso. Aqui está o capitulo 14 como prometi.
Bjs bjs pra voces.
#Percy’s#
Paloma tinha mesmo razão. O tal do monte Delfoot estava a mais ou menos 1 km dali. Annabeth aparentava um jeito meio estranho, talvez pelo fato de Paloma ter descoberto a distancia tão facilmente, e ela não.
Seguimos viagem a pé caminhando tranquilamente. Eu de mãos dadas com Annie, Thalia comandava a frente e em seguida Nico entre Paloma e Victoria.
-Com ciúmes da minha irmã Sabidinha? – perguntei a Annie com um tom de deboche
-Eu? Com ciúmes daquela Tartaruga? De jeito nenhum! Nem pensar.
-Tartaruga? Vai me dizer que já até apelidou minha irmã?
-Pense bem, faz o maior sentido. Ela é filha de Poseidon que são considerados lerdos e adoram água. Tortuguita – falou ela animada. E o que ela quis dizer com “filhos de Poseidon são lerdos.”?
-É tartaruga ou tortuguita? – falei confuso
-Tanto faz. Eu fiquei na duvida entre esses dois, mas no final decidi que tanto um como o outro eram bons pra a Paloma. –disse ela com um sorriso no rosto – e afinal, todos aqui temos apelidos carinhosos, menos a Victoria – ela pareceu pensativa – to com um pouco sem ideias pra ela, mas ainda estou pensando em um bom...
-VICTORIA! TE PREPARA QUE DAQUI A POUCO VOCÊ VAI TER UM APELIDO COMO TODOS NÓS! – gritou vulga “tartaruga/tortuguita”, para todos ouvirem. Todos nós mesmo, porque o local estava um verdadeiro deserto – EU JÁ GANHEI O MEU!
-QUE É TORTUGUITA! OU TARTARUGA! VOCÊS QUE ESCOLHEM! – berrou Annie
-NÃO PRECISA LEMBRAR! CARA-DE-CORUJA! – gritou Paloma de volta – VIU! EU TAMBÉM SEI APELIDAR AS PESSOAS!
-MAS VOCÊ NÃO TEM O MESMO TALENTO QUE EU PARA DAR APELIDOS! – berrou Annie mais uma vez.
Então todos caíram na risada pela pequena discussão em decibéis.
-Desculpem interromper esse momento de alegria – falou Thalia – mas chegamos ao pé do monte Delfoot.
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*Annabeth’s*
Delfoot, Delfoot... Tinha algo nesse tal monte que me intrigava, eu estava claramente deixando passar algo, mas não sabia bem o que era. Filhos de Atena não são obrigados a saber de tudo a toda hora ok? Admito que as vezes eu acabo deixando passar pequenos detalhes e por fim não conseguindo achar a solução.
-Bem, galera – falou Paloma – vamos em frente.
Ela colocou as mãos nos bolsos de sua jaqueta Adidas branco com linhas douradas. Calçava um All Star preto igual ao do irmão, uma calça jeans escura e a camiseta do acampamento. Percebi que segurava algo no bolso direito de seu casaco. Aparentemente era seu ioiô.
Todos estavam assim. Segurando suas armas. Todos sentiam que algo de ruim ia acontecer. Afinal, nunca nada foi fácil para um semideus. Principalmente em uma missão.
O tempo até que passou rápido, e chegamos logo ao topo. (N/A Por pura coincidência agora ta tocando The Climb no meu celular. Entenderam? The Climb – A subida. Eles estavam subindo o monte e tals... Ah deixa pra lá...).
Ao chegar lá em cima, me deparo com uma grande clareira, um pouco de lenha no centro e varias arvores de copas altas e verdejantes cercavam o local. Alem de, é claro, mosquitos, pernilongos e outros insetos chatos. Não tenho muito que falar do local, as arvores pareciam ser arbustos gigantes, todos de alturas exatamente iguais, e da mesma cor. Cheguei até a pensar que não fossem reais. E quem via esse monte lá de baixo não podia imaginar quão grande ele era aqui em cima.
*TUMP! TUMP! TUMP!*
Era um barulho meio estranho comparado aos sons da natureza de uma montanha de Conectcut.
*TUMP! TUMP! TUMP!*
Todos se armaram. Eu com minha adaga. Percy e Nico com suas espadas. Thalia e Vic com suas flechas e Paloma com a maça.
Então uma luzinha se acendeu na minha cabeça. Finalmente chegou aquilo que estava difícil de se entender. Liguei os pontos como se fosse um simples quebra-cabeça.
-PÉ-GRANDE!! – gritei para todos ouvirem
- O que? – perguntou Percy
-Foot quer dizer pés! – falei – escute os barulhos Percy!
-Faz sentido – observou Thalia.
Foi aí que varias arvores voaram para longe, e mais um monte foram derrubadas ao chão. Surgiu três deles. Eles tinham mais ou menos uns 2,50m de altura sem contar o meio metro de diâmetro de seus pés. Pareciam pranchas de surf. E olha que eu nem estou exagerando. Talvez pranchas de Snowbord.
Então começamos a batalha e nos dividimos em duplas. Eu e Percy. Thalia e Victoria. Paloma e Nico.
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= > Paloma’s < =
Nos dividimos em duplas. Annie e Percy (mas que duvida!). Vic foi com Thalia (acho que mais cedo ou mais tarde Thalia convencerá minha melhor amiga a virar uma caçadora rabugenta como ela). E acabou que eu tive que lutar com Nico.
Então fiz algo muito estranho. Estranho mesmo. Peguei Nico pelo braço e o puxei floresta adentro. Ok. Admito, peguei ele pela mão. Mas que diferença isso faz? Na hora do desespero vale tudo. (Eu não to querendo dizer que to desesperada por... Que... Ah vocês entenderam, o desespero era pra salvar a nossa vida e fugir daquele pé-grande. Era ESSE o desespero que eu falei tá bom?).
Então peguei ele pela mão e o puxei para a floresta, que por sinal era uma big floresta (gosto de incluir palavras de outros idiomas enquanto eu falo jejeje). E, aliás, tava achando que aquilo não era um monte e sim uma montanha giganorme.
Aí vocês me perguntam: “Poxa Paloma, mas porque você foi para a floresta e não ficou na clareira lutando junto de seu irmão e seus amigos?” Poisé eu também não sei...
Foco! Foco! Luta! Pé-grande! Mantenha o foco Paloma! Mantenha o foco!
O pé-grande corria rápido e estava quase nos alcançando. E corremos, corremos, corremos. E o monstro já estava no nosso calcanhar quase que literalmente. A um pequeno descuido meu (óóbvio que algo do tipo tinha que acontecer! É só comigo que dá errado!) olhei para trás a ponto de ver a distancia que estava o pé-grande e então...
–PENHASCO PALOMA! – gritou Nico que me puxou para trás antes que eu caísse.
Só consegui ver o monstro dando um salto para cima de nós. Fechei os olhos para evitar a dor. Mas Nico, por sorte, me deu um empurrão (sorte? Acho que isso tava mais pra azar...) me fazendo deitar na grama. Fiquei praticamente jogada de costas no chão como uma panqueca, e ao abrir os olhos, a criatura passou voando por cima de mim, e acabou indo em direção ao penhasco.
–Um se foi. Faltam dois – falou Nico (eu sempre quis dizer essa frase...)
–Obrigado Nico. Obrigado mesmo! Você salvou minha vida!
–Ok! Agora vamos salvar a vida dos outros.
E voltamos correndo pela floresta. De mãos dadas! (Ponto para Paloma Totch!).
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+ Victoria +
Olha, no momento eu não to podendo explicar tudo o que aconteceu comigo ultimamente. Pera aí só deixa eu me esquivar aqui... HUP!... Continuando. Minha vida virou de ponta cabeça. Deuses, acampamento, treinamentos, capa negra, missão, oráculo, monstros, lutas. E sem contar os monstros. Eu já mencionei os monstros?
Eu sentia uma falta imensa do eu irmão mais velho. Eu morava com ele, se chama Josh, 23 anos. Quando eu era pequena...
–Victoria! Cuidado! – gritou Thalia
Falei que era um momento inoportuno para contar historias. Mas continuando. Quando eu tinha 6 anos, meu pai adotivo foi sequestrado por mafiosos e assassinado. Ele era advogado, um homem bom, me orgulho dele ter me aceito como sua filha. Uns dias antes de sua morte, ele havia solucionado um caso na justiça e mandou dois caras para a cadeia. Por fim a gang deles junto com esses mafiosos fizeram vingança por meu pai ser justo! Desde então as coisas ficaram difíceis em casa. O dinheiro da minha mãe foi ficando pouco para sustentar três pessoas e...
–Thalia! Vai pela direita, que eu vou pela esquerda!
Vou te contar hein... Não é nada fácil fazer uma narração enquanto luta com um pé-grande.
Como diria Paloma? Ah sim. Foco!
Com os problemas financeiros em casa, minha mãe foi se entregando ao álcool. E logo após, as drogas. No ano seguinte ela foi embora. Deixando eu e Josh sozinhos, abandonados.
E é nessas horas que descobrimos os amigos de verdade. A mãe de Paloma nos acolheu em sua casa até meu irmão arrumar um lugar pra gente ficar. Ele conseguiu juntar um dinheiro que tinha em baixo do colchão mais os que ele conseguiu fazendo uns bicos pela vizinhança, e alugou um apartamento de dois quartos para nós. Era pequeno e simples, mas muito aconchegante. A mãe de Paloma, Sra. Katheryn, eu a chamava de tia Katy, nos ajudou bastante. Ela levava comida quando faltava e não tínhamos muito dinheiro pra comprar mais, e deixava-me dormir na casa dela com Paloma quando meu irmão ficava até mais tarde trabalhando. Foi ela quem nos ensinou tudo o que sabemos sobre mitologia grega. Professora de historia ela sempre adorou esse tema mais do que tudo. E agora eu entendia melhor o porquê. Ela tinha a responsabilidade de cuidar de uma semideusa dentro de casa, mais a sua melhor amiga. Era uma dupla responsabilidade, sem contar que elas eram filhas de dois dos três grandes.
Voltando de meus devaneios. A luta. Cheguei até a me acostumar com dores e ferimentos.
–Você daria uma ótima caçadora, assim como sua irmã... – falou Thalia.
A única coisa que sabia dessa minha suposta irmã é que ela era irmã de sangue do Nico, a Bianca, que virou uma caçadora e que morreu em uma missão. Nessa hora me passou um arrepio pelo corpo...
–Reforço chegando! – falou Paloma vindo da floresta com Nico logo atrás. Bem a tempo!
–Sabe to começando a achar que pegamos o maior deles.
Eu tava mesmo era começando a ficar irritada com essa coisa, pois nada que fazíamos dava certo. Nada acabava com aquele monstro.
–Dois já foram – Anunciou Percy que logo correu para nos ajudar. Ele e Annie detonaram com o segundo pé-grande e não pareciam estar tão machucados.
–Chefe não vai gostar nada disso – urrou o monstro.
–Quem é seu chefe? – perguntou Annie – diga e lhe pouparemos a vida!
–Então prefiro morrer!
–Escolha errada – Resolvi tomar uma atitude, pois já estava de saco cheio dessa coisa.
Agarrei a clava de Paloma e corri em direção do pé-grande, o que foi algo totalmente idiota, sem noção e estúpida já feita por alguém.
Eu, como uma típica semideusa inexperiente, não dava para se esperar algo de inteligente vindo de mim.
O monstro levantou a mão e deceu com uma velocidade impressionantemente assustadora, me acertando bem na cabeça. Ele era muito forte, me mandou pra longe.
Ele me mandou direto para o penhasco.
–VICTOOORIAAAAA!!! – ouvi gritos ao longe, um clarão de luz e depois, a escuridão.
Notas finais
Nao, é serio mesmo, nao precisam me matar ok? =D
bjs pra voces, o Boomegan, meu pegaso, ta me esperando aqui pra me levar até a ilha de Calipso (seja lá onde ela esteja) hehehe
Ps: Sim, eu tenho um pégaso, e ele se chama Boomegan...
Bjs pessoal, vou passar uns tempos ajudando Calipso a cuidar das plantinhas dela hehehe
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