Pecados Íntimos

11 Capítulo 10 – O que fazer?


Notas iniciais
Ivana Cecília, você sabe que eu amo as suas recomendações e essa não foi diferente, então esse cap é dedicado a você e acho que você sabe muito bem porque kkkkkkkkkkkkkkk Enfim, não vou enrolar muito aqui, espero que gostem do cap. OBS: Mas uma vez, o cap não está betado, mas assim que a Karol me mandar o cap betado eu mudo aqui.

A sensação de ter os lábios de Damon passeando pelo meu pescoço era indescritível. Ele estava de costas para mim deixando marcas em toda a minha pele exposta, passando a mão pela minha barriga e pelo cós da minha saia, enquanto isso eu segurava a sua mesa com tanta força que as pontas dos meus dedos estavam brancas.

Ah, Elena! — sussurrou no meu ouvido de maneira sedutora, sempre gostei da maneira como ele dizia o meu nome, agora mais ainda – Não tem ideia do quanto eu esperei para te ter aqui, dessa maneira.

Acredite, eu sei! — minha voz saiu como um gemido desesperado – Damon, eu não aguento mais.

Era totalmente surreal a ideia de que íamos transar ali, na sala dele, no hospital de Mystic Falls, aonde todos podiam nos ouvir, aquilo era mais do que errado. Mas eu não conseguia pensar em nada que não fosse ter aquele homem dentro de mim.

Não se preocupe, nós temos bastante tempo – afastou o cabelo para ter um acesso melhor a minha orelha.

Como ele pode dizer que temos tempo? Ele está de plantão e daqui a pouco precisa ir fazer a ronda pelos seus pacientes. Não temos tanto tempo assim.

Damon... — reclamei.

Ele me virou, fazendo com que eu me sentasse na sua mesa e colocou o dedo sob os meus lábios e ficou passando a mão pelo meu rosto.

Você é mesmo muito linda, Elena – disse – Não quero mais ficar longe de você, nunca mais.

Então não fiquei! — não sei de onde eu tirei forças para dizer aquelas palavras, mas agora eu já tinha dito.

Damon sorriu antes de me puxar para mais um beijo. Enrosquei as pernas na sua cintura e pude ver que ele estava tão exitado quanto eu.

Afastou-se de mim, mas uma vez, e colocou a mão por dentro da minha saia para retirar a minha calcinha. Não sei em qual momento isso tinha acontecido, mas ele estava completamente nu da cintura para baixo.

Você está pronta? — perguntou enquanto se posicionava entre as minhas pernas, bem próxima a entrada da minha intimidade.

Balancei a cabeça afirmativamente, então Damon me penetrou de uma vez só. Joguei a cabeça para trás e gemi mais alto do que eu imaginei que poderia conseguir.

Acordei assustada e totalmente ofegante. Sentei na cama e passei a mão pela minha testa, que estava coberta de suor. Aquele sonho tinha sido tão real, parecia que eu estava mesmo ali, junto com o Damon e grande parte de mim queria mesmo que eu estivesse.

Já fazia três dias desde que eu tinha desabafado com Caroline no Grill e que ela tinha me dado aquele concelho. Desde então eu não tenho conseguido pensar em outra coisa a não ser seguir ou não o que minha amiga disse, tanto que eu tenho sonhado sobre isso todas as noites, e os sonhos são, cada vez, mais reais.

Acho que eu vou enlouquecer – passei a mão pelos meus cabelos.

Decido ir tomar um banho rápido e, ao mesmo tempo, relaxante. Quando saiu do chuveiro coloco uma roupa confortável e vou até o quarto de Eve, mas ela não está lá, provavelmente foi ver televisão na sala, mas o problema é quando eu chego ao quarto do meu pai e constato que a cama também está vazia.

– Pai? — entro na cozinha totalmente desesperada e o encontro de pé em frente ao fogão enquanto minha filha está sentada em uma das cadeiras com os braços apoiados na mesa – Você está querendo me matar de preocupação, é isso mesmo?

– Só vim até aqui preparar umas panquecas para o café da manhã da minha neta – avisou, enquanto mostrava um prato, que já estava cheio de panquecas – Lembra quando você e o Jeremy eram pequenos e eu preparava para vocês?

Aos sábados, como hoje, quando o meu pai não estava no plantão ou voltando dele, sempre nos preparava panquecas no café da manhã e depois nós três passávamos o dia todo juntos. Eram os meus dias favoritos e o contava o tempo para que chegassem no calendário.

– Claro que eu me lembro – concordei com a cabeça – Mas pai, você ainda está se recuperando de um infarte, precisa ficar de repouso na cama.

– Tudo que eu tenho feito nos último três dias foi ficar naquela cama, não aguento mais – reclamou – Eu também preciso andar um pouco, exercícios fazem bem ao coração, sabia?

– Certo! — tive que concordar com ele, afinal, meu pai é cardiologista e sabe desse assunto um pouco mais do que eu – Mas não exagere muito, por favor e, nada de comer essa panquecas – peguei o prato e levei até a onde Eve estava.

– Oba! — ela levantou as duas mãozinhas indo em direção as panquecas – Todas as pequenas só para mim.

– Nem pense nisso, mocinha – a reprimi – Cada uma de nós vai comer três panquecas e vamos congelar o resto.

– Como você é sem graça, mãe – minha filha cruzou os braços e fez biquinho.

– A Eve tem razão, filha, você era mais animada – ele lembrou – Acho que vou chamar o Damon aqui para te deixar mais animada.

– Não sou sem graça, apenas quero evitar que vocês fiquem doentes – avisei – E pai, já disse que eu Damon somos só amigos, por favor, não tente ver nada nisso – por sorte Eve não estava prestando atenção na conversa, já estava com problemas o suficiente na minha cabeça para me preocupar que a minha “amizade” com o Damon possa chegar aos ouvidos do Klaus.

– Não pode me culpar por tentar – deu de ombros e fez a expressão mais inocente que conseguiu.

– Vou pegar uma Grapefruit para você – avisei indo até a geladeira.

O café da manhã transcorreu sem maiores problemas, apenas o meu pai reclamando de ter que comer a Grapefruit e tentando pegar uma panqueca escondido. Sentia muita falta desse momentos de refeição em família, em casa, quando eu acordo Klaus já saiu e quando volta a hora do jantar já passou ou ele prefere comer no seu escritório, momentos em que sentamos todos em volta da mesa são bem raros.

Já tínhamos terminado de comer e coloquei os pratos na pia para lavar, quando a campainha tocou. Fiquei confusa, quem poderia aparecer de surpresa em um sábado pela manhã.

– Eu atendo – avisei – Deixe a louça aqui que eu já venho lavar.

– Ora, Elena, você não precisa fazer tudo – meu pai avisou – Pode ficar tranquila que eu mesmo lavo essa louça.

Antes que eu pudesse contra-argumentar, ele já estava em frente a pia e segurava a esponja. Fui até a porta, de todas as pessoas que poderiam ter cegado, essa era a que eu menos iria imaginar.

– Tia Jenna? — olhei para a mulher parada na varanda, ela estava usando calça jeans, uma blusa vermelha e uma jaqueta – O que você está fazendo aqui?

– Olá, Elena! Sim, eu estou bem! Também estava com saudades! — revirou os olhos – Pensei que fosse tratar melhor a sua tia que você não vê há mais de um ano.

– Desculpe, tia Jenna – a abracei – É que eu realmente não esperava ver você aqui, ainda mais com o James – dei uma olhada no bebezinho que dormia tranquilamente no carrinho.

– Fui até a pediatra na semana passada e ela liberou para que viajássemos – explicou – Achou mesmo que eu não fosse vir sabendo que seu pai teve um infarto?

– Não precisava vir, eu estou me virando sozinha – avisei – E o Jeremy também ajuda, da maneira que pode – Jer tem ligado todos os dias desde que voltou para a faculdade, tenho a impressão de que ele consegue ser mais super protetor que eu.

– E eu também posso ajudar! — lembrou.

– Você é uma boa cunhada, tia Jenna – disse, ela cuidava melhor do meu pai do que o próprio irmão dele.

– Sabe que eu adoro conversar com você, Elena, mas será que eu posso entrar? — pediu – Está ventando muito e, com certeza, não fará bem para o James.

– É claro que pode – ajudei minha tia a empurrar o carrinho para dentro de casa – Mas como ele é lindo!

– Sim, é meu filho, claro que tinha que ser uma graça – sorriu, convencida – Você quer segurá-lo?

– Claro que sim – afirmei, então, com todo o cuidado, retirei meu primo de dentro do carrinho – Oi, James! — ele tinha os cabelinho pretos e os olhos castanhos que observavam tudo, totalmente atento.

– James, essa é sua prima, mais velha – tia Jenna falou com o filho e ele parecia entender – Ela e o seu primo Jeremy são muito legais, vai gostar deles.

James era o meu primeiro primo, já que tia Jenna era a única irmã da minha mãe e as duas tinham 11 anos de diferença, portanto estava entrando na adolescência quando nascemos e ainda não tinha idade para ter filhos também. O irmão do meu pai, o tio Jonh era do tipo solteirão convicto, duvido que algum dia ele tenha pensado em levar o nome da família Gilbert adiante.

– Ele se parece tanto com você, tia – comentei quando o bebê no meu colo sorriu.

– Ainda bem que ele se parece comigo, quer dizer que não herdou quase nada do Logan – revirou os olhos – Já basta eu ficar presa ao resto da minha vida a essa canalha por causa do nosso filho, não preciso olhar a “cara” dele sempre que olho para o James também.

Não pude deixar de rir. Logan Fell foi namorado da minha tia por toda a sua adolescência, ainda me lembro dele vindo almoçar aqui em casa quando a minha mãe era viva, o relacionamento deles era cheio de idas e vinda, mas, mesmo assim, decidiram continuar juntos quando foram para a faculdade. Quando tia Jenna engravidou eles decidiram ir morar juntos, claro que não deu certo e eles já estavam separados antes de bebê nascer e, pelo visto, dessa vez não tem volta.

– Segurar esse bebezinho me dá uma saudades de quando a Eve nasceu – comentei – Claro que ele ainda é pequena, mas nada como uma criança recém-nascida para a gente cuidar.

– Pelo jeito alguém está querendo ter um segundo filho – sorriu – Imagino que quando você voltar para casa não vai demorar muito para estar grávida de novo.

– Acho muito difícil – fiz uma careta, desde que a Eve nasceu nós dois nos protegemos e eu agradeço muito por isso, não queria trazer uma criança ao mundo agora, ainda mais com todo esse clima estranho que eu e Klaus estamos vivendo – Mas eu vou avisando, aproveite seu filho enquanto ele está pequeninho desse jeito.

– E eu vou aproveitar – garantiu.

– Tia Jenna! — Eve veio correndo da porta da cozinha e abraçou a recém-chegada – Que saudades eu estava de você.

– Eu também, bonitinha! — ajoelhou, ficando na altura dela – E como você cresceu, Eve.

– Esse é o meu novo, priminho? — Eve se sentou ao meu lado no sofá para poder ver o rostinho de James – Como ele é bonitinho e tão pequeno.

– Sim, filha, por que ele ainda é uma bebê – lembrei – Você também já foi assim um dia.

– Sim, eu vi as fotos – concordou, balançando a cabeça afirmativamente.

Logo meu pai apareceu na sala e cumprimentou a tia Jenna. Ficamos conversando até que ela decidiu ir para o quarto de hóspedes e levou James juntos, Eve quis ir ajudá-la e eu consegui convencer o doutor Gilbert a deitar um pouco também. Assim, fiquei sozinha naquela sala, eu e meus pensamentos.

Infelizmente, não pude aproveitar muito os momentos de solidão, pois logo o meu celular começou a tocar. O tirei o bolso da calça e atendi sem nem ao menos olhar o identificador de chamadas.

– Alô! — disse colocando o aparelho no ouvido.

Elena, sou eu – a voz de Damon do outro lado da linha fez o meu coração começar a disparar – Só liguei para saber como é que está o seu pai, afinal, já tem três dias que não tenho notícias de vocês..., ou melhor, dele.

– Meu pai está bem! — garanti, não entendo como é que eu posso estar com o rosto vermelho, nem ao menos estou perto dele – Obrigada por perguntar.

Precisamos marcar um exame para eu ver como está tudo e é bom que seja o mais rápido possível – avisou – Amanhã eu estou de folga no hospital, mas podemos marcar na segunda-feira, o que acha?

– Para mim segunda-feira parece ótimo – dei um sorriso bobo, eu iria ver Damon novamente dentro de dois dias e não precisaria me sentir culpada já que era pela saúde do meu pai – Que horas fica melhor para irmos até ai?

Vou deixar um horário marcado para ele logo depois do almoço – ouvi barulho de papel, provavelmente estava mexendo em uma agenda – Marcado, nos vemos segunda-feira, então.

– Claro! — afirmei – Tchau, Damon, foi bom falar com você.

Assim que desliguei a ligação apareceu o papel de parede do meu celular, era uma foto minha e do Klaus no dia em que decidimos fazer um piquenique no jardim dos pais dele, acho que tínhamos apenas um ano de namoro, talvez até menos. Aquele era o maior lembrete de que tudo que eu estava fazendo era completamente errado.

Fiquei ali, algum tempo, olhando para os nossos rostos, os sorrisos de felicidade, fazia que tinha passado uma vida desde que isso aconteceu; o casamento, o nascimento da Eve, o excesso de trabalho do Klaus, tudo isso transformou as nossas vidas, até hoje não sei se foi para melhor ou para pior. Tudo que eu sei é que quando eu olho para o meu marido não sinto para o coração bater mais forte nem o meu estômago revirando como no época em que nos conhecemos, será que a rotina pode mesmo destruir o amor?

Olho para a minha mão esquerda e retirei a aliança dourada que estava no meu dedo anelar. Fiquei algum tempo encarando aquele anel na minha mão dentro tinha as letras K e E com um coração no meio. Por alguma razão não parecia certo eu estar usando ela nesse momento, então a coloquei no bolso da calça jeans.

– Por que você está aqui sozinha? — me virei e encontrei tia Jenna descendo as escadas – James está dormindo e a Eve quis ficar lá vendo o priminho dormir, achei tanto fofo que acabei deixando, claro sem antes fazê-la prometer que não iria acordá-lo ou algo parecido.

– Eu estava apenas pensando um pouquinho sozinha – expliquei, dando de ombros – Gosto de fazer isso, às vezes.

– E será que posso saber o que você tanto pensa? — quis saber – Parece bem complicado, quase posso ver a fumaça saindo pela sua orelha.

– Acredite, é complicado – concordei – Já quis, muito, fazer algo, mesmo sabendo que isso é algo totalmente errado?

– O tempo todo – revirou os olhos depois de responder – Se puder ser mais específica, talvez eu possa ajudar.

– É algo totalmente errado e que vai mudar tudo – foi tudo que eu disse, não queria dizer para a minha tia que eu estava pensando em trair o meu marido, ela é como a minha segunda mãe e tem certos assuntos que eu fico envergonhada de falar – Mesmo assim, não consigo deixar de pensar nisso.

– Se quer saber a minha opinião, você devia fazer isso que tanto quer – sugeriu – Não é bom ficar com vontade de fazer alguma coisa, acredite, eu sei disso.

Mesmo não sabendo o que estava acontecendo, tia Jenna tinha me dado quase o mesmo concelho que Caroline. Era como se o destino estivesse me jogando para os braços do Damon e eu desisti de tentar lutar contra a maré, vou lutar pela minha felicidade, ou, pelo menos, aonde eu acho que está a minha felicidade.

– Tia Jenna, será que você pode ficar de olho na Eve e no meu pai para mim por algumas horas – pedi – Tenho que fazer uma coisa, agora mesmo, antes que eu perca a coragem.

– Mas é claro que eu fico de olho nele, Elena – garantiu – E boa sorte em seja lá o que tem para fazer.

– Obrigada – sorri antes de subir as escadas. Meu ato de coragem merece uma super produção.

Damon

Desliguei o telefone e fiquei sorrindo bobo para o nada por vários segundos, não acredito que eu estava assim apenas porque iria ver Elena Gilbert na segunda-feira. Acho que nunca tinha sentido isso antes e confesso que estou assustado com os meus próprios sentimentos.

Já sai com diversas mulheres, mas nada sério, raríssimas passaram de uma noite e mesmo assim, no máximo, uma semana. Achei que fosse ser sempre assim, meu irmão era o romântico da família e eu era o solteirão galinha que nunca teria uma esposa ou filhos.

Claro que quando vi a foto de Elena pela primeira vez na sala do pai dela a achei linda, mas não imaginei que fosse sentir essas coisas pessoalmente. De repente eu me vi pensando naquela mulher em todos os meus tempos livres e as situação só piorou quando nos beijamos na sala do meu apartamento, há quatro dias, tudo que eu quero é que isso aconteça novamente.

Obviamente não teria problema eu estava “apaixonado”, ou coisa assim, por Elena se ela não fosse casada. Mesmo que tenha falado mal dele e dito que o casamento não é a mesma coisa, ele é o marido dela e não quero ser o responsável pelo fim de uma família.

Decidi parar de pensar nos meus problemas amoroso e olhei para o relógio de pulso, ainda falta uma hora para eu ir para casa e já estou totalmente exato, a lembrança de que amanhã não trabalho não ajuda em nada. Decido ir até a lanchonete e peço uma xícara de café.

– Damon Salvatore! — viro-me e dou de cara do Alaric – Que surpresa encontrá-lo aqui.

– Oi, Ric! — acenei para o meu amigo – Até a última vez que fiquei sabendo eu trabalho aqui, não sei porque essa surpresa por me encontrar.

– Não é isso, apenas não sabia que hoje era seu dia de plantão – respondeu, apontando para a minha bebida, normalmente só enchíamos a cara de café quando íamos virar a noite trabalhado.

– Eu não estou de plantão, apenas estou tentando ficar de pé o tempo que eu ainda estou aqui – expliquei – Não tem sido semanas muito fáceis sem o doutor Gilbert aqui – era verdade, Grayson era o chefe da cardiologia e me deixou como segundo encarregado, como ele está de licença, preciso ficar como responsável e isso é tão cansativo quanto clinicar.

– Imagino – revirou os olhos – Já que você não está de plantão, o que acha de irmos até o Grill depois do expediente?

– Infelizmente vou ter que recusar o convite – respondi – Tudo que eu quero é ir para casa e ficar a noite inteira sem fazer nada.

– É, Damon, acho que você está ficando velho – riu – Ou então está apaixonado.

– Como você é engraçadinho – brinquei, mas também fiquei preocupado, será que estava tão na cara assim?

Doutor Salvatore, por favor, dirija-se a emergência – a voz no alto-falante ecoou por todo o hospital.

– Bom, é isso, o dever me chama – terminei de tomar o café e coloquei a xícara em cima do balcão – Nos vemos depois, Ric – dei um tapinha nas cosas dele antes de sair.

Por sorte a última hora que ainda tinha de trabalho passou rapidamente e logo eu estava indo embora para casa. Quando abri a porta do meu apartamento o local estava totalmente escuro.

– Stefan? — sabia que ele não devia estar aqui, mas não custava nada chamá-lo – Você está ai?

Quando passei pela mesinha de centro, entre o sofá e a televisão, percebi que tinha um bilhete em cima. Peguei o papel e reconheci a letre do meu irmão.

Damon,

Preciso ir até Richmond e Caroline vai junto comigo. Vamos passar o dia inteiro lá e voltaremos muito tarde, por isso vou dormir na casa dela.

Qualquer coisa pode ligar no meu celular.

Stefan.

Revirei os olhos, sinceramente, não sei porque meu irmão ainda insiste em fixar residência aqui, deveria se mudar definitivamente para a casa de Caroline. A única coisa boa disso tudo era que eu iria poder ficar bastante tempo sozinho e isso era sempre bom.

Tomei um rápido banho e fiz um sanduíche, pois não estava com vontade de almoçar. Depois disso liguei a televisão e comecei a mudar de canal procurando um bom filme para ver.

Estávamos no meio da tarde, mas começou a ficar escuro, sinal de que ia começar a chover. Não demorou muito para a janela da sala ficar molhada, também estava ventando e trovoando muito.

A campainha tocando me pegou totalmente de surpresa e mais ainda quando vi Elena parada no corredor. Seu cabelo estava molhado devido a tempestade do lado de fora e sua roupa colada no corpo, vários pensamentos passaram pela minha mente, mas balancei a cabeça para afastá-los.

– Lena, o que você está fazendo aqui? Ainda por cima com esse tempo – coloquei a mão nas suas costas e a fiz entrar no apartamento – Aconteceu alguma coisa com o seu pai? Ou com a Eve?

– Não, eles estão ótimos – afirmou – Minha tia, irmã da minha mãe, chegou em Mystic Falls hoje e eles estão com eles.

– Fico feliz com isso – sorri – Não que eu esteja achando a sua visita ruim, mas, se está tudo bem, o que você está fazendo aqui? — não nos conhecíamos há tanto tempo assim, mas ela não parecia o tipo de pessoa que ia ver as outras por nada, essa era uma visita totalmente inesperada e misteriosa.

– Eu precisa falar com você – explicou – E tinha que ser o mais rápido possível, não poderia esperar até amanhã, ou até segunda-feira.

– E o que é? — minha mãe sempre disse que curiosidade é o meu maior defeito, hoje vejo que ela está certa.

Sinto que você quer isso tanto quanto eu – sussurrou chegando perto de mim e colocando as duas mãos no meu rosto – Mas se eu estiver enganada, me avise, por favor, que eu paro na mesma hora.

Antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa, Elena já tinha grudado os lábios nos meus. Tudo que eu consegui fazer foi puxá-la para mais perto mim e aprofundar o beijo.

Notas finais
Não queiram me matar por terminar o cap desse jeito, mas eu preciso colocar um pouco de mistério no ar... kkkkkkkkkkk Na verdade era para esse cap ser dividido em dois (um com o ponto de vista da Elena e o outro com o ponto de vista do Damon), mas decidi parar de torturar vocês e compactei eles em um só para chegar logo nos acontecimentos do próximo cap... (alguém arrisca o que vai acontecer? kkkk) *** Só mais uma coisa, eu estou achando essas postagens quartas e sábados horríveis, pois final de semana fica meio ruim de postar e queria mudar os dias. O que acham de segundas e quintas? Ou segundas e sextas? Quero saber a opinião de vocês sobre isso... *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?