Pequenos Contos
22 O restaurante cheio de pratos vazios
Notas iniciais
De luvas brancas
Postura ereta
O terno preto
Este garçom se chama sociedade
Ele nos serve orgulhoso
O vazio branco e tenebroso
O nada é o prato principal
Deste cardápio sem igual
Neste restaurante
Em titulado por mim de: Destruição, somos seu amantes
Aqui lhe serviremos
Pratos vazios
,de conhecimentos e sentimento,
Cobiçosos sua vida e liberdade queremos, como sutil pagamento
Mas meu caro não se preocupe
Não é por nossas exigências que somos rudes
Lhe daremos todo cuidado e atenção que necessita
Então, por favor, tenha modos à mesa, cale-se e prenda.
Servirei aquela bela dama
Uma mesa suave como uma cama
E então a serviremos aquele homem que nada come
E aquela criança
Que ali sentada espera os pais olhando o nada
Ah! Ela é das melhores!
Servimos a ela o prato mais nutritivo
As mentiras gentis e ilusórias
Em uma taça de sorvete
Afinal que criança não adora doces
Não negue! A sociedade lhe serve
Corrupção de primeira qualidade
Com uma colher de mentira
E um prato branco acompanhado do vazio
Afinal... Somo tão gentis e carismáticos!
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