Pela Princesa - Interativa

19 Duas Faces da Mesma Moeda


Notas iniciais
hey! não estou atrasada, vivaaaaa! hahahaha a inspiração voltou, então além desse capítulo ter saído mais rápido eu tbm amei escrever! bom, tenho muito o que dizer, então senta aí! primeiro, alguém aí está assistindo ou já assistiu wandavision? essa série virou meu maior achado do ano e algo que me deixou animada como eu não ficava em muito tempo, com isso eu fiquei muito inspirada pelos temas tratados pela série e coisas que eu queria comentar no meio da história. quem não assistiu, eu recomendo muuuuito e quem já assistiu temos um pequeno easteregg no meio do texto :D sobre cronologia: a primeira parte do daeron se passa um dia depois do último capítulo dele, a segunda parte se passa um tempinho depois disso! apenas explicando para vocês entenderem mais sobre o futuro quando mundos forem se colidindo hihihihi bom, achoooo que é isso e eu não esqueci nada. para quem gosta de ler ouvindo música eu tenho uma recomendação. essa música é de uma animação que eu amo e que tem uma trilha sonora impecável, essa música em si tem muito haver com o que o daeron está passando no capítulo, então quem quiser ouvir eu recomendo a dar play a partir daqui: "A abraçou com força," tem a legenda no vídeo para quem quiser tbm: https://www.youtube.com/watch?v=_zmEpg7yWjw enfim, agora foi tudo XD espero que gostem!

Uma única pedra não consegue conter a correnteza do rio.

Naquele momento era aquilo que Daeron sentia, por isso que ele apenas retirou a pedra do caminho e deixou a água inundá-lo. Os sonhos agora não pareciam sonhos à medida que ficavam lúcidos, vinham todos ao mesmo tempo e um por um, assim ele entendia tudo e nada, sentia e tentava não sentir. Um sentimento constante de aceitar ou não, de contraste entre o ser ou de negação. Sabia que ainda estava naquela caverna coberta de escuridão, por isso levantou-se sentindo o corpo dormente e dolorido, caminhou para a saída instintivamente sem se lembrar de andar ou fazer qualquer movimento.

Passou pela abertura comprimindo os membros e fechando os olhos perante a enxaqueca que martelava sua têmpora.

Quando saiu daquele lugar percebeu que já era dia, porém Stormcloud não estava mais ali, assim como Alyssana e sua comitiva de sacerdotes vermelhos. Piscou mais de uma vez tentando se ajustar à luz ofuscante e não ao breu da caverna. Daeron se encontrava sozinho naquela pequena clareira cercada por árvores antigas e que cochichavam entre si, o assunto parecia ser ele, o zumbido das vozes verdes aumentaram em sua cabeça como se um enxame de abelhas o cercasse. Cobriu os ouvidos, mas o barulho não cessou até que ela apareceu.

Ainda estava banhada de sangue, entretanto não se via carne queimada pelas chamas dos dragões.

A velha bruxa da caverna olhava para ele com uma face dura, os lábios comprimidos em desgosto antes que ela cuspisse no chão com gosto. Seu cuspe era um muco verde misturado com larvas amareladas que se retorciam sem rumo, soltando guinchos agonizantes. Ela apontou para o Targaryen com o dedo ossudo e longo, abriu a boca em um grito mudo que poderia acordar todas as criaturas dormentes naquele lugar, mas nada saiu de sua garganta.

Nada, ela não sentia nada. Ele sentia tudo e não queria nada.

— Você é uma vergonha. — Ela finalmente disse com a voz rouca por desuso, afinal os mortos não precisam usar mais a boca.

Daeron não respondeu, não queria falar com ela. Não queria encarar o futuro ou seu passado.

— Eu me sacrifiquei por ti e o Senhor da Luz abriu o olho que estava fechado por você mesmo, mas ainda assim o dragão se recusa a ver! — Continuou a anciã com a voz crescente à medida que ela o circundava como um leoa atrás de sua presa. — Por quê? Por quê? Por quê? — Ela repetia sem parar, o zumbido havia voltado, desta vez fazendo os ouvidos dele sangrarem e enxaqueca rachar seu crânio em profunda dor. — Por que luta tanto contra algo que sempre esteve dentro de si? Por que se recusa a ver?

A bruxa parou de rondar abruptamente o jovem dragão e sorriu vitoriosa, como se tivesse achado finalmente a felicidade numa vida de plena miséria. Porém, ainda assim um sorriso sem dentes e sem alegria, um vazio escuro saia de dentro da boca da mulher pronto para devorar qualquer coisa.

— Ah, você se recusa por conta dela?

A mulher apontou para outra, para uma sombra feminina no meio das árvores que observava a ambos. Daeron estremeceu completamente, sentindo as pernas bambas quando notou rapidamente quem estava ali tão perto e ainda assim tão longe.

Não perdeu tempo, correu para dentro da floresta deixando a bruxa e qualquer outra coisa para trás.

Aquele lugar era denso e fechado, as copas cheias de folhagem impediam que a luz do sol ou o vento entrasse, não se ouvia pássaros ou animais pelo chão, tudo era coberto por sombras e silêncio. Ele apenas conseguia ouvir os próprios passos agora junto de sua respiração oscilante. Não poderia deixá-la escapar, precisava alcançá-la de qualquer forma. Os gravetos e galhos o seguravam pela sua roupa, como se fossem mãos contra seu objetivo. Cortavam como pequenas adagas o rosto, mãos e onde suas vestes já haviam sido rasgadas pela vegetação densa.

Estava perdendo ela, a mulher iria fugir e sumir no final de outra clareira, todavia ele perseverou, pulando e a agarrando pelo braço. Os dois giraram por um segundo, o equilibro na perna de ambos vacilando, ele fincou os pés no chão, impedindo que rolassem pela relva.

A abraçou com força, sentindo os cabelos negros como os dele em sua face. Fechou os olhos com força e com medo de tudo aquilo acabar quando os abrisse novamente. Seu corpo ainda tremia, porém agora era por conta dos soluços que soltava e das lágrimas que desciam banhando sua face marcada por cortes sangrentos. Sentiu a mão delicada acariciar a cabeça dele e Daeron caiu sobre os dois joelhos, com a mulher também abaixando.

Ele parou por um segundo, sentindo o choro fechar sua garganta e o ar faltando nos pulmões.

— Acalme-se, Daeron. — Ela disse com a voz calma e doce, a voz que sempre conseguiu lhe trazer paz, até mesmo após os mais terríveis dos pesadelos. — Eu estou aqui, vai ficar tudo bem.

Entretanto, ela não estava.

Daeron tinha completa noção que aquela não era a verdadeira Daena, aquela não era sua mãe. Sua mãe havia morrido e nunca mais voltaria, não importasse o que sonhasse ou quais truques sua mente pregasse. Porém, era aquilo o que tornava tal momento realmente especial, ele saber que ela havia partido, mesmo no meio de seus sonhos lúcidos. Por isso não conseguia largá-la, pois talvez nunca mais pudesse vê-la, mesmo dentro de sua mente. Então, a abraçou o mais forte que conseguiu e deixou os soluços continuarem enquanto ela acariciava sua cabeça com afeto.

Eles continuaram assim por horas, que na verdade foram apenas minutos, até que ele se acalmou e conseguiu olhar para sua face. Ainda era da mesma forma que ele se lembrava, antes da doença e ela cair na cama para nunca mais se levantar. A face redonda e corada pelo sol, os olhos expressivos e as longas madeixas negras que haviam sido passadas para ele e Daerys. Ele conseguia ver todas as semelhanças entre ele e a mãe, como a Rainha havia lhe dito. Sentiu a mão dela tocar-lhe a face com carinho e ele sorriu, um verdadeiro sorriso de profunda alegria que ele não expressava em tanto, mas tanto tempo. Ela também sorriu para ele, mostrando carinho, amor e segurança, apenas com aquele pequeno gesto.

— Eu sinto muito, eu sinto tanto, mãe. — Ele murmurou com a voz ainda embargada, sem acreditar naquele momento, porém ainda aproveitando dele como se fosse a coisa mais real que lhe tivesse acontecido. — Eu deveria ter estado lá, deveria ter ficado ao seu lado.

— Está tudo bem, meu amor. — A voz dela era melodiosa e doce, sem julgamento algum, apenas afeto expresso nos pequenos detalhes. — Eu nunca te culparia, não teria como você saber.

Daeron negou com a cabeça rapidamente.

— Eu sabia! — O choro quis voltar, mas ele inspirou profundamente, contendo a emoção de transbordar. — Eu sonhei com você partindo, eu vi você partir, mas ainda assim fui embora para Ponta Tempestade.

Daena afagou seus cabelos, olhando para ele com um pouco de pena.

— Então, você vai passar o resto de sua vida se culpando por isso? — Ela perguntou com firmeza. Daena nunca deixara que o amor que sentia pelos filhos ficasse no caminho do certo e do errado, de educá-los para o caminho correto e da honra. — Pretende ficar como seu pai? Seguir uma vida preso no passado e no que poderia ter sido feito de forma diferente?

Daeron a olhou por um segundo incrédulo.

Ela sorriu, ainda com pena, mas também entendo o que se passava dentro dele, pois ela era ele.

— Você sabe, Daeron, sabe que em seu interior a culpa que o consome é apenas saudade e luto misturados. — Ela murmurou com calma. — E lembro de uma vez ter lido em um livro “ Mas o que seria o luto, se não o amor perseverando.

Daeron olhou para a relva verde e vibrante, pensando por um segundo.

— Você nunca leu esse livro, eu li esse livro.

Sua mãe virou a cabeça, esboçando uma face risonha.

— Isso mesmo, você quem leu. — Ela respondeu tocando a face dele. — E eu não passo de um reflexo de você.

Daeron piscou e ela começou a desaparecer como o fantasma que era. A realidade tomando conta do irreal, ele havia ido longe demais na verdade daquele momento. Deixou de sentir o toque quente em sua face, deixou de senti-la ao seu redor.

Não! — Ele gritou em desespero com a voz ainda estagnada e comprimida pelo choro. — Não vá, não me deixe novamente.

— Não se preocupe, meu amor. — Ela sussurrou até desaparecer completamente, apenas o resquício de sua voz longínqua que vinha de dentro da própria cabeça do jovem Targaryen. — Apenas aceite em quem você é e nos valores que nunca te abandonaram, Daeron. Lutar contra o que você é será o mesmo que renegar a si mesmo.

Daeron tentou tocá-la, mas não havia mais o que tocar.

— O futuro estará sempre a um passo da sua mente, use isto, não desperdice. — Daena murmurou em quase silêncio. — O passado tem de ser revivido.

— Revivir é doloroso… — Ele sussurrou tentando segurar a última linha de sua mãe ainda presente ali. Deixá-la partir novamente parecia permitir que a memória dela se dissipasse, junto com o luto e a culpa que carregou. — O passado foi cruel e nele ninguém nunca me entendeu, não como você.

Houve uma pausa, quando ele pensou ter perdido seu último momento com ela, porém um pouco ainda foi dito em um único suspiro solene.

— Ela te entenderá também, ela está mais próxima, basta encontrá-la...

A voz sumiu com o silvo do ar.

Ele respirou fundo e levantou-se devagar, as lágrimas haviam voltando involuntariamente e ele não se importou em limpá-las. Começou a caminhar devagar, cada passo sem que ele sequer exigisse os movimentos de suas pernas ou sem ter um destino certo. A floresta se fechava ao seu redor, cada canto mostrando as mesmas visões ou novas. Seu pai era quem estava mais próximo, o destino dele escrito em um único fio tênue, ele poderia mudar caso quisesse. Via ele e Aelor, os dois em cima de seus dragões. Stormcloud, por que ele não estava ali? Então ele viu onde o dragão estava, olhos azuis como o mar se desmanchando contra os rochedos, esperando entre os troncos escuros e a relva verdejante. Alyssana era um furacão escondido entre as nuvens, as pessoas não conseguiam vê-la sobre as próprias cabeças e o que ela iria causar, o passado dela e o futuro do fruto Targaryen em jogo.

O jovem dragão estava se afundando cada vez mais e mais no futuro, estava consumindo ele.

Sonhos, sonhos, sonhos…

Daeron se perdia no meio de vias e mais vias, iria ficar ali para sempre, sem nunca mais saber o que era real e o que era profecia.

Entretanto, ela ainda era luz, uma tocha que iluminava todo o mundo e que ele iria usar para se guiar. Não sabia o porquê dela ser tão especial, só que que tinha de encontrá-la, era o destino mais preciso, o mais correto, o do coração. Não tinha completa certeza da razão, pois não conseguia sonhar com ela, não poderia ver o futuro dela junto do dele. Ela era mistério, desencontros e a verdade, tudo ao mesmo tempo e invadindo os sentidos dele.

Era platônico, era real.

Era Rowena.



v i l a g a i v o t a

Era um belo pôr do sol aquele que Rowena conseguia observar da proa do barco.

A luz se misturavam em delicados tons de dourado, laranja e roxo, se perdendo com nuvens esparsas coloridas em tonalidades rosadas. As gaivotas que davam nome aquela cidade voavam acima e ao redor dela, grasnando entre si e aos outros, planando na brisa fresca que vinha junto com a maresia, enquanto marinheiros cansados de mais um dia de trabalho tiravam caixas dos porões, pegavam outras e se preparavam para partir novamente ao mar ou aproveitar o pouco tempo em terra. Os capitães vendiam suas mercadorias ou compravam novas, todos atarefados e pensando em lucrar. Para a Stark fora da alcateia aquele era seu ponto final, o capitão daquele navio partiria para Braavos e ela ficaria, o Vale de Arryn era sua última parada e talvez o começo de seu futuro.

Não tinha certeza de como prosseguir, na verdade tudo era inseguro e raso.

A princípio seguiria com Regnar e ambos entrariam naquela aventura quase lúdica que era busca pela princesa desaparecida, como muitos faziam por Westeros há muito mais tempo do que a dupla. Isso garantiria a ela algumas semanas, quem sabe até meses de uma mente ocupada e de uma vida correndo de um canto para o outro. Isso ajudaria Rowy a esquecer a saudade imensa de Winterfell, do Norte e seu clima gélido, de sua família. Levou a mão ao cabelo cortado bruscamente na altura dos ombros, as madeixas antes longas e bem cuidadas, que agora estavam onduladas e selvagens, sem lavagem faziam dias. Pensou como uma vida poderia mudar tão drasticamente e do que ela havia perdido.

Taloorvar pulou ao seu lado, chamando sua atenção, quase como se soubesse de seus pensamentos.

Ela fez carinho atrás de sua orelha peluda, encarando diretamente seus olhos profundos. Ele sentia que ela estava inquieta e com medo, os lobos e os Starks eram assim, unha e carne. Rowy sabia que poderia sempre contar com seu lobo gigante, ele nunca a deixaria e a protegeria de todo mal. O conhecera após o encontro com a bruxa na floresta que mudou sua vida, era um presente dos deuses, disso ela tinha tanta certeza quanto do destino de seu ventre.

— Consegui a carroça e comprei um caixote em que Taloorvar irá caber. — Regnar avisou enquanto se aproximava, a cabeça do animal e dela se viraram ao mesmo tempo. O lobo cheirou o Reed, que deu a mão a ele, fazendo carinho em seu focinho. Regnar era uma das poucas pessoas que tinham a confiança de seu lobo gigante. — Assim conseguiremos andar até nosso destino sem chamar tanta atenção.

Rowena olhou para o lobo.

— Ele não vai gostar de voltar para outro lugar fechado.

— Bom, ele poderá sair à noite, afinal vai ter de caçar, já que nossa comida será apenas carne seca, queijo duro e pão velho nos próximos dias. — Regnar se escorou ao lado dela, olhando na mesma direção que a jovem nortenha. O melhor amigo dela tinha um semblante preocupado. — Tem certeza de que não quer esperar pelo próximo navio?

O Reed sabia que por mais forte que Rowena pudesse ser, ainda assim aquelas mudanças poderiam ser bruscas demais. Rowy havia crescido em Winterfell, era uma filha da Casa Stark, as peles sempre mantiveram ela aquecida e a comida era farta mesmo nas épocas mais escassas. Ele mesmo sabia que poderia aguentar tudo que a jornada a partir dali fosse jogar contra eles, porém não poderia pegar as dores e medos dela, por mais que quisesse.

Ela suspirou, estava cansada.

— Não, o próximo até Porto Real será em apenas uma semana, não podemos ficar parados por tanto tempo. — Rowena relembrou o que eles já haviam discutido nas noites passadas com firmeza. Não iria parar agora, não iria se arrepender. — Além de que agora não sei se acharemos outro capitão disposto a levar uma carga tão preciosa.

Disse se referindo ao lobo, que observava os dois com a língua de fora.

Regnar tirou um mapa do bolso, era pequeno e rústico, feito por mãos brutas e a base de carvão. Mostrava o que eles precisavam, que era o Sul. Nenhum dos dois haviam botado os pés abaixo do Gargalo antes e tudo era novo, também sendo desafiador, o risco deles se perderem era grande caso pegassem a estrada errada. Também tinham muitas opções por onde poderiam explorar após a capital, mas ainda era um sonho muito distante e incerto. Um ponto estava marcado no que deveria ser o Portão Sangrento, a saída deles daquela região.

— Tenho medo de que alguém queria nos parar quando formos atravessar. — Ela explicou indicando o Portão e a Estrada da Altitude.

— Talvez possamos encontrar uma caravana no meio do caminho, muitas pessoas saem daqui juntas atrás de mais segurança, por conta dos clãs das montanhas. — Regnar explicou o que já havia aprendido perguntando ao povo da cidade. — Além de que dezenas de pessoas passam por esse caminho todos os dias, nós não devemos ter problemas, afinal somos apenas dois fazendeiros indo vender nossa colheita em Lagoa da Donzela.

Ela confirmou com um aceno breve, esperando que ele tivesse razão e que os deuses antigos estivessem na frente do caminho deles, sempre.

— Pronta? Temos de ir até fora da cidade antes que a noite chegue.

Rowena desceu do navio com Taloorvar em seu calcanhar, o lobo farejava inquieto com tantas pessoas ao redor. Todos ao redor observavam embasbacados com o tamanho da fera, compartilhando exclamações de medo ou surpresa. Porém, uma cidade populosa e cheia de almas em cada esquina conseguia ter suas vantagens, ao longe nenhuma cabeça se virou para encarar a fera peluda. Conseguiram colocar ele dentro do caixote após alguns grunhidos e força de vontade, após isso não fora mais difícil se misturar ao meio da multidão que seguia na avenida principal e ninguém mais encarou a eles. As pessoas abriam caminho para a carroça e o cavalo de tração comprado por Regnar, uma das últimas coisas caras que eles deveriam comprar caso quisessem economizar o dinheiro que ainda tinham. Rowy observava as pessoas caminhando e seguindo com suas vidas normalmente, imaginando se algum dia ela se tornaria uma delas. Não mais Rowena Stark, apenas uma pessoa comum. Se é que algum dia saberia o sentido de comum.

No meio do mar de pessoas terminando seus serviços e voltando para suas casas ela conseguia observar pessoas em escarlate.

Rowena já havia ouvido falar sobre os sacerdotes de R’hllor, mas nunca havia visto um na vida. O Norte não era lugar para eles, assim como os Sete também haviam sido expulsos. Conseguia ver alguns deles pregando com muitas pessoas ouvindo suas palavras, sendo tais falas o que quer que fossem. Rowy os ignorou imediatamente, isso antes de perceber outros apenas andando pela cidade como se tivessem pressa. No meio de um aglomerado ela percebeu uma moça escondida em mantos escuros, observou com mais afinco e imaginou ter visto cabelos prateados.

Chamou Regnar, mas quando ambos viraram os rostos não havia mais ninguém.

Ela devia estar imaginando coisas.

Notas finais
não sei se alguém já passou por isso de sonhar com um ente querido que já partiu e saber que no sonho essa pessoa não está mais aqui, o que torna esse sonho especialmente especial, pq no sonho parece real, então você quer aproveitar para matar a saudade. foi isso que eu quis passar com o daeron e daena. além de ter claro a influência de wandavision :) sobre os próximos capítulos: vocês devem estar sedentos para saber sobre porto real, eu sei! mas vamos ter ainda dois capítulos antes de voltarmos até a capital, o próximo teremos nossa duplinha tully/arryn e depois desse teremos um mais bombástico :3 obrigado a todos que estão comentando e pelo apoio. espero que continuem gostando da história que quero contar. beijinhos ♥