Notas iniciais
Hey! Aqui está um novo capítulo, espero que gostem ♥

“Salve-se

Pois o diabo está a caminho

Então você reza

Então você reza

Mas você não pode se esconder

Você não pode esconder

Quando o mal chama seu nome

Salvação

Quando o céu encontrar a sepultura

Então você espera

Então você espera

Mas você não pode se esconder

Você não pode esconder

Quando o mal chama seu nome

Os sinos por ti serão contados

À queda dos portões do céu

À ascensão dos injustos

Como dos ímpios

À medida que os ímpios tem seus caminhos

Maldição

Os cães estão a caminho”

Todos em Dale sentiam que o céu estava mais escuro que o de costume, o frio castigava mais do que o normal, Bard olhava tudo ao seu redor vendo Legolas procurando indícios de orcs, mas não havia nada, estava tudo no mais absoluto silêncio a única coisa que viam eram as caldeiras de Erebor funcionando o que indicava que os anões haviam sobrevivido, o matador do dragão ficava feliz com a notícia, não desejava o mal deles, apenas esperava que honrassem com o que haviam prometido quando saíram da Cidade do Lago, uma vez que tudo estava como estava por causa deles por terem acordado Smaug, ao pensar naquele nome as vozes que ouviram o dia todo retornava para sua mente.

Aquela música infeliz voltava a todo instante e sempre com a voz da mesma pessoa: sua esposa. Se perguntava se todos os presentes ouviam as vozes de quem haviam perdido ou apenas ele por ter cravado aquela flecha negra no coração do dragão, suspira com aquele pensamento, nunca imaginou que chegaria o dia que realmente tivesse que usar aquele artefato, jamais imaginou que abandonaria sua casa em chamas porque Smaug acordaria por causa de um bando de anões, leva a mão na testa não conseguia dormir os pesadelos estavam intensos nessas últimas duas noites, então ficar no frio da noite lhe parecia a melhor opção enquanto os feridos eram tratados.

Seus filhos pareciam bem acolhidos juntos de Tauriel, estava aliviado por ela ter estado junto deles a todo momento, tinha os salvado quando o ataque começou, se aproxima do príncipe elfo que parecia perdido em seus pensamentos. – Hoje não há estrelas para observar. – Legolas diz quando o homem fica ao seu lado.

— Pensei que estava concentrado demais para perceber que estaria aqui. – Sorri olhando o céu escuro.

— Nunca devemos ficar desatentos a nada Bard, mas porque não está descansando como os outros? Ontem foi uma noite longa e hoje o dia foi cansativo para um humano. – Não desvia os olhos do azul quase negro que atingia a atmosfera.

— Não consigo dormir príncipe, apenas tendo recordações que prefiro esquecer, mas e você porque não está lá dentro com Tauriel? – Olha pela primeira vez para o elfo.

— Prefiro ficar sozinho e ouvir meus próprios pensamentos, na maioria das vezes gosto de apreciar as estrelas, mas hoje não estamos sendo agraciados com a sua beleza. – Sorri calmo.

— Faz anos que não olho para o céu noturno, as estrelas me parecem sempre tão frias e apagadas, não vejo a beleza que vocês veem nela. – É sincero, desde que a esposa morreu deixou de ver a beleza de muitas coisas.

— Vemos lembranças, é uma luz pura. – Legolas comenta.

Olha novamente para o céu escuro, preferia observa-lo escuro como estava do que com os pingos vazios de luz que noite após noite inundavam aquela vastidão sem fim, não era um homem sonhador, não se dava ao luxo de pensar além de um futuro melhor para seus filhos e que eles chegassem a idade adulta, mas algo dentro dele estava gritando que o perigo se aproximava e que aquela seria a última noite que dormiriam sem que presenciassem os horrores que rondavam a Terra Média, fecha os olhos cerrando os punhos lembrando do rosto de sua bela esposa, como queria que ela estivesse ali com ele ajudando-o proteger seus filhos.

— Como ela faleceu? – Escuta o elfo perguntar.

— Ela não sobreviveu ao parto de Tilda, perdeu muito sangue, estava muito fraca e logo que viu nossa filha acabou partindo. – Sorri fracamente, olhando para Legolas.

— Sinto muito, tenho certeza que Mandos a recebeu muito bem em seus salões. – O jovem príncipe era cuidadoso com as palavras não queria provocar mais dor a quem já parecia tão atormentado.

— Você sente também não é? Desde que o canto foi entoado tudo mudou, nem mesmo esse solo parece ser seguro, nada mais parece ser seguro príncipe. – Bard diz olhando fixamente nos olhos de Legolas.

— Conheço uma feiticeira e se o que ela me contou condiz com a realidade Bard, sangue será derramado por esse lugar, elas entoaram algum tipo de canto de luto, um canto de guerra só não sabemos o que Smaug significava para elas. – Respira fundo.

— Guardião Dourado. – Escutam uma voz feminina.

Ambos se viram em alerta, Legolas olha chocado por ter deixado aquela presença passar não tinha perdido o faro e os sentidos em momento algum mesmo quando conversava com Bard, a bela mulher de cabelos prateados e pele branca com olhos cinzas, tinha a orelha de uma elfa, suas vestes eram feitas do mais puro fio de prata e o broche da lua cintilava com uma gema branca. – Sou Anália, a Azul, filha de Nienna e Finarfin. – Sua voz era suave como uma música.

— Irmã de Lady Galadriel... – Legolas sussurra.

A feiticeira sorri. – Prefiro apenas guardiã noturna, filho de Thranduil, enteado da rainha vermelha, minha senhora. – Se curva perante Legolas. – Me apresento para fazer a proteção de seu grupo e ajudar com os feridos. – Volta a sua postura olhando fixamente para os dois novamente.

— Por que está fazendo isso? – Bard questiona.

— Pelo príncipe, pela rainha das feiticeiras, foi emitido pelas verdes após o canto de guerra que o protegido da rainha vermelha estava entre aqueles que derrubou Smaug, quem fosse leal aos elfos e a Elbereth deveria fazer a proteção do herdeiro do trono da Floresta das Trevas, ouvi o chamado de Tíssaia. – Olha para Legolas que não se desviava dela.

— Por que as verdes fariam isso? – Questiona sem entender.

— Há um acordo entre rei Thranduil, rainha Elbereth e o Conselho Verde, elfos e feiticeiras se uniram jovem príncipe, e todos que forem protegidos pela guardiã dos elfos são nossos aliados. – Sorri calma.

Aquilo deixa Legolas atordoado, o pai tinha entrado em acordo com feiticeiras? Balança a cabeça ele nunca havia suportado aquelas mulheres e agora havia uma união entre as espécies, sem que ele pudesse dizer qualquer coisa só a vê colocando uma proteção em todo local. Anália era meticulosa com a sua proteção, sabia que não era capaz de afastar as negras, mas as demais da hierarquia conseguiria manter longe, seu feitiço não atingiria os anões da montanha, eles não eram problema dela, apenas os dois elfos que ali estavam e aqueles humanos feridos lhe afligiam, os demais tinham que se cuidar, Thorin era o responsável por aquela desgraça e pela queda de Anya.

Elessa de longe olhava a proteção ser criada em Dale sorri de canto olhando para Aurélia que só olhava friamente, as duas negras não tinham pressa alguma, elas não iriam atacar a noite não apareceriam no repouso, queriam ver todos eles cansados, os queriam perturbados, tinham aliadas o suficiente para enlouquecerem aqueles humanos, mas o que incomodava a ruiva era a presença do príncipe da floresta, Cordélia tinha sido clara que nada deveria acontecer ao elfo, não deveriam provocar a fúria da vermelha, mas ele estava no local errado, seria difícil deixa-lo de fora, a morte dele seria apenas mais um acidente necessário.

— Me preocupa que a filha de Nienna tenha se rebelado. – Aurélia andava de um lado para outro.

— Por que se preocupar com uma feiticeira azul insignificante e que ainda por cima carrega o podre sangue de um elfo como Finarfin? – Olha entediada.

— Anália não é qualquer feiticeira azul e nós sabemos disso, ela tem magia élfica e magia natural de uma feiticeira, além de ser irmã de Galadriel. – Encara friamente para a irmã.

— Sua irmã Anália é quase tão forte quanto você e isso te incomoda não é Aurélia? – Vê Aurélia se retrair quase rosnando. – O que faz dela inferior é sua cor, e o que faz de você superior é ser filha de Ulmo. – Andava envolta da irmã rindo.

— Você é uma filha de Námo com Yavanna, irmã legitima de Esther e inferior a ela, que direito tem de questionar meu desapreço pela filha de Finarfin, quando anseia pela cabeça daquela que é ligada pela magia natural? – Olha no fundo dos olhos de Elessa que pega Aurélia pelo pescoço, mas a mulher de cabelos brancos apenas a afasta de si.

— Esther é um perigo para as negras, seu ato de rebelião junto a filha Oromë e Melkor criou um rompimento em nossa espécie, você pode ouvir a floresta já não nos recebe mais, a criação de minha mãe não me reconhece! – Olha as arvores, seu olhar era agressivo.

— Nós perderemos as filhas de Yavanna em sua maioria, elas seguiram as verdes como servas fieis que são, mas por sorte quase todas são insignificantes marrons e cinzentas. – Aurélia mantinha a noite escura, não queria que as estrelas de Varda iluminassem aquele momento, desejava apenas o terror para aquela noite. – O que me preocupa são as filhas de Oromë e Nienna a natureza delas são instáveis, todas entre azuis, douradas e prateadas, mesmo que as prateadas sejam as quartas da hierarquia sabemos que as filhas de Oromë que carregam o manto prata conseguem ser tão poderosas quanto uma branca, e o mesmo de uma azul instável filha de Nienna. – Encara Elessa.

— Oromë, nossas irmãs douradas querem a cabeça dos anões ela começaram a entoar a nossa canção por Cordélia e por Smaug. – Sorri calma. – Zaras, filha de Oromë guiara nosso exército e uma feiticeira contra o que planejamos não será o suficiente, e um bando de marrons e cinzas com uma azul na liderança contra douradas, violetas e duas negras minha cara serão exterminadas. – Elessa toca o rosto de Aurélia que a olha fixa.

— Cordélia não quer o derramamento de sangue mágico, ela quer que elas se aliem a nós e sabe que compartilho de sua ideia, nossas irmãs não devem morrer, sejam marrons ou cinzas possuem serventia, as brancas as consideram inúteis, mas lembre-se que Antrione é a melhor produtora de veneno entre as feiticeiras. – Refere-se a cinzenta que vivia na floresta ao lado de Radagast.

— Daremos a elas uma escolha caso apareçam, mas acredito que essas hierarquias são covardes demais para se rebelarem. – Se afasta da irmã. – Anália não o é o suficiente e o Conselho Verde não é mais forte do que nós, Cordélia é e sempre será a rainha, as feiticeiras sempre se curvaram para ela. – Sorri enquanto contaminava o solo com sua magia, dali sairiam os oscs negros aprimorados com a magia das feiticeiras.

Quando o sol começa a nascer o povo do lago parecia ainda mais exausto do que nunca, Anália havia expelido a maioria do mal que cercava o local, mas sentia as forças negras por aquele local e aquilo nunca era um bom sinal, Legolas tinha uma postura rígida vendo que aqueles humanos tinham fome e sede e não possuíam nada para comer, Tauriel tentava distrair as crianças, os gritos agoniados haviam começado durante a madrugada, todos os horrores tinham vindo pouco a pouco, para o jovem príncipe o que viu não foi sua lembrança e sim as lembranças de seu pai, a morte se sua mãe. Seu olhar era mais sombrio aquela manhã, sua mente estava exausta, não tinha dormido, não tinha saído do posto de guarda, mas os gritos e os olhares de sua mãe voltavam sempre a sua mente.

Seus olhos descansam apenas quando veem o exército dourado prostrado diante toda Dale, e carruagens de comida e bebidas chegando para que o povo tivessem com o que e alimentar, Tauriel ofega quando tem visão daquilo, junto com alguns homens da cidade vai ajudar os elfos a descarregar os mantimentos, enquanto Bard, Legolas e Anália viam os soldados abrirem caminho para Thranduil que estava montado em seu imenso alce vestindo seu traje de guerra e ao seu lado em um corcel negro estava Elbereth com uma armadura negra o cabelo preso e uma coroa com um rubi no centro.

— Soubemos que precisavam de ajuda. – Thranduil diz friamente.

— Majestade. – Bard fala chocado, nunca havia estado diante ao rei élfico, faz uma reverencia ao elfo e sua rainha.

— Ada, naneth. – Legolas olha para os dois, Thranduil assume uma postura rígida em cima da besta pela forma que ele se refere a feiticeira ao seu lado.

— Bard o matador de Smaug o Dourado. – Elbereth olha fixamente para ele, sentindo como um soco em seu estomago, ele era uma cópia exata de Russell, uma brincadeira cruel de Eru, desvia o olhar para Legolas. – Meu jovem príncipe, espero que essa noite não tenha lhe tirado a atenção, precisaremos de suas habilidades. – Tinha um sorriso terno em seus lábios.

— Não se preocupe minhas habilidades estão intactas para o que precisarem. – Retribui o sorriso.

Os olhos de Elbereth saem de Legolas recaindo na feiticeira Azul, ela então desce do corcel negro caminhando até a elfa, tocando seu rosto. – Anália filha de Nienna e Finarfin. – Pega a mão da elfa beijando-a. – É com prazer que a recebo guardiã da noite, e a abençoo por ter mantido a proteção desse povo durante a noite e até o momento, seremos frente de guerra, está pronta para ser oposição a suas irmãs? – Olha no fundo dos olhos de Anália.

Com uma reverencia Anália retira o broche de lua entregando para Elbereth. – Honras e graças para a rainha, é um prazer me unir a ti nessa guerra. – Sorri calma.

Assente se afastando da feiticeira azul retornando para o seu corcel ao lado do marido. – Os anões, eles estão dentro da montanha, existem algumas coisas que desejamos daquele lugar, reconduzirei o exército para lá. – Thranduil diz olhando para ela.

— Faça como combinamos, temos que tirar Thorin e seus parentes de dentro daquele lugar. – Elbereth suspira.

— Os homens da Cidade do Lago sabem lutar Bard? – Thranduil questiona.

— Nem todos, porém em meio a tudo que está acontecendo vão ter que aprender. – Sua voz era firme para o rei, porém seus olhos não saiam da rainha, Bard estava encantado pela feiticeira.

— Legolas você fica responsável por armar esses homens, deixarei Galion junto com você e uma parte dos soldados. – O rei mantinha a voz séria.

— Como desejar ada. – Leva a mão no peito em sinal de respeito e sentindo-se orgulhoso pelo pai confiar nele.

— Anália, você fica responsável por aprimorar as armas desses cidadãos e as mulheres que souberem lutar, de armas para elas também, não creio que elas vão querer ficar vendo seus maridos e filhos morrendo. – Elbereth é pontual. – Mantenha as crianças e idosos protegidos.

A azul sorri. – Não se preocupe, garantirei que ocorra tudo o que disseram. – Diz calma.

— Bard você vem conosco. – Thranduil fala.

Antes que o homem pudesse dizer qualquer coisa um dos guardas leva até ele um cavalo branco, Bard agradece montando tomando lugar ao lado do rei e da rainha, marchando em direção a montanha solitária, não tentariam um acordo, havia um risco muito maior naquele momento, sabiam que todo o tempo desperdiçado eram minutos a mais dado para o mal. Thranduil via a postura séria da esposa, sentia a sua preocupação, o mal estava inundado todo aquele local, algo maior do que previam estava para acontecer, e ele temia por seu filho, não queria que nada acontecesse a Legolas, mas deveria confiar que o elfo já não era uma criança e que sabia se defender.

Quando estavam diante dos portões de Érebor tudo emanava a trevas, não havia um único rastro de luz, os anões tinham erguido os portões de forma malfeita, não queriam ser incomodados por ninguém e aquilo era claro, porém os treze anões e o hobbit estavam lá, Elbereth podia senti-los, fazem sinal para que o exército pare. Thorin dentro da montanha olhava tudo, os anões sabiam que tinham algo errado com o rei anão, ele não estava na sua forma normal, aquela noite tinha sido cansativa para todos eles, mas para Thorin parecia ainda pior.

O rei anão olhava fixamente entre as pedras amontoadas como um escudo protetor para que os sanguessugas do povo do lago não ousassem invadir seu reino, não queria aqueles homens pegando seu ouro, aquilo pertencia a ele, a Arken estava em cima de sua cabeça incrustrada no trono como sempre deveria ter sido, seus olhos tinham um brilho azul intenso, era fora do normal, desde que colocou as mãos na pedra foi apossado por aquilo, mas adorou a sensação de poder que o invadiu, aquela noite negra tinha sido dolorosa, porém a Arken a anestesiou com o seu poder.

Bilbo via que Thorin estava sendo tomado pelo que tinha dentro daquela pedra, não era nada bom, e ele não parecia ser o único Kili começava a aparentar o mesmo círculo azulado envolta dos olhos, era um brilho intenso, o egoísmo falava mais alto do que o pensamento que tinham carregado durante toda a trajetória de lar, Fili percebia que o irmão estava tomado por um mal maior e aquilo não lhe agradava. Balin, conhecia aquele mal, a Arken era uma pedra cruel, um poder terrível e que já tinha dona.

— Elfos da floresta estão aqui. – Ori fala olhando para Thorin.

— A fadinha da floresta está aqui? – A voz de Thorin soava mais forte e intensa. – O sangue dele e dos seus serão derramados por essas terras quando Dain chegar. – Ri.

Gandalf sentia o solo contaminado, aquele lugar estava impregnado, mas seu olhar falta quando vê um exército dourado diante da Montanha Solitária, Zatana era rápida o levando até lá, a égua havia salvado sua vida junto de Radagast ao irem buscar ajuda e agora ela a levava diante ao rei élfico e Elbereth, via os dois trajados para uma batalha, sua mente só pensava em uma coisa, os anões. – O que fazem aqui? Não podem querer uma guerra com os anões nesse momento! – A voz de Gandalf é alta sendo ouvida pelos anões, Bilbo se aproxima das pedras querendo escutar a conversa do mago.

— Mithrandir, não viemos para uma guerra com os anões, apenas queremos algo que está dentro dessa montanha e não pertence a eles e sim a minha esposa. – Thranduil diz calmo.

O mago para o rei sem entender, Bilbo do outro lado mantinha-se atento na conversa. – Não compreendo o que pode pertencer a você Elbereth e porque o exército dourado está aqui em sua maioria? – Questiona.

— Orcs, um exército deles está a caminho Mithrandir, escuto seus passos, sinto sua energia, príncipe Legolas e a capitã Tauriel estavam entre aqueles que provocaram a queda do Dourado e atraíram a fúria das feiticeiras... Elas também estão vindo para Érebor. – Não tinha o porquê dizer para Gandalf o que era dela, mas não lhe negaria a informação que sabia.

— Você sabe sobre os orcs... – Sussurra. – Eles estão em uma quantidade absurda os elfos não serão o suficiente, Elbereth! – Olha preocupado.

— Eles não estarão sozinhos. – Fala ríspida. – Sei que em breve teremos um acréscimo ao nosso exército. – Olha fixamente para ele.

Thranduil olha para a rainha, haviam discutido milhares de táticas de guerra ela tinha lhe contado todos os possíveis futuros, menos um, e era aquele o qual ele temia, a única coisa que lhe reconfortava era que mesmo naquele ela dizia que seu filho sairia vivo e Tauriel também, por mais que estivesse furioso com a ruiva não desejava o seu mal, ela era da família a tinha criado como tal. É então que os olhos do rei élfico captam a figura pequena que descia os portão vergonhoso erguido pelos anões, arqueia a sobrancelha vendo um hobbit, se lembrando que tinha o visto de relance no dia da fuga dos anões, assume uma postura fria quando o vê ficar ao lado do mago.

— Bilbo! – Gandalf exclama. – Como é bom te ver bem. – Estava aliviado pelo hobbit estar vivo.

— Eu estou bem Gandalf, porém não posso dizer o mesmo de Thorin e Kili. – Olha preocupado para o cinzento.

— Do que está falando. – Olha preocupado para o pequenino.

— Há uma espécie de mal tomando conta deles, Thorin passa a maior parte do eu dia perto do ouro e falando sobre derramamento de sangue, seus olhos estão com um brilho mais forte... Kili está ficando com o mesmo brilho estanho nos olhos e a mesma ganância do tio, ambos querem o sangue dos elfos no solo de Érebor. – Olha para Elbereth.

A pedra Arken, você sabe que é ela quem está fazendo isso meu caro hobbit”, a voz da feiticeira ecoa em sua mente, e ele realmente sabia que era aquela pedra a responsável por aquilo. – O tempo está acabando para os anões de Érebor. – Elbereth aumenta a voz fazendo com que sua voz ecoasse pelos salões.

Ori ao escutar olha para Balin que só abaixa a cabeça, o velho anão sabia mais do que deveria, mas o rei não aceitava mais suas palavras estava tudo tomado pela escuridão, Fili e aproxima dele tocando seu ombro. – A feiticeira tem razão em suas palavras? – Pergunta, apenas recebendo uma confirmação com a cabeça o anão loiro olha para o irmão diante da Arken ele parecia hipnotizado assim como o tio que andava de um lado a outro arrastando a espada pelo chão.

As gargalhadas de Thorin começam a ecoar pelo ressinto sendo ouvidas do lado de fora, Elbereth sabia o que aquilo significava, ela fecha os olhos sentindo a chegada do exército de anões, Thranduil, Bard e a feiticeira tomam a frente ficando diante a Dain II, o anão olhava o exército dourado com deboche. – A fadinha da floresta se casou novamente? – Ri, fazendo o olhar do rei élfico endurecer.

— Seu primo está possuído por Cordélia a negra. – Elbereth toma a frente.

Dain para de sorrir olhando-a, Gandalf quando escuta aquilo sente o ar faltar o poder da Arken causando a possessão de Thorin por uma feiticeira. – Quem é você? Alguma vadia dos elfos? Como ousa insultar o rei dos anões dessa forma? – Quase rosna para a feiticeira a frente dele.

— Sou a rainha da Floresta das Trevas, a rainha Vermelha. – Faz seu corcel trotar até Dain ficando diante dele olhando no fundo de seus olhos.

O anão engole em seco olhando nos olhos verdes intensos da rainha. — A lei vermelha. – Rosna. – O que quer em troca? – Pergunta.

Sorri de canto se afastando dele. – Apenas se posicionem há uma guerra para começar. – Diz ríspida.

Dain da voz de comando para os anões assim como Thranduil o faz com seu exército. – Bard volte para Dale eles precisaram de você lá. – O rei fala o olhando sério.

Assente saindo de lá apressado, Elbereth se aproxima de Thranduil com seu corcel tocando seu braço, olha para a esposa, ambos estavam a frente do exército, a feiticeira se estica um pouco beijando o lábio do marido que retribui o beijo, mas logo se afastam. – Não vou permitir que morra Thranduil, ou que nenhum de vocês caiam. – Dizem isso escutam o estrondo da terra sendo rompida e o exército orc saindo dela a proteção de Cordélia emanava de Érebor, Elbereth sabia que ela usava a Arken e Thorin como seus objetos para mandar poder.

Elessa e Aurélia vinham adiante do exército de orcs com feiticeiras douradas, violetas e algumas azuis, é então que Elbereth olha para Gandalf piscando para ele descendo do corcel tomando a frente dos elfos fazendo a proteção vermelha imperar entre os anões, elfos e homens de Dale, ao verem que a vermelha estavam ali as outras feiticeiras se retraem, mas continuam a caminhada entoando o canto de guerra, a magia de Cordélia dominava, o orcs, mas Elbereth sabia o que tinha feito nas armaduras e nas armas dos seus elfos, ela tinha sido clara com Thranduil, os orcs seriam deles, mas as feiticeiras ela cuidaria.

Thranduil dá a voz para o ataque e elfos e anões dão início a luta contra os elfos aprimorados por magia negra, Elessa solta uma gargalhada sabia que o primeiro elfo que tocasse queimaria em agonia, porém quando a primeira espada élfica transpassa a garganta de um orc negro o grito ensurdecedor e escutado dentro da montanha, Thorin sangrava pelo nariz, a Arken brilhava mais que o normal, enquanto o orc se desfazia em cinzas, Elessa já não mais sorria olhando para Elbereth que tinha suas duas espadas sindar cruzadas contra seu peito olhando as feiticeiras a sua frente.

— Entoem o canto de guerra, entoem o mais alto que puderem, eu aprecio a guerra e o sangue que ela derrama. – A feiticeira vermelha diz com um sorriso nos lábios, cravando as espadas sindar no chão fazendo a terra verter sangue. – Esse é todo sangue mágico derramado pelas negras e pelas brancas... Talvez as douradas também tenham as mãos sujas. – Retira uma das espadas do chão lambendo o sangue diante delas. – O sabor é delicioso e cada nome e rosto... Suas histórias e linhagens... – Seu riso era como um tormento que atinge na forma de cada vida tirada o riso de cada feiticeira morta.

Aurélia não deixaria que usassem o seu feitiço contra ela, em uma explosão de raiva faz com que as chamas negras comecem a verterem do chão indo direção dela com violência, Elbereth recebe as chamas as consumindo transformando-as em vermelhas olhando fixamente para a mulher de cabelo branco. – Nunca use o fogo contra o fogo. – Fecha os olhos abrindo as mãos fazendo o fogo ficar mais intenso em si olhando para as feiticeiras. – Vocês estão prontas para a guerra? – Ao dizer isso, as douradas invocam os poderes do sol, as azuis assumem os cristais e as violetas as ilusões olhando fixamente para ela.

Ao ver as posturas de ataque sendo tomada e as negras prontas para quebrarem o solo Elbereth olhando para Thranduil que lutava contra os orcs, ele era rápido e preciso em seus movimentos, sabia que ele saberia sobreviver, então só volta o olhar nas mulheres diante de si deixando seus poderes explodirem e um brilho vermelho toma conta do local ela emanava a aura vermelha.

A Arken dentro da montanha ao sentir o poder se desloca repelindo o poder de Cordélia, a coloração negra no fundo dela se torna avermelhada, Thorin e Kili caem desacordado no chão do imenso são, enquanto no castelo de Mordor, Cordélia olhava seu reflexo na água vendo uma pedra pequena do seu Rogark perder o brilho caindo no chão quebrando se desfazendo, os olhos azuis dela escurecem até se tornarem negro, cerra seus punhos deixando a unha pontiaguda entrar em sua carne derramando seu sangue sobre aquela água. – Smaug, o Dourado, filho da tormenta e do caos eu te invoco novamente a vida, sua mãe te chama novamente para o mundo dos vivos, por meu sangue, por minha magia e por minha alma. – Sua voz era fria.

No logo aos arredores da cidade queimada pelo imenso dragão, o corpo da fera deixado para apodrecer sente o impacto do sangue e das palavras proferidas, os olhos da criatura se abrem. – Cordélia... – A voz era poderosa.

Notas finais
E então?