Notas iniciais
Oi gente. Mais um cap, sei que disse que ia postar esse capitulo mais cedo... mas não deu, sério. Enfim... ele ficou bem grande... aconteceu umas coisas ai, não me matem, okay? Vocês vão entender tudo no final, mais precisamente no POV da autora... desculpa qualquer erro otográfico e tals... nos vemos lá embaixo... Boa leitura :3

Os meus olhos estavam pesados e eu não sentia o meu corpo, eu estava sonolenta e um ventinho no meu nariz estava fazendo cocegas e me irritando, escuto a minha esquerda alguém sussurrar algo e então lentamente eu abro os meus olhos, o teto era branco, igual a parede e o chão, eu estava deitada em uma maca e com um fino lençol verde me tampando, viro o rosto em direção a voz e vejo um homem de cabelos pretos com alguns fios brancos, pele branca, terno e calça preta e um sapato social bem lustrado igualmente preto, ele estava agachado de costas para mim falando com uma garotinha que tinha longos cabelos pretos, pele pálida, rosto redondo, olhos bem pretos, usava um vestido liso azul claro e uma sapatilha branca, ela tinha um semblante triste no rosto.

– O-oque aconteceu – falo com uma voz cansada, acho que estou sobre efeitos de anestésicos.

O homem se levanta rapidamente e se aproxima da minha cama, meu coração acelera, o terno estava desabotoado, ele usava uma camisa social branca e um crachá que dizia “Vendedor Imobiliário: Fergus Rodric MacLeod”, uma gravata listrada estava frouxa e a sua barba por fazer dava um certo charme ao rosto do homem.

– Cro-Crowley!? – falei temerosa olhando para o homem que estava com o rosto triste.

– Shhhhh... – ele coloca o dedo delicadamente nos meus lábios – você precisa descansar.

A garotinha que estava escondida atrás das pernas do demônio me olha preocupada.

– O-oque você fez comigo? – tento me sentar na cama – porque estou aqui?

– Querida, eu nunca faria nada com você- ele me olha preocupado e acaricia os meus cabelos – você esta aqui porque salvou, ela – ele passa a mão nos cabelos da pequena menina.

– Querida? – falei assustada – porque está me chamando assim? Quem é ela?

Ele me olha mais preocupado.

– Você não se lembra... De nada?

– Não? Deveria? – falei desconfiada.

– Vamos filha apresente-se – ele sai da frente da linda garotinha.

Ela olha para os pés e junta as mãos na frente do corpo e se balança sobre os pés.

– Me chamo Katherine – ela fala timidamente com uma voz doce e baixa – eu tenho seis anos e você é a minha mamãe.

– Sua... Mãe? – falo surpresa.

– Somos casados a 10 anos – ele olha tristemente – seu nome é..

– Eu sei meu próprio nome – falo sarcasticamente – me chamo Charllote Walker.

– Charllote Walker MacLeod, na verdade.

Aonde estou? Isso só pode ser brincadeira, Crowley estava pregando uma peça em mim só pode, ou talvez aqui seja o céu ou o lugar aonde eu deveria ir já que sou uma nefilim. Será que eu posso ter sido contaminada pelo veneno de um Djin? Ou será que casei mesmo com o Crowley e tive uma linda filhinha com ele e não lembro tudo oque aconteceu foi apenas um sonho ou alguma coisa parecida, ou seja... Castiel, Gabriel e todos os outros não existem, foi apenas alucinação da minha cabeça, ou estava em coma, não... Definitivamente isso não pode ser verdade, o Castiel vai me tirar daqui, eu espero.

– Você estava levando a Kath para a escola a pé quando um homem te abordou querendo o seu dinheiro e celular, então ele pega a Kath e ameaça mata-la se você não desse oque ele havia pedido – ele acaricia a garota que parecia triste – então você surtou, tirou a Kath dos braços dele, mas acabou levando uma facada nas costas, ele fugiu e então você foi levada para o hospital.

– E onde está o Castiel? E o Gabriel? Como a guerra dos anjos e demônios estão indo? Ganhamos?

– Não conheço essas pessoas – ele fala desconfiado – e também não sei de guerra nenhuma.

– Mamãe, anjos e demônios não existem.

– Não?

– Não!

– Devo estar morta, aqui tem que ser o céu – falo pensando alto.

– Oque? – pergunta o meu suposto marido.

– Nada, eu preciso sair daqui – tiro os lençóis de cima de mim mas ele segura as minhas pernas antes que eu as movesse.

– Ha... amor... – ele olha tristemente para mim e para a minha surpresa uma lagrima escorre pelo seu rosto, aquele definitivamente não era o demônio que eu conhecia – Kath poderia esperar lá fora, para o papai e para a mamãe converçar?

– Claro papai – a garota sai do quarto encostando a porta com delicadeza.

– Querida, a faca atingiu um ponto sensível nas suas costas, mais precisamente em um nervo importante na sua medula espinal – ele segurou a minha mãe e começou a chorar, eu olho pasma para a situação, quem diria que ele tinha sentimentos? Quem diria que aquele demônio durão chorava? – os médicos fizeram de tudo, mas não conseguiram... você não vai mais andar, amor... desculpa.

– Okay, eu preciso sair daqui, preciso voltar para a minha casa, isso aqui não é o céu – falo tentando manter a calma – definitivamente não é o céu.

– Vou ver se eles vão te dar alta hoje, já volto – ele fala andando até a porta e dando uma ultima olhada para a mim com um sorriso forçado, e logo apos fechando a porta com um estalo.

– Castiel? Você está na escuta? Onde estou? Tire-me daqui... Eu te imploro – algumas lagrimas escorrem do meu rosto – por favor... meu amor...

POV Autora

Todos paralisam espantados quando Charllote fica imóvel no chão, Naya foi a primeira a se recompor, ela sentia que havia alguma coisa formigando em sua nuca, uma sensação desagradável, como se tivesse um aspirador de pó sugando a sua alma, se ela tivesse uma. Castiel correu até a amada e a pegou no colo, gotas de sangue pingavam da testa da garota, seus olhos estavam fechados e um semblante tranquilo estava delicadamente estampado no rosto dela. Naya leva a mão sorrateiramente até a nuca.

– Não tão rápido – Gabriel a intervem segurando com força o pálido puço do anjo.

Gabriel reconhecera a adaga, não sabia como Charllote a conseguira, já que era um item raríssimo, mas ele sabia que não podia deixar Naya encostar ou tentar tira-la até que tivesse tirado toda a graça da “anja”.

– Castiel me ajude aqui, segure-a até a pedra na adaga ficar totalmente branca.

Castiel coloca a garota deitando-a de bruços no sofá, ele acaricia os cabelos negros e desgranhados dela e depois ajuda Gabriel segurando a Naya pelo outro braço, ela se debate e grita, a imortalidade, a força, a confiança, e o poder estavam se esvaindo dando lugar a um grande vazio, cheio de emoções e angustias, a cada momento ela se sentia fraca e totalmente mortal, algo totalmente ruim para um anjo importante como ela, Naya não queria aquilo, não queria ser mortal, frágil, fraca e com um mar de emoções dentro de si, ela não entendia oque estava acontecendo, ela só queria que para-se, queria voltar para o céu, talvez até trabalhar, voltando a cuidando de todo o conhecimento que aquele pequeno universo em que viviam continha. Não, ela não podia estar pensando em voltar a ficar encarcerada lá, demorara tantos milênios para sair, tinha que se soltar, tinha que lutar pelos seus direitos, tinha que matar todos que a atrapalhassem-a de ter uma vida livre no céu, já que ela também deveria ter os mesmos direitos dos outros anjos de ir aonde quiser.

Os demônios olhavam nervosos para a situação em que se encontravam, eles não se lembravam do que estavam fazendo, eles não sabiam porque estavam aqui, não sabiam como chegaram nessa estranha casa com os Winchester, dois anjos, um arcanjo, um velho e uma morta. Então todos quase que no mesmo instante desapareceram deixando um cheiro forte de enxofre e uma bagunça tremenda, a casa estava toda destruída. Teria sido talvez uma ideia melhor fazer uma guerra em outro lugar, mas agora era tarde de mais, tarde de mais para tudo.

Bobby trouce uma cadeira e uma corda simples, o anjo e o arcanjo amarraram Naya com força, eles sabiam que ela não tinha mais poder para sair sem ajuda, ela já estava fraca demais para isso, mas mesmo tendo a vilã fraca amarrada, todos estavam tensos e sérios eles sabiam que a garota estava morta.

– Vou envia-la a outra dimensão através da mente dela depois de você colocar a faca Castiel – disse Gabriel.

– Está bem – disse Castiel.

Em poucos minutos a pedra na adaga estava totalmente branca e o anjo estava com a cabeça pendendo para a frente, desmaiada.

– Pode retirar Castiel.

Ele segura firme o cabo da adaga e a puxa com força, então caminha até o corpo da garota com passos firmes, ele não tinha certeza se queria mesmo perfurar aquela adaga na pele macia da amada, se sentia horrível por fazer isso, será mesmo que ela queria que ele fizesse isso? Será que estava fazendo o certo? Então Castiel fica reto ao lado de Charllote, todos olhavam fixamente para a adaga como se fosse uma cobra venenosa que iria atacar a qualquer instante, mas a pergunta que mais rondava os pensamentos conturbados do anjo de sobretudo era, sera que iria realmente funcionar?

– Desculpe-me querida – ele sussurra para o corpo.

Gabriel tenta abrir um embrulho de um pirulito nervosamente deixando o mesmo cair no chão, aquilo raramente acontecia, a suas mãos suavam frio e tremiam visivelmente, aquela no sofá era a garota dele, era a menininha de cabelos pretos que ele tanto amava, ele não podia deixar ela morrer assim, aquilo precisava funcionar, ele se lembrava ainda de quando ela era uma garotinha assustada dentro do avião cargueiro clandestino.

~ Lembranças on ~

Ele estava agachado próximo a garota, uma torre de gaiolas com algumas galinhas estava entre eles.

– Venha, eu não vou te machucar – o homem de sorriso divertido estende a mão.

– Eu não te conheço, saia daqui – a pequena garotinha tenta se esconder mais atrás das gaiolas – você tem asas!

– Sim, eu sou um arcanjo, só quero te ajudar a entender um pouco mais desse mundo que você acabada de descobrir – o homem tenta acalmar a menina dona dos mais belos olhos azuis que ele já havia visto.

– Já vi anjos, eles tentaram me matar – ela esconde a cabeça entre as pernas – eles são maus! Saia de perto de mim!

– Não sou mau, estou tentando te ajudar – ele entrega um pirulito a ela – anjos maus não fazem isso.

Ela pega o pirulito timidamente.

– Vamos tentar novamente? Qual o seu nome, garotinha? – ele fala já sabendo a resposta.

– Charllote, Charllote Walker – fala ela colocando o pirulito de morango na boca, morango sempre foi seu sabor favorito.

– Meu nome é Gabriel – ele estende a mão novamente para a garota.

– Gabriel? Tipo o Gabriel de Jesus? – ela fala surpresa pegando na mão do homem.

– É, pode ser também – ele fala dando um sorriso de lado.

~ lembranças off ~

Castiel enfia a adaga delicadamente da pele macia e lisa das costas morena da garota e todos suspiram aliviados quando a adaga começa a brilhar anunciando que estava realmente funcionando.

– Vou tira-la daqui – Gabriel diz se aproximando.

Gabriel toca a garota suavemente, ele a manda para uma outra dimensão como Balthazar havia feito com os Winchester, só que de um jeito mais simples sem que o corpo dela realmente fosse, assim ela não iria notar que estava revivendo e o corpo não estranhasse, sem ter efeitos colaterais.

– Vai demorar no máximo umas duas horas – Fala Gabriel sentando em uma poltrona perto da garota.

– Estou sem a minha graça! Cade ela? Oque vocês energúmenos fizeram com ela? – Naya pergunta apavorada, ela se sentia perdida e sozinha sem os seus demônios por perto.

– Vou leva-la para o céu de onde ela nunca deveria ter saído – Gabriel dala pensativo – vamos tranca-la lá com algum anjo a observando vinte e quatro horas.

Depois de falar isso Gabriel some com a Naya, Bobby e Sam começam a limpar a casa bagunçada e o Dean tinha saído para comprar comida e cerveja, Castiel estava sentado no sofá ao lado da Charllote, ele sabia que era um processo demorado, estava apreensivo e com medo, se ela morresse no processo ele nunca se perdoaria, Castiel estava curioso para saber aonde Charllote conseguira essa adaga tão poderosa, ela sempre conseguia surpreende-lo.

O Corpo de Charllote se regenerava aos poucos, o cabelo ganhava brilho, as cicatrizes e hematomas que ainda estavam do primeiro e segundo encontro com Naya começavam a desaparecer o corpo ganhava vida, os lábios voltavam a cor rosada que era. Quando Castiel notou que a garota já aparentava estar melhor e quase totalmente recuperada uma sensação de alivio percorreu todo o copo dele, ela estava linda, e um pelo par de asas começou a aparecer, ela ia se tornar um anjo realmente, já que agora ela não tinha mais alma. Depois de um tempo o Gabriel aparece na sala e por traz de um sorriso forçado ele estava cansado e preocupado, ele sabia que Charllote não seria a mesma, ele se aproximou e sentou novamente na poltrona.

– Como você acha que é essa dimensão? – pergunta Castiel.

– Não consegui ver muita coisa, mas sei que lá não tem magia nem monstros – Gabriel fala pegando uma barra de chocolate do bolço.

– Ela falou que me ama e eu não pude retribuir.

– Você nem precisa dizer, desde que você colocou essa adaga nela não piscou esses olhos de tanta preocupação.

– Você acha que ela vai ser um anjo mesmo?

– Acredito que sim, um anjo criado em laboratório – Gabriel falou pensativo e mordendo um grande pedaço da barra de chocolate – tipo um Mewtwo.

– Oque?

Gabriel ri ignorando a pergunta do irmão, ele vê que seria inútil tentar explicar para o anjo.

A pedra na adaga estava quase totalmente preta novamente, o ronronar do motor do Impala era um aviso de que Dean havia voltado com comida, Sam e Bobby ainda arrumavam a casa. Uma garoa começava a cair lentamente, o vento balançava as arvores para cá e para lá, uma goteira caia com ritmo do lado de fora da casa, o céu estava branco e a temperatura começa a baixar, o cheiro de enxofre já era quase imperceptível, uns estalos eram ouvidos da adaga anunciando que estava quase pronto. Dentro da pele da garota a pedra que agora estava toda negra começou a rachar, Castiel olhou desesperado para Gabriel.

– Tire dela! – Gabrie falou rapidamente.

Castiel o fez com agilidade arrancando a lamina das costas da garota imóvel, e então com um ruido seco ela se quebra em mil pedaços desaparecendo por completo deixando apenas uma cara de espanto no pobre anjo, ele se vira devagar e olho as costas da menina, não tinha nenhum resquício de que havia uma adaga ali, ele a deita de barriga para cima e encosta dois dedos na testa dela, ela balança a cabeça levemente e abre os olhos apavorada, ela se senta no sofá e olha para os anjos apavorada.

– Céus!! Cade aquele demônio tarado!? Vou mata-lo! — ela fala alterada.

Notas finais
Então? Oque acharam? Vai ter mais uns 4 capítulos se eu não me engano... desculpa novamente por não ter postado antes.. mas é que não deu mesmo, sério. Eu escrevi esse capitulo rapidão então se vocês encontrarem qualquer erro me avisem... eu li, reli e li novamente mas pode ter passado alguma coisa... sabe como é, né? É a idade.. huehuehue... zoas.. eu sei que não dei um fim muito legal para a Naya.. mas sei lá... eu fiquei com pena dela... :P