Notas iniciais
Hello peolpe! Este capítulo é maravilinks, espero que gostem.

O barulho dentro do apartamento de Greb era enorme.Haviam vozes e risadas, todas um pouco acima do limite para moradores de um apartamento. Nosso síndico, o senhor Burger, era um cara baixinho e magricela, com grandes óculos redondos e um mau humor de espantar Hades. Se ele visse a barulheira em seu condomínio, com certeza Greb teria muito mais do que as despesas da festa para pagar.

Toquei a campainha. Annabeth deu um pulinho ao meu lado. Apertei sua mão para conte-la.

–Não fique animadinha assim lá dentro- Eu não estava com ciúmes.

Ela me olhou desconfiada e humorada, erguendo uma sobrancelha- Quero ver o tipo de pessoas com que você anda... E também estou louca para comemorar a vitória dos Giants- Ela ajeitou a camiseta sobre o corpo- Estou bem assim?

–Está ótima- assenti. Olhei para Annabeth e não pude evitar de imaginar todos aqueles caras bêbados rindo e comentando sobre ela. Eu teria que grudar na minha namorada como uma figurinha de caminhão- Você sempre está

Annabeth sorriu. Agradecida.

–Você também está um charme, com essa camiseta manchada de suco- Ela apontou para a mancha amarela no meu peito. Era pequena e apagada, mas estava ali. Nenhuma mancha escapa dos olhos de uma mulher.

Tentei tirar a mancha da camisa esfregando com a mão. Lambi as pontas dos dedos.Ela riu.

Greb abriu a porta, sua barriga saliente apareceu antes pelo espaço entre a porta e o batente. Ele acenou para que entrássemos.

–Ah!Que bom que vieram!- Ele mostrou o interior de seu apartamento para Annabeth- Está com fome? – Eles passaram em frente á uma mesa cheia de salgados e refrigerantes.

O apartamento de Greb era exatamente como o meu, só que menos organizado. O sofá bege de camurça recebera uma capa azul com o símbolo do Big Blue, a pequena mesa de centro com garrafas de cerveja espalhada ao seu redor com uma bela águia norte americana no centro da mesa de vidro. Ao lado da TV havia o mascote dos Giants, nas paredes retrados de jogadores importantes que já passaram pelo clube.

Atrás do sofá, em frente á janela, Greb montara uma mesa de madeira, daquelas que geralmente se encontra em bares. Sobre ela haviam garrafas de cerveja e copos de plástico com refrigerante, alguns petiscos e amendoim. Nas cadeiras haviam os caras do clube azul, um grupo de torcedores dos Giants fundado e organizado por Greb com todo os moradores que torciam para o BigBlue.

O cara de dreads, Tommy, acenou para que me sentasse- E ae, cara...- seus olhos estavam vermelhos e leitosos- Quem é a loirinha?

Me sentei de frente para o resto do apartamento, tendo uma visão panorâmica do lugar. Greb servia Annabeth de suco de laranja.

Pelo menos ela não estava bebendo.

–É a minha namorada. Já falei dela pra você.

–Não imaginei que ela fosse tão...- ele parou e me encarou, esperando minha reação- Ela torce para os Giants!- Tommy mudou de assunto.

–É- fiz cara de azedo. Trazer Annabeth era um risco. Eu confiava minha vida á ela, mas apesar de gostar muito dos meus amigos do condomínio, mesmo alguns tendo mais de trinta anos, eu não confiava totalmente neles... Ou melhor, não confiava minha namorada á eles. Mas era um risco que eu tinha que correr, aguentar os olhares e comentários e respirar fundo. A maioria já estava começando a ficar bêbado, logo logo nem lembrariam mais seus nomes.

Mas sabendo que ela estava comigo, talvez, não mexessem com ela.

Ao lado de Tommy estava seu irmão George, um cara que abandonou a faculdade para trabalhar numa fábrica de calçados. Seu sonho era abrir uma loja de autopeças e depois começar a vender carros seminovos num pátio. Ele tinha um braço todo tatuado com figuras de mulheres, a maioria santas, cobrindo todo o braço desde os ombros até os pulsos. George ficou todo orgulhoso quando viu o tridente e as letras SPQR que Octavian fizera em meu braço no Acampamento Júpiter anos atrás.

Ele inda olhava para a minha tatuagem toda vez que me via.

–É essa ai a famosa Annabeth?

Annabeth se sentou conosco.

–Ela mesma- Ela estendeu a mão. Os olhos de George correram de seus cabelos louros até a sola de seus tênis. Ele se levantou, forçando-a a levantar também para cumprimentá-lo com um beijo no rosto- e você é o...

–George Reffle- ele sorriu, se sentindo um galã de novela- esse é meu irmão Tommy.

Tommy acenou, meio fora de si.

Eu adorava Tommy, mesmo ele tendo cheiro de erva e incenso. Esse cara trabalhava numa industria copiadora e distribuidora de discos de videogames, sua função era testar todos os jogos antes de manda-los para as lojas. Ele ganhava mais que Paul e minha mãe juntos.

–Cara, mandei meu currículo para a Playstation...- falou para mim- Só estou esperando a resposta.

–Vamos ficar na torcida- tentei ser otimista.

Olhei de esguelha para George, ele olhava furtivamente para Annabeth, desviando os olhos ou fingindo estar observando os quadros nas paredes. Eu quis socar aquele cara.

Tommy uma vez me contou que George tem um fetiche por garotas comprometidas. Para ele era como colecionar selos ou cartões postais, George não via como uma coisa ruim ou perigosa, para ele era divertido e emocionante, como saltar de paraquedas.

Isso me deixou zangado, mas procurei não pensar sobre isso. Esse cara podia estar doente e precisando de um médico, por isso quis deixar claro que não estava de brincadeira.

–Está namorando, George?

Ele não prestou atenção.

–O quê?

–Perguntei se está namorando... sabe, como eu e Annabeth.

Ele se arrumou no lugar e pegou alguns amendoins- Na verdade não... Mas estou á procura.

–Tenho certeza que ai encontrar alguém que te queira e esteja disponível.

George assentiu. Com certeza tinha entendido o recado.

A campainha tocou e Greb foi atender. Enquanto uma das mãos abria a porta a outra segurava uma enorme caneca de cerveja, daquelas Alemãs.

–Geraldo, Brian, Alex,e esta é a... ah, muito prazer Brenda. Entrem por favor.

Eu conhecia todos aqueles caras, menos a garota de cabelos pretos e curtos nos ombros. Fiquei feliz por Annabeth ter companhia, alguém para falar mal dos namorados, mas melhor ainda, mantê-la afastada dos outros caras, principalmente de George.

Eles nos cumprimentaram com apertos de mãos e se juntaram a nós na mesa. Greb repôs os petiscos e os amendoins, trouxe mais cerveja e refrigerante, e finalmente puxou uma cadeira e se sentou.

–Hoje garotos, temos duas meninas muito bonitas, ambas torcedoras do BigBlue!

Brenda e Annabeth sorriram. Dei graças quando Brenda puxou uma cadeira ao lado de Annabeth e elogiou sua camisa autografada pelo time todo dos Giants. As duas conversaram sobre como Annabeth conseguira tantos autógrafos, e todos na mesa pararam para ouvi-la.

–Então entrei no vestiário e graças a Deus eles ainda estavam com as roupas do jogo, pedi que eles autografassem minha camisa e eles fizeram, depois meus irmãos entraram e pediram o mesmo... Tirei umas fotos também. Brandon é muito maior pessoalmente do que na televisão.

–O Brandon James? Aquele loiro, o camisa 34?- Brenda arregalou os olhos

–Sim...- respondeu Annabeth, se graça- Ele mesmo.

–Deus! Ele é um gato!

Alex beliscou a perna de Brenda por baixo da mesa

–Olho por olho, querido. Só estou me vingando por causa da Mariah Carey...

–Ele também gosta da Mariah?- Annabeth olhou feio para mim, depois olhou para Brenda.

–Na verdade não sei se ele gosta das musica ou dos peitos dela- respondeu ela, séria. As duas se encararam por um instante depois caíram na gargalhada. Eu não sabia como as duas conseguiam conversar apenas se olhando, mas eu sabia que meu nome fora enviado via telepatia. Eu podia sentir.

–Gosta da Mariah Carey, Percy?

–Minha mãe colocava o cd dela todo natal. Ela tem umas musicas natalinas muito boas- confessei. Os garotos esconderam a cara, contendo o riso. Outros riram alto.

–Faz favor!- Greb me chacoalhou pelo ombro- Vai dizer que nunca reparou nos peitos dela

–Não!- olhei para Annabeth- Claro que não!

Agora todos riram, menos Annabeth.

–É sério!- puxei sua cadeira para mais perto da minha- Eu era criança quando escutava suas músicas de natal...

–Ei, ta tudo bem. Acredito em você- Annabeth pegou um pãozinho e o cortou no meio com as mãos.

Aquilo bastou para que todos parassem de rir. George não estava muito contente com a reação dela.

–Vou pegar o baralho- Greb se levantou.

***

Pouco tempo depois o apartamento de Greb estava lotado de pessoas que eu conhecia e desconhecia. Alguns caras encaravam Annabeth e piscavam, se aproximavam quando ela estava sozinha e a olhavam com maldade por trás. Eu ficava louco quando via, mas ainda estava são para não começar uma briga e estragar tudo.

Eram mais ou menos trinte e cinco homens e duas mulheres no mesmo apartamento. Alguns daqueles caras cheiravam a bebidas e cigarro, eles circulavam pelo apartamento e abriam a geladeira como se estivessem em suas casas. Eu não sabia de onde Greb conhecia aqueles mal encarados, mas com certeza não faziam parte da nossa associação, O Clube Azul.

–De onde conhece eles?- Eu e Greb nos sentamos no sofá

–Conheci esses caras no bar no ultimo jogo dos Giants. Contei sobre nossa associação e eles pediram para vir no dia da final. Como nunca nego um pedido de algum torcedor do Big Blue, deixei que viessem.- Greb cheirava a pinga e cerveja, sua camisa estava molhada, haviam grande círculos abaixo de seus braços rechonchudos.

As meninas não estavam mais sentadas do outro lado da sala, no outro sofá. Procurei com os olhos pelo pequeno espaço que não estava ocupado pelos estranhos e vizinhos do condomínio. Não vi sinal de Annabeth ou de Brenda.

Pedi licença á Greb e fui procurar pelas garotas.

Sabe aquela sensação de que se você cavar demais vai acaba encontrando muito mais que terra? Era o que eu estava sentindo. Não queria ver um desses caras tentando alguma coisa com a minha namorada, mas eu tinha que ficar de olho e não deixar que isso acontecesse.

Eu sabia que Annabeth sabia se virar bastante bem sozinha, principalmente com Branda ao lado. Mas se esses caras tentasse algo com as duas? Elas não teriam como proteger uma a outra.

Decidi procurar em todos os cômodos, bati na porta do banheiro e abri a porta, que não estava trancada. Lá dentro havia um cara vomitando no vazo, sai e fechei a porta.

Aquilo definitivamente tinha que ser deletado da minha memória.

O quarto de Greb estava fechado, e aquilo gelou minha espinha. Balancei a cabeça negativamente, jogando essa ideia ridícula para fora dela. É claro que ela não estava lá dentro com outro cara. Nunca duvidei da fidelidade de Annabeth, assim como ela nunca desconfiaria de mim, serei fiel á ela até que minha passagem definitiva para o Elíseos seja paga.

A porta do outro quarto estava aberta mas não havia ninguém lá dentro. Havia toalhas e outras roupas para serem passadas sobre a cama de solteiro sem lençol. Mais quadros dos Giants estavam na parede, uma faixa azul e amarela contornava o quarto, e o armário de madeira branca estava repleta de figurinhas.

–Cara, quero saber onde você arrumou aquela gata

Olhei para trás, um cara louro com cachos cobrindo a testa estava parado ao lado da porta com uma garrafa da Heineken na mão. Ele parecia são, andava com equilíbrio e não parecia estar sob excesso de álcool.

–Que?- Eu tinha entendido perfeitamente bem, só não estava entendendo o motivo.

–Aquela loira ali na sala. Um tremendo avião...

Contracorrente pesava mais do que um tijolo de cimento no meu bolso.

–Não é da sua conta.

–Calma ai cara! Só fiz uma pergunta amigável! Não precisa responder se não quiser.

Não gostava de ser mal educado, isso fugia de todos os meus princípios e contrariava toda a suada educação que minha mãe me dera. Mesmo não tendo muito, ela nunca deixara de me educar como uma mãe deve educar um filho.

–Se quer saber, nos conhecemos quando éramos crianças.

–Então já é antigo.

–Mais do que as muralhas da China.

Passei ao lado do cara ao lado da porta e o deixei sozinho dentro do quarto. Haviam mais dois caras no corredor, eles me observaram passar sem dizer nada, depois notei alguns comentários.

Dei de ombros, não me importava se falavam bem ou mal de mim, só queria encontrar Annabeth e me assegurar de que ela não precisava de nada e estava bem.

Ela estava na cozinha , lavando as mãos na pia sobre a bancada de pedra fria. Os garotos que rodeavam os armários procurando por mais copos a olhavam com olhos maldosos, fiquei louco quando entrei, mas me contive.

–Annabeth- chamei

Ela olhou para trás e se voltou para a torneira. A fechou e se voltou para mim mais uma vez.

–Está com uma cara esquisita.

Realmente eu devia estar parecendo um maníaco, mas era por uma boa razão.

–Não é nada- olhei para os caras- Achei que estivesse com a Branda.

–Eu estava, mas me perdi dela quando fui ao banheiro lavar as mãos- Ela as secou num guardanapo- Acredita que tinha um cara vomitando?

Fiz que sim, mas dei de ombros- Queria ver se estava bem

–Estou ótima- ela olhou para os caras e depois para mim- vamos conversar lá fora.

Ela pegou minha mão e deixamos a cozinha.

Ela parecia saber o que eu estava pensando antes mesmo deu dizer. Depois de anos de convivência com Annabeth eu sabia que ela tinha esse poder. Normalmente as mulheres sentem o cheiro das coisas, mas Annabeth era como um sexto sentido. Ela sabia exatamente o que fazer, o que dizer e como fazer. Aquilo era fascinante, de certa forma. Seus olhos me examinavam, me sentia como numa sala de raio X. Se os hospitais tivessem enfermeiras tão lindas como ela, eu adoraria ser internado sempre.

–Não precisa se preocupar, estou bem- ela sorriu, tentando me convencer com aquele sorriso que eu amava- Sei me cuidar.

–Confio em você- rodeei os olhos pelo lugar. Estava repleto de homens- Só não confio neles!

Ela olhou em volta e concordou- Vou me comportar- ela me deu um beijo rápido- Eu e Branda vamos falar mal de você e Alex num cantinho seguro. Prometo.

Ela me deu mais um selinho e se foi. Ela desapareceu entre os caras que a viraram as cabeças para olha-la quando ela passou.

Secretamente, sem chamar a atenção, segui Annabeth e a observei de longe enquanto chama Branda que dava uns beijos em seu namorado e puxavam cadeiras para o lado da janela, onde começaram uma conversa. Não era especialista em leitura labial, mas vi meu nome muitas vezes nos lábios de Annabeth. Elas estavam falando mal de mim e Alex de verdade.

Mesmo sendo o motivo da conversa me senti bem ao ver as duas conversando num ponto escondido da sala. Se eu ficasse por perto poderia garantir que as duas ficassem bem.

–Parece que George não é o único doente por aqui...- Alex sorriu com desdém para mim, um sorriso com humor e compaixão- Relaxa cara, elas sabem se cuidar. E ninguém aqui é maluco de mexer com as nossas garotas...

–Greb me deve uma –desabafei

Como se eu tivesse o invocado, Greb surgiu ao meu lado e me jogou uma lata de refrigerante.

–Sei que não bebe, é Pepsi.- Greb coçou a barbicha- Que tal fazermos algumas coisas que homens fazem juntos quando estão longe de suas patroas?- Ele puxou a mim e Alex pelos ombros, num abraço de lado- Tenho baralho e Poker...

–Tem Banco imobiliário?- perguntou Alex, rindo da própria piada.

Confesso que também ri.

–Tá brincando!- Greb também estava rindo- Antes de abandonar Suzanna no altar nós jogávamos muito. Venham, ela esqueceu ele aqui.

Jogamos meia partida de Banco Imobiliário antes de nos cansarmos e largamos o jogo esparramado pela mesa. Conversamos sobre coisas alheias, como o jogo dos Giants e os peitos da Mariah Carey- me neguei a participar dessa conversa- e também sobre o apartamento que a associação estava querendo alugar na Califórnia para ver a primeira temporada do SuperBall.

Quando contei que ficaria na casa do pai de Annabeth em São Francisco eles ficaram malucos. Mas cortei o barato deles. Nunca eu poderia levar um cara de mais de trinta anos viciado em jogos de futebol americano e um cara que tinha que anotar o próprio número de telefone num papel porque não tinha capacidade de memoriza-lo para a casa do pai da minha namorada.

–Larga de ser egoísta. A associação não tem toda essa grana- resmungou Greb

–A casa não é minha, é do meu sogro- respondi- E aliás, se eu for em algum jogo do SuperBall vou ter que ir com a família toda, e isso inclui os irmãos de Annabeth, pai e madrasta.

–E os amigos do genro preferido- Alex sorriu, mas sem sucesso.

–Do único. Annabeth não tem irmãs.

Ficamos em silêncio por alguns segundos. Ouvi todo o tipo de conversa que tinha dos outros convidados de Greb. Alguns estavam tão bêbedos que falavam bobagens sem sentido. Mas uma das conversas me deixou nervoso.

Prestei atenção na conversa de alguns caras próximos. Eles conversavam sobre as duas garotas bonitas que estavam sentadas ao lado da janela. Um deles queria saber se elas eram comprometidas, o outro disse que a loira usava aliança, mas eles não quiseram saber. Assim como o cara de cachos no cabelo, eles também achavam Annabeth um avião.

–Não gosto deles- procurei por minha namorada e sua nova amiga, da ultima vez que vi elas estavam conversando ao lado da janela, ao lado do sofá. Mas agora não as localizei, procurei com os olhos por todos os lados que conseguia. – Vou procurar Annabeth, já volto.

–Vá com Deus, filho

Pedi licença entre os caras mal encarados e fui até a mesa dos salgados, as duas estavam lá, enchendo seus copos de refrigerante e enchendo um segundo com doces, Brenda cutucou Annabeth e falou alguma coisa, ela assentiu e Branda se afastou.

Parei no lugar, esperei que o cara que as cercavam se aproximasse, ele parou ao lado de Annabeth e falou alguma coisa. Ela disfarçou e respondeu, sendo simpática. Notei sua preocupação, Annabeth não o olhava nos olhos. Quando tentou se afastar da mesa, George segurou seu pulso. Ele a puxou para mais perto e disse alguma coisa em seu ouvido. Sua cabeça tombou para o lado da porta, indicando o corredor que dava para o elevador. Annabeth fez cara feia e se desvencilhou do aperto de George. Ele fez cara feia e a puxou mais uma vez, dessa vez pela cintura.

Tudo ficou preto, me senti leve e quente, uma sensação estranha fez com que meus ombros de abrissem, meus pulmões puxassem mais ar e meu coração batesse mais depressa. Eu nunca sentira algo igual antes, quando voltei a enxergar eu estava de frente para George com a mão no bolso onde estava Contracorrente, meu nariz á pelo menos cinco centímetros do dele. George bufou de raiva e me empurrou para trás.

–Percy- Annabeth me puxou pela cintura- Está tudo bem- Ela se colocou entre nós e ficou de costas para George- está tudo bem...-ela me beijou varias vezes na bochecha. Puxei ela para mim segurando-a pela cintura. Meus olhos estavam pregados no cara em minha frente. Meu sangue pulsava, furioso.

Senti meus punhos se fecharem, os músculos do meu braço se contraíram. Annabeth ficou tensa.

–O que está acontecendo aqui?- Benda voltou com seu copo cheio de salgadinhos- Alex!Brian! Venham até aqui!- Ela se colocou entre nós e empurrou George, á mim e Annabeth para longe- Ninguém vai brigar aqui, entenderam? Eu não devia ter saído...

–É. Não devia- rosnei

–Ei!, não coloque a culpa em mim, ok?

Ela estava certa, não era culpa da Brenda se todos os garotos babavam por Annabeth. Eles nem olhavam para sua mão antes de tentar alguma coisa, mas o que eu podia esperar? Que quando vissem a grossa aliança de prata que ela tinha no dedo dissessem “Não vamos mexer com ela, ela tem namorado!” ? Era burrice minha. Era minha culpa.

–Eu sei, me desculpe

Quando meus amigos chegaram e Branda explicou o que tinha acontecido- até onde ela sabia- os garotos, principalmente Tommy, puxaram George para o canto para lhe dar alguns conselhos. Branda e Alex me tiraram de perto dele, por que se ele continuasse a me encarar eu soltaria Annabeth e pularia no pescoço dele e arrancaria essas tatuagens com os dentes.

–Você sabe do problema dele- começou Alex- Você tem que entender... Ele precisa de ajuda, cara.

–Não vai ser a minha- respondi, ríspido- obrigado pela preocupação, mas a festa acabou para nós- peguei a mão de Annabeth- Eu disse que seria uma péssima ideia.

–Como assim?! Não precisam ir embora agora, não aconteceu nada!

–Vamos antes para evitar que eu me encontre com ele de novo. Dê um abraço em Greb por mim.

Puxei Annabeth até o corredor, abri a porta da saída de emergência e olhei para ela. Queria muito ficar bravo, dizer que se ela tivesse me ouvido nada disso teria acontecido, podíamos comemorar a vitoria no nosso time tomando um sorvete no parque, mas ela preferiu ir á uma festa cheia de alcoólatras e viciados, e agora estávamos voltando para casa depois de quase me meter em uma briga.

Olhei para ela, pronto para lhe dar uma bronca,mas quando minha boca se abriu não consegui dizer nada. Sua cabeça e olhar estavam baixos, ela limpava o nariz com o pulso, tentou disfarçar quando notou meu olhar.

A puxei para mim e lhe abracei forte- Me desculpe- beijei sua testa- George tem problemas, mas mesmo assim não aguentei... Me desculpe.

Ela assentiu com o rosto no meu peito.

–Tudo bem, vamos recompensar o acontecido com uns beijos e um bom filme.

Eu adorava Annabeth e sua facilidade de deixar as coisas ruins para trás. Ela era sem duvidas uma das mulheres mais fortes que eu conhecia, uma das que eu tinha mais orgulho.

A abracei mais forte e ela apertou os braços ao meu redor. Senti ela sorrindo, depois rindo, até que levantou o rosto e me beijou de leve, seus lábios tinham gosto de suco de laranja e açúcar.

–Quem mandou você ser tão linda.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. *ESSE "FETICHE" OU MELHOR, DOENÇA PSICOLÓGICA QUE GEORGE TEM REALMENTE EXISTE. É COMO AS PESSOAS QUE SEMPRE QUE SAEM TEM QUE ROUBAR ALGUMA COISA. *REPAREM QUE EM CERTO MOMENTO A ANNIE DIZ "DEUS" AO INVÉS DE "DEUSES" JÁ QUE OS AMIGOS PRESENTES DE PERCY SÃO CRISTÃOS. Grande beijo