Notas iniciais
Ok, eu chorei escrevendo esse capitulo hauhauhau xD Talvez porque Till/Flake seja o meu pairing favorito e eu não goste de ver nenhum deles sofrendo (ou não xD). Bem, só queria compartilhar isso com vocês ^^
Boa leitura, meus queridos!

PdV do Flake

Verdammte drecksau! – eu cuspi o último xingamento enquanto observava-o ir embora. – Scheiße... – eu resmunguei, sentindo as lágrimas queimarem os meus olhos. Mas eu não ia chorar. Eu seria forte, uma vez na vida. Me abaixei e recolhi a aliança do chão. Coloquei-a no bolso da calça, caso Izzy fosse querer ela de volta.

Depois de pegar umas informações, eu fui para a única prisão de Lafayette, onde Till obviamente estava. Eu pedi para falar com ele e me levaram até uma salinha escura com duas cadeiras. “Bem medieval...” eu pensei, me sentando. Depois de um tempo, eles trouxeram Till, algemado. Ele tinha alguns hematomas no rosto e pelo corpo. Acho que bateram nele. Ele sorriu suavemente, mas cheio de dor ao me ver.

–Eu achei que você não vinha. – sua voz tremeu por causa da emoção. Eu segurei as mãos dele e mordi os lábios.

–Eu também achei que não vinha. – eu finalmente comecei a chorar – Me desculpa por tudo isso, eu fui muito idiota. Já aprendi que não posso viver nesse mundo.

–Flake, querido... Não foi sua culpa, eu sabia que você não queria, mas te forcei.

–Eu só achei que seria um jeito legal de me desculpar por ter sido tão frio com você. – eu solucei.

–Não precisa se desculpar. – ele sorriu tristemente – Tenho uma coisa para você.

–É? – eu limpei as lágrimas restantes com a manga da blusa – O que é?

Ele tirou um brinco de penas verdes e azuis e o colocou na minha mão.

–É bonito. – eu disse, sorrindo – Você que fez?

–Sim. – ele riu suavemente.

Ficamos em silêncio por um tempo.

–Você vai ficar quanto tempo aqui? – eu sussurrei.

–Uns dois anos. – ele disse.

–É muito... – eu comecei a chorar novamente – Eu vou ter dezoito anos quando você sair.

Se eu sair.

–Ahn? – eu levantei a cabeça – Como assim?

–As pessoas aqui são meio estranhas. Não vou ficar surpreso se eu morrer amanhã.

Eu comecei a soluçar. Till levantou os braços, que estavam algemados juntos, e os colocou em volta da minha cintura.

–Fique bem, tá? – ele sussurrou com sua voz grave – Eu quero ver você quando eu sair.

–Acho que eu vou morrer antes disso. – eu solucei.

–Não vai. – ele disse suavemente – Vamos fazer um trato? Você fica vivo e eu fico vivo também.

–Ok. Acho que eu não venho mais te visitar.

–Não tem problema. Só não me esqueça.

–Nunca.

–O tempo acabou. – disse um policial.

Eu me desfiz de Till e o policial o segurou pelo braço. Ele sorriu uma última vez para mim e começou a... cantar.

Tiefe Brunnen muß man graben, wenn man klares Wasser Will. Rosenrot, oh Rosenrot... Tiefe Wasser sind nicht still!

A voz grave dele ecoou pelo corredor, mesmo quando ele saiu da sala. Eu sorri, mesmo sentindo um aperto no coração.



Poços profundos precisam ser cavados, se você quiser água limpa... Rosa vermelha, oh rosa vermelha... Águas profundas não são calmas...


Notas finais
GLOSSARIO:
Verdammte drecksau - maldito porco imundo
Scheiße - merda
Se alguém se interessar, o nome da música que o Till canta é "Rosenrot", do Rammstein o/
Reviews? Danke schön! ^^