Pele E Lábios
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Ah, se vocês tiverem tempo, eu queria pedir, do fundo do meu coração, para vocês darem uma olhada numa história que eu estou postando. Se chama "A Insanidade e Os Ninguém" e é uma das minhas histórias mais bonitas (é yaoi hauahuahuah xD). Se puderem, deixem reviews lá ^^ eu ia ficar muito feliz!
Boa leitura!
PdV do Axl
–Acho que vou tomar uma cerveja com o Till hoje... Você vem? – eu disse para Izzy. Flake estava sentado no colo do Izzy.
–Sei lá. – ele revirou os olhos enquanto uma de suas mãos passeava pela cintura de Flake – Eu não tava muito afim de fazer alguma coisa hoje. Eu queria dormir.
Eu gemi tristemente. Olhei para Flake com a minha melhor cara de indiferença e disse:
–O Till queria que você fosse, Flake.
–Mein Gott... – Flake suspirou e levou a mão ao rosto – Esse cara é louco. Ele vai querer me embebedar de vodka e me levar pra um quarto. No quarto, ele vai me matar e fazer sexo com o meu cadáver...
Eu e Izzy soltamos um gemido de nojo. Izzy deu um tapinha em Flake, que riu apenas, e não tentou negar o que havia dito anteriormente.
–Eu vou com você, Axl. Quero ver até onde esse pedófilo vai tentar ir comigo. – Flake cruzou os braços com aquele ar de intelectual que ele tinha.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Izzy disse rapidamente:
–Eu vou então, pra vigiar o Flake. Não quero que ele mate o meu namorado e faça sexo com o cadáver dele.
–Podemos não tocar no assunto? – eu suspirei, irritado – É nojento.
Os dois acenaram com a cabeça. Às 6 da tarde, depois da aula, fomos para o bar que tinha perto da escola. Ficamos lá, bebendo tequila (o Izzy pagou, como sempre) enquanto o Till não chegava. Meia hora depois, ele chegou correndo.
–Desculpa, os professores tinham que resolver umas coisas com as provas. – ele disse. Ele lançou um olhar malicioso para mim e depois um olhar de felicidade para Flake – Hallo, Hallo. Eu não pretendia encontrar você aqui, Christian.
Flake apenas encolheu os ombros e cruzou os braços.
–Não me chama de Christian, por favor. – Flake disse numa voz baixa que soou num tom de ameaça. Mesmo assim, o sorriso sempre malicioso de Till não desapareceu. Ele se aproximou de Flake, que arregalou os olhos e ficou meio pálido.
–Te chamo do que, então? “Meu amor”?
Flake franziu as sobrancelhas. Não ia demorar muito para ele sair na porrada com o pedófilo atrevido na frente dele.
–Kleine Tunte? – as palavras saíram da boca de Till como uma maldição. Eu vi o rosto de Flake ficar mais vermelho do que um pimentão. Não era vergonha, e sim raiva.
–Me chama disso de novo e a gente vai ver quem é Tunte. – Flake disse, dando um tapa sonoro no balcão que assustou a todos no bar – Uma vodka, bitte. – ele pediu, sem olhar para o balconista. Em menos de um minuto, um copinho de vidro com vodka dentro foi parar na mão dele e ele virou aquilo na boca.
Eu e Izzy só assistíamos àquilo boquiabertos. Ia dar porrada alguma hora. Till jogou seu sorriso malicioso em cima de Flake de novo. Flake, por sua vez, ficava apenas estudando os movimentos do professor, enquanto mais copinhos eram depositados em sua mão.
–Um vinho branco, por favor. – foi o que Till pediu. Uma taça enorme foi parar na frente dele – E vocês, o que querem? – ele perguntou calmamente, mesmo tendo um Flake prestes a explodir na frente dele.
–Uma cerveja. – eu tentei acalmar meus nervos, pois se os dois começassem a se bater em pleno bar, era eu e Izzy que íamos ter que segurá-los.
–Uma coca-cola... – Izzy pediu. Era óbvio que ele estava se cagando de medo. A situação era tensa. Os dois alemães estavam bebendo muito e iam sair dos trilhos se algum deles explodisse. Flake seria o primeiro, claro. Till, como é sadomasoquista (esses sorrisos dele não enganam ninguém), ia dar uma surra na tripa-seca do Flake.
–Me desculpa se eu te deixei bravo... Bem, não sei do que te chamar. Se não é Christian, então eu não sei o que é. – Till disse, esvaziando sua segunda taça de vinho branco.
–É “Flake”. – eu sussurrei para Till, que riu suavemente.
–Flake. – sua voz de trovão soou – Bonitinho...
Till correu os dedos na bochecha de Flake. Isso era como assinar sua sentença de morte, apesar de o Flake não ser lá a pessoa mais forte.
–Não encosta em mim, seu filho de uma égua!! – Flake gritou e deu um soco na cara do Till. Pronto, era disso que precisava. – Seu pedófilo nojento! – Flake caiu em cima de Till e os dois rolaram no chão.
Todos do bar se levantaram. Till, ao contrário do que eu pensei, não estava batendo no Flake, apenas tentado segurá-lo, o que não era muito fácil, já que ele se contorcia e o socava. Till agarrou com força o cabelo do Flake e o puxou para baixo, fazendo com que o rosto dele se encostasse no chão. Flake gemeu alto de dor e seus braços de graveto se mexeram desesperadamente, procurando algo para agarrar. Mas era inútil, Till já havia descoberto seu ponto fraco.
Ele puxou com força os fios amarelos para cima e Flake deu um gritinho. Till sorriu, enquanto obrigava o menor a olhar para o teto. As pessoas estavam paralisadas, só vendo no que aquilo ia dar. Flake engoliu a seco, fazendo o mínimo possível de movimentos, para amenizar a dor. Till puxou com mais força, fazendo o pescoço dele, que já estava no limite, ir mais para trás. Flake gritou e agarrou as mãos que seguravam seu cabelo. Pelo sorriso e pelo fogo nos olhos de Till, era nítido o prazer que ele estava sentindo em causar dor em Flake.
–Hör auf... – Flake choramingou. Till apenas sorriu e encostou o nariz na orelha dele.
–Wirst du mir wieder begegnen? – ele sussurrou no ouvido de Flake, que soluçou.
–Pára! – de repente soou a voz de Izzy. Eu consegui ver a aflição e o pânico no rosto dele – Não o machuque mais!
–Quando ele responder à minha pergunta, isso vai acabar. – Till rosnou para Izzy.
Till lambeu o lóbulo da orelha do Flake, que soluçou novamente.
–Nein. – foi tudo o que Flake disse.
–Acho bom. – Till soltou Flake rispidamente. O menino se encolheu no chão, chorando horrivelmente. Izzy foi até ele e o abraçou.
–Tá tudo bem... – Izzy disse suavemente, tentando acalmá-lo.
Eu corri para fora do bar. Till já estava meio distante.
–Till! – eu o chamei. Ele se virou e acenou com a cabeça. Se aproximou de mim – Foi pra isso que você me convidou? Pra espancar o Flake na frente de todo mundo e tratá-lo como uma vadia?
Ele riu sarcasticamente.
–Primeiro, foi ele quem me bateu. Segundo, eu não o tratei como uma vadia. Ele já é a vadia. Ou você acha que ele não estava adorando aquilo tudo?
Engoli a seco.
–Ele tava sentindo dor. Ele não tava gostando.
–Ele vai aprender a gostar.
–Você vai bater mais nele?!
–Se precisar. Eu queria que ele cooperasse. Mas é difícil. Ele quer dar uma de difícil.
–Olha... – eu fiquei confuso. Corri uma mão nos meus cabelos ruivos – Estupre-o! – me senti mal por estar falando aquilo – Acaba com isso de uma vez!
–Não. Eu quero que ele venha a mim sem que eu precise forçá-lo.
–Boa sorte com isso. – eu revirei os olhos – Vou pra casa. Tchau.
Ele sorriu suavemente.
–Tchau, Axl.
Voltei para o bar, mas Izzy e Flake não estavam mais lá. Fui para casa, fumar um baseado. Precisava esfriar a cabeça.
Notas finais
Mein Gott - meu Deus
Hallo - olá
Kleine Tunte - bichinha
Tunte - bicha
Bitte - por favor
Hör auf - pare
Wirst du mir wieder begegnen? - Você vai me enfrentar de novo?
Nein - não
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