Penance For His Sin
5 You, who stole my heart.
Notas iniciais
Demorei um pouco pra atualizar, mas ok.
Nome do cap. sempre aleatório. :3
Key’s POV.
Eu tinha consciência de que estava entrando em estado de paranóia. Eu estava sozinho e pensava em MinHo de forma doentia, isso era extremamente errado. Eu precisava de um corpo pra esquecer o que meu coração pedia, queria poder mostrar pra mim mesmo que podia esquecer meu passado com Jonghyun com algumas oportunidades de sexo com MinHo. Eu tinha certeza que isso daria certo, mas eu só precisava encontrá-lo.
Não iria telefonar para ele; eu precisava fazer com que ele me quisesse de verdade, que ele estivesse na minha frente. Minha única esperança era aquele bar. Eu o freqüentaria todos os dias, se fosse preciso, até que ele aparecesse.
Taemin’s POV.
Minha cabeça doía tanto, eu chegava a cogitar a idéia de tomar algumas doses de xanax para apagar por dias, acordando quando a dor já tivesse realmente ido embora.
Eu tinha que parar de ser idiota e de me importar. Meu cérebro não desligava, parecia um maldito sádico ao ficar me torturando com pensamentos autodestrutivos sobre minha conversa de hoje cedo com Donghae.
“O cara era mais feminino que qualquer garota aqui dentro dessa sala, sem contar que tinha pernas lindas. Mas, nossa, completamente feminino. Os olhos pequenos, na verdade, nem prestei muita atenção no rosto... A bundadele era mais interessante.”
Esfreguei os olhos. Tentei pensar em cada pessoa que eu conhecia, que eu havia visto na rua, qualquer uma que tivesse essas características. Pensei em Kibum quando tudo isso, mas existem muitas pessoas assim. Meu problema com MinHo se dissipou de minha mente num passe de mágica. Eu fechei os olhos e podia ouvir claramente a música que ele estava compondo ao piano, seus dedos ágeis deviam estar deslizando sobre as teclas, extraindo um som quase tão divino quanto o próprio Kibum.
Suspirei. Key não havia dado brecha alguma para mim. Eu não havia tido cabeça ou disposição para me fazer desejável ou tentar fazer com que ele entendesse que tudo valeria a pena, eu sabia que valeria.
Enquanto eu maldizia MinHo, continuava sonhando com Kibum quando o observava da janela de meu apartamento, como se ele fosse uma pintura em movimento.
De certa forma, ele se parecia com uma daquelas pinturas em tetos de catedrais, só que era muito mais gracioso que isso. Por trás daqueles olhos pareciam estar tantas coisas escondidas, mas, mesmo assim, era como se eu visse, dentro deles, todos meus desejos tomarem forma. Estava claro que eu queria Kibum, mas, antes de tudo, eu precisava fazer algo para MinHo, justamente por ele ter me trocado por quem quer que fosse. Eu precisava me livrar de todo aquele ódio, para só depois me dedicar a conquistar aquele anjo.
Key’s POV.
O bar estava tão cheio que eu me movimentava devagar por entre a massa de corpos à minha volta. Era tão horrível como as pessoas se agarravam de forma tão obscena naquele lugar, mesmo que estivesse escuro, era algo que me incomodava, afinal, de nada custava ir ao banheiro ou em um canto mais escuro ainda. De qualquer forma, ainda existiam pessoas que pareciam engolir suas próprias solidões que se escondiam na bebida alcoólica, e eu parecia fazer parte desse segundo grupo.
Já era meu terceiro Martini, e eu ainda não havia encontrado meu objetivo naquele lugar. Me sentia tão idiota, que, às vezes, chegava a ter pena de mim mesmo e de minha tentativa inútil de encontrar alguém que parecia não querer ser encontrado. Talvez fosse algo do destino para que eu desistisse da idéia de usar MinHo para esquecer alguém. Tudo à minha volta parecia querer dizer que eu estava agindo errado, mas eu ignorava quaisquer avisos.
Me debrucei sobre o balcão, pedindo outra dose à garota bonita que atendia quem chegasse ali. Ela me encarou incisivamente enquanto me servia, mas eu não quis prestar atenção. A bebida estava me deixando alto o bastante para saber se era ou não hora de voltar para casa, mas eu sabia que não ia ganhar mais nada ali, acabei perdendo uma noite.
“Boa noite, baby.” Quase derrubei o copo de minhas mãos quando senti lábios roçarem pelo lóbulo de minha orelha, acompanhados de um rouco sussurro na mesma região. Apesar da música alta ao meu redor, eu reconheci aquela voz de forma tão imediata, que, antes de me virar, pisquei os olhos repetidamente e sorri em alívio por saber que MinHo estava ali.
Virei-me e tive o corpo preso contra o balcão. Dei um leve gole em minha bebida, sorrindo levemente. Suas mãos apoiavam-se na madeira enquanto seu corpo colava-se ainda mais ao meu, seus lábios tocaram os meus de forma carinhosa, e, logo, ele começou a me beijar. Eu sabia que estávamos sendo assistidos, até ouvia alguns comentários, mas eu estava concentrado demais em MinHo para prestar atenção nisso.
“Sabia que ia te encontrar aqui.” Murmurou enquanto se afastava. Umedeceu os lábios, sorrindo em seguida.
“Vamos para outro lugar.” Semicerrei os olhos, rindo discretamente em seguida. Ele sequer havia falado ou demonstrado algo, eu já estava indo rápido demais.
“Para onde?” Perguntou em tom baixo, ainda me prendendo contra o balcão.
“Meu apartamento?!” Usei o mesmo tom que ele, retirando o dinheiro do meu bolso traseiro e o atirei sobre o balcão. Ele acenou positivamente com a cabeça e logo saímos daquele lugar.
~
Abri a porta, a qual rangeu levemente, mas era o bastante para incomodar. Era uma péssima coisa para se acontecer naquele momento, mas tentei ignorar tudo aquilo.
Nós chegamos ao meu edifício no carro de MinHo, que dirigiu em silêncio por todo o trajeto e ainda perguntou três vezes se eu morava ali mesmo. Eu teria estranhado se ele não estivesse excessivamente cauteloso por estar dirigindo com certa quantidade de álcool no sangue, encarando somente a auto-estrada deserta à sua frente, seus olhos faiscando num mistério que me extasiava mais do que me preocupava.
Uma vez dentro do apartamento, ele retirou o casaco pesado, jogando sobre uma poltrona enquanto eu trancava a porta. Sem nenhuma cerimônia, fui arremessado sobre o sofá, meu corpo quicando sobre o estofado macio nos primeiros nanossegundos. Um sorriso malicioso se abriu sob seus grandes olhos, fazendo-me prender a respiração.
Subiu no o sofá de joelhos, cada perna de um lado de meu corpo. Continuava sorrindo diabolicamente, enquanto segurava-me por minha camiseta, puxando o tecido para cima, retirando-o. Inclinou-se e passou a lamber insuportavelmente devagar a pele lisa do meu peito. Inclinei a cabeça para trás, gemendo de forma baixa e demorada. Ele nem havia tocado meus pontos críticos e eu já estava me retorcendo em ansiedade. De qualquer forma, era perceptível que ele queria desfrutar daquilo com mais urgência do que eu.
Sua língua quente traçou um caminho torturante até o cós da minha calça, que foi imediatamente aberta sem demora alguma. O tecido da minha boxer foi descartado juntamente no mesmo instante que minha calça, MinHo arrancava meus sapatos para fazer que ambos os tecidos escorregassem por meus tornozelos, sendo arremessados em algum lugar perto da porta. Antes que eu pudesse respirar de novo, estava dentro da boca dele. Todo aquele contraste de temperaturas e a textura deliciosa de seus lábios e de sua língua me fez grunhir baixinho, segurando os cabelos que quase cobriam seus olhos, agora fechados. Era a cena mais divina que eu havia visto.
Começou passando a língua por toda minha extensão, e então passou a chupar-me. Arqueei meu corpo pra frente, fechando meus olhos. Tinha medo de chegar ao ápice rápido demais, ele era realmente bom naquilo. Sua língua experiente sabia perfeitamente que locais deveria atingir, colaborando para que uma onda de obscenidades escapasse de minha boca.
Soltou-me rapidamente, se ajoelhando em minha frente, segurando minhas coxas e separando minhas pernas. Grunhi em reprovação, rejeitando a idéia de ele parar de fazer o que estava fazendo. Ele apenas sorriu com minha impaciência, segurando-me pela base, passando a me masturbar vagarosamente, ao que eu apoiava a cabeça no encosto do sofá, meus cabelos já ficando úmidos e a respiração entrecortada. Passou a lamber-me novamente, ainda de forma vagarosa, absorvendo todo o líquido que se acumulara por meu membro, fazendo movimentos de sucção com seus lábios. Era uma sensação tão boa, parecia que o tempo não passava, eu poderia morrer ali mesmo que não me importaria.
Deslizou sua língua por minha extensão mais uma vez, me fazendo encontrar o fundo de sua garganta, enquanto eu soltava um palavrão desordenado. Quando pensei que aquilo tudo não poderia melhorar, ele retirou-me de toda aquela umidade quente – o vento gelado do ambiente proporcionando um choque térmico – apenas para projetar os olhos em mim e dizer em um tom estranhamente natural:
“Mete.” Segurou meus quadris firmemente com as mãos, fazendo com que eu passasse a investir contra seus lábios entreabertos, atingindo sua garganta algumas vezes.
Eu gemia e me retorcia sobre o sofá, ao que MinHo me mantinha preso, segurando em meus quadris e em minha base, controlando os movimentos desordenados que eu mesmo fazia. Conforme o êxtase se aproximava, eu o segurava pelos cabelos, anunciando que eu não poderia mais aguentar. Nesse exato instante, MinHo me parou, finalizando o ato com um leve beijo em meu membro.
“Não podemos apressar as coisas, Kibum, vamos devagar. Quero apreciar você.” Sussurrou, sua voz extremamente excitante e rouca. Meu peito subia e descia, eu ofegava demais para contestar qualquer coisa. Ele levantou-se.
“Kibum?” Perguntei, arqueando uma sobrancelha. Não havia ouvido MinHo me chamar pelo meu nome até agora.
“Meu Kibum.” Sorriu levemente, seus olhos quase fecharam-se e pareciam sorrir também. Senti que poderia derreter a qualquer momento.
Virou-me de costas para si, tocando seu abdômen levemente úmido em minhas costas. Sua respiração estava acelerada, eu podia sentir os batimentos de seu coração, os quais estavam extremamente fortes. Levou os dedos até minha boca, introduzindo dois de uma só vez. Suguei-os calmamente enquanto MinHo beijava meu ombro. Ouvia seus baixos ofegos enquanto minha língua se movimentava por seus longos e finos dedos, meus lábios sugando-os com ainda mais força até que ele começou a retirá-los de forma lenta.
Espalhou minha própria saliva por minha entrada. Afastei um pouco minhas pernas para que ele penetrasse um de cada vez, tentando preparar-me ao mesmo tempo em que lubrificava o local. Movimentou-os em meu interior algumas vezes, mas foram poucas. Logo os senti saindo de meu interior.
Beijou meu pescoço algumas vezes, brincando com seu membro, que tocava minha entrada. Meu estômago se afundava em tensão e ansiedade para tê-lo dentro de mim, mas, ao mesmo tempo, eu desejava que aquela sensação se prolongasse o máximo possível.
Aos poucos, pude senti-lo invadir-me, todo aquele calor inundando minha pele como uma corrente elétrica. Ele passou a movimentar-se com certa velocidade, seus movimentos lubrificados apenas por minha própria saliva, fazendo-me fechar os olhos.
Lutando para não ir depressa demais, gemia de forma rouca em minha orelha, fazendo-me jogar a cabeça para trás. Seus lábios continuavam tocando meu pescoço, juntamente com sua língua, fazendo com que meu corpo convulsionasse àquele ritmo.
Meus joelhos fraquejaram, e eu tive que segurar mais forte no encosto do sofá para não acabar caindo. Aquilo era bom demais.
Taemin’s POV.
Acordei de repente com uma inquietude atípica pairando por minha cabeça. Curvei-me em minha cama, acendendo o abajur para conseguir visualizar o rádio-relógio, o qual marcava quase cinco da manhã.
Levantei devagar, já que estava um pouco tonto. Começava a chover lá fora, alguns relâmpagos clareavam meu quarto inconvenientemente, fazendo com que eu me aproximasse da janela no intuito de fechá-la, quando eu vi.
Key estava no sofá. Atrás dele, quase em um dogstyle, estava um homem que o segurava pela cintura e fazia movimentos precisos. Seu parceiro tinha o rosto aconchegado na curva de seu pescoço, eu não conseguia vê-lo.
Sentei-me sobre o parapeito, um pouco chocado pela tão inesperada cena. Na mesma sequência de cenas, o homem que o envolvia por trás tocou o braço de apoio e passou a segurá-lo com seu braço esquerdo. Pisquei os olhos repetidas vezes, esperando que os relâmpagos e a chuva fina estivessem me fazendo enxergar coisas. Isso não aconteceu, era MinHo. E estava fodendo Key com tanto desejo e precisão como nunca foi capaz de fazer comigo por todo esse tempo.
Uma onde de fúria se apossou de mim, me impedindo de enxergar talvez quando seu rosto deixou de ser encoberto pela nuca de Kibum e se revelou, um nítido prazer estampado em sua face, seus lábios, como se nunca pretendesse deixá-lo sair dali. Mas que porra era aquela que estava acontecendo?
Não conseguia me mover. Permaneci onde estava, observando os dois como um maldito voyeur, minha cabeça rodando sem parar. A única coisa que martelava em minha mente eram as palavras de Donghae, saindo venenosas de sua boca.
Tudo era tão óbvio, tão evidente! Eu era mesmo um idiota! Como eu não poderia ter juntado tudo e percebido que era com Kibum que MinHo vinha se encontrando? Donghae mencionou tanta coisa que me levava a entender tudo isso sem mesmo ter visto. Era tão claro que chegava a ser imperdoável minha inocência diante daquilo tudo. E MinHo? Era um maldito inescrupuloso que sequer se importava em transar com uma pessoa que morava no mesmo prédio que seu ex-amante, pior ainda, no apartamento de frente para o de seu ex-amante, como se fosse normal manter esse tipo de relação.
Olhei novamente pela janela, os dois ainda se movimentavam, mas, pela expressão de MinHo, eu sabia que ele já tinha terminado. Eu bem sabia qual era sua expressão pós-orgasmo, mas aquela... Aquela era milhares de vezes mais intensa, e, agora, ele passava a beijar carinhosamente a nuca de Kibum, enquanto este deitava sua cabeça na curva de seu pescoço, arfante após usufruir do corpo que havia sido meu por tanto tempo. Isso era tão fodidamente errado!
Não via mais nada à minha frente, só a fúria que havia se acumulado em meu peito por durante aqueles minutos que pareciam ser intermináveis. Sem conseguir raciocinar direito, comecei a chorar desesperadamente, com vontade de quebrar tudo que estava em minha frente. Segurei a cortina e a puxei com toda minha força, fazendo com que o tecido soltasse e caísse ao meu lado. Suspirei e sentei-me na cama, com a cabeça baixa. Minha vontade era de matar MinHo, MinHo ia pagar. De todas as coisas, disso eu podia ter certeza: MinHo pagaria por tudo.
Key’s POV.
“Você está louco, Kibum?” Jonghyun gritou, gesticulando raivosamente. Doía tanto vê-lo me tratando assim. Como ele conseguia ser tão calmo, e, em outras circunstâncias, simplesmente esbravejar como se fosse outra pessoa?
“Jonghyun.” Eu comecei, tentando fazê-lo parar de gritar. “Você é idiota, eu não aguento mais essa merda de família que você tem, eu não preciso ouvir tudo isso.”
“Você sequer deu uma chance a eles! Você acha que é fácil, Kibum, conviver com você? Qual é seu problema?” Ele ainda gritava.
“Meu problema é que não suporto mais essa sua passividade ridícula.” Gritei de volta, desistindo de manter a calma. “Essa sua omissão, isso não pode continuar, Jjong! Está na hora de você sair de cima do muro, sabe? Ou você decide logo que porra você quer pra sua vida, ou eu volto pra Seoul!”
Ele me encarou com os olhos furiosos, como se eu tivesse dito a pior coisa do mundo.
“Ah, claro! Vai voltar pro namoradinho imbecil? Ele ainda deve estar te esperando com as chaves da casa nas mãos, depois de você ter terminado tudo um mês antes de se mudar, não é, Key?”
Crispei meus lábios, meu punho se fechando com tanta força que senti minhas unhas arranharem minha palma. Ouvir Jonghyun falando assim doía muito mais do que se ele tivesse me dado um soco.
“Eu o deixei por você, por sua causa, pra ficarmos juntos. Já está cansado de saber que deixei tudo por você, Jonghyun, e ainda preciso suportar sua negligência estúpida em relação à como sua família me trata, você acha isso justo, é isso?”
Ele não respondeu nada, apenas me encarou com desgosto; um olhar que traduzia muitas coisas, menos o amor que ele dizia sentir por mim. Pegou seu cachecol que estava jogado no sofá da sala, abriu a porta e, sem demonstrar nenhum tipo de emoção, me deixou sozinho e sequer voltou.
Acordei, assustado, me sentando no sofá com rispidez, a respiração entrecortada e meu coração acelerado no peito.
“O que foi, baby?” MinHo perguntou sonolento ao meu lado, me puxando para deitar em seu tórax, me convidando para deitar ali novamente.
“Um pesadelo...” Esfreguei os olhos de forma infantil, acomodando-me sobre seu corpo, ainda encarando-o.
“Tenho um ótimo remédio pra pesadelos.” MinHo disse com a voz levemente rouca por ter acordado há pouquíssimo tempo, sorrindo.
Sorri fracamente, ele acariciava meu rosto de forma terna. Beijou minha testa com cuidado, após afastar minha franja que cobria a pele do local. “Quem é Jonghyun?” Perguntou de forma lenta, como se estivesse receoso de tocar em tal assunto.
Apoiei meu cotovelo no sofá, virando-me ainda mais para encarar seus olhos. “Por que você está perguntando isso?” Eu estava um pouco nervoso, era inegável.
Ele mordeu o lábio inferior, sorrindo levemente. “Você chamava o nome dele enquanto dormia, agora cedo, antes de acordar. Era com ele que você estava sonhando, não era?”
O encarei de volta, pensativo. Ele respirava leve, aguardando uma resposta, os lábios extremamente avermelhados ainda possuíam aquele sorriso, como se estivesse me confortando.
“Jonghyun não importa mais.” Levei minha mão até seus cabelos, alisando os fios curtos e macios, afastando uma mecha que ameaçava cobrir seus olhos.
“Deve importar, afinal, ele ainda vive em seus sonhos.” Olhou para baixo, fingindo ter de distraído com algo qualquer, eu sentia seus dedos acariciarem minhas costas enquanto seu olhar voltou a encontrar o meu.
“Isso é algo que eu não posso controlar.” Resmunguei, mais para mim mesmo do que para ele, enquanto abaixei o olhar e encarei seu abdômen.
“Pois deveria.” Disse em tom sério, para depois abrir um sorriso encantador. “Eu adoraria se, a partir de agora, você só sonhasse comigo.”
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