casa

LUKE, 10 ANOS.

—Calum?

Não era a primeira vez que Luke abria a porta e seu amigo estava lá, cansado e desorientado e abatido e chorando, mas foi a primeira vez que Luke o abraçou antes de qualquer coisa, porque sabia que era aquilo que ele precisava antes de qualquer palavra.

Calum precisava de uma casa, precisava sentir que estava em casa.

E casa não era um lugar com paredes frias, mas um corpo quente.

Casa era uma pessoa que te fazia bem, segura e feliz apesar das circunstâncias.

Casa não era apenas uma, podia ser várias.

Casa não era o que Calum sentia ao visitar a Mansão dos Hood (lá tinha muitas lembranças de Malia que seu amigo não podia esquecer e o desanimavam), mas era o que ele tinha ao estar com seus amigos, sua família.

Casa as vezes não era suficiente para te confortar, mas, só fato de ter uma, de estar nela, tornava as coisas melhores.

Luke sabia que sim.

Luke esperava que sim.

Luke esperava que ele pudesse ser uma dessas pessoas-casas para Calum, porque era o que seu amigo precisava e ele queria ajudá-lo.