Pele E Lábios
22 Capítulo 22
PdV do Flake
Eu fui dormir na casa do Izzy, naquele dia. Apesar de ter passado duas horas, eu ainda estava tremendo igual um cachorro molhado com frio. Eu nunca achei que uma pessoa poderia ser tão sádica. Aquilo foi minha culpa, eu sei, mas ele ficou me provocando.
–Quer beber alguma coisa, Flake? – Izzy disse, notando meu estado.
–Não, estou cheio de bebidas, por hoje. – eu sorri suavemente – Mas se você tiver maconha ou ecstasy eu vou aceitar.
Izzy riu.
–Eu tenho maconha. Aquele era o meu último comprimido.
–Ok.
Izzy abriu sua “gaveta das drogas” e pegou um saquinho com maconha dentro e a seda. Enrolou dois, um para mim e um para ele. Fumamos e já as 9 da noite, caímos na cama, ainda drogados.
Eu estava em um quarto escuro, mas eu conseguia ver duas figuras humanas mais à minha frente. Cheguei mais perto. Eram Izzy e Axl. Eles se beijavam e se acariciavam quase que com violência, mas com paixão. Eu fiquei furioso. Izzy veio a mim, chorando de arrependimento, e me abraçou. Do nada, surgiu um martelo na minha mão. Antes que Axl pudesse dizer ou fazer algo, eu já tinha descido o martelo de pregar (pregos) na cabeça do meu amado, que caiu no chão com o crânio afundado. O olhar que Axl me deu foi de fúria. Ele avançou em mim e eu usei a parte de tirar os pregos para cortar o estômago dele. Ele tentou gritar, mas não conseguiu muita coisa, já que a quantidade de sangue escuro que saía da boca dele o impedia. Desci a parte usada para tirar os pregos na cabeça dele e furei sua testa. Ele caiu no chão e eu o deixei para agonizar.
“Seu sádico” ouvi uma voz grave dizer e uma mão enorme pousar no meu ombro. Me virei. Era Till, com seu sorriso malicioso e orgulhoso. Orgulhoso de mim. Eu não estava feliz em vê-lo. Ele tentou me beijar e eu bati três vezes na cabeça dele. Ele caiu no chão, segurando a cabeça nas mãos. Eu bati nele até que ele morresse. Minha camisa de flanela estava suja de sangue, assim como a ponta do martelo e a minha bochecha, com alguns respingos. Eu saí do meu corpo e pude ver a criatura assassina na qual eu tinha me transformado.
Eu dei um pulo, sentando-me na cama. Ofegando, eu segurei minha cabeça latejante nas mãos. Izzy, que estava dormindo do meu lado, se assustou. Ele veio e me abraçou, tentando me acalmar.
–Querido, foi só um sonho. – ele disse, afagando meu cabelo – Você tá em casa agora.
Eu comecei a soluçar, com medo. O abracei com força e beijei sua cabeça.
–Izzy, eu nunca te machucaria! Eu te amo mais do que tudo! – eu repetia essa frase enquanto o beijava. Óbvio que ele não entendeu nada, mas mesmo assim ficou lá, me acariciando, tentando me acalmar.
Nunca mais fumo maconha antes de dormir...
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