Pecados Íntimos

7 Capítulo 6 – Mudanças


Notas iniciais
Antes de mais nada, quero agradecer a Mandy Salvatore pela linda recomendação!!! :D E também quero agradecer os comentários maravilhosos de vocês, fico feliz que estejam gostando... Aqui está o cap, espero que gostem, nos vemos lá embaixo nas notas finais.

– O que acha de levarmos maçã? — parei o carrinho em frente a seção de frutas, decidi fazer compras pois não tinha quase nada na despensa do meu pai.

– Não gosto de maçã – Eve fez uma careta e cruzou os braços, ela estava sentada na cadeirinha na frente do carrinho do supermercado.

– Ah é, você não gosta de maçã – concordei e fiz cosquinha na sua barriguinha, fazendo com que se contorcesse de rir – Então do que a senhorita gosta? Será que eu posso saber?

– Chocolate! — respondeu sem pensar duas vezes.

– Mas como você é engraçadinha, chocolate não conta – brinquei – Você precisa comer fruta.

– Queria que chocolate fosse fruta – reclamou.

– Só que não é – lembrei – Vamos comprar morangos, o que acha? Posso fazer uma vitamina e, se você quiser, pode comer junto com leite condensado.

– Gostei! — deu um pequeno sorriso.

– Sabia que você ia gostar – disse enquanto pegava uma badeja de morango — Agora vamos para a parte de congelados, enquanto seu avô estiver no hospital tenho certeza de que nem eu nem seu tio Jer vamos conseguir pensar em fazer comida.

– Eu posso fazer comida – minha filha sugeriu.

– Oh claro, como poderia esquecer que você poderia fazer a comida – brinquei enquanto me dirigia para a seção de congelados.

Estava totalmente distraída olhando os produtos no congelador e não reparei que tinha alguém perto de mim e acabei esbarrando nessa pessoa.

– Sinto muito! — disse na mesma hora, ainda olhando para frente – Eu sou totalmente desastrada.

– Está tudo bem! — a mulher garantiu, eu reconheci aquela voz na mesma hora – Elena Gilbert, é você mesma?

Foi quando eu me virei e a olhei diretamente. Aquele cabelo loiro, os olhos azuis, eu a reconheceria em qualquer situação.

– Car! — eu a abracei com toda a força – Não acredito que te encontrei aqui.

– Um supermercado, o lugar mais inusitado para se reencontrar a melhor amiga – deu de ombros, parecendo totalmente divertida – Mas eu fiquei sabendo sobre o seu pai, como é que ele está?

– Melhor! — era mesmo um alívio estar falando aquilo depois de dois dias de total agonia – Vim fazer compras e já vou até o hospital, levar a Eve, ele quer muito ver a neta.

– Essa é a sua filha? — olhou, totalmente surpresa para a minha filha, que continua sentada no carrinho – Lena, como ela está grande.

– É verdade! — concordei com a cabeça – Às vezes eu custo a crer que ela já foi um bebezinho que cabia nos meus braços.

– Quem é essa, mamãe? — minha filha perguntou, ela estava totalmente confusa.
– Essa daqui é a Caroline Forbes, minha melhor amiga desde sempre – expliquei – Eu a conheci quando era até mais nova que você.

– E a última vez que eu te vi você ainda estava na barriga da sua mamãe – foi a vez de Car falar – Acho que eu fui a primeira pessoa a saber que você estava a caminho, depois do seu pai, é claro. Não foi mesmo, Lena?

– Na verdade o Klaus contou para a Rebekah, irmã dele, assim que ficou sabendo – lembrei – Mas antes de contarmos para toda a família Mikaelson, eu pedi para virmos até Mystic Falls contar ao meu pai primeiro.

– Então eu fui a terceira a saber – se corrigiu.

– E eu me lembro que você prometeu que iria para Nova York assim que a Eve nascesse para poder conhecê-la – continuei – Dois anos depois e eu ainda estou esperando a sua visita.

– Eu sei que estou em falta com você – colocou a mão no meu ombro – Mas depois que eu me formei a minha vida tem sido uma correria e eu não tive tempo nem de pensar em viajar.

– Não tem problema, afinal eu sei muito bem o que é uma vida corrida – concordei — Está perdoada.

– Mas eu prometo que assim que você voltar para Nova York eu vou até lá te visitar – garantiu – Bom, Lena, eu estou com um pouco de pressa e imagino que você também, mas vamos combinar alguma coisa. Você precisa conhecer o Stef.

– Stef? — perguntei, confusa.

– Esqueci de falar, eu estou noiva – levantou a mão e mostrou a aliança dourada, era bem simples, mas brilhava na sua mão – Eu estou tão feliz, acho que você não tem ideia do quanto.

– Mas eu imagino – a abracei, mas uma vez – Para quando é o casamento?

– Ainda não marcamos, mas estamos pensando no final do ano que vem ou o inicio do outro ano – explicou – E você e Klaus serão os padrinhos, é claro, eu faço questão.

Desde pequenas eu e Car falávamos sobre o dia em que nos casássemos e, é claro, seriamos madrinhas uma da outra. Infelizmente, eu e Klaus nos casamos as pressas por causa da gravidez e, além disso, foi apenas no civil, minha amiga não teve tempo de ir para assistir a cerimônia.

– Nada me deixaria mais feliz que ser sua madrinha, Car – sorri.

– Já que você vai ser minha madrinha precisa conhecer o Stefan – continuou – Por que não vamos até o Grill hoje a noite? Vai ser divertido.

– Não sei, Car, eu estou com a Eve aqui comigo – lembrei – Quem é que vai ficar com ela? Não conheço ninguém por aqui para contratar como babá.

– O Jeremy está aqui, não é? — confirmei com a cabeça – Ele não pode ficar cuidando dela hoje a noite?

– Não quero dar trabalho para o meu irmão – tentei explicar.

– Se eu conheço bem o seu irmão ele deve ser louco pela sobrinha – isso era verdade, ele não a via muito, mas quando via era uma festa – Tenho certeza de que não vai ser o menor trabalho para ele.

– Tudo bem, vou perguntar se ele pode me fazer esse favor hoje e te mando uma mensagem de texto confirmando se eu vou não – avisei – Você ainda está com o mesmo celular da época do colégio?

– Sim, o número é o mesmo! — confirmou – Bom, eu já vou, Lena. Diga ao seu pai que eu mandei um oi – deu um beijo no meu rosto – Tchau, Eve, foi muito bom, finalmente, te conhecer – mexeu no cabelo da minha filha.

Assim que minha amiga se afastou eu terminei de pegar as comidas congeladas e já fui direto para o caixa. Jer me fez ir com o carro dele, então coloquei todas as compras dentro do porta-malas e segui de volta para casa.

– Prontinho, já está tudo em seu devido lugar – disse, depois de guardar tudo dentro da geladeira e do congelador – Preciso falar uma coisa com o seu tio, você me espera aqui, princesinha?

– Claro, mamãe! — ela estava sentada em uma cadeira da cozinha e ficou balançando os pés para frente e para trás – Nós vamos ver o vovô depois disso?

– Sim! — respondi – Só preciso avisar ao Jer que estamos indo até lá.

Cheguei ao quarto de hóspedes e Jeremy estava sentado na cama com o notebook no seu colo e cheio de livros em volta.

– Atrapalho em alguma coisa? — perguntei assim que entrei no local.

– Claro que não, Lena – garantiu – Só estou terminando esse trabalho para a faculdade. Teria que entregá-lo amanhã, mas expliquei ao professor o que aconteceu e ele me deixou enviar por e-mail.

– Que bom! — sorri – Bom, eu e Eve estamos indo ao hospital visitar o papai. Você vai ficar bem aqui sozinho?

– Tenho bastante coisa para fazer enquanto vocês estiveram fora – revirou os olhos – Eu iria junto com você, mas esse trabalho é importante.

– Não tem problema, afinal, os seus estudos são mais importante – garanti – Posso ir, muito bem sozinha.

– Leve o meu carro, de novo – pediu – Vocês duas vão ficar bem mais confortáveis do que indo a pé.

– Tudo bem! — dei um beijo no seu rosto – Melhor eu ir, o doutor Salvatore já deve estar me esperando.

Eu estava certa, assim que cheguei ao hospital a recepcionista disse que Damon estava me esperando na sala dele. Fui até o local em que ela indicou e bati na porta.

– Pode entrar! — uma voz familiar ecoou do outro lado e girei a maçaneta – Olá, senhora Mikaelson, estava mesmo esperando pela senhora.

– Por favor, eu já pedi para me chamar de Elena – reclamei, não entendi porque ele tinha voltado com a mesma formalidade de antes – Bom, essa daqui é a Eve, mas isso você já deve ter percebido – apresentei a minha filha, que nesse momento estava no meu colo.

– Oi, Eve, como você está? — Damon se aproximou de nós e ela escondeu o rosto no meu ombro, totalmente envergonhada – Sabia que você é muito linda?

– Como é que se diz, filha? — a incentivei a começar a conversa com ele.- Obrigada! — disse, se virando para Damon – É que eu puxei a minha mamãe! — completou, fazendo com que ele começasse a rir.

– Essa parte é por conta dela! — apressei-me em explicar – Bom, Eve, esse daqui é o doutor Damon Salvatore, é ele quem está cuidando do vovô.

– É você quem vai deixar o meu vovô bonzinho novamente? — perguntou, totalmente esperançosa.

– Estou fazendo o meu melhor para isso – garantiu – Sua mãe me disse que você quer ver o seu avô, é isso mesmo?

– Quero sim! — balançou a cabeça afirmativamente – Eu posso vê-lo?
– Claro que sim! — nesse momento, alguém bateu na porta – Bem na hora, Eve, vem aqui comigo? — estendeu os braços para poder pegar a minha filha no colo e ela foi sem oferecer a menor resistência.

Quem estava na porta era uma enfermeira. Ela estava usando uma roupa própria para quem entra em uma UTI, logo imaginei que aquele era o setor dela.

– Olá, Lizzie, obrigada por vir – Damon disse para a mulher – Essa daqui é a Eve, neta do doutor Grayson e ela vai visitá-lo, hoje.

– Oi, Eve! — sorriu para a minha filha – Tenho certeza de que seu avô vai ficar muito feliz em te ver.

– Por favor, leve ela na área de esterilização – pediu ao mesmo tempo em que colocou Eve no chão.

– O que é esterilização, doutor Damon? — perguntou totalmente confusa.

– É um lugar aonde você lava a mão e coloca uma roupa igualzinha a da Lizzie – se ajoelhou para ficar na altura dela – Assim você pode chegar bem pertinho do seu avô sem perigo de passar nenhuma bactéria para ele.

– Mas eu não tenho bactéria – cruzou os braços se sentindo totalmente ofendida – Eu tomei banho hoje de manhã antes de sair de casa.

– Eu sei, mas tem algumas bactérias que não saem no banho – tentou explicar com toda calma do mundo – Para você ou para mim, mas como o seu avô está aqui no hospital e tomando um monte de remédio, pode fazer mal para ele, entendeu? — Eve balançou a cabeça afirmativamente.

Foi impossível não ficar encantada com aquela cena, ver como Damon a trata bem não é só importante para ela, mas para mim também. Não que Klaus não seja carinhoso com Eve, ao contrário, ele é totalmente louco pela filha, mas acontece que meu marido passa tanto tempo trabalhando que os dois quase não tem tempo juntos ultimamente.

– Então vai que eu e sua mãe já vamos te encontrar – pediu e ela concordou antes de sair de mãos dadas com a enfermeira.
Damon fechou a porta e se virou na minha direção.

– Que cara é essa? — perguntou, divertido, foi só nesse momento que eu percebi que estava sorrindo – Você parece feliz.

– Só vendo a paciência que você teve para explicar as coisas para a Eve – falei – Parece que você vai ser um ótimo pai um dia.

– Minha mãe vive falando que eu tenho vocação para ser pai – deu de ombros – Eu até tenho vontade de ter filhos, mas para isso eu preciso arranjar uma mãe para eles, não é mesmo?

– Tenho certeza de que não deve estar muito difícil de arranjar uma mãe para os seus filhos – comentei – Quero dizer, devem ter várias mulheres nessa cidade esperando pela oportunidade de “ocupar essa vaga”.

– Não vou mentir, tem mesmo, mas nenhuma que me interesse – ficou me encarando tão profundamente que eu tive que desviar o olhar – Sabe quando eu disse que a Eve é linda e ela respondeu que tinha puxado a mãe? Ela não estava mentindo. — agora era oficial, eu devia estar mais vermelha do que um pimentão.

– Acho melhor irmos – mudei de assunto – A Eve deve estar nos esperando.

Quando chegamos a área de esterilização Eve já estava devidamente ornamentada para ir até a UTI ver o avô. Eu também vesti uma roupa igual a que eu vesti ontem e Damon fez a mesma coisa.

– Agora só mais uma coisa – ele disse para a minha filha – Seu avô está um pouco cansado, por isso, se ele não falar muito, não fique triste.

– Tudo bem! — fez sinal de positivo com as duas mãos.

Meu pai estava dormindo profundamente quando entramos no local, o aparelho que monitorava os batimentos cardíacos apitava regularmente.

– Não acredito que ele está dormindo – Eve lamentou, enquanto me aproximava, juntamente com ela, da cama – Queria conversar com ele.

– Ele só está descansando um pouco – sussurrei – Não se preocupe que logo ele vai acordar.

Como se tivesse me ouvido, meu pai abriu os olhos no segundo seguinte. Assim que ele nos viu, abriu um sorriso.

– Eve, minha bonequinha – esticou a mão na direção dela – Sabia que você ia vir me visitar.

– Eu vim sim! — deu um pequeno sorriso.

– E isso me deixa muito feliz – concordou – Por que você não senta ali e me conta tudo que você tem feito desde a última vez em que eu te vi.

– Tudo bem! — concordou enquanto sentava no banco de madeira que ficava em frente a cama.

Decidi deixar os dois mais a vontade e fui para perto da porta. Damon estava encostado na parede de braços cruzados.

– Ele parece gostar muito da neta – comentou, de repente.

– A Eve é a princesinha dele – concordei – Ainda me lembro de quando contei que estava grávida, acho que eu nunca o vi tão feliz. Pelo menos até eu dizer que eu e Klaus íamos nos casar.

– Tenho certeza de que não é nada pessoal, acho que todos os pais são meio super protetores em relação às suas filhas – deu de ombros – Acho que eu seria da mesma maneira.

Quanto a isso eu não podia negar, meu pai sempre foi muito ciumento quando se tratava de mim, coisa que ele não costumava fazer com o Jeremy. Ainda me lembro quando comecei a namorar o Tyler, quando saíamos ele ficava acordado me esperando chegar em casa, a minha sorte era que ele não ficava com a cadeira na varanda.

– O que acha de irmos até a lanchonete do hospital e deixamos esses dois conversando – sugeriu – Eu preciso conversar uma coisa com você, sobre o seu pai.

– Tudo bem, vamos – concordei.

A lanchonete não estava muito cheia, só tinham alguns médicos que, provavelmente, estavam fazendo plantão naquele dia. Sentamos em uma mesa e logo a garçonete veio nos atender.

– Bom dia, doutor Salvatore – ela disse, sorrindo, provavelmente era uma das milhares de admiradoras das quais ele tinha falado – O que o senhor vai querer hoje?

– Eu quero um café expresso e um queijo quente – respondeu – Espero que não se importe, não tive tempo de comer nada antes de sair de casa.

– Tudo bem – garanti – Eu vou querer apenas um cappuccino com chantilly.

– Certo. Um café expresso, um cappuccino com chantilly e um queijo quente – disse enquanto anotava tudo no bloquinho de papel – Já vou trazer os seus pedidos.

– E então, o que você tinha para falar comigo, Damon? — quis saber – Ou foi só uma desculpa para você sair de lá para vir tomar café da manhã.

– Tenho mesmo que falar com você, mas confesso que tinha segundas intenções ao trazê-la a lanchonete, já que poderíamos ter ido até a minha sala – deu um sorriso torto – Seu pai já está há quase 48 horas em observação e quando o examinei hoje de manhã ele tinha apresentado uma leve melhora em relação a ontem. Estou preparado para dar alta para ele.

– Isso é muito bom! — fiquei totalmente animada – Tenho certeza de que ele vai ficar muito feliz.

– Só tem uma questão, ele vai precisar continuar com os medicamentos e vai ficar de repouso por, pelo menos, dois meses – explicou – Então, era importante que alguém ficasse tomando conta dele por esse período. E era bom pensar nisso antes que ele saia do hospital.

– O Jeremy não tem a menor possibilidade, ele está muito ocupado com a faculdade e a minha tia Jenna acabou de ter um bebê, então também não é uma opção – coloquei a mão no queixo enquanto pensava – Acho que eu terei ficar aqui com ele.

– Tem certeza de que você pode? — quis saber – O seu marido não vai achar ruim que você e a Eve fiquem aqui mais tempo?

– Klaus é bem compreensivo – afirmei – E meu pai está precisando de mim, ele vai entender, é por uma boa causa.

Também poderia dizer que meu marido trabalhava demais que nem iria notar que eu e nossa filha não estávamos lá, mas não quis expor os meus problemas para um cara que tinha conhecido há apenas um dia.

– Já que é assim – deu de ombros – Só quero deixá-lo de observação por mais um dia antes de mandá-lo para casa.

– Com licença, aqui estão os seus pedidos – a mulher tinha voltado e colocava as bebidas e o sanduíche em cima da nossa mesa – Bom apetite para vocês.

Eu tomei o meu cappuccino rapidamente e voltei para a UTI deixando Damon comendo o seu queijo quente. Ele disse que tinha mesmo que fazer a ronda dos seus outros pacientes internados e não poderia me acompanhar de volta.

– E a minha professora me deu uma estrelinha dourada porque eu me comportei na aula e guardei os meus brinquedos – Eve estava falando toda orgulhosa quando eu entrei no local – E mamãe ficou toda feliz quando eu contei.

– Mas que legal! — meu pai respondeu – E você já aprendeu a ler?

– Ainda não vovô eu só tenho 2 anos – começou a rir, como se aquela fosse a pergunta mais absurda do mundo – Mamãe disse que eu só vou poder aprender a ler quando tiver 5 anos, mas eu já olho as letras quando ela me conta histórias – sussurrou essa última frase.

– E esse é o começo – concordou – Oi, Elena, faz muito tempo que você está ai? — tinha acabado de notar a minha presença.

– Acabei de chegar! — respondi – Mas vocês dois falam bastante, enh?

– Vovô quis saber de tudo que aconteceu comigo desde o ano passado – minha filha deu de ombros como se fosse óbvio – Então eu contei.

– Certo, minha matraquinha – fiz com que se levantasse da cadeira – Agora espera a mamãe lá fora que eu tenho que falar uma coisa com o seu avô.

– Tudo bem, tchau vovô! — deu um beijo no rosto dele antes de saltitar até a porta.
Assim que Eve saiu eu me sentei na cadeira em que ela estava antes e fiquei passando a mão pelo cabelo do meu pai.

– O Damon disse que você está começando a melhorar – comentei, em seguida – Então é bom você se cuidar, quero te ver forte e saudável muito em breve.

– Estou me cuidando, pode ficar tranquila – garantiu – A Eve me disse que o Klaus está assumiu o controle da empresa agora que o pai dele se candidatou e também disse que ele está trabalhando demais por causa disso. É verdade?

– Sim, pai, é verdade – sei que ele iria descobrir mais cedo ou mais tarde, mas ainda não estava preparada para falar sobre isso – Mas não tem problema, eu sei o quanto isso é importante para o senhor Mikaelson e para o Klaus também.

– Já tinha percebido ontem que você estava meio tristinha – observou – Agora eu já sei o porquê.

– Eu não estou triste, pai – menti, mas não sei se consegui ser muito convincente – Klaus tem mesmo trabalhado um pouco mais do que o normal, mas isso não está abalando o nosso casamento, está tudo da mesma maneira.

– Se você diz – isso foi tudo que ele disse sobre o assunto – Mas eu vi que você chamou o Damon pelo nome e não de doutor Salvatore – estava com um sorriso malicioso nos lábios – Já estão nesse nível?

– Isso é sério, pai? — revirei os olhos – Está mesmo insinuando que eu possa ter alguma coisa com o Damon?

– Não insinuei nada – se fingiu de desentendido – Você que está vendo maldade nas minhas palavras.

– É bom mesmo. Eu só o chamei de Damon porque ele me pediu – expliquei – Eu amo o Klaus e não tem a menor possibilidade de eu traí-lo.

– Já entendi! — garantiu – Bom, se você não se importa, eu estou um pouco cansado e queria dormir um pouquinho.

– Tudo bem, pai, descanse – dei um beijo na sua testa – Eu passo aqui amanhã.

Sai de dentro da UTI sem conseguir deixar de pensar na conversa que eu tive com o meu pai. Eu tentei ser o mais convincente possível de que nunca trairia, mas sempre que eu olhava para o Damon não tinha mais tanta certeza disso.

Acho que estou totalmente perdida.

Notas finais
Pois é gente, a Eleninha está começando a mudar de opnião em relação da muito tempo, agora só falta o Damon parar de dizer que não se envolve com mulher casada kkkkkkkkk O que será que vai acontecer a noite com a Elena, a Car e o Stefan? (tenho a impressão de que o certo médico vai aparecer lá) Bom gente, é isso Comentem e digam o que estão achando. Recomendações?