Penas Ao Vento
1 Me Pegaram de Surpresa.
Notas iniciais
Meus longos cabelos dançavam ao vento que era proporcionado pela velocidade do meu pequeno Porche conversível azul bebê, a rodovia estava deserta, o sol estava imponente no centro do céu que estava em um azul hipnotizante, poucas nuvem eram vistas e ao som de Woman deixava o dia mais tranquilo e agradável, então para melhorar o dia escuto um suave barulho de asas que me faz sorrir, olho para o lado e vejo Castiel, um anjo de olhos azuis, cabelo marrom escuro, ele usava uma gravata azul e um sobre tudo marrom claro.
– Oi Castiel — olho novamente para ele e avisto as sua belíssimas asas.
– Charlotte — ele cumprimenta com a cabeça.
– O que aconteceu? — pergunto a ele.
– Deve acontecer algo para eu vir te ver? — ele pende a sua cabeça para o lado.
– Não! Claro que não! — eu falo sorrindo — Eu estou indo ver um caçador ele estava louco atrás de alguém que sabe lidar com demônios — acho que você o conhece, não é?
– Sim — ele continua olhando fixamente para a estrada.
– Então, ele e mais dois caras...
– Os Winchester — ele interrompe.
– Esses mesmo, ele me disse que era um trabalho difícil e que nunca viu tal coisa, eu sinceramente não sei do que ele está falando, eu não vejo nada de diferente, algum apocalipse ou algo do gênero — eu abaixo o volume do som pois a musica tinha trocado e não era tão calma quanto a anterior — então eu decidi ajudar, já que eles são caçadores também e eu também não tenho nada para fazer...
Olho para ele e mergulho na imensidão azul que é os lindos olhos dele, me dava uma certa paz ter ele por perto.
– Se você quiser eu posso acompanha-la.
Eu avisto um posto de gasolina e eu decido parar lá, dirijo o carro até o acostamento e entro no posto parando ao lado da bomba.
– Mas é claro que eu quero!
Chego perto e bagunço os lindos cabelos dele, que diga-se de passagem parecia ter um gel muito potente, pois o penteado era sempre o mesmo, idêntico. Me aproximo mais e lhe dou um beijo na bochecha, ele olha fixamente nos meus olhos e cora, era uma visão ótima, ver esse anjo ficar vermelho só por eu ter bagunçado o seu cabelo ou ter dado um selinho na sua testa.
– Seu bobo, bem eu vou abastecer o carro e comprar alguma coisa para comer — saio do carro e vejo que ele continua a me olhar fixamente imóvel , sorriu para ele — bem , se você quiser pode me esperar no carro também.
Depois de abastecer eu entro na loja de conveniência do posto procurando nas prateleiras quase vazias alguma coisa para me alimentar, escuto um barulho no caixa e desvio o olhar da comida para ver qual o motivo do barulho e vejo algumas moedas no chão, retorno a atenção a minha fome, mas alguma coisa naquele momento me fez olhar novamente para o caixa, só que dessa vez a minha mão voou rapidamente para a minha adaga e eu vejo dois demônios possuindo o que eu deduzi ser o frentista e dono do posto que provavelmente era o caixa, e ao lado deles um cão infernal rosnava em posição de ataque, ao contrario dos homens ou caçadores comum, eu tinha poderes angelicais herdados pelos meus pais, que por acaso eram nefilins, então eu os via e também via anjos e as suas asas, coisas que humanos normais não faziam, e sim eu era caçada por anjos e por demônios.
– Mas que droga! Só falta me seguirem quando eu estiver no banheiro! — falei nervosa e empunhando a minha adaga.
– Ótima ideia, mas agora menos papo e mais morte! — falou o frentista que estava possuído.
– Só se forem as suas!
O cão infernal pulou para cima de mim, eu me abaixei e levantei a adaga, cortando o cão e matando ele, os dois demônios olharam para mim mostrando os seus olhos negros, o dono do posto que estava a minha direita tentou me atingir com taco de baiboll que ele provavelmente encontrou dentro do estabelecimento, mas eu desviei e desferi um golpe na perna do frentista que caiu morto em seguida, mas sem antes ser atingida pelo seu chute, eu fui arremessada até bater em uma mesa, a minha cabeça rodopiou e a minha visão ficou turva, me levantei com dificuldade e me coloquei em posição de defesa, a minha cabeça parou de rodopiar e a minha visão focou, ouvi um grande barulho de vidros quebrando e então o dono do posto que vinha na minha direção parou e caiu na minha frente, e atrás dele apareceu o Castiel com alguns cacos de vidro pelo sobre tudo, sinto o meu corpo voltando ao normal novamente, me levanto e tiro os cacos de vidro que grudaram no meu casaco e na minha blusa dos The Beatles.
– Isso foi.. assustador — eu olho para ele e tiro os vidros que estavam por cima do sobre tudo dele — vamos para o carro, o quanto antes sairmos daqui melhor.
– Você está bem? — ele olha para o meu rosto preocupado.
– Sim, não são simples demônios e cães infernais que irão me derrubar!
– Quer ajuda para se curar? — ele se aproxima e olha fixamente nos meus olhos, seu olhar transmitia preocupação, esse anjo era fofamente bobo.
– Não, não foi nada muito grave, nada do que eu não possa me curar rapidamente.
Eu ando em direção a saída e paro quando lembro da comida, volto e pego algumas bolachas, um refrigerante, algumas balas, chocolates e um assado, volto para o carro e o Castiel entra no banco do carona, eu dou partida no carro e vou para a estrada.
– Sabe Cass você.. você já se apaixonou? — olho para a estrada evitando o seu olhar, a estrada naquele momento me parecia muito interessante, puxo o assado de frango e começo a come-lo com a mão direita enquanto a esquerda continuava no volante.
– Eu sou um anjo Charllote, eu não me tenho sentimentos, então não me apaixono.
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