Pecados Íntimos
12 Capítulo 11 – Primeiro pecado
Notas iniciais
Eu simplesmente não sei o que aconteceu comigo, mas quando eu vi Damon ali, na minha frente não consegui resistir e o beijei. Devo estar mesmo ficando completamente maluca.
Ele não demorou muito para corresponder ao meu beijo, que fez com que eu passasse as mãos pelos seus cabelos, eram macios, exatamente como eu imaginei que eram. Fomos caminhando até que fui imprensada contra a parede e não tive escolha, a não ser enroscar as pernas em volta da sua cintura, também pude sentir seu membro rijo contra minha intimidade.
– Não posso mais lutar contra isso – sussurrei quando Damon retirou os lábios dos meus e começou a descer em direção ao meu pescoço – Não importa que eu esteja traindo o Klaus, não aguento mais ficar longe de você.
– Eu também não consigo ficar longe de você – levantou a cabeça para poder me olhar melhor e segurou o meu rosto com as duas mãos – Acho que nunca senti por nenhuma mulher o que estou sentindo por você agora.
Fiquei encarando ele por alguns segundos, essa situação estava mais séria do que eu poderia pensar e me dava um certo frio na barriga. Mas eu já tinha prometido que iria deixar as coisas rolarem e é exatamente o que eu vou fazer, então voltei a beijá-lo.
Sem se separar um segundo sequer de mim, Damon colocou as mãos na barra da minha blusa e a puxou por cima da minha cabeça. De repente, eu desejei ter posto um sutiã mais sexy que esse azul claro com rendas na ponta.
– Você é muito linda, Elena – afastou-se um pouco para poder me olhar melhor, de cima a baixo.
– Deixa de ser bobo, Damon – sentei meu rosto ficar quente de vergonha depois do elogio – Você não precisa mentir para mim desse jeito – sabia que meu corpo não era mais o mesmo depois da gravidez. Claro que quando Eve nasceu eu consegui emagrecer todos os quilos que eu ganhei e voltei ao meu peso de antes, mas, infelizmente, teve consequências, as estrias, Klaus dizia que estava acostumado e que era parte do meu charme, mesmo assim eu morro de vergonha.
– Não precisa ficar com vergonha de mim, Elena – pediu – Você é linda e ninguém pode dizer o contrário.
Em vez dele me beijar na boca ou no rosto, ele se abaixou e encostou os lábios nos meus seios, mesmo sobre o tecido do sutiã podia sentir cada milímetro do meu corpo se arrepiando.
– Daaaaaaamon! — gemi enquanto ele começava a descer os beijos pela minha barriga, deixando uma trilha de saliva até chegar ao cós da minha calça.
Meus olhos estavam fechados, mas eu senti o botão da calça jeans sendo aberta e, com um único puxão, a arrancou juntamente com a calcinha. Agora tinha apenas uma peça de roupa cobrindo o meu corpo.
– Não sei se eu consigo me controlar, mas eu preciso perguntar isso – disse – Você tem mesmo certeza de que é isso que você quer?
Estava sem forças para falar nenhuma palavra sequer, então apenas balancei a cabeça afirmativamente, o que foi o suficiente para que ele continuasse. Senti que as minhas costas não estavam mais grudadas na parede, eu estava em movimento pela sala, até que cai deitada no sofá, Damon ficou por cima de mim, voltando a me beijar.
– Espera, aonde é que você vai? — puxei pela camisa quando o senti se levantar.
– Shhhh – pediu para eu ficar quieta – Relaxa, eu tenho certeza de que você vai gostar.
Fui pega totalmente de surpresa quando ele me penetrou com dois dedos e começou a estimular o meu clitóris com a língua. Soltei um suspiro ofegante e fiquei apertando, com força, o estofado do sofá, usando as duas mãos.
– Damon! — gemi, queria pedir parar, mas não tinha forças para isso – Ah!
Não demorou muito para eu chegar ao ápice, tive que morder o lábio inferior com tanta força que senti o gosto de sangue, tinha medo de gritar tão alto que todos no prédio fossem me ouvir. Claro que eu já tinha recebido sexo oral outras vezes, mas nunca tinha sido tão intenso quanto agora.
Fiquei algum tempo ali, olhado para o teto, esperando que minha respiração voltasse ao normal.
– Você está bem? — perguntou, preocupado, passando a mão pelo meu rosto – Se quiser pode ir para o meu quarto descansar pouco.
– Isso não é justo – murmurei – Eu estou aqui completamente satisfeita e você nem ao menos tirou a roupa.
– Se você gostou é o suficiente para mim – deu um beijo no canto da minha boca – Imagino que você queira dormir, posso preparar algo para você comer, se quiser, é claro.
– Não quero descansar – minha voz saiu totalmente manhosa – Quero retribuir o que você fez para mim.
Sabia que ele ia reclamar, mas não esperei para ouvir. Com uma força que não sei de onde tirei, inverti nossas posições, me sentando no osso do seu quadril, aonde pude verificar que ele ainda estava totalmente excitado.
Retirei sua camisa e comecei a beijar todo o seu peitoral, deixando algumas mordidinhas estratégicas que, com toda certeza, irão deixar uma marca amanhã, enquanto isso Damon ficou passando a mão pela minha nuca, me incentivando a continuar. Desabotoei a calça e dei um beijo no seu membro por cima da cueca.
– Elena...? — sua voz vacilou por um segundo – Você tem certeza disso?
– Shhhh – foi a minha vez de pedi-lo para ficar quieto – Agora você relaxa e curte esse momento.
Quando retirei sua última peça de roupa, fiquei alguns segundos parada sem saber, exatamente, qual seria o meu próximo passo. Nunca tinha feito isso antes, nem mesmo com o Klaus e tenho medo de que ele não goste ou alguma coisa parecida.
– Lena... — Damon me chamou, mais uma vez, me despertando dos meus devaneios, precisava tomar uma atitude, agora mesmo.
Comecei a “massagear” o seu membro com as mãos e passei a língua na pontinha, isso fez com que ele começasse a gemer. Era bom saber que estava causando esse efeito nele, me fez sentir totalmente poderosa.
Continuei a estimulá-lo com a mão e com a língua, até que ele se derramou de prazer. Me puxou para cima dele e então voltamos a nos beijar.
– Damon, espera – o interrompi, de repente – Não tem perigo do Stefan chegar aqui e nos flagrar, não é mesmo?
Lembro que da última vez o noivo da minha amiga chegou bem no momento em que estávamos nos beijando, não quero nem imaginá-lo abrindo a porta agora e nos pegando nesse sofá completamente nus. Mas ele não tinha a mesma preocupação que eu, pois começou a rir.
– Qual é a graça? — cruzei os braços e me fingi de brava.
– Você não precisa se preocupar com isso – garantiu – O Stefan está em Richmond com a Caroline e vai dormir lá, como faz quase todos os dias. Na verdade aquele dia foi meio que falta de sorte nossa, meu irmão quase não aparece aqui.
Uniu seus lábios aos meus em seguida. Mas eu não consegui relaxar e fiquei olhando para a porta com a minha visão periférica imaginando que aquela maçaneta ia girar a qualquer momento.
– Não consigo mais relaxar, Damon – reclamei, o afastando, colocando a mão no seu peito – Aqui na sala eu não fico mais.
– Então vamos para o meu quarto – sugeriu – Tenho certeza de que você vai ficar mais a vontade lá.
Quando eu concordei, Damon se levantou do sofá e me pegou no colo da mesma maneira que um noivo segura sua noiva. Assim que entramos no quarto, ele fechou a porta com o pé e começou a me beijar, sem nos separamos um minuto sequer, ele caminhou até a cama e me depositou sob o colchão, delicadamente.
Abriu o fecho do meu sutiã, começou a beijar um dos meus seios e a estimular o outro com as mãos, depois inverteu. Logo, ambos estávamos prontos para mais um “round”.
– Quero você dentro de mim, agora mesmo – segurei seu rosto e o trouxe para mais perto do meu, normalmente eu ficaria vermelha pelas minhas palavras, mas não estou me importando com isso no momento.
– Seu pedido é uma ordem – deu um sorriso safado e me beijou.
Não separou os lábios dos meus e separou a minhas pernas, colocando o seu membro entre a minha intimidade.
– Espera, estamos esquecendo da camisinha – lembrei, não estava querendo ter problemas com uma gravidez inesperada nesse momento. Como é que eu explicaria isso para o Klaus?
– Camisinha? — me olhou confuso, parecendo associar o que eu tinha acabado de falar – Ah sim! Claro! Vou pegar!
Abriu a gaveta da mesinha ao lado da cama e retirou lá de dentro um pacotinho prateado. Ele rasgou a embalagem e a vestiu rapidamente antes de se posicionar para onde estava antes.
– Lembre-se, se estiver doendo ou se sentindo incomodada, é só pedir que eu paro na mesma hora – avisou.
– Tenho certeza de que isso não vai acontecer – garanti – Não sou uma garotinha inexperiente, não esqueça disso.
Sem mais, ele me penetrou de uma só vez e começou a se movimentar, a princípio lentamente, mas depois foi aumentando a velocidade gradativamente. Enrosquei, mas uma vez, minhas pernas na sua cintura.
– Mais rápido – pedi e Damon me obedeceu na mesma hora – Ah! Daaaaaaamon!
– Ah! Elena! — ele também começou a gemer – Desde o momento em que eu te vi pela primeira vez na UTI do hospital, eu imaginei esse momento. Mas imaginei que nunca fosse acontecer por você ser casada.
– Só que eu estou aqui agora – grudei a testa na dele – E esquece o Klaus, pelo menos por enquanto.
Depois de mais algumas investidas chegamos ao ápice juntos, esse foi, sem dúvida, o orgasmo mais intenso que já senti em toda a minha vida. Damon ainda permaneceu dentro de mim por alguns minutos até que parássemos de respirar ofegante e nossos corpos parassem de suar.
– Você está bem? — perguntou, logo em seguida.
– Nunca me senti tão bem em toda a minha vida – admiti – E eu não me arrependo da decisão que eu tomei de estar aqui você, na verdade só acho que devia ter feito isso há mais tempo.
– Que bom que você não se arrepende – deu um beijo na minha testa – Por que essa noite promete ser longa.
Arregalei os olhos, totalmente espantada. Por mais que eu quisesse ficar, não podia, tinha que cuidar do meu pai e ainda tinha a Eve.
– Não posso, Damon, preciso voltar para casa – respondi – Mas antes, acho que eu preciso de um banho.
– Então, nós vamos juntos! — avisou.
Já dentro do box, Damon voltou a me beijar e me imprensou contra a parede gelada. Logo ele me penetrou novamente, dessa vez sem nenhum impedimento entre nós dois.
– Esquecemos a camisinha – foi a sua vez de se lembrar – Acho melhor eu ir lá pegar.
– Não! — cravei minhas unhas no seu ombro, por mais que estar protegida fosse importante não podia deixar que ele se afastasse de mim para ir até o quarto pegar uma camisinha – Vai sem mesmo.
A segunda vez foi ainda melhor que a primeira. A sensação dos nossos corpos em chamas eram um contraste com a água gelada que caia neles e o barulho do chuveiro abafa o som das nossas respirações ofegantes. Quando um orgasmo avassalador me atinge, tive que morder o ombro direito de Damon, que fez com que ele me seguisse no seu ápice.
– Acho que eu não consigo ficar em pé sozinha – avisei antes que ele pudesse se afastar, minhas pernas pareciam duas gelatinas de tão mole que estavam.
– Tudo bem, eu te carrego de volta para o quarto – me pegou no colo mais uma vez depois de desligar o chuveiro – Agora você vai mesmo descansar um pouco, não posso te deixar sair daqui dessa maneira.
– Acredite, eu não tinha pensado nisso – fechei os olhos, podia dormir agora mesmo de tão cansada que eu estava – Não consigo nem pensar em sair daqui agora.
– É assim que eu gosto – sorriu.
Damon me fez deitar na sua cama e pegou uma camisa sua para que eu pudesse vestir. Ela era branca, de botões e batia na metade das minhas coxas. Me cobriu até a cintura e ficou passando a mão pelo cabelo, de repente, meu estômago roncou tão alto que eu tinha certeza de que ele tinha ouvido.
– Pelo jeito tem alguém com fome aqui – começou a rir.
– Acho que agora eu aceito que você prepare alguma coisa para mim – pedi, não tinha conseguido almoçar por causa de todas aquelas coisas que estavam na minha cabeça, por tanto estava apenas com o café da manhã no estômago até agora – Isso se não for dar muito trabalho.
– Mas é claro que não tem problema – garantiu – Vou preparar a minha especialidade, espero que você goste.
– Tenho certeza de que vou gostar – respondi, Damon tinha cara de que sabia cozinhar bem, até porque ele praticamente mora sozinho.
– É o que veremos – riu antes de sair do quarto.
Agora que eu estava sozinha comecei a pensar na consequência de todas as minhas ações, tinha acabado de trair o meu marido. Enquanto eu estava apenas observando e sonhando a situação era outra, mas agora eu tinha transado com o Damon e isso muda tudo. Estou com Klaus há sete anos, somando o tempo de namoro e de casamento e nunca tinha nem ao menos olhado para outro cara, o que será que me fez mudar de ideia tão rápido e colocar em risco o meu relacionamento assim?
– Está tudo bem? — estava tão distraída que não reparei que Damon tinha voltado, estava segurando uma bandeja em que podia ver um prato e dois copos com líquidos roxos.
– Sim! — balancei a cabeça afirmativamente e sorri – Como você foi rápido, tem certeza de que conseguiu cozinha alguma coisa nesse pouco tempo.
– Fiz o meu famoso omelete de ricota e espinafre – explicou enquanto se sentava ao meu lado – Foi o primeiro prato que eu aprendi a fazer, quando ainda estava na faculdade de medicina. Liguei desesperado para a minha mãe e pedi para ela me passar uma receita rápida e fácil porque que eu não aguentava mais comer em restaurante.
– Imagino como deve ter sido – fiz um careta – Sorte que eu já sabia cozinhar quando comecei a morar sozinha, vantagem de ser a única mulher em uma casa.
– Também trouxe suco de uva – continuou – Foi a coisa mais parecida com vinho que eu encontrei aqui.
– Está tudo perfeito – falei.
Nós dois comemos o omelete que ele preparou e bebemos o suco de uva, estava tudo maravilhoso e Damon era mesmo um excelente cozinheiro.
– Estava tudo uma delícia – comentei depois que terminamos – Então, será que eu posso saber para quantas mulheres você já preparou esse prato?
– Deixa eu pensar, duas – colocou a mão no queixo, pensativo – Minha mãe e a minha irmã – sorriu quanto completou – Elena, eu não estava brincando quando eu disse que não tinha sentido por ninguém o que estou sentindo nesse momento.
Não disse nada, apenas fiquei encarando o lençol branco da cama.
– O que aconteceu, Lena? — segurou o meu queixo, fazendo com que eu o olhasse – Eu disse alguma coisa errada?
– Apenas estou com medo – admiti – Você parece estar criando todas essas expectativas e eu tenho medo de não poder atender a elas.
– Não vamos pensar nisso agora – pediu – Vamos viver o momento e amanhã pensamos em todas as consequências.
Aproximou o rosto do meu e quando nossos lábios se encostaram eu esqueci de tudo e decidi seguir o seu conselho de pensar nas consequências depois. Fizemos amor mais uma vez e ao final estava mais cansada do que nunca.
– Agora eu preciso mesmo dormir – murmurei com a cara enterrada no travesseiro – Espero que você não se importe.
– Descanse, Elena – pediu dando um beijo no topo da minha cabeça – Acho que nós dois estamos precisando de uma boa noite de sono.
A mistura do meu cansaço com o fato de Damon estar passando as mãos nos meus cabelos fez com que eu caísse na inconsciência quase que instantaneamente.
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