Paz e Amor

11 Score To Settle


Notas iniciais
Olááá! Meus amores, quero pedir perdão pela demora. Tive alguns probleminhas pessoais, hehe ^.^ Mas obrigada pelos reviews, espero que gostem do cap.

CAPÍTULO 11

Ares ficou com essa história na cabeça por, no mínimo, três semanas.

Nesse tempo ele não conseguiu fazer absolutamente nada. Não analisou mapas, não saiu com Hermes e Apolo, não fez suas atividades normais. Claro que ele tentou. Tentou, do verbo não conseguiu.

Estava chegando a conclusão que Afrodite fez alguma coisa para que ele ficasse desse jeito, já que só conseguia pensar nela. Cinco minutos se concentrava no que estava fazendo e dez ficava avoado pensando nos cabelos dela, nos olhos e as vezes tentava forçar a memória a lembrar de algo.

Chegou a duvidar da imortalidade quando percebeu que parecia um senhor de idade.

Naquele dia, Ares estava vendo Hermes jogar animadamente seu videogame. E digamos que sua coluna estava doendo de ficar torto naquele sofá e sua cabeça não estava funcionando com o falatório do deus sobre alguma coisa extraordinária que aconteceu em algum lugar que o deus da guerra realmente não se importava.

— Quinto copo, Ares? — indagou Hermes ao ver rapidamente o deus esticando a mão para a garrafa. Ele não estava alcançando.

— Vou acabar com essa garrafa. — Ares logo teve a garrafa em suas mãos. Não porque fez algo para que ela fosse até ele, e sim porque alguém lhe estendeu. Até que seria ótimo ele falar obrigado, e ele falaria se fosse sua mãe ou Atena, que exigiam sua educação, mas era apenas Afrodite. Ele pensou até em parar de beber só com medo do que ela pode ter feito na bebida apenas por tocá-la.

— Deveria rachar ela no meio e não dar para ele, Afrodite. — disse Hermes brincalhão causando uma gargalhada em Afrodite, o que constrangeu o deus da guerra por alguns instantes. — Se não, não sobra bebida pra mim.

— O que melhor do que um deus bêbado? — a deusa sentou-se ao lado de Ares, que estava completamente esparramado e ele revirou os olhos.

— Já disse que tenho medo de você, Dite? — Afrodite riu com o comentário e logo viu Hermes se levantar e estender o controle para ela. — Tenho que ir, meu descanso acabou. Nos vemos mais tarde. — os dois deuses assentiram.

Afrodite sentou-se no chão e continuou jogando o jogo de Hermes. Ares apenas ficou observando-a. De onde ele estava, dava para ter a visão perfeita das coxas da deusa, sem contar as costas com rendas e a nuca com uma tatuagem de coração. Era questão de minutos para ele conseguir formar uma pergunta rápida e direta para acabar com essa perda de tempo.

A deusa do amor, por outro lado, estava concentrada em seu jogo apenas aguardando por alguma ação do deus. Ela sabia que ele não iria resistir a falar e, se ela tivesse sorte fazer, alguma coisa.

— Afrodite, — ela sorriu internamente ao ouvir a voz rouca dele. — eu quero que você desfaça tudo o que fez.

— Hm? Como assim desfaça tudo o que fez? Eu não fiz nada. — respondeu simplesmente e ouviu o suspiro dele. — Você deve estar ficando maluco. — por mim, completou mentalmente.

— Pode até ser, mas eu sei... — ela viu que ele se levantou. Pausou o jogo e olhou para cima. Seria uma visão amedrontadora para alguns, mas para ela não passava de alguém que parece um patinho em suas mãos. — Que você fez alguma coisa. E você não vai sair daqui enquanto não falar.

Afrodite ia perguntar como que ela não iria sair dali, mas desistiu de falar quando ele deu a resposta. Ares pegou seus pulsos e a fez deitar no chão, logo ficando em cima dela. Claro que a deusa sentiu que iria ser divertido não sair dali. Literalmente.

As mãos do deus eram pesadas, o que determinou que ela não sairia dali se dependesse da sua força, e ela observava os traços fortes do rosto dele. Seus olhos, seus lábios vermelhos, seu cabelo espetado e sua barba a fazer. Ah, ele era sim lindo.

— Temos o resto da eternidade. — disse Ares e ela sorriu travessa.

— Você já pensou que talvez a culpa não seja minha?

— E de quem seria?

— Sua.

— Minha? — indagou espantado. — Impossível.

— Oh, desculpe por lhe informar, garanhão, mas todos nós estamos sujeitos ao amor e ao sexo. — Ares franziu as sobrancelhas. — E eu não vejo problema nisso, afinal, o que tem de anormal?

— Ah, você não vê problema? Então eu vou lhe mostrar o problema. — disse aparentemente bravo.

A mente perversa de Afrodite imaginou diversas porcarias ao ouvir essa frase. Imaginou que ele poderia fazer um strip-tease para ela e depois poderiam ir para o quarto dela, ou se não ele poderia castigá-la impiedosamente. Ele poderia castigá-la impiedosamente enquanto fazia um strip-tease. Também não seria descartável ele usá-la para se satisfazer.

— Já passa de semanas que eu não consigo me concentrar em nada. — começou e Afrodite revirou os olhos ao perceber o falatório que começaria. — E sabe porque? Porque você aparece na minha cabeça. Além de que eu tento lembrar da tal noite que você fala, mas não me lembro.

— Ah, então eu apareço na sua frente? — a deusa riu um pouco, mas parou quando percebeu que o deus não estava de brincadeira. — Olha, eu não tenho culpa de você não lembrar daquela noite. Mas se você quiser, eu posso fazer tudo o que eu fiz para te ajudar a lembrar. O que acha?

— Eu não vou transar com você, Afrodite. — é, foi uma mentira que não passou pela garganta de nenhum dos dois.

— Tecnicamente, você já transou comigo. — sorriu vitoriosa, mesmo sabendo que não era verdade. — Mas, tem certeza que não quer repetir? — indagou sorrindo enquanto se desvencilhava das mãos dele. — Pode ser um segredo nosso. O que acha?

Afrodite conseguiu hipnotizar Ares por alguns instantes. Ela pôde passar a mão por seu tórax e abrir o botão de sua calça, que dava indícios que ele concordava sim com a ideia. E a deusa não conseguia ficar mais animada do que estava.

Ficou no Olimpo esses dias apenas esperando o momento em que Ares lhe procuraria, estava enlouquecendo. Afinal de contas, Hefesto e nada é a mesma coisa.

E tudo estava nos trilhos certos.

O deus deixou que ela tirasse sua camisa e passasse a mão por seu corpo. Em troca, ficou observando como ela estava se divertindo com seus músculos.

Ela pegou a mão dele, e a colocou na barra da sua blusa de renda. Era como se ela estivesse ensinando ele a como fazer as coisas. Só é que ele não precisava aprender.

Ares acordou do seu transe e colocou as mãos no quadril da deusa, deslizando as mãos pela cintura dela e pela lateral de seu sutiã preto, até conseguir tirar a blusa. O deus viu que não era apenas em seus sonhos que ela enchia o sutiã, definitivamente não.

Ele se ajoelhou deixando uma perna de cada lado dela, e Afrodite sentou-se e fez as honras de abrir o zíper. Sorriu travessa ao ver o volume da cueca azul marinho. Só que foi no momento em que ela estava quase tirando-a de sua frente que...

— AAAAAAAAAAAAARES! — era um grito bem conhecido. Atena estava procurando-o e armaria um escândalo caso visse uma situação dessa. Afrodite acenou para ele e desapareceu em uma fumaça cor de rosa. Ares fez um muxoxo de quem estava decepcionado e colocou sua camisa, logo fechando o zíper e o botão da calça. — O que você está fazendo aqui?

— Eu estava jogando videogame. — explicou ficando de pé. Torceu mentalmente para que Atena não lhe olhasse do pescoço para baixo. — Com o Hermes, só que ele teve que ir e eu fiquei sozinho aqui.

— Ah, é que eu não encontrei você no escritório e nem treinando, então. — deu ombros e suspirou. — Fico aliviada por você não estar desaparecido. Agora, vou procurar Afrodite porque temos contas a acertar. — Ares assentiu pensando na pior coisa que a deusa pode ter feito para Atena. — Você viu ela por aí?

— Não. — respondeu e a deusa assentiu logo começando a gritar por Afrodite.

Contas a acertar.

Era isso que Ares deveria fazer com Afrodite: acertar contas.

Notas finais
As coisas >> finalmente