Pequenos contos de Terror 2

3 O síndico do meu prédio


Notas iniciais
se você mora em prédio, pense bem antes de ler este conto, muahahahaha.

Já haviam se passado 5 meses desde que estava morando naquele prédio, era o primeiro lugar em que eu estava morando sozinho. Era um prédio bom, meio antigo, mas os vizinhos eram comportados e eu não tinha problemas. Mas havia uma única coisa que me deixava realmente encucado em relação ao prédio: o síndico.

Era um homem velho, com a pele enrugada, usava uns óculos realmente estranhos, que deixavam suas feições ainda mais sombrias. Eu, morria de medo do homem, evitava ao máximo cruzar com ele pelo prédio.

Eis que meu “pé atrás” com o síndico só aumentava cada dia mais, quando ao sair pela manhã e ao voltar pela noite, eu sempre, sempre me deparava com o sujeito entrando ou saindo do depósito subterrâneo do prédio. Que eu soubesse, não havia nada lá além de móveis antigos que não eram mais de uso de ninguém no prédio, o que estaria um homem de idade, fazendo no meio de móveis antigos e empoeirados?

Um certo dia, minha curiosidade venceu meu medo, eis que tomei a mais perigosa atitude, como o depósito era de uso geral para o prédio, achei que não haveria problemas de ir lá, dar uma olhadinha, no que tanto o síndico fazia lá dentro.

O dia era domingo, acordei as sete em ponto, pois sabia que, ninguém acorda as 7 em ponto de um domingo, estava enganado. O síndico acordava.

Desci silenciosamente as escadas do prédio, e me encaminhei em direção a porta do depósito, estava encostada. Nem isso me deteve, continuei meu caminho.

Cheguei a porta, e logo vi a escada que acabava no escuro, onde meus olhos não conseguiam enxergar. Pisei no primeiro degrau, e um calafrio atingiu minha espinha, confesso que pensei em voltar, mas já que estava ali, continuei.

Desci mais ou menos oito degraus quando toquei o chão, avistei o interruptor e liguei a luz do depósito.

Para meu espanto, havia outra porta, outrora desconhecida no depósito. Movido pela juvenil curiosidade, me dirigi a outra porta, cuja qual emitia uma luz pálida.

Cheguei a porta e, lentamente a abri, avistando lá dentro, a pior imagem que já tinha visto na vida.

O síndico, estava em pé, ao lado de uma maca. Com um jaleco todo ensanguentado, ele sorria, um sorriso, que nunca ei de esquecer, aquele sorriso, de alguém que se diverte, a custa da dor alheia. A imagem do homem, do psicopata a minha frente me paralisou, por tempo bastante, para ser percebido, mas não por tempo bastante para fugir. A ultima coisa de que me lembro, é de ser apunhalado pelas costas e cair, mas algo, algo amorteceu minha queda. Só agora me recordo, era o corpo, de minha ex-vizinha, que havia desaparecido a dois meses. Agora eu sei, ela não desapareceu, ela assim como eu, foi movida pela curiosidade, mas diferente de mim, acabou morta, em um depósito.

Eu, diferente dela, sobrevivi, porém, hoje vivo sem braços e sem pernas, fui vítima de um maníaco psicopata, de quem ninguém, nunca desconfiou. Felizmente, depois do meu sumiço, meus vizinhos contataram polícia. Foi tarde demais, o síndico psicopata já havia partido, hoje, seu paradeiro é desconhecido. Mas me diga você que mora em um prédio, conhece bem seu síndico? Sabe aonde ele morava antes? Procure saber, antes, que seja tarde demais.