Pecados Íntimos

22 Capítulo 21 – A situação se torna perigosa


Notas iniciais
Antes de mais nada, mil desculpas por não ter postado na segunda, é que como era carnaval ficou complicado sentar aqui para escrever, sem contar que eu passei o final de semana dedicada a minha one Steroline "A Love Story" (vou colocar o link dela lá embaixo para vocês). Bom gente, sem mais enrolação, aqui está o cap, espero que gostem.

Cheguei ao hospital exatamente ao meio dia, por sorte nem precisei falar com a recepcionista, pois da doutora Fell estava me esperando encostada no balcão de atendimento. Assim que me viu estendeu o braço para me cumprimentar e eu retribuí na mesma hora.

– Olá, Elena – disse sorrindo – Finalmente estou conhecendo a famosa filha do doutor Gilbert, não tem ideia do quanto já ouvi falar de você todos esses anos que trabalho aqui.

– Acho que posso dizer a mesma coisa – afirmei – Não que eu tenha ouvido falar toda hora de você, mas sempre te via aqui e pelo hospital quando meu pai estava internado.

– Então vamos até o meu consultório para fazer logo essa consulta – avisou.

O consultório da doutora Fell era bem parecido com qualquer outro que tinha naquele hospital. Tinha uma maca de exames, um biombo para trocar de roupa e uma mesa onde estava o computador, dois livros e duas maquetes, uma de um útero com os dois ovários e outra de uma barriga de grávida e um feto dentro, essas eram as únicas evidências de que aquele era o escritório de uma ginecologista e obstetra.

– Sabe Elena, confesso que eu fiquei surpresa quando o Damon me procurou querendo marcar uma consulta para você – comentou enquanto se sentava atrás da mesa – Não sabia que vocês eram próximos dessa maneira.

– Ficamos amigos desde que ele começou a cuidar do meu pai – dei de ombros tentando parecer indiferente – Comentei um dia que queria marcar uma consulta com você, então ele disse que falaria com você, assim eu não precisaria me preocupar com isso.

– Então vamos começar a consulta – mudou de assunto – Você tem um pedido especial para ter vindo me procurar?

– Eu gostaria de usar um método contraceptivo – expliquei – Já usei antes, mas parei quando eu engravidei.

– Entendo! — começou a digitar algo no computador – Então você quer tomar pílula. Tem alguma marca que você prefira ou pode ser qualquer uma?

– Na verdade, eu estava pensando em usar um método diferente – corrigi – Como eu disse antes. No inicio até conseguia tomar direito, mas depois de um tempo eu vivia esquecendo.

– Certamente não é uma boa ideia – revirou os olhos – Acho que nesse caso eu recomendo o uso de injeção hormonal, posso aplicar aqui mesmo no meu consultório. Você precisa repor a cada três meses, mas é só deixar a consulta marcada e não vai precisar ficar se preocupando em esquecer ou coisa parecida.

– Por mim parece ótimo! — concordo – Acho que esse é o melhor para mim mesmo.

– Mas antes eu preciso que você me responda com toda a sinceridade – pediu – Você teve relações sexuais nos últimos três meses sem nenhum tipo de proteção?

Fiquei olhando as minhas mãos cruzadas sobre o meu colo. Sei que ela era ginecologista e aquela pergunta é normal, mas não pude deixar de ficar sem jeito, de repente eu me lembrei de todas as vezes que eu e Damon transamos loucamente como se não houvesse amanhã. Senti as minhas bochechas começarem a esquentar.

– Elena, eu preciso saber disso – continuou, provavelmente percebendo o meu constrangimento – Caso você responda sim, vou precisar fazer exame de gravidez. Não posso aplicar essa quantidade de hormônios no seu corpo se existir alguma possibilidade de estar grávida.

E era justamente isso que eu estava tentando evitar, uma gravidez inesperada... Senti um frio na espinha nesse momento.

– Tudo bem, a resposta é sim – disse, por fim.

– Vou chamar a enfermeira para fazer a coleta de sangue – avisou enquanto se levantava — Não se preocupe é um exame bem simples e fica pronto hoje mesmo, você pode esperar aqui .

Ela saiu da sala e voltou alguns minutos depois, acompanhada de uma enfermeira. A mulher tirou um pouco do meu sangue para fazer o exame. O tempo para o resultado sair era de vinte minutos, sem dúvida seriam os mais longos da minha vida.

Fui esperar na lanchonete do hospital. Não estava com fome então pedi apenas um café, mas nem isso estava descendo pela minha garganta, meu estômago estava revirado. Se esse exame desse positivo, tudo iria mudar...

– Senhora Mikaelson, a doutora Fell está te esperando na sala dela – foram me chamar exatamente vinte minutos depois – O seu exame está pronto.

Agradeci antes de me levantar. Quando entrei no local, vi que Meredith estava sentada e tinha um envelope pardo em cima da mesa a sua frente. Assim que ela me viu, sorriu.

– Oi, Elena! — disse segurando o envelope – Aqui está o seu exame, vamos ver juntas?

– Claro – respondi, mesmo não estando muito certa se era isso mesmo que eu queria.

– Não precisa ficar preocupada, já tive vários casos como o seu e apenas em um deles o resultado deu positivo – garantiu – E, se você estiver mesmo grávida, tenho certeza de que esse bebê será muito bem vindo, não é mesmo.

– Sim, ele será – afirmei. Tentei ficar calma, a besteira já tinha sido feita. Agora o jeito era arcar com as consequências, sejam quais forem.

A doutora Fell abriu o envelope e retirou o papel lá de dentro. Começou a mover os olhos rapidamente enquanto lia o resultado.

– E então, doutora? — aquele silêncio estava me matando.

– Bom, Elena, o seu exame de sangue acusou que o seu nível de Beta HCG está muito alto — sabia perfeitamente o que isso significa, afinal, passei por isso antes, então eu simplesmente fechei os olhos com força – Isso significa que você está grávida.

Fiquei pensando em alguma coisa para dizer nesse momento, mas as palavras não saiam. Quando dei por mim, eu tinha começado a chorar descontroladamente.

– Ah, Elena, sinto muito, não sabia que você ficaria tão abalada com essa notícia – levantou-se e foi para o meu lado, colocando a mão no meu ombro – Esse bebê não é filho do seu marido, não é mesmo?

– Como é que você sabe? — pensei em negar, mas sei que não vai adiantar nada, é bem melhor falar a verdade.

– Não é muito difícil chegar à conclusão – deu de ombros – Primeiro o Damon marca uma consulta para você e agora você tem essa reação que não é comum, mesmo em uma gravidez inesperada. Isso só costuma acontecer quando a mãe é muito jovem e não sabe como contar aos pais, ou é um filho fora do casamento e ela não sabe como contar ao marido.

– Simplesmente não sei o que fazer – consegui dizer, por fim.

– Infelizmente, eu não posso ajudar, essa é uma decisão que só você pode tomar – lembrou – Mas, o que você pode fazer agora é cuidar desse bebê e nisso eu posso te ajudar. Você mora em Nova York e imagino que vá querer fazer o pré-natal lá, mas eu posso fazer a primeira consulta, para ver se está tudo bem.

Ela tinha toda razão, depois eu me preocupo com os problemas envolvendo o Klaus e o Damon. Agora eu preciso cuidar desse bebezinho, que não tem culpa de nada disso que está acontecendo.

– Sim, vamos fazer a consulta – concordei.

– Como esse é o seu segundo filho, vou começar me baseando na sua gravidez anterior – disse – Imagino que você não deva ter feito o pré-natal aqui, então vou te fazer algumas perguntas.

– Pode falar – pedi que ela prosseguisse.

– Você teve algum problema durante a sua outra gravidez? — quis saber – Tipo pressão alta ou alguma coisa que te fizesse ficar em repouso antes do bebê nascer?

– Eu tive um descolamento de placenta quando estava entrando no quinto mês de gestação – expliquei – Fiquei de repouso absoluto e tomando a medicação que a médica mandou, mas só por duas semanas. Depois a placenta colocou.

– Então vamos ficar de olho nisso – garantiu – Por favor, troca de roupa para podermos fazer os exames.

Fui para trás do biombo e coloquei a roupa hospitalar antes de deitar na maca. A primeira coisa que a doutora Fell fez foi medir a minha pressão, que estava normal, depois ela fez alguns exames ginecológicos.

– Você pode ficar tranquila, Elena, aparentemente está tudo normal com você e o bebê – completou – Agora, você quer ver o seu bebê pela primeira vez?

– Mas é claro que eu quero – respondi, sem pensar duas vezes.

Ela chamou a enfermeira novamente, que não demorou muito para aparecer trazendo o aparelho de ultrassonografia. A mulher passou o gel na minha barriga antes de colocar o aparelho, a imagem começou a se formar na tela.

– E aqui está o seu bebê! — apontou para um pequeno pontinho, era quase imperceptível, mesmo assim, era o pontinho mais lindo do mundo – Ele, ou ela, tem o tamanho de um grão de areia.

– Por enquanto – dei um sorriso bobo – Daqui a pouco vai crescer e em alguns meses vai estar aqui me deixando cansada e alegre ao mesmo tempo.

– Isso é verdade – concordou – Agora vamos ouvir o coraçãozinho.

Sempre achei que ouvir o coração do seu bebê pela primeira vez era algo indescritível, o momento mais emocionante na vida de qualquer mulher. Pude comprovar isso quando estava grávida da Eve e dessa vez não foi diferente. As lágrimas voltaram a invadir meus olhos nesse momento.

Depois que eu me limpei e troquei de roupa, a doutora Fell me passou algumas vitaminas e também recomendou para que eu marcasse uma consulta e desse prosseguimento ao pré-natal o mais rápido possível. Estava saindo do consultório quando esbarrei com alguém, era Damon.

– Estava vindo aqui saber se você ainda estava na sua consulta – explicou – Está tudo bem, conseguiu resolver aquele problema?

– Mais ou menos! — dei de ombros.

Nesse momento eu tive vontade de contar a ele sobre o bebê, Damon já tinha me contado a sua vontade de ser pai e certamente ficaria feliz. Mas eu consegui me segurar, precisava conversar com uma pessoa antes de qualquer coisa.

– Não tenho nenhuma consulta agora, o que acha de irmos almoçar juntos? — sugeriu – Aqui no hospital mesmo, é claro, sei que o Klaus ainda está na cidade e não podemos arriscar que ele nos veja juntos.

– Eu adoraria, Damon, mas não posso – respondi – Combinei de encontrar a Caroline, para falar a verdade, estou até atrasada para encontrá-la.

– Então está bem! — ficou ligeiramente chateado, mas pareceu ter aceitado – Divirta-se com a Caroline.

– Obrigada – dei um fraco sorriso.

– Posso te ligar hoje à noite? — quis saber – Sei que vai ser difícil de nos encontrarmos como tínhamos combinado mais cedo, mas pelo menos conversamos.

– Talvez não seja uma boa ideia, Klaus pode atender ou ouvir a conversa – lembrei – Pode deixar que eu te ligo.

Dei um beijo no rosto dele e saí na direção da porta de entrada do hospital. Não tinha mentido, precisava mesmo falar com a Caroline e era o que eu ia fazer nesse momento.

Minha amiga tem uma pequena livraria na rua principal da cidade, esse sempre foi o sonho dela e tinha conseguido realizá-lo há alguns anos. Quando entrei na loja tinha uma garota mais ou menos da minha altura e com os cabelos castanhos levemente cacheados arrumando os livros em uma estante.

– Boa tarde! — se virou quando ouviu o barulho da porta abrindo – Posso ajudá-la em alguma coisa? Está procurando alguma coisa específica?

– Na verdade eu vim falar com a Caroline – disse.

Antes que eu pudesse continuar, ou ela falasse alguma coisa, minha amiga saiu de uma porta onde, eu imagino, deva ser o estoque.

– Lena? — olhou surpresa para mim – O que você está fazendo aqui?

– Eu precisava conversar com você, Car – expliquei – Será que você tem meia hora para mim?

– Mas é claro que eu tenho – garantiu – Venha, vamos até o Grill e conversamos lá.

– Na verdade, eu preferia ficar aqui mesmo – pedi – Klaus saiu com a Eve e talvez vá tomar um sorvete com ela, então...

Eu devia estar com uma expressão bem nervosa, pois Caroline parecia preocupada comigo.

– Entendi, vamos até lá dentro – concordou – Sutton, você se importa de ficar olhando a loja mais um pouco? Eu já volto.

– Tudo bem, Caroline – afirmou – Fica tranquila que eu cuido muito bem de tudo.

A parte de trás da loja era um lugar bem espaçoso, mas que está preenchido por milhares de caixas e um pequeno sofá de dois lugares.

– Ela é nova, começou a trabalhar aqui essa semana, mas já tem a minha confiança – explicou – E, não se preocupe, aqui ninguém vai nos ouvir.

– Certo! — sentei no sofá e minha amiga se sentou ao meu lado antes de segurar a minha mão.

– Agora me conta o que é que está te preocupando – pediu – É alguma coisa com o Klaus?

– Tem mais ou menos a ver com ele – dou um longo suspiro antes de continuar – Eu estou grávida.

– Uau... — olhou para mim de cima a baixo – E é do Damon, não é mesmo?

– Tenho certeza absoluta que é do Damon – afirmei – A última vez que eu e Klaus tínhamos transado tinha sido um mês antes de eu vir para Mystic Falls.

Ainda me lembro desse dia, foi logo depois de voltarmos do jantar na casa dos pais dele, aquele mesmo jantar em que Klaus anunciou que assumiria o lugar do pai na empresa durante a campanha política. Ele também me disse que as coisas não iam mudar por causa disso, só que elas já estão começando a mudar.

– Além disso, nós sempre nos protegemos – completei – Diferente de mim e do Damon.

– Sei que essa é a última coisa que você quer ouvir nesse momento, Lena – disse – Mas vocês dois foram bem irresponsáveis. Onde já se viu não usar nenhum tipo de proteção em pleno século XXI? Não estou falando só de uma gravidez inesperada, mas você também se arriscou a pegar uma doença e...

– Caroline, não estou precisando de lição de moral agora – reclamei – Sei muito bem que fiz besteira, mas agora não tem mais jeito, o bebê já está aqui dentro.

– Um bebê lindo, vale lembrar – deu um sorriso bobo.

Foi impossível não imitar o gesto da minha amiga. Eu já tinha imaginado como seria um bebê meu e do Damon e agora isso se tornaria realidade. Será que vai ser menino ou menina? Com quem ele vai se parecer mais? Qual vai ser a cor dos olhos? São tantas perguntas...

– Pensa bem, amiga, o Damon é irmão do Stefan, meu noivo – continuou – O que significa que esse bebê vai ser oficialmente meu sobrinho. Quando nós duas íamos imaginar que isso pudesse acontecer?

Eu não disse nada sobre isso, apenas fiquei encarando os meus pés.

– Mas você não parece tão animada assim – seu olhar era de total desconfiança – Lena, não vai me dizer que você está pensando em não contar para o Damon sobre o bebê?

Acho que o meu silêncio respondeu tudo.

– Não acredito nisso, Elena Gilbert – gritou, passando a mão pelo cabelo – Da para ver, claramente, o quanto o Damon te faz feliz. Você vai ter um FILHO dele, uma chance de recomeçar e agora está me dizendo que prefere ficar com o Klaus? Sinceramente, amiga, eu não te entendo.

– Sei que essa gravidez é motivo mais que suficiente para eu abrir o jogo com o Klaus e pedir o divórcio logo de uma vez – expliquei – Mas e a Eve? Tenho tanto medo de que ele tente tomar a minha filha de mim.

– Ele não vai fazer isso – minha amiga tentou me tranquilizar – Mas se, por acaso, ele tentar pedir a guarda da Eve, o Stefan é advogado, tenho certeza de que ele te ajudaria a ficar com ela.

– O Klaus é poderoso, os Mikaelson são uma família poderosa, ainda mais agora que o pai dele está se candidatando a governador de Nova York – suspirei – Se ele realmente quiser tomar a Eve de mim, vai conseguir, de um jeito ou de outro.

– Você acha mesmo que o Klaus é capaz de fazer uma coisa dessas? — quis saber – Você mesmo disse que Klaus passa muito tempo no trabalho, por que ele vai querer ter a guarda da Eve se não vai ter tempo para ela?

– Você realmente não conhece o Klaus – revirei os olhos – Ele é capaz de fazer isso para se vingar de mim, por eu ter traído ele, por ter engravidado de outro e tudo mais.

Só de pensar nessa possibilidade eu já sentia todo o meu corpo de arrepiar. A ideia de não ter a minha pequena é assustadora.

– Tudo bem, Elena, você não quer de divorciar do Klaus por medo dele querer tirar a Eve de você – continuou – Você poderia dizer que esse bebê é dele, mas como vai fazer isso? Você estava me dizendo agora mesmo que não tem a menor possibilidade disso acontecer.

– O Klaus está aqui em Mystic Falls – dei de ombros – Posso transar com ele sem usar camisinha e daqui a um mês, digo que estou grávida. O bebê vai ter que nascer de sete meses, mas isso é o de menos.

– Isso é loucura, Elena – completou – Sem contar que não é justo com o Damon. Ele é o pai e você vai tirar isso dele.

– Eu sei disso, Car – levantei e comecei a andar de círculos – Não sei o que fazer...

– Se você quer saber a minha opinião, você deve enfrentar, pedir o divórcio ao Klaus e assumir para todos que esse bebê é do Damon – respondeu – Mas eu não posso decidir isso por você, essa escolha é sua.

– Acho que eu preciso ir para casa – disse, por fim – Foi um dia bem cheio e eu estou cansada, vou deixar para pensar nisso depois.

– É o melhor que você tem a fazer agora, amiga – aproximou-se de mim e me abraçou – Mas pensa com carinho, não toma nenhuma decisão precipitada.

– Pode deixar que eu vou fazer isso – afirmei.

Acenei para Sutton antes de sair da loja e segui diretamente para casa. Avisei para o meu pai que estava indo para o meu quarto, ele perguntou se eu não queria comer alguma coisa, mas não estava com fome.

Fiquei deitada na minha cama encarando o teto por quase meia hora, de vez em quanto passava a mão pela barriga. Como era possível um ser tão pequeninho estar causando toda essa confusão?

– Não se preocupe, meu bebê, a mamãe está confusa agora, mas eu vou tomar a melhor decisão – comecei a conversar com o meu filho – E vai ser a melhor decisão para mim, para você e para a sua irmã.

Estava quase adormecendo quando a porta do quarto foi aberta, fazendo com que eu sentasse na cama, era Klaus. O olhar do meu marido deixava bem claro que ele queria conversar.

– Lena, eu queria te pedir desculpas pelo meu comportamento idiota hoje de manhã – falou, se sentando em frente a mim – Não devia duvidar de você, tenho certeza de que você não está me traindo.

Não podia acreditar que ele estava mesmo dizendo aquilo. Pelo jeito “enganá-lo” será mais fácil do que eu imaginava.

– Você me magoou muito, Klaus – decidi me fingir de ofendida – Nunca te dei nenhum motivo para você desconfiar de mim daquele jeito.

– Eu sei e sinto muito, mesmo – colocou a mão sobre a minha – Mas será que você pode perdoar esse seu marido idiota e que te ama mais do que qualquer outra coisa?

– Claro! — sorri.

Ele me puxou para unir os lábios aos meus. Aprofundei o beijo e me aproximei mais, sentando no seu colo, minhas mãos foram para o botão da sua camisa com a intenção de abri-los, Klaus sorriu e soltou um meio gemido.

Aquilo seria simples demais. Em um mês meus problemas estariam resolvidos e Klaus criaria esse bebê como se fosse dele. Mas a vozinha no fundo da minha consciência continuava a insistir o quanto aquilo tudo era errado.

– Espera, Klaus! — o afastei – Eu estou um pouco cansada, será que você se importa em me deixar dormir um pouco?

– Pensei que nós fossemos ter a nossa reconciliação em grande estilo – passou a mão pelo cabelo.

– Eu já disse que te perdoo, sem contar que não foi exatamente uma briga – lembrei – Por favor, respeita a minha decisão.

– Tudo bem, meu amor – deu um beijo na minha testa antes de se levantar – Descanse um pouco, pensei que mais tarde eu, você e a Eve podemos ir jantar no Grill. Afinal, vou voltar para Nova York amanhã e quero me despedir das minhas duas garotas.

– É uma boa ideia – concordei.

Assim que ele fechou a porta novamente, dei um longo suspiro. Foi melhor assim, não ia me sentir bem fazendo aquilo, precisava pensar em uma outra solução.

Notas finais
E isso ai gente, temos um lindo baby Salvatore a caminho. Algumas pessoas já tinham falado nos comentários que a Elena estava grávida e aqui está a confirmação. Claro que esse não é um motivo 100% de alegria. O que será que a Elena vai fazer enh? *** Link de A Love Story (minha one Steroline): http://fanfiction.com.br/historia/481803/A_Love_Story/ Para quem tem Anime Spirit, eu estou respostando Inesperado na versão Nian: http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-ian-somerhalder-inesperado-1695256 *** Bom, é isso comentem e digam o que estão achando. Recomendações?