Penance For His Sin
2 Honey got a booty like pow, pow, pow.
Notas iniciais
Taemin’s POV
Mal havia dormido. Quando o Sol estava começando a nascer, acordei MinHo para que fosse embora. Ele se enroscava no meu corpo enquanto se espreguiçava, reclamando sobre levantar e dirigir até o apartamento dele com todo aquele sono que sentia. Pediu-me para ficar e ir comigo até a Universidade, e eu cedi, como sempre. Ele reclamava ainda mais, então me levantei para ir tomar banho e o deixei falando sozinho.
Deixei a água escorrer por meus cabelos, molhando instantaneamente o resto do meu corpo. Eu estava todo marcado, várias manchas vermelhas inconvenientes agora habitavam meu pescoço e meu corpo estava dolorido. Fechei meus olhos, respirando fundo.
Algum tempo depois, fechei o registro, pegando uma toalha macia, secando-me enquanto deixava o box.
Parei para pensar em como tudo aquilo começara a acontecer. Eu podia sentir o cheiro que MinHo tinha naquele dia, que foi o primeiro em que ele me tocou. A partir dali, eu deixei um emprego que tinha numa loja de produtos para pintura em telas caindo aos pedaços. Eu só suportava aquele local porque precisava de dinheiro pra achar um apartamento e pagar o aluguel deste, mas, com sua proposta, isso passou a ser por sua conta.
Eu deveria ter nojo de mim mesmo, ou algum tipo de vergonha, mas a verdade é que eu tinha esquecido o significado daquelas palavras desde que as tirei de meu vocabulário. Eu tinha meu aluguel pago, eu tinha tudo o que mais precisava, eu tinha sexo bom. Às vezes eu tinha certeza que MinHo só dormia comigo e fazia tudo aquilo pelo simples prazer de infringir os tabus da sociedade e transar com um cara, e, como era mais fácil ele faria isso com um cara que ele sabe que não foderia com a vida dele por isso. A verdade é que ele poderia transar com quem quisesse dentro daquela sala de aula, dentro daquele Campus, e em qualquer lugar. Mas ele não arriscaria, era muito mais seguro ficar com um cara que com certeza preservaria sua reputação, ética e nunca revelaria a ninguém o que se passava. Ao contrário de mim, qualquer pessoa daria tudo para exibir aquele belo filho da puta com corpo e rosto bonito como um troféu comestível.
Eu preferia ter meu “troféu” sem que ninguém soubesse. Aliás, ninguém saberia. Eu mal era notado em lugar nenhum. E eu estava bem assim.
“Acabei demorando muito, obviamente. Se apresse, ou vamos nos atrasar.” Falei enquanto pegava roupas limpas dentro de meu guarda-roupas. Ouvi a porta do banheiro se fechar.
Troquei-me, e logo MinHo estava saindo do banho. Eu odiava vê-lo molhado e apenas com uma toalha cobrindo seu corpo – assim como eu estava no dia anterior. Aquilo era excitante demais.
Peguei minha mochila, correndo até o banheiro para checar rapidamente a situação de meus cabelos, também aguardando ele ficar completamente pronto. Logo trancava a porta de meu apartamento e seguia até seu carro, já que ele insistiu em me dar carona. Estávamos um pouco atrasados, mas tanto fazia.
Fui pro auditório onde seria a aula de hoje, sentando-me um pouco longe de MinHo. Não queria aguentá-lo até lá, confesso. Donghae sentou-se ao meu lado e ficou falando coisas bobas, perguntava-me idiotices sobre MinHo as quais eu não podia ou não sabia responder. O fato era que, de alguma forma, ele provavelmente sabia que conversávamos. Apenas que conversávamos. E, assim, estava me usando pra descobrir coisas que queria saber por algum motivo que não me interessava. Também falou que já havia visto algumas garotas junto com ele, cada vez com uma diferente, completando que sempre eram vistos em situações até mesmo constrangedoras pra quem assistia. Mas a verdade é que eu não sabia que ele saía com garotas também. Aquilo me surpreendeu um pouco, mas eu tentava não deixar transparecer, afinal, não seria certo. Eu estava um pouco atordoado.
~
O tempo passou rápido, e logo eu já estava indo para casa. Segui tranquilamente pelo corredor, estacando diante de uma porta entreaberta, que imediatamente percebi ser a do apartamento ao lado do meu.
Mesmo com a visão limitada, notei que a sala estava vazia. Tentei não enfiar o rosto para dentro do apartamento, com medo de ser ridiculamente pego. Afinal, que desculpa eu daria por estar espionando o apartamento de alguém?
Quando já estava pensando em deixar a frente do apartamento, notei algumas folhas e telas sobre uma cômoda, apoiadas na parede e cobertas por uma lona preta. De qualquer forma, eu conseguia ver que eram telas. Mas os desenhos me intrigaram, e, no canto inferior do que estava mais visível, estava artisticamente assinado com uma caligrafia bonita: Key.
Esse não deveria ser realmente o nome dele. Quem, por Deus, se chamaria Key? Mas já estava de bom tamanho.
Já em meu apartamento, planejava dormir, mas precisava fazer alguns desenhos. As palavras de Donghae invadiam minha mente de forma involuntária, e eu não conseguia parar de pensar naquilo. Não que MinHo me devesse algum tipo de fidelidade... Mas, de qualquer forma, eu ficava incomodado. Não éramos tecnicamente namorados, éramos qualquer outra coisa nada parecida com isso, mas ele se mostrava enfurecido a cada vez que passava por sua mente que eu poderia estar saindo com algum outro cara. E, de fato, eu não saía com nenhum desde que começamos tudo aquilo, até porque ele tomava todo meu tempo livre e energia. A pergunta era: de onde ele mesmo tirava tempo e energia pra esses casinhos alternativos?
Eu não parava de pensar nas possibilidades, fiquei algumas horas pensando nisso enquanto tentava finalizar meus desenhos. Agora minha cabeça doentia já podia pensar em várias pessoas do campus com quem MinHo poderia ter saído. Eu não excluiria Lee Donghae da lista, mas ele o olha com olhos muito cobiçosos pra isso, e, é claro, teria se gabado caso algo tivesse acontecido.
Meu celular tocou, o nome de MinHo aparecendo na tela.
“Hyung?” Perguntei, inexpressivo.
“Dormiu bem agora de tarde, boneca?” Ironizou.
“Você sabe que não. Vou tentar dormir agora, depois que terminar o que tenho pra fazer.”
“Muito bom. Assim vai passar e vai continuar prestando certos favores para mim, porque, caso acabe repetindo, vai largar tudo...” Eu ia responder algo rude, mas fui interrompido. “O problema é que você adora prestar esses favores, não é, Ddaemiri?” Eu podia imaginar o sorriso imoral que estampava seu rosto ao dizer isso. Sem contar que detestava quando ele me chamava assim.
“O que você quer, MinHo?” Meu tom de voz foi impaciente.
“Quero te ver hoje à noite.” Respondeu objetivamente.
Suspirei. “Hoje não, estou cansado e tenho coisas pra terminar.” Minha cabeça não funcionava muito bem, e eu sequer queria senti-lo chegando perto de mim.
“Ok, sendo por uma boa causa como essa... Se está cansado, creio que não vá fazer direito.” Debochou. Também odiava quando ele fazia aquilo.
“Vá pro inferno.”
Ouvi sua sonora risada antes que a chamada fosse encerrada. Ele me fazia sentir ódio de uma forma tão inédita para mim.
Key’s POV.
Uma das minhas telas já estava quase finalizada. Eu tinha tirado o dia pra trabalhar nela, planejado os mínimos detalhes. Fazia algum tempo que eu não pintava ou desenhava, e estava absolutamente satisfeito por isso. Isso sempre me fez bem, e Seoul sempre me fez bem. Agora, na pior fase da minha vida, não seria – de forma alguma – diferente.
Quando finalmente terminei, pousei o pincel que usava sobre a mesa ao lado do tripé e tirei meu avental, tomando certo cuidado pra não me sujar com aquela tinta toda. Esfreguei meus olhos, cansado, indo tomar um banho rápido com a intenção de sair daquele apartamento.
As ruas de Seoul estavam extremamente iluminadas, bem como eu lembrava. O ar da cidade me fazia bem e eu não queria me importar com mais nada que fosse diferente daquilo. Eu tinha começado uma vida nova há dois dias, e só precisava me acostumar com ela... E iria começar pelo primeiro passo: voltar a fazer coisas que eu fazia antes de conhecer Jonghyun. Queria muito voltar a ser o Kibum de antes, mesmo que fosse um pouco difícil.
Entrei num pequeno bar, o local era bonitinho e localizava-se apertado entre outros dois bares. As pessoas daquele lugar me atraíram, desde as que estavam em um pequeno palco no canto do bar, até as que estavam sentadas e apoiadas no balcão, pedindo cada vez por mais álcool. Sem ouvir muito o som à minha volta, apenas segui para o balcão, me sentando e pedindo um blood mary.
Acendi meu cigarro tranquilamente, bebericando o líquido contido no copo. Prendi o pequeno cilindro entre meus dedos, levando até meus lábios e tragando profundamente. Ainda expirava tal fumaça quando meus olhos varreram o ambiente, acabando por parar em uma pessoa que, da outra ponta do balcão, tinha os olhos fixos em mim.
De primeira, desviei o olhar, não resistindo muito e voltando a olhar em seguida. Estava sendo insuportavelmente impossível não olhar para ele.
Estava sentado desleixadamente os braços apoiados no balcão e um copo de whisky em uma das mãos. Me olhou incisivamente quando levou o copo à boca, umedecendo os lábios de forma provocante, sem tirar – nem mesmo por uma fração de segundo – os olhos de mim. Era obscenamente bonito.
Sorri de canto de lábio, correspondendo seu olhar. Ele posicionou o cigarro entre os lábios, dando uma tragada lenta, olhando para os lados. Segundos depois, ele andava em minha direção.
Vestia calças pretas muito justas, quase tanto quanto as minhas, uma camisa igualmente escura, os primeiros botões estavam abertos, exibindo uma parcela de sua pele do tórax. Tinha os cabelos curtos, levemente desarrumados. Os olhos eram grandes, expressivos, incisivos e marcantes, era como se estivessem anunciando algo.
Tirou o cigarro dos lábios e se aproximou de mim, quase tocando minha orelha, murmurando um “boa noite” tranquilo e um tanto quanto sedutor. Sorriu ao sentar-se do meu lado, pousando um cotovelo sobre o balcão.
Não respondi, apenas esbocei mais um leve sorriso, até porque eu estava sozinho há tanto tempo que havia esquecido como começar flertar alguém.
“Já veio aqui antes? Nunca tinha te visto.” Começou, dando um gole em seu whisky.
“Cheguei aqui faz dois dias...” Respondi. Meus olhos seguiam os movimentos de seus lábios, inevitavelmente.
“E você é de onde?” Acendeu outro cigarro.
“Daegu. Morei aqui por muito tempo... Mas tinha voltado pra lá.”
“E ninguém veio te dar boas vindas?” Expirou a fumaça de seu cigarro, me encarando o tempo todo. Mordeu levemente seu lábio inferior, fazendo meu ventre formigar.
“Bem...” Dei um gole no meu drink, sem deixar de sustentar o olhar. “Você poderia ser o primeiro.”
Ele sorriu abertamente, me fazendo questionar se eu ficava mais excitado quando ele estava sério ou sorrindo.
“Vou ao banheiro.” Ele disse devagar, quase sussurrando em meu ouvido assim que levantou. Claramente, era um convite para que eu o seguisse.
Terminei de fumar meu cigarro e caminhei até o toalete, o qual era um pouco escuro. Antes que eu fizesse menção de procurar por aquele rapaz, fui envolvido por mãos grandes, quentes e ágeis, sendo preso entre a parede fria e seu corpo completamente quente.
“Veio rápido, baby. Isso tudo é pressa?” Senti seus lábios macios esbarrarem perigosa e propositalmente no lóbulo da minha orelha, provocando-me uma série de calafrios.
Mesmo sem enxergar nada, eu sentia sua respiração quente e com cheiro de whisky tocar meu rosto. Umedeci meus lábios, sentindo suas mãos passarem por meu tórax, descendo até a barra da minha camiseta para assim começar a levantá-la de qualquer jeito, tocando cada milímetro da pele que era descoberta. Apertou ainda mais meu corpo entre a parede e seu abdômen, passando a me beijar. Puxei sua cintura, colando nossos quadris com certa violência, aproveitando daquela cavidade bucal com gosto tão bom e tão quente.
Uma das mãos dele passava pelo meu cabelo, a outra ocupava-se em desabotoar minha calça e invadir o zíper, numa habilidade que dava a certeza de que ele já havia feito aquilo muitas vezes.
“Vamos para a cabine.” Eu disse, ofegante, puxando-o pela mão, ao que ele me acompanhava fechando a porta, e, no instante seguinte, tornava a me jogar contra o azulejo. Desceu minhas calças e me pressionou contra a parede mais uma vez, abaixando minha boxer e me masturbando de forma rápida e deliciosa, precisamente, fazendo-me gemer sem nenhum pudor.
“A propósito.” Beijou lentamente meus lábios após sussurrar contra eles. “Chamo-me MinHo. Você vai querer saber, pois vai ter que gemer meu nome hoje.”
Sorri para ele, tentando me livrar dos botões de sua calça. No instante seguinte, eu estava ajoelhado, lambendo lentamente seu baixo ventre. MinHo gemia e agarrava meus cabelos com força, me forçando a ir mais para baixo, onde abocanhei seu membro, que passou a pulsar em minha boca.
O envolvi em meus lábios, bochecha e língua, fazendo movimentos precisos de sucção e vai-vem. Seus gemidos enchiam todo o banheiro, eu tinha certeza que dava pra ouvir perfeitamente do lado de fora do banheiro também.
Abri os olhos, vendo a cena mais excitante que poderia ver: sua cabeça pendia-se levemente para trás, a boca estava entreaberta, também obscenidades que eu sequer imaginava que existiam. Quando ele abaixou o olhar e percebeu que era observado, segurou-me com mais força ainda pelos cabelos, passando a investir contra minha boca, encontrando o fundo de minha garganta diversas vezes. Na última delas, passei a língua delicadamente por sua glande, apreciando completamente a situação. Fora praticamente um uivo que deixara sua garganta, e aquilo me deixou realmente satisfeito.
“Eu me enganei completamente.” Sua respiração falhava enquanto tentava falar, fazendo com que eu me colocasse de pé. Obedeci. “Eu é que deveria saber seu nome, e não você o meu.” Virou-me de costas, beijando meu pescoço e acariciando minha lombar. “Qual seu nome, gostosa?”
“Key.” Respondi, pendendo levemente a cabeça para trás.
Deslizou seus dedos ágeis por minha entrada, enquanto eu sentia sua ereção tocar minhas costas.
Se sentou sobre o vaso sanitário, mantendo um espaçamento considerável entre suas coxas. Me puxou delicadamente para perto dele enquanto se masturbava de forma obscena. Passei um joelho de cada lado de seu corpo, ele me conduzia para baixo, fazendo com que vagarosamente eu soltasse o peso de meu corpo, sentindo-o adentrar-me pouco a pouco. Aquela ardência insistente do início logo dava lugar a um prazer muito maior quando ele começou a me masturbar outra vez, agora levemente, seus dedos fazendo movimentos circulares por todo meu membro, principalmente na fenda. Mordi o lábio inferior. Ele era realmente ágil, quente e suas mãos eram incrivelmente habilidosas. Era tão bom que eu temia chegar ao ápice cedo demais.
“Oh, Key...” Ele suspirou, prendendo a respiração quando eu passei a movimentar meu quadril, indo de encontro a suas espetaculares investidas. “Você é tão bom, sua vadia deliciosa.” Arranhava minhas costas.
Gemi em resposta, sentindo-o entrar ainda mais fundo em mim. Agora eu podia sentir que ele estava totalmente em meu interior, sentindo seus testículos tocarem minhas nádegas, nossas coxas se tocando e proporcionando um som peculiar, porém, que dava mais realidade àquele momento, tornando-se delicioso e excitante.
Ele passou a segurar meus ombros, investindo com mais força, passando a língua por meu tórax e abdômen, subindo até meu pescoço e enfim a orelha, sussurrando palavras inundadas de malícia. Sua mão trabalhando perfeitamente em meu membro só colaborava para tirar todo meu controle, e nesse momento eu tinha certeza de que estava gemendo praticamente tão alto quanto ele.
Nenhum dos dois se importava se alguém percebesse que dois caras estavam trepando no banheiro.
Notei MinHo sorrindo ao ouvir um gemido meu mais alto e lânguido, ele havia encontrado minha próstata numa investida espetacular, acertando tal ponto por duas vezes seguidas. Eu sentia minhas pernas bambearem a cada vez que ele a alcançava, passando a investir mais rapidamente, enquanto seus gemidos em minha orelha só tornavam a situação mais intensa e ótima.
Ele segurou meus cabelos, então segurando meu rosto carinhosamente e depositando beijos sobre meu pescoço, investindo cada vez mais forte, atingindo ainda mais aquele ponto, até que cheguei ao meu ápice, me desmanchando em sua bela e habilidosa mão, praticamente caindo sobre ele. Seu peito subia e descia, e, instantes depois, o senti se derramar dentro de mim, deixando um rastro de esperma pela parte interna de minha coxa, murmurando meu nome incontáveis vezes – ainda de forma sensual – em meu ouvido.
MinHo me ajeitou sobre seu colo, me prendendo num abraço firme enquanto nós dois tentávamos acalmar nossa respiração. Segurei seu rosto, distribuindo pequenos beijos por toda a extensão deste e de seus lábios. Suas mãos passavam calmamente por minhas costas. Eu mantinha os olhos fechados, aguardando que aquele torpor deixasse meu colo para que eu pudesse me levantar.
Instantes depois eu senti suas mãos passarem por meus cabelos molhados. “Acha que já pode se levantar?” A voz dele era grossa e um pouco aveludada, soava sexy, fazendo-me vibrar.
Acenei positivamente com a cabeça, me apoiando nas paredes laterais da cabine para sair de cima dele, que me oferecia alguns pedaços de papel toalha para que eu me limpasse. Depois, pegou outros e passou a limpar a si mesmo. Observar aquele homem com rastros de sêmen por sua pele extremamente macia e de uma cor tão bela era algo absurdamente sensual.
Eu me vesti rapidamente, aguardando que ele fizesse o mesmo naquela apertada cabine. Ele tentava achar um bom ângulo para poder abotoar sua camisa. Sorrimos juntos com aquela situação confusa.
“Acha que alguém ouviu?” Fiz uma pergunta óbvia, tentando arrumar meu cabelo sem poder ver como estava.
“Não se preocupe, isso é comum por aqui.” Respondeu, piscando com apenas um de seus olhos, um sorriso sedutor em seus lábios vermelhos. Entendi que ele quis dizer que já havia feito aquilo com muitos outros caras, naquele mesmo lugar.
Abriu devagar aporta da cabine, saindo para o banheiro como se nada tivesse acontecido. Parou diante do grande espelho, passando a ajeitar os cabelos. Parei-me ao seu lado, concertando minha maquiagem que havia borrado um pouco graças ao suor, notando que meu cabelo estava apresentável. Podíamos ouvir uma série de ofegos do fundo do banheiro.
Atrás de onde estávamos, dois caras se agarravam, assim como nós fazíamos minutos antes, comprovando a teoria de que tudo aquilo era, de fato, muito normal por ali. Um estava sem camisa, tinha o corpo bem definido e realmente lindo. Uma franja escura lhe cobria parte do rosto. Os lábios vermelhos eram atacados pelo outro, que tinha a pele bastante pálida. Era praticamente da mesma altura que o outro, tinha cabelos mais claros e vestia uma jaqueta preta que o deixava incrivelmente atraente.
Tudo durou apenas um segundo, e, no instante seguinte, o que usava a jaqueta preta parou de beijar o outro, levantando o olhar para nós. “MinHo?”
Meu olhar se encaminhou para MinHo, que tinha um olhar um pouco surpreso. Seus olhos correram de mim para ambos os rapazes, murmurando: “Boa noite, Hyuk, boa noite, Donghae.” Saiu do banheiro, me deixando um pouco constrangido.
O rapaz Hyuk olhava para mim com uma expressão ligeiramente assustada antes de o outro puxá-lo para um beijo lascivo, interrompendo a pequena conexão de olhares. Deixei o banheiro, a tempo de encontrar MinHo pagando a conta do bar.
“Acabei de pagar sua conta também.” Ele começou, visivelmente apressado. Eu sabia que ele estava tentando evitar que eu tocasse no assunto dos rapazes do banheiro.
“Obrigado.” Disse, calmamente. “Quem eram eles?” Resolvi perguntar, não tendo certeza se ele ia me responder.
“Aqueles caras são... Bom, de qualquer forma, não pegou muito bem eles terem me visto, bem, você sabe, naquela situação.” Explicou, revirando os olhos enquanto guardava sua carteira. “Além disso, eles devem ter ouvido tudo.”
Estava com uma expressão confusa, ele havia pulado uma parte a qual eu podia imaginar ser um pouco pessoal ou restrita. Mas, mesmo assim, não podia conter minha curiosidade.
“Eu curso Arte. Talvez um dia acabe te explicando tudo, não vem muito ao caso agora.”
Eu ia abrir a boca para dizer que trabalhava com isso, quando os dois rapazes deixaram o banheiro, os olhos fixos em nós dois. MinHo se mexeu, incomodado, entregando-me um papel mal rasgado que tinha em mãos, entregando-me.
“Tenho que ir, baby, foi um prazer. Desculpe pelo papel precário.” Fez um carinho rápido e quase imperceptível em meu rosto, sorrindo fraco e deixando o bar visivelmente apressado, eu sequer tive tempo de respondê-lo. Olhei para trás, notando o olhar daqueles dois rapazes mais uma vez.
Desviei o olhar, encarando o papel que MinHo havia me entregado, estava rabiscado com seu número de telefone e nome, provavelmente escrevera agora e com pressa. Enfiei-o no bolso traseiro da minha calça, pedindo mais um drink e indo fumar em um lugar afastado do olhar dos dois.
Notas finais
Ouvi falar que "Ddaemiri" era como chamavam o Taemin quando ele era criança, então, de qualquer forma, aqui vai estar sendo o apelido dele. Eu provavelmente use isso só uma vez. ;;
O lemon ficou ruim, não gosto tanto de escrever essas coisas pra postar, me sinto incomodada (bobagem). Foi o máximo que consegui. :D
O cabelo do MinHo tá baseado no mais atual dele, tá? Porque eu achei tão bonitinho. ;_;
O do Key pode estar como em Hello, antes da fase Spocky, porque, né.
Acho que é isso. ><
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