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CALUM, 11 ANOS.

Era seu aniversário. Calum fazia 11 anos e deveria comemorar — seus pais (os empregados deles) haviam feito um bolo, mas ele não estava lá, não estava com sua familia (ou o que sobrou dela), não estava fingindo que tudo estava bem ou que iria ficar, mas com os braços de Luke ao redor da sua cintura, mantendo-o preso no aqui e agora e não na sua mente, embora se sentisse um traidor, como se não devesse, não merecesse.

Ele tinha uma família! Fa-mi-lía! Ele não... ele não... ele não devia... Ele devia estar com...

Calum ignorou e abraçou Luke, porque era o que ele queria fazer, como queria agir e estava cansado de não ter o que queria. Ele queria ser a pessoa que abraçava seus amigos, que sempre estava ao lado deles para que eles nunca se sentissem sozinhos (como ele) e para que ele mesmo nunca se sentisse sozinho novamente.

Calum queria abraçar Luke — foi o que ele fez.

Ele não queria chorar — mas foi o que aconteceu.

Ele queria que sua irmã vivesse, mas ela já estava morta e nada iria mudar isso.

Ele queria estar morto no lugar dela, mas ele estava vivo e precisava fazer jus à tal.

Sua irmã tinha morrido e ele vivia; sua irmã tinha morrido, mas ela ainda vivia em si.

Malia havia morrido.

Calum não.

Ele viveria.

Por ela.

Pelos outros.

Mas principalmente por si.