Pecados Íntimos

23 Capítulo 22 – Mentiras não duram para sempre


Notas iniciais
Aqui está o cap novinho para vocês. Espero que gostem. OBS: A explicação para a falta de cap na segunda, está nas notas finais.

Damon

Deixei Elena em frente ao Mystic Falls High School e fui diretamente para casa. Abri a porta e vi que o local estava vazio e silencioso. Provavelmente Kath ainda estava dormindo.

Fui tomar uma ducha rápida, apenas para tirar o suor do meu corpo, mas acabei demorando mais tempo do que deveria. Sempre que eu ficava debaixo d'água, usava esse tempo para pensar. Ultimamente, minha mente tinha apenas um pensamento: Elena Gilbert.

A principio ficar com ela foi só para matar a curiosidade, depois virou um relacionamento apenas sexual, só que aos poucos foi se tornando algo mais. Nunca me vi tão envolvido com uma mulher como agora. O problema é que Lena não pensa da mesma maneira que eu, e, quando disse isso, ela ficou nervosa então tive negar e mudar o assunto da conversa, mas a verdade é que os meus sentimentos estão aqui, só que não posso demonstrá-los.

Voltei para o quarto ainda enrolado na toalha. Avistei uma caixa de madeira no fundo do armário quando o abri para escolher uma roupa. Peguei-a. Tinha quase me esquecido dela, já estava lá há tanto tempo.

Dentro tinha um colar de prata, o pingente era redondo com uma pedrinha em cima e vários desenhos em volta. Era uma antiguidade. Meu pai biológico tinha dado de presente para a minha mãe quando os dois começaram a sair, e ela me deu antes de eu ir para a faculdade, alegando que podia presentear uma namorada. Mas é claro que tinha que ser uma namorada especial.

Peguei o colar na minha mão. Poderia muito bem dá-lo a Elena, mesmo não estando namorando, acho que nosso “relacionamento” já está nesse patamar. Mas não é uma boa ideia, pois ela pode ficar desconfiada com o presente, sem contar que o marido dela está na cidade.

– Quem sabe uma outra hora – dou um longo suspiro e fico encarando a parede branca a minha frente.

Escolhi uma camisa branca e uma calça jeans para vestir, depois calcei um tênis e voltei para a cozinha para tomar meu café da manhã. Katherine já estava sentada comendo seu pote de cereal.

– Bom dia, irmãzinha – dei um beijo no topo da cabeça dela – Caiu da cama?

– Melhor eu voltar a me acostumar a acordar cedo – deu de ombros – Semana que vem eu vou voltar para a faculdade e preciso voltar ao ritmo das aulas.

– Ainda não acredito que você já está quase indo embora – dei um longo suspiro enquanto ligava a cafeteira – Já estava acostumado a ter minha irmã caçula por perto todos os dias.

– Eu sei, também estou totalmente acostumada a ficar aqui e vai ser estranho ir embora – concordou – Mas pense pelo lado bom, você vai poder se encontrar com a Elena a vontade no seu apartamento sem se preocupar que eu pegue vocês no flagra.

Revirei os olhos antes de sentar em frente a minha irmã com uma xícara de café com leite e duas torradas.

– Bom, isso é verdade – sorri – Nossas ideias para encontros já estão acabando, assim podemos voltar a nos ver aqui no apartamento.

– Fico feliz em poder ajudar – brincou – Embora você esteja com um humor muito bom para essa hora da manhã. Será que tem alguma coisa a ver como uma certa morena de olhos castanhos, que atende pelo nome de Elena Gilbert?

– Não sei de onde você tirou isso, Kath – dei de ombros – Eu acordei mesmo cedo, mas foi para fazer uma caminhada.

– É assim que se chama agora? — franziu a testa enquanto me encarava – Se eu soubesse disso há mais tempo, teria usado essa desculpa com a mamãe e o papai, é muito boa.

– E por que você precisaria de uma desculpa dessas, Katherine Salvatore? — cruzei os braços e a encarei.

– Ora, por favor, Dam – revirou os olhos – Você acha mesmo que eu ainda sou virgem? Acho que você está precisando de uma pequeno choque de realidade, irmão.

– Você só tem dezoito anos, nem deveria saber o que essa palavra significa – sei que devia estar parecendo um idiota, mas aquela era a minha irmãzinha caçula, só de pensar em um cara se aproveitando dela, eu ficava maluco.

– Estamos no século XXI e as mulheres já tem liberdade para fazerem o que quiserem – lembrou – Sem contar que aprendemos sobre sexo e virgindade nas aulas de saúde do colégio, tenho certeza de que estudou isso também, não se formou tanto tempo antes de mim assim.

– Tudo bem, admito que estou sendo um pouco exagerado. Você pode saber um pouco sobre sexo, sim – concordei – Mas só em teoria, deixe para saber a prática daqui há alguns anos.

– Elena não é muito mais velha do que eu – continuou – Quer dizer que ela pode e eu não?

– É diferente... — certo, eu tinha acabado de me meter em uma encrenca, mas eu precisava sair dessa situação sem fraquejar – A Lena é maior de idade e nós dois estamos meio que em um relacionamento estável.

– Se for assim, eu também sou maior de idade – lembrou.

– Não exatamente, Kath, você só tem 18, vai ser maior de idade de verdade quando fizer 21 – agora eu estava com um sorriso vitorioso nos lábios.

– Não vou mais discutir isso com você Dam – se levantou e levou a sua tigela, agora vazia, para a pia – Vou trocar de roupa e sair, já que você e o Stef quase não tem tempo para mim, decidi dar uma volta por Mystic Falls sozinha.

– Se você quiser, pode falar com a Elena ou com a Caroline – sugeri – Tenho certeza de que nenhuma das duas se importaria de passear com você.

– Não quero dar trabalho para elas. A Car tem a livraria e a Lena tem a filha e o pai dela para cuidar – explicou – Além disso, Dam, sou perfeitamente capaz de andar sozinha por ai. Mystic Falls não é uma cidade tão grande assim, não tem o menor perigo de eu me perder.

Ela lavou tudo que tinha usado no café e colocou no escorredor antes de caminhar para a porta da cozinha.

– Espera, Kath – a chamei, fazendo com que se virasse para mim, novamente – Só quero saber uma coisa, o nome dele.

Minha irmã apenas sorriu e encarou os pés antes de voltar a me olhar.

– Você não o conhece – respondeu – Mas não se preocupe, foi tudo certo e ele se comportou como um perfeito cavalheiro.

– Gostaria de dizer que pode conversar comigo quando quiser – continuei – Mas não sei se vou aguentar ouvir sobre a sua vida sexual.

– Não precisa se preocupar com isso, Dam – sorriu – Tenho várias pessoas para conversar sobre isso.

Terminei o meu café da manhã tranquilamente antes de ir escovar os dentes e sair de casa. Quando cheguei ao hospital, minha primeira paciente já estava esperando por mim.

– Bom dia, senhora Jonhson – apertei a mão dela, era uma senhora de 80 anos muito simpática que tinha problemas de pressão alta, sou seu médico desde que acabei a minha residência – Como tem se sentido desde a última consulta?

– Não muito bem, doutor – respondeu – Tenho me cansado com mais facilidade que o normal e meus tornozelos estão quase sempre inchados.

– Entendo – comentei – Bom, vamos logo a consulta e eu vejo o que posso fazer para resolver o seu problema.

A consulta da senhora Jonhson durou um pouco mais de mais de meia hora, mudei alguns dos seus remédios e ela foi embora. Tive mais uma consulta antes de ir fazer a ronda pela ala de internação. Infelizmente, um senhor que estava se recuperando de um cirurgia cardíaca teve uma recaída e precisei fazer alguns procedimentos para estabilizá-lo, o que demorou um pouco. O resultado é que só pude ir almoçar faltando muito pouco para uma da tarde.

Estava a caminho da lanchonete quando lembrei que Elena tinha ido se consultar com a doutora Fell hoje. Será que ela ainda estava lá ou já havia ido embora para casa? Decidi ir conferir.

Por sorte, quando estava chegando a sala, acabei esbarrando em Lena. Ela ficou um pouco assustada, mas quando viu que era eu, se acalmou.

– Estava vindo aqui saber se você ainda estava na sua consulta – expliquei, em seguida – Está tudo bem? Conseguiu resolver aquele problema?

– Mais ou menos! — deu de ombros.

Ela ficou alguns segundos encarando os próprios pés. Parecia que queria me falar alguma coisa, mas não sabia como, mas decidi não falar nada para não assustá-la.

– Não tenho nenhuma consulta agora, o que acha de irmos almoçar juntos? — sugeri, meu próximo paciente só estava marcado para daqui há uma hora e meia, era tempo de sobra para comermos alguma coisa e ainda conversarmos um pouco – Aqui no hospital mesmo, é claro. Sei que o Klaus ainda está na cidade e não podemos arriscar que ele nos veja juntos.

– Eu adoraria, Damon, mas não posso – respondeu – Combinei de encontrar a Caroline, e, para falar a verdade, estou até atrasada para encontrá-la.

– Então está bem! — fiquei um pouco chateado, quase não tínhamos tido tempo para ficar juntos desde que o marido dela chegou na cidade, mas como já tinha combinado de encontrar a amiga, não podia fazer nada – Divirta-se com a Caroline.

– Obrigada – deu um fraco sorriso.

– Posso te ligar hoje à noite? — quis saber – Sei que vai ser difícil de nos encontrarmos como tínhamos combinado mais cedo, mas pelo menos conversamos.

– Talvez não seja uma boa ideia. Klaus pode atender ou ouvir a conversa – lembrou e ela tinha razão, não podíamos ficar nos arriscando dessa maneira. – Pode deixar que eu te ligo.

Elena me deu um beijo no rosto antes de se afastar de mim, caminhando até a saída do hospital. Fiquei com a impressão de que ela estava escondendo alguma coisa de mim, mas não de ser nada...

Decidi, então, voltar a seguir para a lanchonete. Alaric estava lá almoçando, então eu pedi um sanduíche e um suco de laranja e fui me sentar ao lado do meu amigo.

– Você está com uma cara péssima – ele comentou – Aconteceu alguma coisa?

– Apenas tive uma longa e estranha manhã – suspirei pesadamente e dei de ombros – E o pior é que o dia mal começou.

– Então é melhor aguentar firme, Damon – brincou – Por que ainda deve ter muita coisa para acontecer.

Não demorou muito para a garçonete trazer o meu pedido. Eu comi o sanduíche bem devagar enquanto conversava amenidades com o Ric. Depois de terminar, voltei para o meu trabalho.

Katherine

O chato de se estar em uma cidade tão pequena quanto Mystic Falls é que você consegue conhecer tudo em apenas um dia e o restante do tempo se torna totalmente tedioso. Não posso negar que é um bom lugar para visitar e passar uns dias, mas não sei se aguentaria morar aqui como meus irmãos; nasci e fui criada em Atlanta, por isso gosto do barulho de transito caótico e da rua movimentada de pessoas. Estou muito bem vivendo em Washington e não pretendo sair de lá.

Parei na sorveteria e comprei uma casquinha de chocolate com bastante calda. Já podia ouvir os comentários de reprovação da minha mãe, dizendo que eu iria perder a fome tomando tanto sorvete assim. E essa é a vantagem de não morar mais com os meus pais: posso fazer o que quiser.

Voltei a caminhar e fui parar em frente a pracinha aonde fica o parque infantil. É segunda-feira, por isso só tinham três crianças brincando no local e reconheci uma delas como sendo Eve, a filha da Elena. Ela estava sendo empurrada por um homem loiro com a barba por fazer e com quem se parecia muito.

*Flashback*

Boa tarde! — a recepcionista do Grill disse assim que eu e Damon entramos no local – Mesa para dois?

Na verdade, mesa para quatro – meu irmão explicou – Estamos esperando mais duas pessoas.

Certo, me acompanhem, por favor – pediu.

Ela nos colocou em uma mesa que ficava perto da janela e de onde dava para ver o movimento na rua do lado de fora.

Aqui estão os cardápios – entregou um para mim e um para o Damon – Qualquer coisa podem me chamar, meu nome é Vick.

Comecei a olhar o cardápio. Normalmente, quando venho a um restaurante novo, eu procuro o prato cujo nome mais me chama atenção no cardápio, mas isso não aconteceu aqui, provavelmente vou acabar escolhendo alguma coisa qualquer só para não morrer de fome.

Acha que a Elena vai demorar muito para chegar? — perguntei, em seguida.

Um pouco antes de sairmos ela disse que só ia dar banho na Eve para poderem vir – disse – Não tenho a menor ideia do quanto isso demora.

Tínhamos marcado esse almoço aqui no Grill para que eu conhecesse a filha da Elena. Confesso que estava bem empolgada com isso,sempre gostei de crianças. Ainda me lembro quando tinha uns 10 anos e pedi um irmãozinho mais novo para a minha mãe.

Antes que as duas cheguem, eu queria te fazer uma pergunta – falei – E o pai da Eve? Claro que os dois não estão juntos, mas ele tem contato com a filha?

Elena não fala muito sobre isso, parece que é uma história complicada – respondeu – Tudo que eu sei é que ele mora em Nova York e vê a Eve sempre que pode. Ela é louca pelo pai.

Deve ser complicado para uma garota tão pequena entender por que os pais não vivem juntos – suspirei, é por isso que eu quero ser psicóloga infantil, para ajudar os filhos de pais separados ou de mães solteiras. Sei que vai ser difícil, mas é um trabalho gratificante.

Acho que sim – deu de ombros – Mas Elena dá muito amor para ela e tenho certeza de que não deve sentir tanto a ausência do pai.

Sei que não é a mesma coisa, mas agora ela vai ter você também, um padrasto – lembrei – Não é todo cara que consegue namorar uma mulher que já tenha filhos. Estou orgulhosa de você, irmãozinho.

Obrigado, Kath – continuou – Mas eu já disse que eu e a Lena não estamos namorando, pelo menos não oficialmente.

Vou fingir que acredito – cruzei os braços e o encarei de forma convencida – Você já conhece o pai, o irmão e até a filha dela. Estão totalmente envolvidos, só você que não percebeu ainda, Dam.

Não é tão difícil assim se ver envolvido com os Gilbert. Eles são uma família ótima – explicou – Principalmente a Eve, é a criança mais adorável que já conheci. Ela me conquistou desde a primeira vez que a vi.

Da mesma maneira que a mãe dela, pelo visto – ele me dirigiu um olhar mortal – O que foi? Estou falando alguma mentira?

Tudo bem, não está falando mentira nenhuma – concordou, por fim – A Elena também me conquistou na primeira vez que eu a vi.

Não demorou muito para a minha “cunhada” chegar. A menina no seu colo observava todos os cantos atentamente e totalmente curiosa.

Desculpem a demora – disse assim que se aproximou – Sabem como é, criança pequena sempre tem imprevistos.

Tudo bem, Lena – garanti – Nós também acabamos de chegar.

Doutor Damon! — assim que ela colocou a filha no chão, Eve correu na direção do meu irmão.

Oi, pequena, você parece ótima! — disse enquanto a colocava sentada no seu colo, Dam sempre teve muita paciência com crianças, vai ser um ótimo pai – Quero que você conheça uma pessoa.

Foi quando ela reparou na minha presença. Ficou me encarando com a testinha franzida, totalmente curiosa.

Quem é essa, doutor Damon? – quis saber – Ela é sua namorada?

Não, Eve – começou a rir com a pergunta da menina – Essa é minha irmã caçula, Katherine.

Mas você pode me chamar de Kath – completei – Tia Kath.

Tudo bem, tia Kath – sorriu enquanto falava – Mamãe, eu estou com fome. O que vamos comer? – esticou os bracinhos na direção de Elena.

Nós acabamos de chegar, Eve – lembrou, a pegando no colo – Mas vamos ver o cardápio e escolhemos alguma coisa para você.

Quando a garçonete viu que as pessoas que estávamos esperando apareceram, ela veio anotar os nossos pedidos. Aquele foi, certamente, um almoço muito agradável.

*Fim do Flashback*

– Tia Kath! — quando dei por mim, a menina já estava correndo na minha direção e abraçando as minhas pernas – O que você está fazendo aqui?

– Oi, Eve – ajoelhei para ficar na altura dela – Estava dando uma volta sozinha, já que meus irmãos estão trabalhando – expliquei – Mas aonde é que está a sua mãe?

– Ficou em casa tomando conta do vovô – já imaginava isso, afinal, Elena estava na cidade para ficar com o pai e imagino que ele ainda não esteja 100% recuperado do infarto que sofreu.

Foi nesse momento que o homem que a estava empurrando no balanço se aproximou. Eu me levantei e ajeitei a calça jeans com medo de que tenha ficado amassada, mais por hábito que por qualquer outra coisa.

– Eve, princesinha, não vai me apresentar para a sua amiga? – perguntou, dirigindo um pequeno sorriso a ela.

– Essa é a tia Kath, ela é irmã do doutor Damon – falou – Tia Kath, esse daqui é o meu pai, Klaus Mikaelson.

Não foi uma grande surpresa para mim, afinal, já tinha notado a semelhança entre os dois antes. Só não esperava vê-lo aqui em Mystic Falls.

– Prazer em conhecê-lo, senhor Mikaelson – estendi a mão para ele, que retribuiu o cumprimento – É muito fofo da sua parte vir aqui para visitar a sua filha.

– Não vim só para visitar a Eve, mas para visitar a minha esposa também – completou – O nosso apartamento em Nova York fica totalmente vazio sem ela e sem a Elena, então na primeira oportunidade que tive, vim aqui visitá-las.

Tentei não demonstrar surpresa, mas não sei se foi possível. Damon deu a entender que Elena teve apenas um relacionamento passageiro com o pai da sua filha, mas que os dois convivem bem por causa da menina, agora eu descubro que ela é casada e, pelo jeito, muito bem casada. Alguém vai ter que me dar um boa explicação mais tarde.

– Oh sim, claro. Imagino que a Elena deva ter ficado feliz com essa surpresa – dei o meu melhor sorriso, tentando parecer convincente – Bom, eu preciso ir embora. Eve, foi muito bom te rever e, mais uma vez, foi um prazer conhecê-lo, senhor Mikaelson.

Dei um beijo na cabeça de Eve e acenei para o pai dela. Depois dessa revelação, não tem nenhum clima para continuar o meu passeio, então voltei para casa. Elena estava tendo um caso extraconjugal e tudo indica que meu irmão sabe perfeitamente disso.

Passei o resto da tarde olhando para a televisão sem, realmente, ver os programas. Fiquei pensando em tudo que diria para o Damon quando o encontrasse. Tinha várias coisas presas na minha garganta e grande parte delas não era bonita. Já tinha escurecido quando ele chegou e parecia bem cansado por causa de todo o trabalho no hospital.

– Oi, Kath! — colocou o jaleco em cima de uma das cadeiras da mesa de jantar antes de se virar para mim – Uau, irmãzinha, que cara é essa?

– Eu encontrei a Eve hoje no meu passeio – disse enquanto me sentava no sofá e cruzava os braços – Ela estava com o pai, que veio visitá-la esse final de semana e, para minha surpresa, ele também veio ver a esposa.

Meu irmão passou a mão pelos cabelos e deu um longo suspiro.

– Entendo – falou, por fim – Acho que você entende que não te contei nada por saber que essa seria a sua reação.

– Mas é claro que essa seria a minha reação, Damon – elevei um pouco o meu tom de voz – Você está tendo um caso com uma mulher casada e que ainda por cima tem uma família!

– O casamento deles já estava em crise antes mesmo de nos conhecermos – defendeu-se – Elena me disse que o marido vive trabalhando e que o relacionamento deles não é mais o mesmo desde que a Eve nasceu.

– Então deveria ter se separado dele há muito tempo – agora eu estava gritando, tinha certeza de que todo o prédio já estava ouvindo a nossa conversa – Você tem ideia do quanto isso é errado e imoral?

– Sei perfeitamente disso, Kath – afirmou – A Elena quer se separar dele, só não faz isso por causa da filha.

– Talvez fosse melhor para a Eve ter os pais vivendo em casas diferentes do que nessa mentira – concluí – Olha, Damon, não estou querendo brigar, mas eu vejo o quanto vocês dois estão envolvidos e tudo mais. Mas ela tem o marido, a vida dela em Nova York. Se for para alguém sair machucado, vai ser você.

– Ninguém vai se machucar – garantiu – Eu sei muito bem até onde eu posso ir nessa história e a Elena também sabe.

– Então apenas pensa na família que você está destruindo – completei antes de seguir para o meu quarto.

Sei que tinha pegado muito pesado com ele. Mas alguém tinha que dizer a verdade e, pelo jeito, isso cabia, nesse momento, a mim.

Notas finais
E ai, tenso o cap, não acham? O que será que vai acontecer agora com o Damon e o que a Kath vai fazer? Não esqueça que ainda tem a Elena que não decidiu o que vai fazer sobre o bebê. *** Bom gente, com o inicio das minhas aulas e com a adição de uma fic nova a minha lista ("Hilding a Secret" é Steroline), não vou mais poder postar duas vezes por semana, então teremos caps novos todas as quintas (o cronograma de postagem das fics vão estar no meu perfil a partir de amanhã) *** Aproveitando, peço que leiam e comentem na minha nova fic, Hilding a a Secret: http://fanfiction.com.br/historia/484321/Hiding_a_Secret/ *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando. Recomendações?