Penance For His Sin

6 Is it hard understanding? I'm incomplete.


Notas iniciais
Nunca sei o que colocar de título dos capítulos. T______T
Quero pedir desculpas pela demora da atualização. Sei que é muita falta de consideração, mas eu estava completamente sem inspiração ultimamente.
Obrigada pelos reviews, como já disse antes, leio todos. Só tenho certa ~preguiça~ de responder. Mas fico muito feliz em lê-los!
O Nyah atrapalhou um pouco a formatação do texto, mas espero que fique tudo claro. Mais uma vez, peço desculpas. ;_;

Key's POV.
Ficamos deitados mais alguns minutos, em silêncio, e levantei-me um pouco depois. Arrumei um café-da-manhã simples, com algumas frutas, torradas e suco de sua preferência.
Levei até MinHo, que sorriu e fez uma leve reverência em resposta. Fiquei em silêncio, observando-o por alguns minutos. Ele percebeu e arqueou uma sobrancelha, pondo-se a falar:
“O que foi, Key?” Perguntou, a voz ainda estava rouca demais. Apertou vagarosamente minha mão ao terminar de falar, fazendo meus olhos notarem como eram bonitas, e que seu pulso tinha uma cicatriz discreta que subia até pouco antes da metade de seu antebraço.
“Essa cicatriz, de onde é?” Perguntei, completamente à toa, apenas para ter um motivo para estar olhando para ele sem parar. A verdade é que eu precisava usar uma desculpa para o fato de que não conseguia tirar os olhos dele.
MinHo sorriu, os olhos brilhantes vidrados nos meus.
“É de um acidente. Mas, em contrapartida, me ensinou que não devo beber demais e dirigir depois.” Riu baixo, fazendo-me arquear uma sobrancelha. Pigarreou. “Acabei ficando com essa aqui também...” Mostrou-me um corte tão enorme e discreto quanto o anterior, mas que se localizava em seu quadril. Seria imperceptível se eu não estivesse prestando atenção enquanto ele me mostrava.
“Você parece ser exatamente o tipo de cara que bebe demais.” Ele teria aprendido algum tipo de lição por beber muito... Mas não era isso que ele fazia normalmente?
“Que péssima impressão você tem de mim, jagiya!” Sorriu novamente, divertido, chegando para mais perto e passando o braço sobre meu ombro. “Não foi culpa minha. Eu tinha 16, nunca tinha tocado em um volante, posso dizer que a culpa foi de um amigo meu.” Pegou um morango, mordendo-o. “Mas, realmente, não foi nada demais, acabei me machucando mais que ele.”
Sorri para MinHo por alguns segundos, mas acabei prendendo meus olhos nos deles. Eram tão magnéticos, queriam dizer tantas coisas, que meu corpo inteiro vibrou de forma intensa, a sensação só pareceu piorar quando ele aproximou nossos rostos e tocou seus lábios em minha bochecha com uma delicadeza e leveza tão profunda, que fechei meus olhos e tremia em ansiedade a cada vez que ele movia-os, com a mesma leveza, em direção aos meus lábios. Beijou-me devagar, inocentemente, fazendo-me sentir o gosto leve de morango que emanava por entre seus lábios.
Eu desejava que MinHo aprofundasse o beijo e fizesse aquilo tudo da forma sexual que costumava fazer, mas me admirava o fato de estarmos nus, nossos corpos juntos, e MinHo ainda parecer ignorar tudo isso. O autocontrole e a segurança que ele me passava eram extremamente intensos. Eu me sentia tão bem perto dele, que acabava por ficar levemente assustado. Como alguém conseguia fazer algo assim à outra pessoa, com poucos atos, em tão pouco tempo?
Afastou seu rosto do meu, apenas segurando em minha face para me manter preso à sua pele macia e morna, acariciando levemente meu rosto com seu polegar.
“Sabe, baby...” Começou a falar em tom muito baixo, mordendo o lábio em seguida. “Desculpe se não consigo deixar de te chamar assim, mas você é tão...” Fez uma pausa. “Eu não sei. Sinto como se não conseguisse te chamar de outra forma. Isso me faz sentir um pouco mais perto de você, por algum motivo, e eu sinto que devo ficar perto de você o tempo todo.”
Sorri para ele, sem saber o que fazer, enquanto ele tocava minha cintura e beijava meus lábios outra vez. Fechei os olhos, tentando acostumar-me com aquela forma nova de me acariciar, afinal, sequer parecia o mesmo homem que conheci naquele bar sujo, estava sendo o MinHo que eu queria que se revelasse, que eu queria conhecer.
Beijou-me vagarosamente, seus lábios brincando sobre os meus a princípio, para depois assediar-me um pouco mais. Eu não estava mais conseguindo suportar, então o segurei pela nuca, aprofundado ainda mais o beijo. MinHo sorriu em meus lábios, apertando meu braço com a outra mão com certa força. Eu estava vibrando nos braços dele, e não era só por desejo.
Ele se afastou um pouco, ainda me beijando, mas entreabriu levemente suas pernas para que eu ficasse entre elas.
“Kibum...” Gemeu baixo contra meus lábios, passando a beijar meu pescoço. “... Eu preciso de você dentro de mim.” Arfou contra meu ouvido, de forma pausada. Afastou-se completamente.
Meu peito subia e descia de forma descompassada, meus batimentos deviam estar a uns cento e cinquenta por segundo, numa ansiedade doentia. Ele me observava com olhos de desejo e a boca completamente avermelhada entreaberta, respirando pesado também.
Levantei-me, entreabrindo mais suas pernas, o bastante para que conseguisse ficar completamente entre elas. Coloquei minhas mãos em suas coxas, encarando-o como se perguntasse se poderia ser direto ou não. Ele movimentou a cabeça positivamente, dando-me liberdade para aproximar meu corpo do seu e invadi-lo de uma só vez.
MinHo puxou-me para um beijo enquanto tentava mover seu corpo, fazendo com que eu começasse a investir lentamente contra seu quadril; meus joelhos pareciam ficar fracos demais ao senti-lo se apertando em volta de mim. Eu precisava mover-me de forma tão dolorosamente devagar, quando minha vontade era de aproveitá-lo com tanta intensidade e velocidade, adentrá-lo com toda minha força, fazê-lo pedir cada vez por mais enquanto gritava meu nome.
Seus lábios separaram-se dos meus, e, a cada um de meus movimentos, ele grunhia baixo em meu ouvido, fazendo minhas pernas bambearem ainda mais. MinHo sibilava palavras tentadoras, em meio a gemidos, contra o lóbulo de minha orelha.
MinHo tentava desfarçar enquanto apertava toda minha pele ao seu alcance e mordia levemente meu lóbulo, mas eu sabia que havia encontrado sua próstata, e aquilo o fazia murmurar mais daquelas palavras, em meio a mais gemidos. Não o ouvia mais falar obscenidade alguma, sua voz era doce e grossa e seus grunhidos tornavam-se mais fortes, anunciando que eu estava atingindo o lugar certo.
Seu membro tocava em minha barriga, como se implorasse para ser acariciado como merecia. Mas, por Deus, como ele podia? Ali, em meus braços, ele era tão sensível, casto e doce, que eu havia começado a sentir como se devesse tratá-lo como se fosse uma pedra preciosa ou algo desse gênero, sempre disposto a cuidá-lo, acariciá-lo e até beijá-lo docemente. Sempre que ele precisasse.
Eu sentia minhas pernas ficarem cada vez mais fracas, meu próprio ápice chegando perto demais a cada vez que me afastava, retirando-me por completo de seu corpo, para depois voltar rapidamente, causando um impacto arrebatador de todo o tipo de sensação. Seus braços envolviam meu pescoço, agora ele estava praticamente sobre mim, controlando a situação. Movia-se sobre meus quadris, eu sabia que seu ápice também estava próximo.
Envolvi seu falo em uma de minhas mãos, fazendo-o investir automaticamente em meu punho, enquanto continuava movendo-se sobre meu corpo. Agora, eu observava todas suas reações. Seu peito subia e descia descompassadamente, sua expressão era maravilhosa. Eu só tinha vontade de abraçá-lo e tê-lo para sempre ao meu lado.
"Kibum...." Sussurrou quando abaixou o rosto na altura de meu ouvido. Sua voz era praticamente imoral. Ele parava de falar para voltar a respirar pesado, beijar meu rosto e umedecer os lábios.
Passei a massagear seus testículos, voltando a trabalhar em todo seu membro novamente. MinHo liberava um líquido viscoso a cada vez que estimulava-o. Levei meus dedos até a boca para sentir seu gosto enquanto o ouvia gemer baixinho, se rendendo devagar aos movimentos que agora eu passava a executar sozinho, segurando-lhe nas coxas grossas e torneadas. Ele era tão lindo, seu rosto estava levemente rubro pelos movimentos, pelo prazer e por todo aquele esforço, mordia levemente o lábio inferior de forma tão sensual, que eu tinha vontade de investir contra seu corpo até que ele gritasse. Mas, na verdade, tudo que eu conseguia fazer era mantê-lo mais ainda naquela aura de torpor. Eu não queria que aquilo acabasse nunca mais.
Afastei-me por completo, saindo devagar e sentindo cada extensão da minha pele formigar. Entrei novamente de forma violenta, podendo ouvi-lo gemer manhoso, sentindo-o liberar-se em minha mão. Apenas investi contra ele mais algumas vezes antes de chegar ao meu ápice, não me controlando para evitar soltar um palavrão desordenado.
Seus músculos pulsavam ao meu redor, prolongando aquela sensação tempo o bastante para ainda vê-lo praticamente contorcendo-se de forma sensual, podendo ver seu baixo-ventre manchado por seu próprio esperma.
Eu ainda estava em seu interior quando retirei as mechas desordenadas de seus olhos grandes, a boca ainda entreaberta murmurando coisas que eu não sabia definir direito. Selei seus lábios, retirando-me de seu corpo, ao que deixáva-o tombar sobre o tapete.
Voltei para perto de seu rosto, tornando a beijá-lo nos lábios, descendo para encontrar a porção de seu líquido que estava sobre seu baixo-ventre, minha língua sibilando para fora de minha boca para lamber e sugar sua carne macia, assim sentindo o gosto do prazer que eu havia proporcionado.

Taemin's POV.

Lixo. Era exatamente isso que eu me sentia ultimamente, um monte de lixo descartado da pior maneira que poderia haver. Mas, agora, eu estava pior. MinHo não me devia fidelidade, não me devia nada, mas meu cérebro martelava o tempo todo; eu sabia que nunca tivemos nada, mas por que me sentia assim?

Depois de ter passado o resto da madrugada quebrando todas as coisas que eu via em minha frente ou alcançava e chorando pelo simples fato de que os dois homens pelos quais eu estava interessado estavam fodendo no apartamento ao lado do meu, a única coisa que eu fazia agora era pensar.
O sol já se insinuava, entrando pela minha janela que agora não tinha mais cortina — pois as arranquei em uma de minhas crises — como se não tivesse chovido por todo o fim da madrugada. Seria um sábado muito bonito, claro, se eu não estivesse envolto de sentimentos negativos que rondavam minha cabeça.
Eu realmente não sabia lidar com isso. Me sentia tão mal cada vez que relembrava as vezes em que fui rude com MinHo, dando desculpinhas sórdidas para não vê-lo, como se ele não fosse adorável o bastante para que eu quisesse ficar com ele o tempo todo. O que eu esquecia era o fato de que ele estava me pagando para ser amável, e nem assim eu era capaz de ser.
A questão era: Donghae havia me dito que MinHo saía com outros garotos e garotas o tempo todo. Tudo bem até aí, mas por quê, mesmo saindo com outros caras, ele ainda me queria?! Na verdade, depois de Kibum, tudo havia sido diferente. Eu não sabia há quanto tempo eles estavam saindo, mas era há pouco, já que Kibum havia me dito que havia voltado de Daegu nesta semana.
Em resumo: em menos de sete dias, Minho conheceu Kibum, transou com ele e me deixou completamente de lado. Ele estava sendo seu novo brinquedinho e, mesmo assim, continuava a me bancar. Eu pensava que isso era, provavelmente, para que eu ficasse de boca fechada sobre o fato de ele estar comendo meu novo vizinho. Deus, ele devia ser mesmo muito bom.
Eu havia cansado de ficar na janela vendo aquilo tudo. MinHo foi o passivo na última vez, delicioso como o inferno, como eu nunca poderia imaginar. Eu tinha tantas maneiras sórdidas de acabar com a vida dele com apenas um ato, que tinha vontade de rir a cada vez que pensava nisso. Poderia muito bem filmar ou tirar fotos. Não sei para quê, mas eu poderia fazer muitas coisas com isso. O quê o Campus todo pensaria ao ver Choi MinHo sendo fodido por um homem, na verdade, praticamente uma mulher, num apartamento sujo? Não que fizesse muita diferença, mas imaginar isso era realmente ótimo. MinHo tinha aquela reputação maldita quase como sua vida, e isso me ajudaria a fazer com que quase acabasse. Mas eu não poderia fazer isso, justamente por Kibum, que provavelmente não soubesse dessa sujeira toda.
De qualquer forma, MinHo merecia. Isso era realmente pouco perto do que ele realmente merecia, simplesmente por ser tratado dessa forma. O problema principal não era ter sido trocado, mas MinHo pensar que eu só merecia uma porra de esmola para ficar de boca fechada. Ele não tinha me dito nada disso, mas era o que estava implícito no cheque depositado gentilmente em minha conta, sem — teoricamente — nada em troca. Será que Kibum não sabia o quão filho da puta o homem que dormia com ele conseguia ser?
Minhas pernas me enganaram, me levando de volta à janela. Kibum estava deitado à curva do pescoço de MinHo, ambos tinham olhos fechados e pareciam respirar pesado, mas eu não conseguia saber se estavam dormindo. Minha dúvida de dissipou no instante seguinte, quando vi MinHo envolver seus cabelos com as mãos, acariciando mecha por mecha, num modo tão delicado e carinhoso. De repente, me dei conta: era tão diferente. O modo como ele me tratava, olhava, tocava, do modo como ele sempre me tratou, olhou, tocou. Eu nunca recebi um mísero carinho. Recebi sexo. Ambas as coisas eram tão fodidamente diferentes! MinHo me pagaria por me fazer sentir assim.
Havia acabado de arremessar uma xícara de café contra a parede em outro de meus surtos de fúria, entre um pensamento e outro, quando o telefone tocou, fazendo-me estacar de repente. O relógio ainda marcava sete da manhã e sequer havia dormido; era impossível dormir diante dos fatos e diante do que eu poderia presenciar se chegasse perto da janela.
Peguei o aparelho, levemente confuso, perguntando-me quem diabos me ligaria àquela hora da manhã. Tinha medo que fosse um de meus tios dizendo que descobriram a prostituta barata que me tornei, que eu me vendia em troca de aluguel. Atendi disposta a mandar quem quer que fosse para o inferno, mas a voz que ouvi do outro lado da linha fez meu coração se acalmar, ao que suspirei aliviado.
"Tae?" Donghae começou, com sua voz insegura. Ele não costumava agir assim, no mesmo instante, acabei notando que havia acontecido alguma coisa.
"O que houve, Donghae?" Perguntei, um pouco preocupado.
"Eu nem dormi, Taemin! Acabei de chegar em casa, preciso conversar com alguém, tem algo muito errado acontecendo, Taeminnie..." Ele falava baixo. "Por favor, posso ir até aí para conversarmos? Não sei o que fazer agora..." Soluçou levemente. Aquilo era de cortar o coração.
"Claro, Donghae!" Concordei, sem querer pestanejar. Eu precisava mesmo de algo que pudesse aliviar minha mente da minha avalanche particular, pelo menos por algum tempo. "Eu também não dormi e estou esperando você."
“Okay, não vou demorar...”
Respirei fundo. Donghae não podia me ver nesse estado, realmente não podia. Eu ainda não havia decidido sobre contar a ele sobre MinHo, pois o Hyukjae seria um problema nesse caso.
Eu nunca soube o que acontecera entre MinHo e Hyuk, apenas que eles já haviam ficado juntos, mas não sabia quando nem como. Mas isso não importava muito, não agora. Eu não sabia o que fazer. Pensava em coisas insignificantes o tempo todo, sem conseguir desenvolver nada para tentar resolver qualquer coisa com MinHo. Eu o conhecia muito bem e sabia que poderia estar brincando com fogo.
Donghae tocou a campainha antes que eu esperava. Eu cansei de observar o que Kibum e MinHo faziam e pensava em fumar, estava atrás de meu cigarro e acabei levando um susto enquanto fazia isso graças ao som da campainha.
Entrou pela sala à passos largos, os cabelos levemente úmidos — provavelmente pela leve chuva da madrugada.
"Taemin!" Ele começou, seus olhos pareciam implorar por algo que eu não sabia o que era. Sua expressão era tão infantil e adorável. "Tem algo muito errado acontecendo e eu preciso falar com você."
Eu trancava a porta de forma devagar, sentindo meu coração acelerar por um segundo. Cheguei a pensar que ele tivesse descoberto alguma coisa sobre eu e MinHo, e agora estivesse prestes a me interrogar.
"O que aconteceu?" Virei-me em sua direção, sentando no sofá. Donghae crispou os lábios.
"Como sempre, o Hyuk." Sentou-se ao meu lado, apoiando sua testa nas mãos. "Ele tem outra pessoa. E-ele anda tão esquisito, não consigo mais suportar. Isso dói demais. Preciso de sua ajuda, preciso descobrir o que está acontecendo. Você precisa me ajudar!"
Franzi minha testa, olhando-o e mordendo meu lábio inferior. Percebi que ele chorava, mesmo com o rosto escondido. Eu era a pior pessoa para que ele pedisse ajuda ou qualquer conselho no momento. Estava completamente estraçalhado por dentro, mal conseguia resolver meus problemas... Quem diria os das outras pessoas!
"Mas..." Tentei pensar no que dizer. "Você tem certeza disso? Quero dizer, você sempre fala coisas que me fazem entender que o Hyukjae te ama ou sei lá. Como pode ter tanta certeza assim?"
Ele levantou o olhar. "Eu sei! É completamente possível e fácil perceber quando isso acontece."
Suspirei. Eu sabia como ele estava se sentindo, pois eu me sentia completamente igual. A única diferença era que eu não amava MinHo, de fato, não o amo. Mas, sem dúvida alguma, a situação é a mesma.
"Ele viajou. De novo." Continuou, interrompendo meu pensamento. "Não sei pra onde ele vai, não recebo telefonema algum ou noticia alguma. É praticamente óbvio que ele vai encontrar outra pessoa."
"Você já me disse que ele cuida dos negócios do pai, não pode ser isso?" Ponderei. Eu não sabia o que dizer.
"É o que ele me diz. Sabe, Taemin, tem muita coisa que faz sentido aqui. Eu digo, muita coisa acontecendo... Tudo dá a entender isso. Além do mais, se fossem apenas negócios, por que não posso ir junto? Qual problema teria se não fosse algo a ver com alguma traição?"
Cocei meus olhos, tentando começar a falar algo, mas acabei desistindo. Minha própria cabeça procurando algo em que me apegar para esquecer as cenas que vi há pouco. Eu não conseguiria dizer nada para Donghae com todo tipo de merda ocupando minha mente.
"Ainda acho que isso não quer dizer nada." Pigarreei. "A família dele é bastante estranha. Eunhyuk nunca teve uma boa base familiar e você sbe disso. Ele tem os problemas dele, não teve a sorte de vir de uma família como a sua. Não digo de classe social, até porque não tem muita diferença, mas digo realmente de... Uma base familiar. Ele sempre foi distante de todos, todos sempre foram distantes.
"Me sentiria melhor se não houvessem tantas coisas escondidas de mim."
Encarei seus olhos bonitos. Quando ele me ligou, disse que tinha acabado de chegar em casa. Onde ele havia passado a noite?
"Se Hyuk viajou, com quem você estava?"
Ele esfregou suas mãos, umedecendo os lábios.
"Estava... Por aí. Com outras pessoas." Arqueei uma sobrancelha. Não era ele mesmo que havia acabado de chorar na minha frente sobre a possível infidelidade de Hyukjae? Não fazia sentido.
"Quê?" Tentei entender.
"Sexo." Respondeu, praticamente cuspindo a palavra.
"Mas...?" Insisti. "Donghae. Donghae, que merda. Não consigo entender o que você pensa.
"Eu posso dizer que Hyuk tá acima disso, eu só cansei de sofrer em sua ausência. Por isso, procuro transar com outras pessoas e tento apagar esses pensamentos de minha mente, entende?" Acenei positivamente com minha cabeça, quando, na verdade, não estava entendendo mais nada. "Se eu não fizer isso e apagá-lo por alguns minutos de minha memória, eu posso enlouquecer. Eu sei que você sabe o que quero dizer com isso.
Ele dizia que precisava esquecer alguém usando sexo. Eu passava pela mesma situação, as coisas estavam tão erradas que, ironicamente, eu conseguia pensar em um jeito de piorar tudo.
"Hae, e se eu disser que estou sofrendo do mesmo problema que você?" Ele entendia o que eu queria dizer.
"Seu problema seria qual? Esquecer alguma pessoa por alguns minutos?"
"Sim. O que você diria pra mim?"
"Eu posso te ajudar." Seus olhos cintilavam.
Não entendia porquê, mas sentia como se estivesse me vingando. Por muito tempo, só me deitei com MinHo, e agora estava prestes a fazer aquilo com meu melhor amigo. Era o mínimo que eu precisava para esquecer o quanto meu orgulho estava despedaçado.

Notas finais
Taemin é tão bobinho. q