Pecados Íntimos
21 Capítulo 20 – Escondidos
Notas iniciais
Tomei uma rápida ducha e voltei a vestir o meu pijama antes de me deitar. Klaus estava com os braços possessivamente em volta da minha cintura e não demorou muito para adormecer. Infelizmente, não posso dizer a mesma coisa de mim.
Não sei o que está acontecendo comigo. Até dois meses atrás bastava Klaus tocar em mim ou sussurrar no meu ouvido para eu enlouquecer. Agora não estou conseguindo sentir nada, diferente de quando eu estou com Damon. E estou mais do que ansiosa para conseguir encontrá-lo.
Passei a madrugada toda em claro e quando estava quase amanhecendo percebi que não ia mesmo conseguir dormir, então eu me levantei com todo o cuidado para não acordar o meu marido, peguei o meu celular dentro da bolsa e saí do quarto.
Cheguei à cozinha e fui até a geladeira, tinha várias coisas lá dentro, mas o que mais me chamou atenção foi uma maçã extremamente vermelha, ela parecia muito apetitosa. Sentei em uma das cadeiras e comecei a comer a fruta.
O relógio do meu celular indicava ser um pouco mais de quatro e meia da manhã. Sei que Damon levanta cedo para poder ir ao hospital, mas será que ele já acordou? Detestaria interromper o seu sono por um telefonema, então decidi mandar uma mensagem.
Damon,
Quando você acordar me telefona ou manda uma mensagem para podermos combinar de nos encontrarmos.
Elena.
Enviei a mensagem e fiquei olhando para a tela do telefone. Não que eu estivesse esperando que Damon fosse me responder imediatamente, mas espero que ele não demore muito. O maior problema seria conseguir sair daqui sozinha sem que Klaus desconfie, mas tenho um bom plano para isso.
– Caiu da cama? — quando eu me viro, meu pai está parado na porta da cozinha – Você não é de acordar cedo desse jeito.
– Perdi o sono, então decidi vir para cá – dei de ombros antes de dar uma mordida na minha maçã.
– E ainda está comendo maçã – ficou parado me olhando – Você nunca foi muito fã de maçã, o que aconteceu?
Ele tem razão, eu nunca fui fã de maçã pura somente em torta e em sucos, mas simplesmente senti vontade de comer aquela fruta, então decidi pegá-la.
– Ora, pai, não é nada – falei – Você sempre me disse que eu devia tentar comer maçã pura porque era bom para mim e agora que eu fiz isso está achando ruim.
– Certo, não vou dizer mais nada sobre isso – sentou-se ao meu lado – Agora me fala, como esta se sentindo com o seu marido aqui em Mystic Falls? Depois de mais de um mês deve ser bom vê-lo.
– A Eve estar feliz em ter o pai aqui – respondi – E isso é tudo que importa.
– Não foi sobre a Eve que eu perguntei, e sim sobre você – ele ralhou – O que você está sentindo com o Klaus aqui em Mystic Falls?
Antes que eu pudesse responder o meu celular apitou avisando a chegada de uma mensagem. Eu o peguei, imediatamente, para poder lê-la.
Lena,
Já estou acordado e ainda tenho duas horas antes de ter que ir para o hospital. Se você quiser se encontrar comigo pode ser agora.
Já estou com saudades,
Damon.
Dei um sorriso bobo. É muito bom saber que ele está com saudades de mim, mesmo isso sendo totalmente errado, afinal, o que temos é apenas sexo.
Imediatamente, eu comecei a digitar uma resposta para ele.
Damon,
Me encontra em meia hora em frente a Mystic Falls High School.
Também estou com saudades,
Elena.
– Esse sorrisinho parece o de alguém que vai aprontar – meu pai comentou, fazendo com que eu me virasse para ele.
– Eu nunca apronto – me fingi de desentendida – Agora, se me der licença, eu tenho uma coisa muito importante para fazer.
Subi as escadas correndo e abri a porta do quarto com todo o cuidado, Klaus ainda estava dormindo, agora totalmente espalhado na minha cama de casal. Abri o armário e retirei lá de dentro uma camisa sem manga, uma calça legging e uma meia soquete.
– Lena... — meu marido abriu os olhos, mas dava para ver que ele estava totalmente sonolento – Onde que você está indo?
– Vou fazer uma caminhada – expliquei – Quero fazer isso logo antes da Eve acordar, ou então eu não vou ter tempo.
– Certo! — seus olhos estavam praticamente fechados enquanto falava – Espera um minuto que eu me arrumo e vou com você.
Se fosse uma outra ocasião eu ficaria preocupada, mas sei muito bem que não tenho motivos para isso.
– Até parece que você vai caminhar comigo, Klaus – ri – Além disso, você está caindo de sono, vai ficar é dormindo na calçada lá fora.
– Tem razão – virou-se para o outro lado – Boa caminhada, meu amor.
Revirei os olhos e entrei no banheiro para trocar de roupa e, em seguida, calcei o tênis. Como já tinha comido uma maçã estava me sentindo alimentada, então abri a porta de casa e sai em direção às ruas de Mystic Falls, já tinha começado a clarear então não tinha perigo eu ir caminhar.
Confesso que sentir o vento gelado da manhã no meu rosto é maravilhoso. Em Nova York eu costumo ir caminhar nos horários em que Eve está na escola e eu estou sem nada para fazer, mas, desde que vim para cá cuidar do meu pai, ainda não tinha tido tempo para isso, daqui a pouco eu vou começar a engordar.
Em dez minutos cheguei em frente a Mystic Falls High School, Damon ainda não tinha chegado, então o jeito era esperar. Dei uma olhada para o prédio atrás de mim, passei os melhores quatro anos da minha vida naquele lugar e, certamente, deixou muitas saudades.
Um carro parou em frente a mim e eu o reconheci como sendo de Damon antes mesmo dele abrir o vidro do lado do passageiro.
– Oi, gatinha, quer uma carona? — brincou, dando o seu melhor sorriso sedutor.
– Não posso – dei de ombros e me fingi de indiferente – Meu pai me ensinou a não conversar ou aceitar carona de estranhos.
– Mas eu não serei mais um estranho se você entrar aqui – continuou – Podemos nos conhecer melhor – colocou a mão no banco vazio ao seu lado.
– Tudo bem, Damon, eu não sei brincar disso – revirei os olhos antes de abrir a porta e entrar no veículo.
– Você está pronta para correr? — quis saber – Por que isso?
– Foi só para conseguir sair de casa sem problemas – expliquei – Longa história, quem sabe um dia eu te conto.
– Pensei que fosse alguma fantasia sua – ficou passando a mão pelo meu cabelo, que estava preso por um rabo-de-cavalo – Poderia fazer uma associação de que vamos fazer muito exercício, gastar muita caloria hoje.
– Bom, isso é verdade – aproximei meu rosto do seu e dei um selinho nele.
– Mas agora me diga, por que você me pediu para te encontrar aqui na sua antiga escola? — perguntou, mudando de assunto – Algum motivo especial?
– Só achei que seria um bom ponto de encontro – expliquei – Mas já que você quer saber, eu já aprontei muito quando estudava aqui.
– Interessante – sorriu – Você fugia da aula para encontrar o seu namorado, é isso?
– Basicamente – dei de ombros – A parte debaixo da arquibancada da escola é um ótimo lugar para um encontro, ainda mais depois do ensaio das líderes de torcida e do treino do time de futebol, quando o colégio está bem vazio. Foi lá que eu fiz o meu primeiro oral.
– E isso é algum tipo de convite? — começou a passar as unhas pela minha nuca, aquilo era muito bom, foi impossível não soltar um pequeno gemido – Ainda está bem cedo, nenhum aluno deve ter chegado, é só irmos até lá, escondidos... — seu rosto estava novamente bem pertinho do meu, tanto que eu podia sentir a sua respiração quente contra os meus lábios.
– É tentador, mas quem sabe outro dia – respondi – Hoje eu tenho planos para nós dois.
– Perfeito! — ajeitou-se no banco do motorista e colocou as duas mãos no volante – É só me dizer aonde ir.
– Pode se dirigindo para a saída da cidade – expliquei – Quando estivermos perto da ponte Wickery, eu te aviso o que fazer.
– Está bem! — ligou o carro e deu a volta para sair da rua da escola.
Mystic Falls não é uma cidade muito grande, mas tem muitas ruas em sentindo único, o que faz com que tenhamos que dar milhares de voltas para poder chegar até a estrada e isso demora certo tempo.
– Damon, eu preciso te contar uma coisa – respirei fundo várias vezes antes de falar – Talvez você não goste do que eu tenho para falar, mas eu preciso ser sincera com você.
– Confesso que estou preocupado agora – me deu uma rápida olhada antes de voltar a prestar atenção no transito – O que aconteceu de tão grave?
– Eu transei com o Klaus ontem à noite – disse logo de uma vez, desse jeito é mais fácil.
– Ah... — foi tudo que ele disse, mas deu para perceber pelo seu tom de voz que não tinha ficado muito feliz – Não posso dizer que eu estou surpreso com isso.
– Você ficou triste, não foi? — perguntei – Estou me sentindo a pior das pessoas com isso.
– Não se sinta assim, Lena – colocou a mão sobre a minha – O Klaus é seu marido, é normal que você transe com ele, principalmente levando em consideração que fazia semanas que vocês não se viam.
– Foi só porque ele insistiu muito. Não podia rejeitá-lo ou ele iria acabar desconfiando de alguma coisa – quis deixar bem claro – E eu não senti nada.
– Você não precisa me explicar nada – insistiu – Já disse que não tenho nada a ver com isso, eu sou apenas o seu... amante.
Os prédios e casas de Mystic Falls já tinham ficado para trás e eu já podia ver a ponte Wickery na minha frente.
– Sabe, foi nessa ponte que a minha mãe se acidentou quando eu tinha seis anos, estávamos todos voltando da casa que temos perto do lago. Ela perdeu o controle do carro e caiu da ponte – comentei de repente – Eu estava com o meu pai no outro carro e o Jer estava com ela. Ele ficou bem, só sofreu alguns arranhões, mas a minha mãe...
Senti as lágrimas chegarem aos meus olhos. Nunca tinha comentado isso com ninguém, apenas uma vez com Caroline, que é a minha melhor amiga. Com o Damon eu me sinto a vontade para falar esse tipo de coisa, algo que não consigo nem mesmo com o Klaus.
– Eu sinto muito – disse, por fim – Nem consigo imaginar como deve ter sido difícil para você, crescer sem a sua mãe por perto.
– Passei meses sem conseguir passar por essa ponte – continuei – Mas então eu percebi que não tinha sido culpa do lugar, isso poderia ter acontecido em qualquer ponto da estrada.
Ele ficou passando a mão pelo braço enquanto atravessávamos a ponte, achei isso muito fofo da sua parte.
– Pronto, nós já passamos pela ponte Wickery – disse, por fim – Agora o que temos que fazer?
– Tem uma estrada de terra há uns 300 metros da saída da ponte – expliquei – Você vira o carro lá.
– Certo! — concordou com a cabeça – Acho que hoje sou eu que estou com medo de você me sequestrar, me matar e me esquartejar.
– Quanta imaginação, senhor Salvatore – revirei os olhos, mas sem deixar de rir divertida – Pode confiar em mim, não tenho instinto de assassina.
Quando chegamos à estrada de terra, ele entrou com o carro. O fiz passar mais um pouco até chegarmos a uma clareira que ficava quase totalmente encoberta pelas árvores.
– O lugar é bem isolado, não acha? — Damon afirmou com a cabeça – É bem difícil que alguém nos veja aqui.
Soltei o cinto de segurança e comecei a beijá-lo. Ele foi pego totalmente de surpresa, mas logo me puxou pela cintura, fazendo com que eu sentasse no seu colo.
– Então esse era o seu plano? — perguntou quando nos separamos precisando de ar – Transar no carro?
– Não gostou da ideia? — quis saber – Como você disse no outro dia, não temos muitos lugares para nos encontrar enquanto sua irmã estiver em Mystic Falls e agora com o Klaus aqui... não temos nem mesmo tempo para ir ao motel. Pensei que essa fosse a melhor opção, pelo menos em curto prazo.
Damon ficou me encarando por alguns minutos. Cheguei a pensar que ele fosse dizer que não era uma boa ideia ou arriscado, então puxou o meu rosto e voltou a me beijar, me pegando totalmente de surpresa.
– Só não temos muito tempo para isso – sussurrou sem separar os nossos lábios – Quanto tempo você costuma demorar nas suas caminhadas?
– Entre meia hora e quarenta e cinco minutos – respondi.
– Então vai ser sem preliminares mesmo – avisou – Me ajuda a empurrar o banco para trás, assim ficamos mais confortáveis e o volante não te machuca.
Tinha uma alavanca na parte de baixo do banco e eu precisei me abaixar para poder alcançá-la. Encostei meu corpo um pouco mais no de Damon e pude sentir seu membro rijo, sinal de que ele já estava tão excitado quanto eu.
Com muita dificuldade consegui retirar a minha calça e a calcinha, as deixando na altura do meu tornozelo. Ele fez a mesma coisa, ficando completamente nu da cintura para baixo.
Queria segurar o seu rosto, enroscar os dedos no seu cabelo e beijá-lo, mas Damon me fez virar, ficando de frente para o pára-brisa. E foi assim que ele me penetrou, segurou a minha cintura e me fez sentar no seu colo.
Comecei a me mover enquanto uma de suas mãos adentrava a minha blusa e começava a estimular um dos meus mamilos, a sua outra mão estava fazendo movimentos circulares no meu clitóris.
Aquela posição estava fazendo todo o meu prazer triplicar, agarrei o volante com tanta força que as pontas dos meus dedos ficaram brancas, fiquei levantando de modo que o membro de Damon entrasse e saísse de mim repetidas vezes, foi impossível não gemer ofegante, enquanto isso ele beijava e mordiscava o meu pescoço. O vidro do carro já estava totalmente embaçado nesse momento.
– Damooooooon! Oh céus! — gritei – Eu não aguento mais!
– Então não aguente! — sussurrou antes de mordiscar o lóbulo da minha orelha – Você é maravilhosa, Lena.
Algumas estocadas depois eu cheguei ao meu ápice. Damon levou a mão que estava na minha intimidade até os lábios. Joguei a cabeça para trás e o beijei, não demorou muito para ele se derramar dentro de mim.
– Você está sempre me surpreendendo – consegui dizer depois de alguns minutos.
– Acho que sou eu quem tem que dizer isso – riu, divertido – Afinal, a ideia de transar no carro foi toda sua.
– Mas foi você quem comandou tudo – lembrei, segurei uma das suas mãos e entrelacei os nossos dedos – Pelo menos a minha desculpa de que ter saído para caminhar não vai parecer nem um pouco falsa – meu corpo estava totalmente suado devido ao exercício físico que acabei de fazer, parecia mesmo tinha feito uma longa caminhada.
– Essa foi a intenção desde o início – brincou.
– Engraçadinho – me virei, ficando de frente para ele pra fazer uma careta – Se eu pudesse ficava para sempre aqui com você – comecei a fazer carinho na sua orelha.
– Eu também – admitiu – Mas, infelizmente, precisamos ir, tenho que estar no trabalho daqui a pouco e ainda preciso ir a casa tomar banho.
– Tudo bem! — fiz biquinho – O que acha de tentarmos nos encontrar novamente? Ainda hoje?
– Outro encontro como esse? — deu um sorriso safado – Gostei da ideia!
Então voltamos a nos beijar profundamente. Minhas mãos estavam nas suas costas e foram descendo para entrar em sua camisa, comecei a me mexer no seu colo e logo Damon voltou a ficar “animadinho”.
– Acho melhor acabarmos logo com isso – avisou – Ou então eu não vou conseguir me controlar.
– Certo! — revirei os olhos e logo pulei para o banco do passageiro.
Nós nos vestimos rapidamente e em poucos minutos já estávamos no caminho de volta para Mystic Falls. Ele parou em frente ao colégio, onde tinha me buscado.
– Antes que você saia, eu esqueci de te falar ontem – segurou meu braço antes que eu pudesse abrir a porta do carro – Você me disse que queria marcar uma consulta com a doutora Fell, então eu falei com ela por você. Ela está te esperando hoje, na hora do almoço.
– Sério, Damon? — olhei totalmente surpresa para ele – Você não precisava ter feito isso.
– Precisava sim! — garantiu – Sei que você está preocupada por estarmos transando sem proteção e por você também não estar se protegendo, então é melhor resolver logo isso de uma vez.
– Obrigada, Damon – sorri – Isso foi fofo.
Dei um selinho nele antes de abrir a porta e sair de dentro do veículo. Esperei até que ele saísse e segui em direção a casa do meu pai.
– Mamãe! — Eve estava sentada na mesa da cozinha tomando seu café da manhã e correu na minha direção – Onde você estava?
– Eu fui fazer uma caminhada! — expliquei, meu pai, que estava junto com ela, ficou me olhando, como se não acreditasse no que eu acabei de dizer.
– Nós vamos sair hoje? Só eu, você e o papai de novo? — quis saber – Papai disse que vai me levar até a pracinha hoje.
– Pode ser – dei de ombros – Mas aonde é que está o seu pai?
– Lá em cima – apontou na direção da escada – Ele disse que precisava fazer uma ligação lá para Nova York – isso realmente não me surpreende, Klaus pode até ter vindo aqui para passar o final de semana conosco, mas não consegue se afastar do trabalho.
– Vou lá falar com ele então! — dei um beijo no topo da cabeça da minha filha antes de sair da cozinha.
Quando cheguei ao quarto, meu marido não falava mais ao telefone, mas estava olhando para a palma da mão, como se segurasse alguma coisa nela.
– Elena, será que eu posso saber por que você está sem a sua aliança? — perguntou sem nem ao menos olhar para mim.
Foi então que eu olhei para a minha mão esquerda, a marca branca deixada pela aliança ainda estava lá no dedo anelar. E era isso que o Klaus estava segurando.
– Aonde você achou isso? — eu tinha escondido o anel dentro da gaveta da minha antiga mesinha de estudo, era praticamente impossível que alguém o encontrasse.
– Estava procurando uma caneta para anotar um número de telefone — deu de ombros enquanto falava — Não encontrei, mas achei o símbolo do nosso amor e do nosso casamento escondido como se não fosse nada demais.
Maravilha! Klaus nunca tinha ligado para aliança, dizia que era só um objeto sem nenhum significado, nós só começamos a usar depois do nosso casamento porque a mãe dele insistiu. E agora está parecendo todo ofendidinho por eu ter tirado.
– Eu tirei a aliança porque estava com uma alergia e ela estava me incomodando – inventei a primeira desculpa que veio na minha cabeça – Eu guardei na gaveta justamente para não perder.
Ele se levantou e colocou o anel em cima da mesa e ficou me encarando.
– Não acredito em você – falou – Se eu não conhecesse você, diria que está me enganando.
– Eu? — tentei parecer o mais ofendida o possível – Como é que você pode ter coragem de pensar uma coisa dessa a meu respeito?
– É fácil duvidar quando você está agindo estranha desse jeito – observou – Me diga, aonde estava até agora?
– Eu te disse que fui fazer uma caminhada – lembrei, revirando os olhos.
– Pois eu não estou acreditando muito isso – elevou um pouco mais o seu tom de voz – E acredite, eu vou descobrir o que está acontecendo, Elena.
– Vocês dois estão brigando? — Eve apareceu na porta do quarto – Não gosto quando vocês brigam.
– Nós não estamos brigando, princesinha – a peguei no colo – É apenas uma pequena divergência de opiniões.
– Então eu não gosto quando vocês têm divergências de opinião – corrigiu.
– Você não tem que se preocupar com nada, Eve – Klaus se aproximou de mim e passou a mão pelo cabelo da nossa filha – Logo vai estar tudo resolvido, não é mesmo, Lena?
Respirei fundo várias vezes. Tenho que me lembrar que só continuo nesse casamento por causa da Eve e preciso resistir, por ela.
– Claro! — afirmei, por fim.
– Está bem! — ela abraçou o pai pelo pescoço e fez o mesmo comigo, isso fez com que precisássemos ficar bem próximos – Quer dizer que ainda vamos ao parquinho hoje?
– Tenho uma ideia, por que vocês dois não vão sozinhos? — sugeri – Eu preciso mesmo fazer uma coisa hoje à tarde.
Klaus voltou a me encarar, sei que esse comentário o deixou ainda mais desconfiado, mas não estou me importando com isso. Sei que ele não vai fazer uma cena na frente da nossa filha.
– Mas eu queria os dois lá comigo – fez um biquinho enquanto reclamava.
– Eu posso ir junto com você outro dia – lembrei – Além disso, você passou semanas reclamando que estava com saudades do seu pai, então precisar passar um tempo sozinha com ele. Pode mostrá-lo seus lugares favoritos em Mystic Falls, o que acha?
– É uma boa ideia! — concordou – Parece ser bem divertido.
– Então está tudo resolvido – a coloquei no chão novamente – Agora, se vocês me derem licença, vou tomar banho – corri para o banheiro antes que Klaus ou Eve pudessem falar qualquer outra coisa.
Para minha sorte, quando sai do banho, os dois já tinham saído. Aquela briga com meu marido tinha sido completamente inesperada, agora eu preciso arranjar um jeito de fazê-lo parar com essa desconfiança. Melhor eu fazer isso mais tarde, pois preciso me arrumar, já que daqui a pouco preciso ir ao hospital de Mystic Falls para a minha consulta com a doutora Fell.
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