Penas Ao Vento
13 My Dear Angel
Notas iniciais
Saio da loja saltitando de felicidade seguida pelo Castiel, até que enfim estava vestindo uma roupa decente, agora eu preciso tomar um banho e comer alguma coisa, eu tinha comprado uma camisa preta do Gun’s N Roses, um short preto, depois fui ao porta malas peguei o meu querido all star preto.
– Estava com saudade de você, meu anjo –falei pegando na mão do Castiel enquanto andávamos pela calçada procurando um local bom para comer.
– Eu também estava Charllote, muito mesmo.
Ele me para na calçada e me puxa pela cintura colando os nossos corpos, eu fico na ponta do pé e ele sela os nossos lábios em um beijo calmo e suave, eu passo os meus dedos pelos seus cabelos macios, adorava fazer isso, ele abraçava a minha cintura com as mão me levantando um pouco, abaixo a cabeça ofegante por falta de ar.
– Eu achava que não precisava me preocupar com o folego.
Ele ri baixo e beija a minha testa.
– Vamos, você deve estar com fome.
Andamos até encontrar um trailer branco com algumas mesas e cadeiras de plástico em volta, nos sentamos em uma das mesas um pouco afastadas e uma garota loira com mechas vermelhas presas em um coque, ela mostra o cardápio e depois anota os pedidos vira sob os calcanhares e sai andando vagorosamente até o trailer, a minha frente o anjo se endireita na cadeira na cadeira de plástico, o rosto dele estava meio tenso.
– Algum problema, Cass?
– Há... não... – ele fala nervoso.
A Garçonete volta com o meu cachorro-quente e o suco que eu havia pedido, o observo o tempo todo enquanto como, ele estava muito nervoso e inquieto, quando acabo de comer ele limpa a garganta e se endireita na cadeira pela milionésima vez desde nós chegamos.
– Charllote?
– Sim?
– Venho lutando em vão e não mais posso suportar, esses meses passados tem sido um tormento. Luto contra o meu bom senso de expectativas, você é um anjo agora, é da família, mas estou disposto a coloca-las de lado e pedir que dê um fim a minha agonia – ele cuspiu literalmente aquilo e depois continuou rapidamente como que para não perder a coragem – Você enfeitiçou meu corpo e alma e eu a amo. Ardentemente. Anseio que não fiquemos separados a partir de agora. Dê-me a honra de aceitar a minha mão e uma palavra sua me silenciará para sempre.
Ele estava me pedindo em noivado, eu não podia acreditar, tento conter o sorriso, lagrimas escorriam pelo meu rosto, seguro as mãos dele e ele me olha sonhador e um pouco envergonhado.
– Hó... Cass – me aproximo e o beijo apaixonadamente, volto para o meu banco e começo a rir, tento esconder com a mão direita e as lagrimas ainda escorriam insistentemente – Sim. Eu digo mil vezes sim!
Ele ri aliviado e eu o acompanho, ficamos um bom tempo rindo.
– Eu não tinha certeza se seria o lugar ou a hora apropriada – ele pende a cabeça de lado
– Seu bobo, sabe que eu teria aceitado até se você tivesse feito embaixo do chuveiro – falo rindo.
Depois de conversar e acabar o suco, levantamos e pagamos pela comida e começamos a caminhar até o carro.
– Quero te mostrar um amigo meu, ele me ajudou muito quando eu sai do inferno e um lugar maravilhoso – falei sonhadoramente – podíamos comprar o terreno e arrumar o chalé abandonado, pintar as cercas de branco, ter filhos e muitos cachorros.
– Filhos? – ele fala assustado.
Abaixo a cabeça tristemente e olho para o lado oposto que ele estava.
– Verdade... melhor não.
Ele para e pega um jornal que estava em cima de um banco, olha a primeira pagina e lê alto.
– “Grupo de jovens é encontrado morto em uma floresta, tendo somente um sobrevivente”
– Não parece ser do nosso ramo.
– Escuta só “A sobrevivente, Madeline Klent de 16 anos, afirma ter escutado uivos antes do ataque. O xerife diz que é possível ser um animal pois os corpos tem algumas evidencias de garras”, mas não diz nada sobre eles terem sido encontrados sem coração.
– Você acha que é um lobisomem?
– Vamos ver amanhã, hoje já e tarde demais.
Entramos no carro, dou partida no mesmo instante e vou para a rua.
– Acho que vi um hotel a duas quadras daqui, podemos ficar lá enquanto investigamos.
– Está bem.
Pego o meu pijama no porta malas, a lua estava redonda e imponente e as estrelas pintavam o céu preto como confete, a noite estava gelada e o ar quente saia na minha respiração formando uma fumaça que desaparecia rapidamente, entro no quarto que tinha uma cama de casal, uma escrivaninha, uma mesa pequena e duas cadeiras uma estante com uma televisão antiga, uma porta no final do quarto a esquerda indicava o banheiro pequeno, Castiel estava deitado na cama assistindo Bee Movie, ele olhava fixamente a tela antiga da televisão intrigado, seu sobretudo estava jogado em cima da cadeira, seus sapatos estavam jogados próximos aos pés da cama, me dirigi ao banheiro, me despi e entrei no chuveiro, a agua estava morna, e percorria todo o meu corpo, terminei de me lavar, me sequei e depois me vesti, o pijama era uma calça e uma camisa de manga comprida com bolinhas de diversos tamanhos e cores que se espalhavam por todo o tecido, penteei os meus cabelos molhados e sai do banheiro, ele continuava imóvel na cama vendo o filme fui até a cama e deitei ao lado.
– Porque os zangões coletam o pólen? Isso está errado, não acontece de verdade. Sabe, eles só ficam em volta para poder acasalar com a rainha.
– É só um filme Cass, eles inventam oque quiserem.
Me aproximei e deitei no peito dele, sua mão vai delicadamente aos meus cabelos molhados, o filme e já estava acabando, eu desvio os olhos da televisão e encaro o roto dele, me aproximo e beijo os seus lábios, ele pede passagem e eu cedo no mesmo instante, sento no colo dele e ele percorre as minhas costas com as mãos, eu acaricio os cabelos e retiro-lhe o terno com certa dificuldade e começo a desabotoar a camisa social ele pousa as mãos na minha cintura, nos separamos por falta de ar.
– Você tem certeza, Char? – ele pergunta com um olhar preocupado.
Respondo puxando ele pela gravata e beijando ele com intensidade, ele retira a minha blusa e eu tento tirar a dele, mas estava na cara que o nervosismo não estava ajudando, então entre os beijos ele dá um sorriso bobo e tira a própria camisa branca junto com a gravata, admiro o corpo bem definido dele, ele me encara sem expressão e então gira na cama ficando em cima de mim. Ele tira as minhas calças jogando em cima da televisão, eu olho para o lado envergonhada e ele ri.
– Então é aqui que a sua tatuagem de anti possessão está escondida.
– Meus país é que fizeram ela ai, eu era apenas um bebê.
– Um ótimo lugar para ter feito.
Ele passa os dedos vagorosamente na minha coxa aonde estava a tatuagem e beijando o meu ombro nú, naquele momento eu esqueci da minha vergonha e virei ele na cama bruscamente, retiro-lhe a calça habilmente, ele estava usando uma cueca branca que ia até o joelho, podia ver que ele estava um pouco excitado, passo as unhas pela barriga dele e o beijo com fervor, ele leva a mão até a minha cintura e me pressiona, contra o corpo dele senti o volume na cueca dele e ri, tracei uma trilha de beijos pelo corpo seminu do anjo enquanto ele gemia baixo.
– Char... – ele pronunciou meu nome com a voz rouca me fazendo arrepiar – estou tendo pensamentos impróprios.
– Se isso serve de consolo, também estou.
Ele gira na cama, suas pupilas estavam dilatadas e um sorriso malicioso dançava pelos seus lábios, e começa a tirar o meu sutiã.
– Tenho que admitir, não tenho certeza do que preciso fazer agora, só sei que quero tudo.
– Você não precisa fazer nada agora, eu sei oque fazer – a voz rouca dele me atinge novamente e o meu corpo todo responde – eu sei oque fazer, aprendi com o cara da pizza.
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