Paz e Amor
12 Setting Accounts

CAPÍTULO 12
Ainda era de dia.
Ele não poderia simplesmente ir até os aposentos de Afrodite. Primeiramente porque era exatamente isso que ela queria que ele fizesse e Ares não era de dar o gostinho da vitória pra ninguém, e também porque Atena poderia estar por lá e ficaria uma situação estranha.
Então, por meio das dúvidas ele resolveu que iria encontrá-la antes do jantar. Ela sempre se arruma antes e normalmente está sozinha. Não que ele tenha prestado atenção nela para saber.
O deus, frustrado por ainda ser cinco horas, foi até o jardim e ficou dando voltas observando os deuses menores. De vez em quando, ele suspirava.
No entanto, em um aposento com uma enorme cama de casal cheia de travesseiros estava deitada uma Afrodite que olhava atentamente para o teto. Do jeito que saiu das ''garras'' de Ares, ficou na cama.
É, ela não estava acreditando que um plano dela estava dando certo.
A deusa só foi despertar do seu transe quando ouviu a porta se abrir e logo uma voz familiar se instalar pelo ambiente.
— Finalmente te achei! — exclamou uma Atena não muito feliz. — Temos um assunto muito sério para conversar.
— Ah, Ateninha, eu não 'tô afim de falar de coisa séria. — Afrodite fez bico olhando a irmã que estava com cara de poucos, pouquíssimos amigos. — Okay, em que eu posso te ajudar, oh deusa da sabedoria?
— Sem brincadeiras, Afrodite, eu estou furiosa com você! — a loira andou de um lado para o outro e parou em frente ao espelho, olhando a deusa do amor pelo reflexo.
— Comigo? O que eu fiz, Ateninha? — perguntou docemente.
— Você sabe o que fez. — Afrodite se poupou de falar que não sabia e apenas esperou que a deusa prosseguisse. — E vai desfazer.
— Se você me disser, eu posso até...
— Você está fazendo com que eu... Eu... Eu sinta algo por... Por... Você sabe quem. — a deusa demorou um pouco para ligar os pontos. Para quem ela estava armando mesmo? Atena e... E...
— Está falando sobre o tio Popo? — sorriu animada como se o seu tio fosse o melhor tio do mundo, que vivia lhe dando pirulitos. Não no sentido errado da coisa, claro.
— É. — respondeu estridentes.
— Finalmente Eros acertou a porcaria da flecha. Sabe o que aconteceu da última vez que ele tentou te acertar? Hades sequestrou Perséfone e quem teve que ouvir um sermão da dona Deméter? Eu. — sentou-se na beirada da cama e olhou a irmã. — Agora me fale o problema.
— Então isso não é um problema pra você? — indagou Atena perplexa.
— Na verdade não. Me sinto realizada, é uma questão de tempo até você cair de quatro pelo tio Popo. Com todo respeito, sis. — explicou gentilmente, mas não aliviou a raiva da irmã.
— Olha aqui projeto de barbie, eu quero que você acabe com essa porcaria que está dando certo. Se não eu sou capaz de fazer qualquer coisa... Ruim. — é, Atena não sabia ser maldosa. Mas chamá-la de projeto de barbie foi uma ofensa já que os mortais se inspiraram na sua beleza incomparável para criar essa bonequinha.
— Tipo o que? — dependendo da resposta da deusa, Afrodite poderia analisar a possibilidade de começar a pensar em jogar Poseina para os ares. Ares, outra coisa que ela não poderia jogar para cima.
— Eu ainda não sei. Mas vou pensar, e se eu chegar a uma conclusão e isso não tiver acabado, você vai se ver comigo, entendeu? — Afrodite sorriu docemente fazendo a irmã franzir o cenho. — O que você tem hoje? Está estranha.
— Nada não, maninha. — Atena revirou os olhos pensando que a irmã deveria estar apaixonada por algum mortal ou essas baboseiras de sempre. Ela deu meia volta e fechou a porta, fazendo Afrodite se deitar novamente.
Não poderia deixar de pensar nas mil e umas possibilidades do que poderia acontecer. A primeira era: Nada. Mas resolveu descartar essa pelo bem da sua sanidade mental.
A deusa quase cochilou, e resolveu tomar banho para em seguida ir jantar. Afinal de contas, era um tipo de ritual que ela fazia todo dia desde que se conhece por deusa da beleza.
Se despreguiçou, olhou-se no espelho e sorriu. Tirou sua blusa de renda e suas sapatilhas. E quando estava indo em direção ao banheiro ouviu o bater da porta. Pensando que era novamente Atena, não se preocupou em se cobrir.
— Entre. — disse virando-se para a porta, que dava a visão de um deus concentrado em fechá-la bem.
Afrodite se conteve em sorrir e apenas encarou Ares, que parecia ao mesmo tempo desconfortável e decidido. Ele a olhou de cima a baixo, analisando cada curva escultural e ela o olhou fixamente, com um leve sorriso nos lábios.
— Então veio me procurar? — indagou dando alguns passos para a frente. Ela foi pela esquerda e Ares pela direita, ficando opostos. Quanto mais ela andava, mais ele ia para trás.
— Temos contas para acertar. — afirmou com uma voz que Afrodite achou, sem dúvidas, sexy.
— Sim, várias aliás. — Afrodite deu mais alguns passos e Ares caiu na cama, logo tendo ela por cima. O deus observou como aquele sutiã preto caia bem nela, e chegou a conclusão que preto é melhor do que rosa.
Não que ele ficou pensando nisso, não mesmo.
Na verdade Ares estava passando por cima do seu orgulho ao ir atrás dela. Ele não costuma ir atrás de mulheres, elas que vão até ele. Só que Afrodite era um caso especial. Não apenas por ser uma deusa, e sim porque ela gosta de manipular os outros e no caso, Ares fora manipulado desde o começo.
Apesar dos dias que ele ficou pensando sobre isso, não passou por sua cabeça que Afrodite fez com que ele pensasse nessa história e que não desistisse de tirar isso a limpo. Porque, é claro, nessa parte que ela daria o seu bote e ficaria feliz por um certo tempo até... Enjoar, quem sabe.
Quer dizer, ela achava que Ares seria mais um passatempo e esse achava que Afrodite estava ficando louca. No entanto, o que eles achavam ou deixavam de achar não estava em pauta.
Eles estavam naquela parte crucial do plano em que ela deveria deixá-lo louco, no sentido literal da coisa.
Claro que Afrodite era um grande exemplo de beleza escultural e Ares tinha que admitir que nunca havia transado com uma mulher tão bonita quanto a deusa. Seria algo bom para ele, e ainda melhor para ela.
Porque, convenhamos, não é só ela que tem fama no mundo. Todos dizem por aí, que Apolo é quente, que Hermes é gostoso, que ela é perfeita. Agora... Ares? Ares era o badboy, o lado selvagem e machista do Olimpo.
Dava para saber apenas encarando-o que ele não gosta de '' fazer amor ''. A maioria duvida sobre seu conhecimento sobre tal assunto. Mas não vem ao caso. Ares estava se apresentando como um homem perfeito, não para amar. Para foder. E era exatamente isso que Afrodite estava procurando.
— Talvez não acabemos hoje. — comentou a deusa ficando de pé na cama, com um pé de cada lado do deus. Ares observou atentamente o short escorregar pelas pernas de Afrodite conforme ela movia os quadris, e logo teve a grande visão de uma deusa de lingerie preta que logo se ajoelhou em cima dele e tirou sua camisa.
— Sem problemas. — disse o deus auxiliando a deusa em tirar sua camisa. Afrodite sorriu sacana e moveu seus lábios para o pescoço de Ares, dando mordidas e chupões enquanto suas mãos abriam a calça e seu corpo era explorado pelas mãos grandes e pesadas de Ares.
Quando conseguiu abrir, foi escorregando para baixo e acabou por se ajoelhar no chão e tirar a calça de Ares, em seguida passando a mão por cima do volume da cueca e logo tirando-a.
Se Afrodite pudesse, ela com certeza teria dado um piti de diva. Iria reclamar das mil noites que fora obrigada a dormir com Hefesto, sendo que ele tinha um irmão que com toda certeza valia por cinco dele.
Para todo caso, ela abocanhou o membro do deus, que percebeu que o ar de seus pulmões logo começaria a falhar. Ele olhava Afrodite e se perguntava se aquele era mais um dos seus sonhos eróticos, mas depois de alguns instantes quando sentiu uma corrente elétrica passar por seu corpo inteiro ele percebeu que não era um sonho.
Sentou-se na cama e fez Afrodite se levantar. Pegou em sua cintura e lhe puxou para mais perto, alcançando suas costas e tirando o sutiã preto. Claro que Ares entrou em um conflito. Ele não sabia se os seios da deusa ficavam mais bonitos com ou sem sutiã.
Ele os pegou, chupou e mordeu. E suas mãos habilidosas ficaram com a missão de tirar a minúscula calcinha da deusa.
Ares pegou Afrodite e a colocou em seu colo, penetrando-a em seguida.
Nesse momento a deusa soltou um gemido de satisfação, afinal de contas Ares era um brinquedinho novo. Ele estocava com força e ela o arranhava com suas unhas afiadas.
O deus, sentindo aquela corrente elétrica novamente junto com um arrepio, colocou a mulher deitada na cama e se encaminhou para o meio das pernas dela, voltando com as estocadas.
Claro que Afrodite não queria parar, estava adorando. Ares então, nem pensava na possibilidade de alguém bater na porta e pegá-los. Só é que eles estavam gozando, estavam ultrapassando aquela faixa comum e indo em direção a um grande orgasmo.
O ambiente já estava preenchido com os gemidos graves de Ares e os gritinhos de Afrodite, que estavam deixando-o mais excitado. Mas tudo mudou de figura, quando ouviram três batidas na porta.
— AFRODITE, EU VOU TE MATAR!
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