Pecados Íntimos

24 Capítulo 23 – É o que eu preciso fazer


Notas iniciais
Oi, meu amores Aqui está o cap novinho da fic para vocês. Espero que gostem.

Não precisava de muita coisa então peguei apenas uma mochila e coloquei roupas minhas e da Eve, seria o suficiente por duas ou três noites. Coloquei o único objeto no banco de trás do carro do meu pai, me viro e ele está parado na porta de casa segurando a neta.

– Não acredito que você já está indo embora, Elena – reclamou – Tudo bem, você passou metade do tempo me proibindo de fazer algo, já estava me acostumando ter você e a Eve aqui.

–Eu não vou embora para sempre, pai – lembrei – Só preciso resolver um problema lá em Nova York, mas estarei de volta antes que você possa perceber.

– Se você diz – deu de ombros.

– Claro, se não fosse assim, eu não pegaria o seu carro emprestado – garanti – Aliais, obrigado por me emprestá-lo.

– Já disse isso para você e o seu irmão, o carro está aqui parado na garagem, podem pegá-lo quando quiser – disse – Mas você tem certeza de que vai sair agora? Já está quase escurecendo, talvez seja perigoso você pegar a estrada para Nova York agora.

– Não precisa se preocupar comigo, pai – tentei tranquilizá-lo – Não é a minha intenção fazer essa viagem direto, quando eu me sentir cansada, vou parar em um hotel no caminho.

– É bom mesmo – continuou – Não esqueça que é só você, está carregando uma outra vida, muito importante, dentro desse carro.

Sei que ele está se referindo a Eve e eu me preocupo com ela, é claro, mas não pude deixar de pensar no bebê. É por causa dele que eu estou fazendo isso, é a minha decisão final.

Desde que descobri que estava grávida, passei duas semanas tentando decidir o que fazer. Fiz a minha escolha ontem, depois de uma conversa com o Damon.

*Flash Back*

Damon estava beijando o meu pescoço e não pude deixar de rir. A respiração dele estava fazendo cócegas em mim.

Para com isso! — pedi, sorrindo.

Sabia que o seu cheiro é delicioso? — comentou, com os lábios ainda contra a minha pele – Qual perfume você usa?

No momento, é só o sabonete mesmo – tentei colocar perfume antes de sair de casa, mas o cheiro estava me deixando enjoada, é o bebê começando a mexer com o meu organismo.

O melhor sabonete do mundo, então – completou.

Afastou-se um pouco e passou a beijar os meus lábios antes de colocar a mão atrás do meu cabelo e me fez deitar no sofá. Teríamos continuado dali, se um enjoo tão forte não tivesse invadido a minha garganta e tudo que eu tivesse tempo de fazer fosse empurrá-lo e correr até o banheiro.

Vomitei todo o meu café da manhã, provavelmente era tudo que eu tinha no meu estômago, já que ontem a noite eu só consegui tomar uma xícara de chá e comer dois biscoitos salgados. Claro que eu tinha tido enjoos quando estava grávida da Eve, mas eram sempre matinais e conseguia passar o resto do dia tranquila, dessa vez está sendo mais forte, imagino que seja por causa de todo os estresse pelo qual tenho passado.

Está tudo bem? — Damon estava parado na porta do banheiro enquanto eu ia até a pia e lavava o rosto, parecia preocupado, afinal, ele não sabe o que está acontecendo.

Está sim! — garanti, afirmando com a cabeça – Provavelmente comi alguma coisa que me fez mal ontem.

Se você diz – deu de ombros – Posso fazer um chá para você, tenho vários sabores diferentes lá na minha cozinha.

Não precisa – fiz uma careta, só de pensar em chá, já sentia o meu estômago todo embrulhado novamente – Só preciso ficar um pouco quietinha e logo vou estar 100% novamente.

Já que é assim, vamos voltar para a sala – sugeriu – Procuramos um filme interessante que esteja passando pela televisão e ficamos só assistindo até você melhorar.

E foi o que fizemos, Damon começou a mudar os canais da televisão até acharmos uma coisa que os dois gostassem. Deitei no seu colo e ele ficou passando a mão pelo meu cabelo, isso estava começando a me deixar com fome.

Sabe, Damon, não pude deixar de notar que você está um pouco estranho – murmurei – O que está acontecendo?

Já tinha reparado isso há pouco mais de uma semana, quando a irmã dele voltou para a faculdade. A principio pensei que fosse só saudades da Kath, mas isso está se prolongando e estou começando a ficar preocupada.

Acho que eu prefiro não comentar – deu um longo suspiro antes de responder – Não é por nada, só não quero que fiquei chateada.

Então isso é por minha causa – sentei para poder encará-lo – Agora mesmo que você vai ter que me contar.

Ele ficou olhando para o chão durante alguns segundos até eu segurar o seu rosto e fazê-lo se virar para mim novamente.

Damon, por favor, confie em mim – pedi – Depois de tudo que vivemos juntos, você sabe que pode me contar tudo.

Promete que não vai ficar chateada? — afirmei com a cabeça – Tudo bem, um pouco antes de ir embora, a Kath descobriu sobre o Klaus.

Descobriu? — fiquei totalmente chocada com essa revelação – Mas como ela descobriu?

Parece que ela encontrou o Klaus junto com a Eve enquanto ele estava aqui em Mystic Falls – acho que posso chamar isso de “uma grande falta de sorte”, quais eram as chances do meu marido encontrar a irmã caçula do Damon nos três dias que ficou na cidade? — Acho que posso te dizer que ela não ficou muito feliz.

Já imaginava isso – revirei os olhos – No dia em que nos conhecemos ela me fez prometer que ia te fazer feliz, certamente não foi bom ela saber que não temos a menor intenção de ficarmos juntos para sempre.

Não é só isso, Lena – continuou – Kath sempre valorizou muito a nossa família, gosta de ter todos reunidos nas ocasiões especiais e, quando eu e Stefan dizíamos que estávamos ocupados com a faculdade, ela praticamente ia nos buscar. Agora minha irmã está me acusando de estar destruindo uma família.

Não consegui dizer mais nada depois do que eu ouvi. Klaus e eu já não somos uma família há muito tempo e não deveria estar me sentindo abalada com isso, mas eu estou.

O pior de tudo é que eu tenho como resolver esse problema. Esse bebê é, oficialmente, um Salvatore, posso muito bem abrir o jogo com o Klaus e fazer parte dessa família, Katherine não teria mais porque criticar a mim ou ao irmão.

E era exatamente isso que eu ia fazer.

Sabia que você ia ficar chatada, por isso não queria contar nada – comentou depois de alguns segundo de silêncio – Você está bem, Lena?

Sim, estou bem – me levantei do sofá – Só preciso resolver uma coisa, agora mesmo.

Espera, Lena, não vai assim – pediu – Até agora pouco você estava passando mal, lembra?

Não precisa se preocupar comigo, eu estou bem – dei um selinho nele para acalmá-lo – Te ligo depois.

Assim que sai do prédio de Damon eu peguei o meu celular e comecei a procurar o número da Caroline. O telefone tocou três vezes antes de eu ouvir o barulho indicando que alguém tinha atendido.

– Lena?– ela disse – Está tudo bem?

Está sim! — garanti – Só queria saber de uma coisa, da última vez que nos conversamos você disse que o Stefan poderia me ajudar a conseguir a guarda da Eve caso eu pedisse o divórcio para o Klaus, não é mesmo? Ele pode mesmo fazer isso?

– Claro que pode – afirmou – É só você passar os seus dados e os da Eve que ele pode entrar com o pedido de guarda o mais rápido possível. Mas por que você está me perguntando isso?

Perfeito! — não pude deixar de soltar um suspiro de alívio – Olha, Car, talvez você diga que o que eu estou prestes a fazer é uma completa loucura, mas é o que eu preciso fazer.

– Elena Gilbert, o que você está aprontando? – perguntou, na mesma hora – Por favor, não me diga que você ainda está pensando naquela maluquice de enganar o Klaus e dizer que o bebê é dele.

Claro que não e isso? — afirmei, dei uma rápida olhada na entrada do prédio, Damon poderia aparecer há qualquer momento, não seria uma boa ideia me ver aqui conversando com Caroline – Car, não posso falar sobre isso agora, mas depois eu te conto tudo.

– Tudo bem! — concordou antes de desligar. Guardei meu celular de volta na bolsa e voltei a caminhar, em direção a casa do meu pai.

*Fim do Flash Back*

Contei para Caroline um pouco depois disso, ela não parecia muito convencida de que era assim que eu devia agir, que deveria usar um meio legal, na presença de um advogado, mas eu disse que era isso que queria fazer. Minha amiga, então, deixou claro que estaria ao meu lado para o que eu precisar.

É isso, estou indo para Nova York contar a verdade para o Klaus, toda a verdade. Decidi ir hoje, e não ontem, por que é o dia em que o Damon tem plantão no hospital e não tem perigo que ele venha aqui e questione as minhas atitudes, só quero contar sobre o bebê quando estiver tudo arrumado.

– Bom, acho melhor nós irmos antes que fique muito tarde – avisei enquanto pegava Eve no colo – Pai, devo demorar, no máximo, quatro dias, mas a Caroline vai vir aqui sempre para te ver, qualquer coisa que precisar é só falar com ela.

– Tudo bem, Elena, eu já entendi – revirou os olhos.

Dei um beijo no rosto dele e fui colocar Eve na cadeirinha que já estava instalada no banco de trás do carro. Depois de afivelá-la e me certificar que ela estava segura, eu me virei e dei de cara com Caroline.

– Pensei que você já tivesse ido – comentou.

– Eu estou indo agora – disse, mesmo isso tendo ficado bem óbvio – Poderia ter ido mais cedo, mas estava preparando algumas coisas.

– Não acha que é um pouco perigoso você ir agora? — sugeriu – Quero dizer, já está quase escurecendo, não é uma boa viajar a noite.

– Eu já disse isso para ela milhares de vezes – foi a vez do meu pai entrar na conversa – Mas a Elena consegue ser muito teimosa quando quer, igualzinha a mãe dela.

– Acredite, nada do que vocês disserem agora vai me fazer mudar de ideia – cruzei os braços e os encarei.

– Lena, pense bem, isso não vai ser bom no seu estado – Car tentou me lembrar – Pense em você, na Eve e, principalmente, pense no bebê.

– Bebê? — bom, esse segredo está ficando cada vez menos restrito, agora meu pai estava sabendo.

– Você ainda não contou para ele? — neguei com a cabeça – Bom, senhor Gilbert, parabéns, você vai ser avô novamente.

Ele ficou olhando de Caroline para mim repetidas vezes, parou um minuto e ficou encarando a minha barriga.

– Acho que estou começando a entender o que você vai fazer em Nova York – disse, por fim.

– Por favor, pai, não comenta nada com ninguém – pedi – Eu te explico tudo quando voltar para cá, só peço um pouco de paciência.

– Tudo bem! — colocou a mão sob o meu ombro – Por favor, se cuida.

– Pode deixar que eu vou me cuidar – garanti, fechei a porta do carro e me despedi dele, mais uma vez, e de Caroline antes de sentar no banco do motorista.

Quando saímos de Mystic Falls já era quase quatro da tarde. Estava fazendo uma boa velocidade, mas como não estava cansada, consegui fazer uma boa distancia entre o estado da virgínia e o estado de Nova York.

Parei em um hotelzinho que ficava entre Washington D.C e a Pensilvânia. Comemos alguma coisa na lanchonete que ficava ao lado e quando subimos para o quarto, Eve apagou, ela estava cansada, já eu, tomei um banho bem relaxante antes de, finalmente, me deitar.

– Pode dormir tranquila, minha princesinha, vai ficar tudo bem – fiquei passando a mão pelo cabelinho da minha filha – Não vou deixar nada de ruim acontecer com você, nem com o seu irmãozinho.

Vê-la ali dormindo tão profundamente e sem preocupações acabou me hipnotizando e não demorou muito para que eu caísse no sono.

No dia seguinte acordamos bem cedo e fomos tomar café da manhã. Pedi um prato cheio de panquecas e nos duas comemos tudo, junto com geleia de morango e calda de chocolate.

– Estava bom, Eve? — perguntei quando tínhamos terminado e estava esperando a garçonete voltar com a conta.

– Maravilhoso! — afirmou – Mamãe, eu só tenho uma pergunta, esse bebê que a tia Car estava falando está dentro da sua barriga?

Acho que com toda essa correria esqueci de que precisaria contar para a minha filha, mais cedo ou mais tarde, sobre o bebê. Ela apenas fez uma pergunta, mas não tenho a menor ideia de qual vai ser a sua reação, será que vai gostar? Ou vai ficar chateada?

– Sim, Eve, o bebezinho está aqui dentro da minha barriga – respondi, enquanto colocava a mão no local – Igualzinho a você antes de você. Lembra que eu te mostrei as fotos?

– Sim! — respondeu – Mas eu lembro que na foto você estava com um barrigão, porque não está assim agora?

– Por que o bebê ainda é muito pequeno, do tamanho de um grãozinho de feijão – expliquei, mostrando, mais ou menos, o tamanho, usando o dedo indicador e o polegar – Mas ele vai crescer e quando tiver a forma de um bebê, vai nascer.

– Ah! — ela parecia mesmo bem interessada na minha história.

– E quando ele nascer vai precisar de muitos cuidados – continuei – Você vai querer me ajudar com o seu irmãozinho ou a sua irmãzinha?

– Ajudo sim – respondeu – Mas eu espero que seja um irmãozinho, não uma irmãzinha.

Fiquei surpresa com esse comentário dela. Por mais que eu já tenha imaginado, milhares de vezes, um menino de cabelo preto e olhos azuis, tenho a impressão de que vá ser uma menina.

– Por que? — decidi perguntar – Você não quer uma outra menininha para brincar com você?

– Seria legal! — concordou – Mas se for uma menina, papai pode gostar mais dela do que de mim.

Achei graça dessa preocupação. Se ela soubesse que não tem a menor chance disso acontecer...

– Acredite em mim, Eve, seu pai nunca vai deixar de te amar mais do que ele ama agora – passei a mão pelo seu cabelinho.

E esse era o motivo pelo qual eu não queria esperar tanto tempo assim para engravidar de novo. Eve e o bebê terão praticamente a mesma diferença de idade que eu e Jeremy, apesar de, na maioria das vezes, eu achá-lo um pirralho irritante, foi bom para mim ter um irmão com quase a mesma idade que eu. Quero a mesma coisa para os filhos, e agora vão ter.

A garçonete trouxe a conta e eu a paguei com o meu cartão de débito. Antes de sair decidi dar uma olhada no meu celular para verificar as horas, tinham quatro chamadas não atendidas do Damon e uma mensagem dele.

Lena,

Estou tentando te ligar desde ontem a noite, então eu fui até a sua casa depois de sair do plantão e seu pai disse que você está indo até Nova York. O que está acontecendo? Por favor, me explique?

Damon.

Eu ia respondê-lo, mas se fizesse isso poderia contar tudo a ele. Então preferi esperar pela minha volta a Mystic Falls.

– Mamãe, está tudo bem? — desviei o olhar do meu celular e virei para a minha filha – Quando é que nós vamos sair?

– Sim, nós já vamos – me levantei e a peguei no colo.

O restante da viagem foi bem tranquila, quando chegamos a cidade de Nova York estava começando a escurecer. Parei o carro no estacionamento de fora do prédio e o porteiro me cumprimentou, permitindo que eu entrasse.

– Senhora Mikaelson? — Bonnie ficou totalmente espantada ao me ver – Não esperava que chegasse hoje, o senhor Mikaelson não me disse nada.

– Klaus também não sabe que eu vim, é meio que uma surpresa – expliquei – Aliais, ele está aqui?

– Ainda não chegou do trabalho – respondeu.

– Perfeito, assim me dá mais tempo de preparar tudo – soltei um suspiro de alívio – Bonnie, me faça um favor, leve a Eve para o quarto dela e coloque o máximo de roupas dentro de uma mala e pegue os brinquedos que ela quiser também.

– Está bem, senhora Mikaelson – concordou – Vamos, Eve.

Eu a coloquei no chão e Bonnie segurou a sua mão e as duas subiram as escadas. Esperei até ouvir a porta se fechar e fiz a mesma coisa, seguindo para o meu quarto.

Tinha que ser bem rápida, precisava arrumar tudo antes que meu marido chegasse em casa. Abri o closet e peguei uma mala antes de começar a levar as roupas para cima da cama e dobrar para poder guardar, já estava quase na metade quando ouvi o barulho da maçaneta girando.

– Lena, meu amor, o que você está fazendo aqui? — Klaus ficou tão surpresa quanto Bonnie ao me ver ali – Aconteceu alguma coisa com o seu pai?

– Não, está tudo bem com ele – neguei com a cabeça enquanto falava.

Seu olhar desviou de mim para a mala, que continuava aberta em cima da cama. Vi seu sorriso desfazer do seu rosto em questão de segundos.

– O que você está fazendo? — perguntou, em seguida – Você está indo embora? Pretendia me abandonar de vez sem que eu ao menos soubesse?

– Mas é claro que não – revirei os olhos – Estava esperando você chegar, para que nós pudéssemos conversar.

– Perfeito, eu estou aqui agora – cruzou os braços e ficou encarando – Pode começar a falar.

– Eu estou arrumando as malas, realmente, para ir embora, o carro do meu pai está lá fora e quero voltar para Mystic Falls hoje mesmo – falei tudo de uma vez para não perder a coragem – Quero o divórcio.

– O que? — gritou, mesmo com a porta fechada, desconfio que Eve e Bonnie tenham ouvido do quarto ao lado – Como assim quer o divórcio? Por que? Pensei que estivéssemos bem?

– Nós não estamos bem há muito tempo, Klaus – lembrei – Desde que nos casamos, desde que a Eve nasceu, você não fez outra coisa além de trabalhar. As coisas só pioraram quando você ficou no lugar do seu pai no comando da empresa.

– Então quer dizer que você prefere que eu fique o dia inteiro em casa com vocês duas? — comentou – Perfeito, eu faço isso, mas não vou mais poder colocar dinheiro dentro de casa e você não vai mais ter todo o luxo com que você está acostumada.

– Não foi isso que eu quis dizer e você sabe muito bem disso – continuei – Há um limite para o tempo que uma pessoa passa no trabalho e você passa quase o triplo do tempo, acho que, se pudesse, dormiria lá.

Ele deu um longo suspiro e ficou olhando para os pés antes de passar a mão pelo cabelo.

– Tudo bem, Lena, eu não sabia que você se sentia, nunca conversarmos sobre isso – seu tom de voz era calmo – Vou conversar com o meu pai e pedir para ele colocar mais alguém comigo no comando da empresa, assim vou poder passar mais tempo com você e a Eve. Ele não vai ficar feliz, a principio, mas vou explicar que é para salvar o meu casamento.

Sabia que essa situação toda não ia ser nada fácil, preciso se mais direta do que eu estou sendo.

– Eu estou grávida! – falei – E, como você deve imaginar, o filho não é seu.

– Não é meu? Então é de quem? — já foi logo perguntando – É aquele médico do seu pai, não é mesmo?

Apenas balancei a cabeça afirmativamente e fechei os olhos com medo de ver a reação dele.

– Eu sabia que estava acontecendo alguma coisa – começou a andar de círculos pelo quarto – Desconfiei do seu comportamento quando estava em Mystic Falls e você disse que não estava acontecendo nada. Você mentiu, na minha cara!

Minha primeira reação foi colocar a mão na minha barriga. Klaus nunca foi do tipo violento, mas ele estava com tanta raiva que fiquei com medo dele fazer alguma coisa com o meu filho.

– Como foi que isso aconteceu? — perguntou, por fim.

– Um pouco depois de eu chegar a Mystic Falls – já tinha começado a ser sincera, agora vou continuar – Damon e eu começamos a nos conhecer e acabou rolando. Não foi nada planejado, mas aconteceu.

– E você o ama? — dei um longo suspiro, esse questionário está começando a ficar sério – Está querendo se divorciar de mim para ficar com ele?

– Sinceramente, eu não sei, eu gosto do Damon, mas não posso falar em amor, é algo sério demais – admiti – Mas ele é o pai do meu filho e vou tentar fazer com que as coisas deem certo.

– Então me deixa assumir esse filho – pediu – Seu pai já está bem, não precisa dos seus cuidados 24 horas por dia. Volta para Nova York e tenha o bebê aqui, ninguém vai fazer perguntas, é simples.

É claro que essa já tinha sido a minha opção, mas não é há muito muito tempo. Virei de costas e fechei a minha mala caminhando para sair do cômodo.

– Sinto muito, Klaus, mas as coisas não vão ser assim – foi tudo que eu disse – Agora estou indo.

– Tudo bem, Elena, já que é assim, eu vou te dar o divórcio! — voltou a gritar – Mas saiba que não vai ter nada de mim, nenhum centavo.

– Pois saiba que eu não quero mesmo nada seu – fechei a porta com força e caminhei em direção as escadas.

Bonnie e Eve já estavam na sala quando cheguei. Minha filha estava sentada no sofá segurando um boneca de louça que Rebekah trouxe para ela da Europa.

– Está tudo pronto? — quis saber – Você pegou tudo que queria, minha princesinha?

– Sim, mamãe – afirmou com a cabeça – Nós já vamos embora? Eu queria ver o papai antes.

Como se tivesse escutado, Klaus apareceu no alto da escada exatamente nesse instante.

– Você não me disse que a Eve estava aqui, também – falou.

– Você não me deu tempo para isso – dei de ombros — Achou mesmo que eu ia vir para cá sem ela?

– Minha filha não vai a lugar algum – avisou – Não quero que ela more com você e com aquele cara.

– O que ele está dizendo, mamãe? — Eve ficou totalmente confusa.

– É claro que ela vai comigo – meu tom de voz era totalmente firme – Sou a mãe dela e ela vai ficar melhor comigo. Até parece que você vai ter tempo de ficar com a sua filha, levando em consideração a quantidade de tempo que passa no trabalho.

– Tudo bem, você pode levá-la – disse, por fim – Mas saiba que as coisas não vão ficar assim para sempre.

– Vocês dois estão brigando de novo – minha filha estava com um olhar de decepção nesse momento – Não gosto disso.

– Não é briga, Eve, é só conversa de gente grande – garanti – Agora se despede do seu pai que nós estamos indo.

Ela se levantou para ir até o meu “ex-marido” e o abraçou. Klaus se ajoelhou e deu um beijo no topo da cabeça da nossa filha antes de dizer para ser uma boa menina, me obedecer em tudo e que logo os dois se veriam.

Já do lado de fora do prédio, coloquei a bagagem no porta malas e prendi, Eve, mais uma vez, na cadeirinha infantil. Teremos um longo caminho em direção a Mystic Falls.

Infelizmente, quando me sentei em frente ao volante, não comecei a chorar. Nada até agora tem sido fácil e, com certeza, as coisas só vão piorar a partir de agora.

– Mamãe, você está bem? — me virei e meus olhos se encontraram com os da minha filha, é por ela que eu vou lutar a partir de agora.

– Está sim! — garanti, limpando as lágrimas no meu rosto – Vamos embora? Aposto que seu avô está morrendo de saudades de nós.

– Verdade! — concordou, vamos sim.

Liguei o carro e sai da vaga do estacionamento. Não antes de dar uma última olhada no prédio em que vivi por pouco mais de 3 anos, aonde eu achei que tinha sido feliz.

Notas finais
E ai, o que acharam? Agora o Klaus sabe de toda a verdade. O que será que ele vai fazer? Agora falta a Elena contar da gravidez para o Damon, qual será que vai ser a reação dele? Alguém arrisca um palpite? *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando. Recomendações?