Penas Ao Vento
10 O Breve Reencontro
Notas iniciais
– Você está louca!? – Bobby pergunta incrédulo com a voz alterada – você já pensou nas consequências? Nós estaremos trazendo o leão até a comida! Se ela teve coragem de te matar quem dirá que ela não possa fazê-lo novamente?
– Mas o mundo está em perigo, ela juntou todos os demônios do inferno e os trouce para cá, eles possuíram milhões de pessoas e estão usando elas para matar anjos! E então oque você acha que ela vai fazer com os demônios depois de conquistar o céu? Acertou! Nada, ela vai simplesmente joga-los aqui e deixar eles se divertirem, ela não se importa com ninguém mais do que ela mesma.
– Mas mesmo assim é arriscado, vamos pensar em outra coisa – Bobby tenta argumentar.
– Talvez ela esteja certa, Bobby – Sam observa.
– Certa? Idiotas! Vocês enlouqueceram?
– Crowley disse que eu estou por um fio, não posso me machucar, então ele me entregou isso para recuperar a minha graça novamente – eu puxo a adaga que estava enrolada na minha coxa – ele disse para eu fincar a adaga nela e depois em mim mesma e então terei a minha graça novamente.
Os três olharam atentamente a adaga e depois discutiram comigo sobre isso ser arriscado também, já que o Crowley não era o demônio mais confiável, não que realmente exista um que se possa confiar.
– Está bem, para invoca-la precisamos de algumas coisas – Bobby entrega uma lista para mim – vá com o Dean, ele sabe aonde comprar, sorte que não é muito difícil.
– Está bem.
Pego a lista e vou até o Impala, quando chego lá o Dean estava apoiado no capo tomando uma cerveja, ele tinha saído um pouco antes da conversa terminar.
– Vamos comprar algumas coisas para o ritual?
Ele se vira para mim e ri.
– Quando você vai tirar esses trapos e colocar uma roupa descente?
– Não tenho mais roupas, só esse vestido – falei envergonhada.
– Pois é, eu posso te emprestar uma muda de roupa se quiser – ele fala malicioso – já que você não tem mais o seu carro...
– Não, não precisa...
Ele entra no banco do motorista e eu pulo para o carona.
– Vamos ver o tipo de musica que o nosso querido Dean Winchester curte – liguei o radio e Highway to Hell tocou alto nos alto falantes do carro – isso é sério?
– Com certeza!
– Adoro AC DC! – falei animada e comecei a cantar junto com o Dean que estava batendo a mão no volante no ritmo da musica.
2 horas depois...
Peguei o fosforo e joguei no chão, labaredas subiram e um calafrio subiu a minha espinha, não tinha boas lembranças com esse tipo de fogo, Sam e Dean entraram na sala com um pano nas mãos e um pouco de sangue nos braços.
– Os símbolos estão prontos? – perguntei.
– Sim, o Bobby já vem – disse Sam.
– Bobby entra com alguns objetos e os coloca em cima da mesa junto com um prato fundo de madeira.
– Se preparem, ela pode entrar na sala a qualquer momento, mas não tenho certeza se ela vai estar dentro do fogo sagrado – ele pega alguns ingredientes e os joga dentro do prato pronunciando algumas palavras em uma língua que eu não conhecia.
– Tome, isso é seu – Dean me entrega a espada celestial que me acompanhou por tanto tempo, eu a peguei e um sorriso bobo aparece repentinamente nos meus lábios – sabe, eu gosto de ver como o Castiel estava feliz ao seu lado, você sabe como ele é importante para nós, ele é da família e acho que não me importaria se você começasse a ser também, quando tudo isso acabar e tudo voltar ao normal acho que poderíamos sair para caçar monstros que não querem dominar o céu ou fazer uma guerra mundial.
– Obrigada – sorrio para ele e ele retribui gentilmente.
Bobby joga um pouco de sangue e a casa começa a tremer, as luzes a piscam e começou a chover.
– Ela está vindo! – Sam fala se aproximando de nós.
Então tudo parou e o silenciou dominou a sala.
– Oque vocês humanos querem? – me virei e Naya estava sentada na poltrona vestida com um curto vertido vermelho decotado em V e um salto bem alto também vermelho, o cabelo preso em um coque alto –você fizeram bastante armadilhas, queriam pegar algum anjo?
– Tá mais pra demônio – falei debochada.
– Ela olhou espantada para mim, parecia ter notado só agora que estava ali, levantou de supetão e se aproximou lentamente de mim tentando acreditar que eu realmente escrava ali.
– Você está viva? Como chegou aqui? – quando ela estava perigosamente empunho a espada celestial e aponto para ela fazendo a parar no mesmo instante.
– Não, é só impressão sua ainda estou no inferno junto com o Crowley presa em um cubículo e regada por uma poção nojenta!
Um farfalhar de asas corta a tensão no lugar e Gabes aparece ao meu lado com um pirulito vermelho na mão.
– Ouvi dizer que um certo anjo andou machucando a minha menina – ele fala recolocando o pirulito na boca – acho que vou ter que dar um jeito nisso.
– Gabes – falei surpresa e quase sussurrando.
Ele pisca para mim e empunha a propria espada em direção a Naya.
– Não se meta nisso Gabriel – ela fala tentando controlar o medo na voz.
– Você não deveria ter mexido com a minha família para começo de conversa.
Ela deu um pequeno passo para trás e um raio corta o céu, o cheiro de enxofre atinge as minhas narinas.
– Gente, temos um problema – Sam fala olhando para a porta.
Uma garotinha estava parada na porta segurando um ursinho marrom em uma das mãos, seus vestidinhos e cabelos impecavelmente perfeitos com um sorrisinho maldoso fez delas mais assustadoras.
– Acheri – Bobby sussurra – peguem as armas com sal, água benta que eu seguro elas!
– Não! Eu tenho uma espada celestial! Vá com eles – falei empurrando-os na direção da porta da cozinha.
Me virei sob os calcanhares e decapito a garotinha, mais uma aparece na porta do outro lado da sala acompanhada de um demônio comum, Gabriel lutava para equilibrar o pirulito de cereja quando esquivava dos ataques de Naya.
Sam chega com a faca da Ruby e ficou ao meu lado atacando os demônios que eu não conseguia acabar, ouvi um ruido seco e curto e Dean aparece no canto da sala com uma espingarda atirando em qualquer coisa de olhos pretos que ele visse na frente, escuto Bobby pronunciando um exorcismo em latim e de soslaio vejo ele com uma arminha d’agua azul e laranja atirando em um velhinho.
– Desista Gabriel, junte-se a mim! Vamos governar o céu juntos! – Naya berrava.
Quanto mais demônios matávamos mais apareciam, quando vi a oportunidade peguei a adaga e o conhecido arrepio sobre a minha espinha, me senti imune, mais forte e ágil.
Esgueirei-me para o canto atrás do sofá e esperei os dois se aproximarem para eu apunhala-la por trás.
– Charllote?
Me virei e vi os belos pares de olhos azuis pelos que eu me apaixonei, mas agora eles continham um brilho opaco e triste, olhei para a luta e todos estavam em câmera lenta, voltei a olha-lo e ele parecia não acreditar que eu estava ali, me aproximei dele e tomei seus lábios em um beijo rápido e cheio de saudade.
– Eu te amo, mas agora tenho que acabar de uma vez com essa vadia.
Ele não não demonstrou nenhuma reação por alguns minutos mas depois saiu do transe e assentiu empunhando a espada e saindo para ajudar o Dean que estava apanhando feio de uma garotinha loira e um rapaz asiático de cabelos rosa, eu corro os olhos pelo sala e observo que se eu não matasse logo ela acabaríamos morrendo ali mesmo, ando furtivamente até a Naya que estava de costas concentrada na luta corpo a corpo com o arcanjo, levanto a adaga e com um movimento rápido e certeiro atinjo a nuca dela, ela paralisa e os seus demônios também eles olham nervosos para ela que com um movimento rápido gira sob os calcanhares e me dá um soco que me joga contra a parede com muita força rachando a parede com o impacto, sinto todas as minhas costelas doerem sem fim, escorrego pela parede e caio de bruços no chão dou um longo suspiro e fecho os olhos calmamente.
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