Notas iniciais
Olá semideuses! Mais um capítulo em que são prestados esclarecimentos sobre a profecia. Mais uma personagem entrando na fic!!! Espero que gostem. LEIAM AS NOTAS FINAIS.

Mortos encapuzados vagavam eternamente no Campo de Asfódelos.

Fiz o longo trajeto até o Rio Estige em passos longos e ligeiros. Não posso dizer que estava ansiosa para me jogar numa piscina de ácido, mas a ideia começava a se assentar em minha mente. Era a coisa certa a fazer.

O rio em si não era nada muito extravagante. Sua “água” era de uma coloração acinzentada e várias memórias humanas eram arrastadas pela correnteza. Esperanças perdidas, sonhos abandonados. Toda a vida acabava assim, em dor e sofrimento.

Joguei minha mochila num canto qualquer, prendi meus cabelos e quando cheguei próximo à borda ouvi uma voz familiar atrás de mim.

–Ashley – disse a filha de Atena.

–Annabeth? O que faz aqui no Mundo Inferior? – Indaguei

Ela se aproximou de mim com um olhar triste e vazio.

–Quíron me mandou – disse com uma tristeza evidente — O acampamento foi atacado, Ashley. O exército sombrio de Tifão se reuniu novamente.

Suas palavras me atingiram como lâminas. O Acampamento Meio-Sangue foi meu lar por apenas uma semana, mas ele, sem sombra de dúvida, foi o único lugar que eu me senti protegida de verdade. Como ele poderia ter sido atacado? Justo ele, que possui os melhores heróis jamais conhecidos... Não podia ser verdade...

Annabeth, a garota mais corajosa que conheço, já estava com os olhos marejados.

– Quíron disse que eu devia ajuda-los na missão. É arriscado, quatro não é um número recomendado, mas de algum jeito eu consegui desvendar a profecia. E acho que só eu sei o que eu deve ser feito para evitar a ruina. – disse ela, tentando não transparecer a dor ao mencionar o centauro que a criara desde os 7 anos.

Pensei em suas palavras e resolvi contar meu plano para ela.

–Annabeth, eu não estou aqui por acaso. Eu vim para mergulhar no Estige. Só assim poderei fazer o que é preciso e... – me interrompi ao olhar para ela.

Annabeth adquiriu uma expressão sombria em seu rosto e seu olhos passaram de cinzentos para tempestuosos, revelando toda a sua dor encoberta.

–É sobre isso que vim falar, Ash –disse fracamente a semideusa – Nós quatros devemos nos tornar invulneráveis e enfrentar o guardião da arma. Cara a cara.

Fomos em direção ao palácio de Hades. Senti um alívio imenso ao ver diante de mim a única amiga que fiz no acampamento. Annabeth era esperta e uma ótima estrategista. Se existe alguém no mundo capaz de nos ajudar a salvar a civilização era ela.

Subimos a escadaria apressadamente e batemos na porta dos quartos de Percy e Bryan, chamando-os para a sala do trono, onde Hades – em seu habitual manto de seda – conversava com Deméter sobre com comer cereais era desnecessário. Não prestei muita atenção na conversa deles, pois os garotos estavam encarando Annabeth com expressão de confusa em seus rostos.

–An-Annabeth – gaguejou Brayn.

Para o mundo que eu quero descer! Bryan, o semideus mais autoconfiante da história do universo havia gaguejado na presença de Annabeth? Estranho...

Lancei para ele um sorriso do tipo “eu sei seu segredo, mas vou fingir que não sei para você não saber que eu sei o que você acha que os outros não sabem” e ele pareceu entender o recado, pois corou violentamente, assumindo um tom de vermelho vivo.

–Olá Bryan, Percy. Vim aqui trazer notícias não muito... Agradáveis.

Annabeth contou em detalhes o que aconteceu e pude notar a expressão de choque de Percy e a incredulidade de Bryan. Para Annabeth não parecia ser fácil narrar esses fatos, de tempos em tempos ela parava e respirava para controlar as emoções. Eu a entendia, como eu ela não gostava de demonstrar fraqueza nas batalhas e semideuses vivem numa eterna batalha.

Ao terminar de contar como havia fugido, entrado no mundo inferior, subornado Caronte no interior dos estúdios M.A.C. e me encontrado (omitindo o fato de que eu estava preste a me jogar num rio de ácido) , eu e os garotos lhes contamos como havia sido a nossa missão até agora. Annabeth ouvia atentamente e parecia estar absorvendo cada detalhe. Coisa de Atena.

–Como eu disse para a Ashley quando a encontrei, eu creio que consegui entender a profecia. É claro que é muito incerto, mas pode nos ajudar – iniciou Annabeth -

Para iniciar devemos analisar a profecia verso por verso. Comecemos assim:

Os filhos dos Grandes para o norte irão– Ashley, Bryan e Percy foram ao Alasca.

As sombras destinadas a destruir a missão – Ao contrário do que pensávamos as sombras não são uma indireta para filho de Hades, as sombras representam os desafios que por pouco não acabaram ou acabarão com vocês. Basicamente os inimigos que enfrentarão ao longo do caminho que podem, ou não, destruir toda a missão.

Para achar a arma pelos deuses perdida -a arma nesse contexto representa duas coisas: a espada que destruirá Tifão, obviamente e a única coisa que os deuses perderam: a sabedoria, nesse caso um filho ou filha da deusa da conhecimento.

Deverão procurar na terra proibida – a terra proibida é o local onde os vivos não ousam pisar, o Mundo Inferior, onde vocês me encontraram e irão encontrar a espada de Peleu, que é o único artefato capaz de realizar tal proeza.

Ao pausar sua fala, Annabeth suspirou e prosseguiu:

–Os últimos versos ainda são um mistério, mas tem algo haver com a decisão que Percy tomará agora.

–Qual decisão? – indagou o filho de Poseidon, que no fundo sabia como ninguém qual seria a resposta da loira.

Um silêncio tenso de colocou na sala do trono, onde até os dois deuses ali presentes temiam a resposta da pergunta feita por Percy Jackson.

Uma decisão que deverá ser acatada não importa qual for... O destino do Mundo nas mãos de um garoto de 12 anos. Ashley sentiu um aperto em seu peito ao pensar no que Percy devia estar sentindo. Ele, que fora o único que nunca viu seu pai pessoalmente, dava apoio a toda equipe. Ele que era fiel e leal, que quase deu a vida por ela no episódio da Medusa. Percy Jackson era o que mais sofria, no final das contas. Meus olhos ficaram marejados ao vê-lo assumir uma expressão sofrida diante do silêncio da semideusa filha de Atena. O peso em suas costas... Como ele podia suportar e não desabar, como Ashley muitas vezes já fizera?

Interrompendo os devaneios de cada um dos presentes, Annabeth baixou a cabeça e disse baixo o suficiente para que somente os quatro semideuses ouvissem.

–A decisão de acreditar no seu plano com Bryan ou confiar no meu e da Ahley.

Hades, que sendo deus, ouvira os sussurros da garota, pronunciou-se enfim:

–Então Jackson, qual a sua escolha?

Notas finais
O que acharam? Por favor comentem, estou cheia de inspiração mas me deixa triste só receber 1 ou 2 comentários por capítulo. Opinem, coloquem sugestões, critiquem ou elogiem. Beijos e até a próxima. P.S. Desculpem qualquer erro de ortografia