Notas iniciais
Hey aqui está um capitulo novo

“Dividido entre o mundo

Adivinhar o sentido

Pensei que eu lutei com meu coração imparcial

Eu sou fraco e despedaçado

Eu sinto a magia correndo em minhas veias

A profecia se cumpriu nos dias de hoje

(...)

Sem lar eu tenho estado

Você ainda sabe de onde você é

Como eu parei de pensar

Finalmente eu mantive minha posição

O mundo está a ganhar

A luz está pronta para brilhar

Eu vou brilhar

A profecia se cumpre hoje”

Segunda Era, meses antes de Oropher marchar com seu exército para a guerra da Última Aliança entre elfos e homens.

O palácio nunca havia contemplado a presença de alguém como a mulher que caminhava descalça e com vestes finas quase translucidas, cabelos longos loiros soltos cacheados caiam até abaixo de sua cintura, ela andava sem sua capa feita com as folhas secas do outono, não seria uma visita a qual desejava ser intimidadora, não com o rei élfico, ali apenas desejava fechar um acordo, um acordo no qual ela seria beneficiada e ele se livraria de um grande problema, todos sabiam que elfos e feiticeiras nunca seriam aliados, as brancas tentavam se fazer de amigas deles, mas ela sabia que aquelas três eram tão sanguinárias quanto qualquer outra das originais.

Nenhum dos elfos esperava a presença da feiticeira verde, mas a bela elfa sindar, a rainha estava no escritório aguardando que a criatura fosse levada até ela quando chegasse, quando foram informados pela rainha da chegada daquela mulher ficaram em choque, mas não questionaram, apenas a obedeceram, o rei tinha a alertado para que não se envolvesse com aquelas criaturas, mas Lyfalia estava disposta a qualquer coisa para livrar seu filho daquela maldita profecia, embora Oropher tivesse ordenado que oráculo fosse morto, não sabia as proporções que aquilo tinha tomado, só precisava garantir que seu herdeiro continuasse como estava, não permitiria que o filho fosse ligado a alguém como aquelas mulheres, ele deveria se casar com uma sindar, com alguém como ele.

Vê a porta ser aberta e o marido entrar, Oropher caminha até a esposa tocando seu ombro beijando sua testa. – Você tem certeza do que quer fazer Lyfalia? – Olha no fundo dos olhos dela que eram tão azuis quanto os dele.

— Temos que fazer, temos que tentar um acordo, algo que faça com que livre nosso Thranduil desse destino amaldiçoado. – Toca o peito do marido, a agoniava saber que poderia ver o filho ligado a alguém com o sangue sujo, impuro daquelas criaturas tão repulsivas, conhecia as brancas, mas não lhe pareciam diferentes das outras, diferente do que tanto ouvira falar.

Oropher não tem tempo de responder, apenas escutam batidas na porta e ela ser aberta por dois guardas e uma bela mulher tão radiante quanto o sol adentrava o ressinto, a imagem dela atinge o rei de forma quase que dolorosa, sabia que feiticeiras eram belas, mas nunca imaginou que seriam daquela forma, diante dele a verde se sentiu quase que insignificante, o rei era o que todos diziam, sua boca salivou, nunca havia tido interesse em elfos, mas estava diante da criatura mais bela que havia visto, os olhos frios dele se encontraram com os calorosos da feiticeira a sua frente.

Quando a porta é fechada atrás deles a feiticeira caminha até os dois elfos, sentando-se em uma das poltronas. – Estava esperando o chamado da grande floresta parar socorrer ao príncipe herdeiro, sinto-me honrada que eu Tíssaia a Verde possa ser de grande ajuda a senhora Lyfalia e ao senhor Oropher. – Sua voz era como uma melodia aos ouvidos de ambos os elfos presentes, ela não se reverenciava para pessoas como eles, sua espécie jamais se curvaria para criaturas que eram inimigos naturais.

— Não é uma visita de cortesia, guardiã da natureza. – Lyfalia fala desconfortável com a presença dela.

— Deixe os títulos de lado não pretendo chama-la de rainha e muito menos beijar a mão de Oropher. – Ri com ironia.

— Eu disse para você que não haveria conversa com essas criaturas Lyfalia. – O rei diz rispidamente, porém sem deixar de olhar para a mulher a sua frente, fazendo com que ela sorrisse ainda mais.

— Sei porque me chamaram, querem um acordo, e eu estou aqui para o fazer. – Cruza a perna, não tinha vergonha de sua nudez embaixo do pano translucido que usava, elfos tinham fama de serem fieis, mas ela por algum motivo queria pela primeira vez experimentar como era um elfo, o rei havia lhe chamado mais atenção do que deveria e ela sabia que tinha o atraído embora procurasse manter sua postura rígida e indiferente. – Somos responsáveis pelos oráculos, sabemos todas as profecias que rondam estas terras, mesmo que tenham ordenado a morte de minha preciosa Elental, eu vi o que ela viu, então não precisam perder tempo me explicando. – Sua voz era rígida.

Lyfalia se senta olhando fixamente para ela. – Não quero meu filho ligado a uma feiticeira, mas sabemos que se pode enganar uma profecia quando o casamos com alguém do sangue da pessoa mencionada nela. – Tinha desprezo na voz.

— Não foi mencionado um nome naquela profecia Lyfalia. – Oropher fala ríspido. – Apenas dizia que nosso filho estava com o destino ligado pela alma com uma comandante natural da magia. – Caminha até a janela, o rei não tinha a real certeza de que se tratava da negra, não conhecia as feiticeiras corretamente, então não compartilhava o desprezo da esposa por elas.

— Só existe uma comandante natural da magia, pelo menos foi o que o oráculo falou, Cordélia a negra! – Lyfalia se levanta irritada, eram raros os momentos que a rainha perdia o controle, Tíssaia olhava aquilo com curiosidade, sua mãe mataria o príncipe se soubesse aquilo, mas ela garantiria a sobrevivência do herdeiro do trono da floresta, aquele lugar era precioso para ela e suas irmãs.

— Vocês querem que seu filho se case com minha herdeira. – Sorri de canto. – Isso será deverás vantajoso para ambos não nego. – Pondera se levantando indo até a mesa olhando o carvalho do qual era feito a mesa.

O olhar do rei para ela se torna sombrio não queria seu filho com uma humana filha de uma feiticeira, porém se fosse para garantir a segurança dele, faria o maldito acordo. – Minha filha será a rainha de seu filho quando ela nascer, mas eu não pretendo que ela venha por agora, então enquanto minha querida herdeira não vier seu filho governará sozinho e está floresta será protegida pelas feiticeiras verdes, ele nunca precisará saber... Mas existe um preço a ser pago com o acordo de sangue. – Seus olhos se encontram com os do rei.

— Aceitaremos o que for necessário pela vida de nosso filho. – Lyfalia fala fazendo com que Tíssaia sorrisse.

— A vida de quem assinar o pergaminho com o sangue será levada muito em breve isso garantirá que o acordo nunca se quebre, um feitiço muito antigo ninguém poderá quebra-lo, nem mesmo Cordélia. – Mantinha o olhar firme em ambos.

A rainha arfa com isso. – Eu assinarei. – Oropher, fala rispidamente. – Thranduil estará pronto para assumir o meu lugar como rei. – Seu olhar era sério.

— Oropher... – Lyfalia toca o braço do marido, não queria perder o filho, mas não suportaria perder o homem que tanto amava.

— Quero algo também em troca rei Oropher, algo para dar para minha filha quando ela nascer e ter como garantia do acordo quando encontrar seu filho, além do pergaminho. – Tíssaia mantinha a voz firme.

— O que mais quer além da minha vida e do meu sangue? – Questiona.

— Suas espadas gêmeas sindar, desejo aquilo que você mais usou para tirar vidas. – Levanta a mão tocando o rosto do elfo, Lyfalia fica rígida ao ver o toque da feiticeira em seu marido, porém Oropher apenas escuta a voz dela em sua mente “você vai me dar tudo o que eu desejar, até mesmo o seu corpo se eu lhe pedir, esse é o preço que a vida do seu filho vale, o seu sangue, suas espadas, você e sua vida”, era como um eco em sua mente.

— Será tudo seu Tíssaia. – Responde seco.

A feiticeira sorri apenas fazendo o pergaminho aparecer diante deles. – Quando for assinado e seu sangue for derramado sobre ele, Cordélia nunca poderá o matar, sempre haverá um impedimento... Apenas não brinquem comigo, não tentem me fazer de tola que posso fazer o filho de vocês sofrer de forma terrível ou liberar para que as negras provoquem sofrimento a ele, não hoje ou amanhã, mas em algum momento, então tenham cuidado com o que fazem. – Olha diretamente nos olhos de Lyfalia ela via a mente da elfa, conhecia seus pensamentos ela ia a trair e seu filho pagaria no futuro.

Dias atuais...

Tíssaia olhava fixamente para Thranduil enquanto estavam no escritório do rei, a lembrança do acordo com Oropher e Lyfalia estava ainda mais viva em sua mente, ele lembrava o pai, odiava se lembrar do elfo sindar que um dia esteve nos braços, o que um dia começou com um maldito acordo terminou com seus sentimentos sendo destroçados com a sua queda na guerra da última aliança, mas ele tinha que cair, ele tinha que morrer, havia escolhido morrer por seu filho e no lugar dela, Oropher amava a esposa, e ela jamais o perdoaria por não tê-la amado.

Sabia que o rei agora a sua frente não confiava nela e nem em suas irmãs, tinha sua razão para não o fazer, ninguém deveria confiar em feiticeiras. Seu olhar recai sobre Elbereth, os pais de Thranduil haviam feito tudo o que fizeram para livra-lo de um casamento com uma feiticeira, porém nunca havia sido Cordélia, sempre havia sido ela, sua filha. Quando viu que tinha dado a luz a uma feiticeira ficou louca, era uma aberração, principalmente por ser uma vermelha e de nome Elbereth Gilthoniel, suas irmãs encararam aquela criança como uma salvação para as feiticeiras e ela olhou como a destruição, somente ela podia ver através daqueles olhos verdes que pareciam tão puros, porém carregavam tanta magia e escuridão.

Tentou matá-la, mas sua magia se manifestou de forma agressiva para protege-la, comandante nata, mais pura do que a própria Cordélia, aquilo fez com que Esther a abençoasse e Saphyr a nomeasse protetora do elfos por sua ligação direta com o rei élfico, havia nascido com o destino ligado a uma espécie inimiga, mas que as verdes entenderam trazer uma boa nova para as feiticeiras apesar de não mudar os sentimentos entre as raças, as verdes sempre causaram terror por onde passaram, mataram sem escrúpulos para proteger o que acreditaram ser o correto, mas protegeram por anos um rei elfo para que o destino dele se ligasse a filha de Tíssaia e para que não fosse morto por Cordélia.

Tíssia foi traída quando ocorreu o casamento do então príncipe com Chalen, aquela traição seria penosa no futuro, e, realmente o foi a rainha élfica perdeu a vida para um dos dragões de Cordélia e Thranduil teve parte de sua beleza retirada, ela podia ver sua verdadeira face, Lyfalia a traiu e causou sofrimento ao filho, ela tinha falado para que não a traíssem, mas a elfa sindar achou que poderia a enganar. Sua filha teve que se casar para ser pago com a mesma moeda, um homem estúpido e tolo que amava um elfo silvestre, serviu lealmente a ela por ouro, mas ela sabia que tinha tirado muito mais de sua filha do que o direito de escolher quem amar, retirou dela a oportunidade de ser mãe e sabia que aquilo nunca seria perdoada.

— Temos um acordo. – Elbereth diz, sem desviar o olhar da mãe.

— Vocês não irão se arrepender, cuidaremos para que essa terra se mantenha forte e expurgada do mal e você protegerá seus elfos. – Tíssaia se levanta.

— As brancas abandonaram os elfos. – Saphyr sentindo a leve brisa tocar sua face. – Se uniram as negras, o Conselho Branco caiu. – Olha fixamente para Esther.

— Era questão de tempo para que Bree, Sarah e Cora mostrassem a quem servem realmente. – Passa a mão no cabelo. – Elas não irão atacar por agora, apenas vão usar os anos para juntar um exército de feiticeiras.

— As brancas não deveriam ser a oposição do Conselho Negro? – Thranduil questiona olhando para Esther.

— Não meu caro rei, elas são apenas brancas de nome, nós matamos para proteger nosso lar, as negras matam outra espécie para se alimentarem ou por seus ideais e feiticeiras para cumprirem a ordem, já as brancas matam por que querem que o sangue banhe a terra não importa se é elfo, feiticeira ou humano, elas querem se banhar nos nossos sangues, são tão cruéis quanto qualquer outra original. – Não tinha humor na voz.

— Galadriel deve estará desapontada com isso, ela as considerou amiga dos elfos. – Thranduil olha para as mulheres.

— Galadriel já sabia como elas eram. – Elbereth diz. – Sempre soube, a senhora de Lothlórien apenas esperava que essa hora fosse chegar, mas não que Sauron fosse retornar.

— Nós verdes não temos lideres, não temos ninguém a quem seguir, só vivemos dia após dia para o caos e pelo caos... Elbereth Gilthoniel por sua vez tem servidão eterna ao rei, nós vemos a sua corrente embora aos olhos de todos não haja nada. – Tíssaia se manifesta.

— Elbereth não tem servidão, ela não me serve, ela é a rainha, vocês podem ver o que for, mas minha esposa não será usada como uma arma de guerra nem por feiticeira, nem por homens, muito menos por elfos. – Thranduil olha rispidamente para a mulher a sua frente.

— Você é muito parecido com seu pai e tão diferente de sua mãe. – Encarava fixamente o rei.

— A conheceu? – Questiona sério.

— Mais do que eu realmente gostaria. – Sua sinceridade fazia com que o rei a desprezasse um pouco menos, embora falassem de sua mãe não ocultava que preferia ouvir uma verdade dolorosa do que uma bela mentira. – Lyfalia foi uma elfa egoísta, mas que mesmo em Valinor presenciou o que eu tanto alertei na noite em que selamos o acordo de casamento entre você e minha herdeira. – Tinha certo desprezo na voz.

— A rainha esteve presente? – Aquilo pega Thranduil de surpresa.

Saphyr sorri para o elfo. – Tudo foi feito por escolha de sua adorável mãe Thranduil e isso é tudo o que podemos lhe dizer, no futuro você conhecerá a verdade e talvez ela não te agrade. – Caminha até Tíssaia sentando em seu colo tocando o rosto da loira, ela e Esther sabiam que a irmã havia amado Oropher e aquilo não as agradava, eram ciumentas uma com as outras.

A rainha caminha até Thranduil segurando seu braço, ele a olha, voltando em seguida a olhar para a verde. – Por que tirou a possibilidade de Elbereth ser mãe? – Pergunta.

Aquilo atinge Tíssaia como uma rajada do vento mais frio. – Por que você se casou com Chalen e teve um filho, eu deveria então retirar de sua futura esposa o que você teve com outra a hipótese de dar-lhe uma herdeira... Elbereth recebeu a punição imposta no acordo de sangue “Descumprido com um filho bastardo desse acordo a noiva castigada será, jamais nenhuma vida gerada virá do ventre sagrado de mãe natural”. – Proclama uma das cláusulas do acordo. – Quando Legolas nasceu, Elbereth perdeu o direito de ser mãe. – Fala friamente.

Thranduil sente como um soco atingir seu estomago não desejava olhar a feiticeira ao seu lado. – Não nos tome por cruéis, um acordo de casamento selado com sangue é um ato sagrado para feiticeiras Thranduil, por isso nunca é utilizado, mas ele foi invocado por uma elfa e selado por um rei elfo e por uma feiticeira verde, as consequências desse acordo quando descumpridas suas clausulas, são as mais terríveis. – Esther suspira. – Você perdeu Chalen e sua beleza, Elbereth perdeu o direito de ser mãe e sentiu o desprezo do homem que amava para depois provocarmos a morte dele por orcs, o acordo tinha que ser cumprido. – Olha fixamente.

— Chalen era inocente. – Usava todo seu controle para falar da falecida esposa.

— Ninguém é inocente nessa história Thranduil e quando você descobrir isso verá que as feiticeiras não são as verdadeiras vilãs, nem mesmo as negras são as piores e nem as verdes são as mais devassas. – Tíssaia se levanta caminhando até ele olhando fixamente em seus olhos.

Elbereth se põe diante do elfo em defesa e Tíssaia sorri, não pretendia ataca-lo, mas a filha temia pela vida daquele cuja alma estava ligada desde antes do nascimento, sua adorável Gilthoniel fora maculada pelos oito Aratar, e possuía o sangue do nono que foi lançado para o vazio, ela sabia que a filha tinha recebido a benção deles, um coração obscuro com um poder capaz de abalar a música, ela e Cordélia jamais poderiam se unir e as verdes estavam dispostas a manter a vermelha sempre em foco, mas ela percebia que enquanto tivessem o rei élfico não seria trabalhoso mantê-la consciente.

— Não se preocupe, não faremos massacres de elfos, nos divertiremos com humanos e anões. – Saphyr sorri largamente mostrando os dentes pontiagudos.

Thranduil sente seu estomago embrulhar com aquilo sabia do que aquelas mulheres eram capazes e de quantas vilas destruíram, Tauriel havia perdido sua família por causa delas e agora as tinha como aliadas? O enojava toda aquela situação, mas tinha que pensar friamente, sabia que apenas elfos não seriam capazes de conter o que estava por vir, se alguém o dissesse que estaria casado com uma feiticeira e se aliando a elas há algumas semanas atrás teria ordenado que o mandasse para a prisão, mas hoje tudo o que tanto negou se concretizava.

— A criança de cabelos vermelhos saiu viva? – Saphyr lambe os lábios, fazendo com que o rei endureça a postura.

— Tauriel é preciosa para esse reino então não ousem se aproximar dela. – Olha quase que agressivo para a morena.

— Tauriel... Oh... – Diz quase que em um gemido. – Nome saboroso e precioso, nós nunca deixamos ninguém vivo, mas você a salvou junto com os seus soldados, atrapalhou nosso ataque. – Se esquiva dele como um felino.

— A elfa silvestre é da nossa família. – Elbereth olha para Saphyr que com frieza vai para o lado de Esther.

— Perdoe Saphyr ela nunca perdeu uma presa antes, mas nós já deixamos claro que quando alguém é trazido para o reino de Thranduil não é caça é aliado. – Esther olha para a morena que solta um rosnado, ela sabia que nunca poderia caçar naquelas terras, nunca poderia matar naquele solo sagrado, Tíssaia e Esther haviam se encarregado de torna-lo puro para que nenhuma feiticeira provocasse sangria de sangue élfico, nem mesmo elas.

A rainha olha a mente de Esther tendo acesso aquele pensamento, quando a verde percebe tranca a mente olhando com rigidez para a mais nova. – Vocês vão ficar aqui por essa noite? – Elbereth questiona, não comentaria o que sabia ser um segredo do Conselho Verde.

— Não, retornaremos para a floresta. – Esther agradece mentalmente pela escolha dela manter-se silenciosa sobre aquele assunto.

Com os capuzes de volta na cabeça as três verdes se colocam diante ao elfo e a feiticeira vermelha, sem uma reverencia ou a mão no peito. – Que Eru Iluvatar os guiem para a montanha solitária, é bem certo que Smaug caíra pelas mãos de um homem que será chamado rei e a cidade do lago será destruída haverá muitas mortes essa noite. – Dizendo isso as três figuras da mesma forma que chegaram deixam o ambiente, levando com elas os rastros que trouxeram.

A rainha fecha os olhos firmemente, Thranduil olha para a mulher caminhando até ela tocando sua face as palavras das mulheres ainda ecoavam em sua mente, nada lhe parecia fazer sentido, mas ao mesmo tempo tudo lhe encaixava, menos a parte de Chalen e sua mãe. Elbereth abre os olhos o encarando fixamente, a ligação entre ela e Legolas não era algo inexplicável, ele era o filho que ela nunca geraria, o príncipe era seu por alma, mesmo não sendo sua cria de sangue era seu filho de alma e aquele vínculo jamais seria quebrado.

— Prepare o exército Thranduil. – Fala ríspida. – Marcharemos para Erebor. – Olha para o rei.

— Quero o colar de Lagaslen, não volto daquele lugar sem as gemas Elbereth. – Não deixa de encara-la.

— Vamos fazer o necessário, só esteja preparado para lutar, porque eu vou estar pronta para uma guerra. — Se aproxima mais dele.

Thranduil segura o queixo da feiticeira a sua frente. – Lamento por tudo isso. – Procurava os olhos dela, o brilho intenso que apenas ela tinha em meio aquele verde.

— Existe um motivo para que sejamos ligados Thranduil, para que Chalen e Russell fossem levados, para que Legolas exista... Seja qual for esse motivo, por mais cruel que tenha sido cada um de nossos destinos eu não lamento nada. – Sua voz era firme assim como seu olhar.

O rei apenas se curva tomando os lábios dela para si em um beijo carregado de luxuria, as mãos dela enlaçam sua nuca o trazendo mais para si se perdia no cheiro de almíscar que emanava dele, desde que se casaram ele pertencia a ela, e, não permitiria que nada o tirasse dela, absolutamente nada. Thranduil sentia que ela emanava possessão durante o beijo e ele retribuía da mesma forma, sempre havia sido ciumento, mas sua alma estava entrelaçada com a dela de uma forma dolorosa e ninguém a tiraria de seu lado a feiticeira vermelha era uma parte dele e ninguém deveria se aventurar em retira-la de lá, ou ele mostraria a verdadeira natureza de um elfo como ele.

Legolas olhava os sobreviventes do povo do lago reunidos na encosta, Bard o matador de Smaug, o Dourado, era aclamado, mas diferente dos outros ele não queria ser chamado de Mestre, apenas queria ficar com seus filhos e guiar o que havia restado dos seus para Dale, era uma atitude nobre o elfo analisava, mas seu olhar logo recai sobre a elfa ruiva que falava com o anão cujo nome era Kili, fecha os olhos rapidamente, abrindo-o logo em seguida, Tauriel estava envolvida demais com aquele anão, mas sabia que ela não o amava, algo dentro de si sabia que a amiga não tinha sentimentos amorosos por ele, assim como não os tinha por ele, aquilo era doloroso, mas sabia reconhecer que era uma batalha perdida lutar pelo amor da elleth.

Se aproxima dela quando os anões saem de lá para irem para Erebor. – Eles vão se juntar a Thorin. – Legolas diz a tirando de seus pensamentos que pareciam a levar para longe.

— Sim. – Sorri para o jovem príncipe. – Obrigada por me acompanhar Legolas, não sei o que teria sido de mim sem você, ou melhor deles.

— Você teria dado conta daqueles orcs sozinha Tauri, você sempre se virou muito bem sozinha, porém o meu lado protetor me impediu de te deixar sozinha. – Retribui o sorriso dela.

— Seu pai não deve estar feliz, na verde o rei não deve estar nem um pouco feliz. – Suspira ao pensar no que o rei estaria pensando sobre eles.

— Ele vai perdoa-la Tauri, meu pai sempre perdoa suas travessuras, sabe que é a protegida dele, sempre foi nesses seiscentos anos. – Toca a face dela a fazendo sorrir fracamente.

— Você tem razão. – Queria fugir daquele assunto, não queria pensar no quão desapontado o rei estaria naquele momento. – Vamos acompanhar Bard e o povo do lago para garantir que cheguem em segurança? – Questiona.

Assente começando a caminhar em silêncio ao seu lado, desde que Smaug caiu ao contrário do que fora previsto nada se manifestou, não havia vida em lado algum, todos ouviam lamentos, era como um lamento, ouviam um canto sendo entoado, as vozes vinham de todos os lados, Bard mantinha os filhos por perto, os dois elfos se aproximam do homem que tinha matado o dragão conforme as vozes ficavam mais altas e o canto mais intenso.

A queda do Dourado, filho da morte

A queda do fogo, filho da morte

Louvado, oh seja, filho do fogo, forjado do sague e das chamas

Abençoado seja, oh grande esplendoroso Smaug, filho da morte

Pagar com sangue irão, pagar com a vida irão

Oh doce Námo, receba o filho concebido do fogo e da morte

A queda será vingada, pela magia, pelo ouro, pelo fogo

Queimar Erabor irá, queimar a montanha irá... A magia prosperará!

Bard olha para Legolas, aquela música se repetia invadindo a mente de todos a voz doce das mulheres entravam nos ouvidos de cada mulher, homem e criança daquele lugar. Thorin e os anões escutavam os ecos que ficavam cada vez mais alto conforme se aproximavam do tesouro, Bilbo era o único que tinha na mente a voz mais suave, mas o rei anão ouvia a voz suave de Anya enquanto tocava o ouro e as pedras preciosas ali, sua mente enlouquecia a canção se misturava com um choro alto de bebê, não qualquer bebê o seu filho, leva a mão nos ouvidos soltando um grito.

— Estão nos cobrando a morte de Smaug. – Balin olha para os outros.

— Nós não o matamos! – Dwalin exclama.

— O expulsamos do local que ele protegia, o expulsamos de perto da Arken. – Bilbo olhava fixamente para Thorin que estava de joelhos agora segurando o ouro como se fosse o que tinha de mais precioso, enquanto as gargalhadas ficavam mais altas. – As feiticeiras não vão abandonar esse lugar.

— A Arken e tudo que está dentro dessa montanha pertencem a mim! – Thorin diz com a voz firme, se virando, seu olhar era frio. – Seja quem for que tente tomar este lugar irá morrer. – Aquelas palavras ecoam, mas o último refrão da música ganha mais força do que as palavras do anão “Queimar Erabor irá, queimar a montanha irá... A magia prosperará!”.

Notas finais
O que estão achando?