Pequenos Momentos Winchester e Cia
4 Um minuto de prazer!
Notas iniciais

— Puta merda... Como isso... É bom!
As palavras saíram entrecortadas, num tom da mais profunda luxúria. O corpo do loiro se retesou por um instante e seu sexo enrijeceu mais um pouco. Seu rosto crispado era a máscara de um homem em busca do prazer que só o ato sexual podia fornecer.
Dean estava com tesão... Droga... Estava com uma puta excitação lhe incomodando há dias e nenhuma oportunidade de acabar com a desgraçada...
Bem, talvez tesão seja uma palavra muito forte... Desejo... Sim, desejo é algo muito mais leve. Não só de dizer, mas também de pensar... Porém o fato nu e cru, como ele próprio estava agora, é que estava com tesão... E, que se dane, Dean tinha a boca e a mente suja o suficiente para gritar TESÃO em letras garrafais.
Seu corpo parecia querer pegar fogo, aceso, queimando há um tempo extremamente longo para um cara que só não se tornara ninfomaníaco, por que gastava energia demais matando todo o tipo de coisas sobrenaturais. Mas “a seca” estava insuportável. Por isso resolvera se livrar do Sam, o que sinceramente não tinha sido nada fácil, para dar um jeito naquela situação o mais urgentemente possível.
E era homem suficiente para isso. Bastava dar uma olhada no seu longo currículo com o sexo oposto. Como um garanhão puro sangue, cruzar a linha de chegada em primeiro lugar era mole-mole para ele... Bem, não gostava de pensar nisso, mas até marmanjos sentiam o poder do seu sex appeal... Não que sentisse prazer nisso... Longe dele... Era hetero, da ponta do seu cabelo loiro militar, até a verruga do dedo mindinho do seu pé esquerdo... Sua essência feminina, lésbica até a última encarnação... Mas tinha plena consciência desse seu poder de sedução que, infelizmente, acabava atingindo ambos os sexos.
O fato central, é que estava ali acabando com aquele problema da maneira mais pazerosa possível.
— Certo, assim está bom, muito bom... Muito bom mesmo— Pensava em pé sob o chuveiro. A água descia por suas costas na temperatura correta, deslizava suavemente por seu corpo forte, musculoso e perfeito... Mas o mais gostoso, era a sensação lá embaixo... A maneira como a água era usada como lubrificante natural... A fricção da mão em seu membro lhe levando a loucura.
Recostou o corpo na parede de azulejos e o frio nela fez o mesmo se arrepiar. Tateou com uma das mãos em direção a porta do box em busca do apoio que havia ali. As pernas estavam bambas pela loucura do momento; a cabeça jogada para trás fugindo do jato d’água; a boca levemente aberta em total entrega ao instante de prazer; olhos fechados, pomo de adão subindo e descendo com os ofegos; voz rouca, dando pequenos sussurros em completo abandono de si mesmo.
— Merda maldita – pensou— Banheiros lhe davam profundo tesão.
Com os olhos fechados podia vê-la claramente: corpo curvilíneo, cabelos escuros e presos num coque que desejou soltar e emaranhar em seus dedos antes de arrancar aquela roupa sex de enfermeira, jogá-la de encontro à parede do banheiro e mostrar do que um Winchester era capaz...
Sinceramente, o destino não tinha lhe presenteado com aquele sobrenome em vão... Winchester?!!!! Sinônimo de armas de fogo... Rifles com potência de ação... E o seu rifle estava ali mais que engatilhado e armado, pronto para dar o primeiro de muitos tiros.
— Nossa... sim... sim... assim, assim.
Murmurou, se encostando mais na parede em busca de apoio. O corpo ondulando com aquela sensação de prazer contínuo que o percorria a cada nova carícia.
A sensação maravilhosa das idas e vindas das ondas de deleite que o atingiam de cima abaixo, lhe deixavam tonto, sem foco, delirante.
A idéia de perigo tornando tudo mais pecaminoso e saboroso... Afinal estava num quarto de hotel barato e seu irmão poderia chegar a qualquer momento. A porta do banheiro fechada talvez o detivesse, mas com toda a certeza não deteria Castiel. O maldito anjo aparecia quando menos se esperava. E nunca, nunca mesmo, respeitava os limites de seu espaço pessoal.
A idéia absurdamente obscena de Cass entrar ali a qualquer momento passou fugaz pela sua mente, causando uma perda significativa do tesão... Credo! Não queria platéia... Só de imaginar o anjo aparecendo do nada e o observando num momento tão íntimo, tinha calafrios de puro horror.
Apagou a imagem de Cass da cabeça e se fixou na da mulher... Na extremamente sensual enfermeira.
Quando sentiu uma poderosa onda de prazer lhe sacudir e abalar, encostou o corpo todo na parede. Seus músculos delineados e retesados. O peito escultural tão pálido de onde a tatuagem sobressaia, subia e descia a cada nova investida em seu membro. Os quadris seguindo um leve ondular, como se quisesse ou estivesse a penetrar alguém e não apenas sendo manipulado.
Mais fricção, mais carícia por toda a sua extensão... Que, diga-se de passagem, orgulhava-se de ser bem longa.
— Ai... Droga! Mais... Mais! – Deixou escapar por entre os dentes cerrados.
O atrito aumentando, seguindo um ritmo cujo único objetivo era lhe fazer chegar ao ápice, ao deleite erótico supremo, num esforço prolongado e prazeroso.
E por fim o seu gozo veio... Em agonizantes ondas... Seu jato quente... Todo o seu corpo esticado por alguns instantes, usufruindo daquele pequeno momento de prazer proibido.
Devagar abriu os olhos, totalmente perdido.
— Dean, não gasta toda a água quente! – Sam gritou batendo na porta poucos segundos depois assustando o loiro. Este, mais que urgente tomou medidas para não se denunciar.
Quando, vestindo a camiseta por cima da calça jeans saiu do banheiro, passou por um Sam fulo da vida e se jogou na cama molemente feliz, não deu muita atenção para os comentários do mais novo.
— Cara, o que você tava fazendo que demorou tanto... Concreto?
Fechando os olhos Dean apenas sorriu e pensou:
— Amor Sammy... Amor comigo mesmo.
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