Penumbra da tarde
1 Prólogo
Prólogo
Londres, Inglaterra
Fevereiro de 2015
22: 30 p.m.
Acabei. Mais um para minha coleção. Os olhos estão exatamente iguais, tímidos, mas ao mesmo tempo provocantes. Esse é o único que ela está sentada em um jardim observando o por do sol, rodeada de Orquídeas. É o meu preferido, com certeza! Pois mostra outro lado dela, um lado infantil e sonhador que só ela tem.
Nós crescemos juntos, eu a vejo uma vez por ano. No começo, ela me visitava em sonhos, mas então, eu passei a vê-la mesmo estando acordado.
A lareira está acesa, pois uma nevasca decidiu cair inesperadamente. Quando levanto os olhos do papel, vejo seus olhos ardendo nas chamas, me observando. Aqueles olhos cor de mel, que eu tanto amo. E então acontece.
Como sempre, elas chegam sem avisar. Fecho os olhos com força, e quando os abro, não estou mais em minha casa, mas na casa dela, quer dizer, no jardim dela. A noite está quente e úmida. Dou alguns passos em direção á casa, mas ouço vozes e paro atrás de uma grande árvore. E lá está ela. Está tão linda em um vestido preto, que realça ainda mais sua delicada pele de mármore.
Mas o que era aquilo? Ela estava conversando com um Walter? Quando ela o abraçou tive que conter o ciúme. Foi quando eles apareceram. Homens vestidos de preto, e uma mulher. Eu os reconheci no mesmo instante.
Um deles estirou o braço que na mão continha um revólver, e atirou no garoto, que caiu no chão agonizando. Ela soltou um grito, e ajoelhou ao lado dele em prantos. E então, o mesmo homem atirou novamente, mas dessa vez, acertou nela em seu peito e pescoço. Dor, agonia, e então... Nada. Absolutamente nada.
Quando voltei a mim, estava de joelhos, chorando, ofegante. Ainda podia sentir a bala perfurando minha carne. Procurei meu caderno de desenhos, tinha que fazer o rascunho, antes que esquecesse os detalhes.
Eles vão matar ela. Não posso permitir isso. Eu tenho que salvá-la.
Notas finais
Um grande abraço, e até a próxima!
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