Paz e Amor

7 She Will Never Find Out


CAPÍTULO 07

— Sim, e olha só — apontou para a barra de chocolate em sua mão. — Eu acabei de achar.

Afrodite sentiu uma tremenda vontade de rir, mas se segurou ao perceber que não faria nexo. Quer dizer, até faria se ele tivesse entendido o outro sentido da palavra. Mas de qualquer modo, ela precisaria de mais do que insinuações.

— Vai querer? — perguntou o deus estendendo a barra e continuando a olhar na geladeira. — Tem barrinha de cereal de chocolate também, só que não deve ser tão bom quanto chocolate.

— Eu vou aceitar um pedacinho, porque eu não posso perder a forma. — comentou indo até ele e mordendo um quadradinho do doce que estava na mão dele. — Só que vou ficar com a barrinha. Eu adoro barras.

— Difícil alguém resistir a doces. Por sorte somos deuses e não teremos diabete. — a deusa do amor pegou da geladeira, logo vendo a porta ser fechada.

— Pois é. — mordeu a barrinha e o viu andar em direção a porta. — O que vai fazer agora?

— Algo que não é da sua conta. — Afrodite revirou os olhos e deu ombros ao vê-lo sair da cozinha.

— Eu nem queria saber mesmo. — resmungou sentando-se no banquinho e olhando para onde o deus da guerra estava há alguns segundos.

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Short curto, confere.

Blusa curta de renda,confere.

Cabelo com cachos nas pontas, confere.

Pantufas, confere.

Afrodite olhava-se no espelho e vez ou outra ajeitava seu cabelo. Iria dar uma volta por aí para ver se tinha alguém. Seu pijama cor de rosa estava ótimo. Renda, pouco tecido e pantufas. A deusa amava pantufas.

Passou um dos seus perfumes mais doces e saiu de seu quarto, andando em passos lentos pelos corredores. Era dez e trinta e sete da noite, e já estava um pouco frio. Ah, mas que se dana-se o frio.

Ela tinha um novo plano, e não iria deixá-lo pra escanteio por causa de frio, um coisa que ela achava ser psicológica.

A deusa andou um pouco a mais e voltou alguns passos ao ver a porta da biblioteca aberta. Atena, com certeza estaria lá.

— Ateninha, minha gata, eu fiquei pensando e já sei quem vai ser o cara a partir de hoje! — exclamou indo até uma mesa e, de fato, se surpreendendo. — Ué, você não é a Atena.

— Qual foi sua primeira pista? — indagou ele grosseiramente virando a página do livro que estava lendo. Afrodite rolou os olhos ficando feliz por dentro, devido a sorte estar a seu favor.

— Olha, eu acho que foi os seus músculos. Atena não tem músculos como os seus, sabe, é mais feminino. — respondeu ajoelhando-se na cadeira e se debruçando sobre a mesa. O deus olhou para ela, que sorriu forçadamente, fazendo-o voltar sua atenção para o livro. — E ela não lê livros de guerra a noite, então...

— Então porque não vai atrás dela, hum? — sugeriu secamente.

— Ora, eu não estava atrás dela. Apenas achei que ela estaria aqui já que é praticamente o segundo aposento dela. — afirmou olhando para os lados. — Se tivesse uma cama, com certeza dormiria aqui. É bem aconchegante esse lugar, não acha?

— Humhum. — murmurou... ou resmungou? Ele fez esse som e junto também causou a mudança de lugar dela. Afrodite fora ao seu lado e se inclinou para tentar enxergar as letrinhas do livro.

— Pra mim isso parece outro idioma. — constatou e ele suspirou.

— Talvez porque você seja a deusa do amor e não da guerra.

— Deusa do amor, da beleza e do sexo. Não sei porque sempre que falam de mim, falam apenas a parte do amor. — reclamou sentando-se na ponta da mesa e encarando-o.

— Talvez porque você é a responsável pelo amor e blá, blá, blá. — Afrodite suspirou e pegou o livro das mãos do deus. — Qual é o seu problema?

— Qual o meu problema? Você está lendo um livrinho a noite e pergunta qual é o meu problema? — debochou rindo e tendo o livro retirado de suas mãos. — Pensei que fazia coisas mais interessantes a noite.

— Eu faço, quando não estou ocupado. — respondeu grosseiramente. — Afrodite, já sei, porque não vai atrás de algum homem e me deixa em paz?

Eu já estou atrás de um, na verdade estou na frente dele, pensou se policiando a falar ou não. Deve ser igual o irmão, prefere outras coisas do que mulheres, completou. Ah, não, ele não faz o estilo que troca uma gostosa por um livro ou por mapas.

— Você sabe onde seu irmão está?

— Se você não sabe, porque cargas d'água eu deveria saber? — Afrodite rolou os olhos com a grosseria e desceu da mesa em um pulinho.

— Vou atrás dele pra ver se consigo animá-lo. — decidiu. — Até mais. — e saiu mexendo os quadris.

É, Ares teve que olhar ela sair para — além de ter certeza que ela realmente foi embora — ver as partes em que o pouco tecido que ela usava não cobria.

O deus da guerra suspirou colocando o livro em sua cara e se sentiu aliviado por ela ter saído. Quer dizer, ele só se sentiria aliviado depois de algum tempinho trancado no banheiro.

Ele não podia negar que a deusa tinha lá suas curvas e uma pele que parecia bem, ahn, legal ao seu ponto de vista. Tinha um corpo fino, no entanto com ótimos atributos. Como por exemplo seus seios aparentemente grandes e seu bumbum redondo e empinado. Sem contar sua beleza excepcional no rosto. Seus lábios rosados, seus olhos verdes e seus cabelos castanhos claros.

Largou o livro em cima da mesa e fora para seu quarto em um piscar de olhos, onde trancou a porta e fora para o banheiro.

Afrodite não descobriria isso tão cedo.

Pelo menos, era isso que ele achava.

E não sabia o quanto estava enganado.

Notas finais
N/A: Hellou, amoras